sábado, 15 de junho de 2013

O Mercosulino 05/07/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

05.07.2010 Jornal "Folha de S. Paulo" Caderno: Mundo Diplomata argentino denuncia tratos Em comunicado confidencial, integrante do governo aponta favorecimento de firmas em negócios com Caracas Eduardo Sigal diz que alerta visa incluir duas empresas, e não apontar suposta existência de "diplomacia paralela" GUSTAVO HENNEMANN DE BUENOS AIRES Uma suposta diplomacia paralela, com fins ilícitos, é conduzida atualmente por funcionários do Executivo argentino junto ao governo venezuelano de Hugo Chávez, conforme diplomatas de alto escalão citados ontem pela imprensa local. Um esquema semelhante, que supostamente foi montado durante a gestão de Néstor Kirchner (2003-2007), já vem sendo investigado pela Justiça desde o ano passado. O jornal "La Nación" ontem divulgou um documento confidencial enviado à chancelaria no qual um diplomata relata que um funcionário próximo ao ministro do Planejamento, Julio De Vido, promoveu encontros entre exportadores argentinos e governantes venezuelanos. O comunicado foi escrito há dez dias por Eduardo Sigal, subsecretário de integração econômica na chancelaria. No texto, o diplomata alerta seus superiores sobre a exclusão de duas firmas interessadas e se refere às conversas como "reuniões paralelas". Os encontros ocorreriam à margem da Embaixada argentina em Caracas. O funcionário ligado a De Vido, José María Olazagasti, supostamente facilitou o caminho de empresas do setor elétrico ligadas ao governo da presidente Cristina Kirchner e direcionou contratos de exportação à Venezuela. O autor do comunicado, porém, tratou ontem de dar outra interpretação ao documento que escreveu. Para Sigal, que é alinhado ao governo, os jornais e diplomatas oposicionistas distorceram as suas palavras. "Não houve nem há diplomacia paralela. Com esse comunicado, tentei incluir duas empresas nas negociações com a Venezuela, porque elas me pediram. Todo o resto é uma invenção." Já o ministro De Vido confirmou que seu ministério coordenou encontros entre empresários e autoridades venezuelanas, mas disse que essa é uma função da pasta e que cabia unicamente ao governo da Venezuela decidir quem seria contratado. O ministro disse que seus funcionários "nunca realizaram gestões paralelas" ao trabalho da chancelaria e que as denúncias veiculadas pela imprensa fazem parte de uma "operação midiática" contra o governo. No cargo desde 2003, De Vido já vinha sendo acusado pelo ex-embaixador em Caracas Eduardo Sadous de ter patrocinado os acordos ilícitos com o governo chavista entre 2003 e 2005, na gestão de Néstor Kirchner. Funcionários de De Vido teriam armado um esquema para cobrar propinas de empresários argentinos que exportavam para a Venezuela. Jornal "Valor Econômico" Caderno: Brasil A arriscada partida de Brasil e Argentina Sergio Leo Despreparados para as derrotas que, dias depois, expulsariam da África do Sul os times do Brasil e da Argentina, os ministros de Relações Exteriores dos dois países, Celso Amorim e Hector Timerman, até fizeram gracinhas sobre a Copa do Mundo, ao falar à imprensa, no intervalo da longa reunião que mantiveram na semana passada, com direito a jantar na segunda parte. Timerman, depois, se queixaria em sua página do Twitter de que falou com Amorim sobre "Mercosur, narcotráfico, Malvinas, cooperação nuclear, Oriente Médio, G-77, Unasul", mas que jornais argentinos só citaram o futebol. Culpa dos ministros, que, na entrevista de 13 minutos em Brasília, falaram muito de bola e foram evasivos ao comentar as conversas reservadas que tiveram. Timerman deixou ótima impressão nos diplomatas brasileiros, ao mostrar, nessas conversas, disposição em trabalhar "pelo Mercosul". Mas, mesmo a quatro paredes, falaram generalidades, como admitiu o próprio Amorim ao contar que mencionaram temas de interesse comum "apenas como título de assuntos" que tratariam depois. Brincaram o jogo do contente, fingindo não ver problemas que estão na cara de todos. Em comércio internacional, como no futebol, há regras obrigatórias e há as malandragens que escapam à vigilância dos árbitros. No campo da infeliz Copa de 2010, o gol de braço de Luís Fabiano foi uma malandra versão brasileira para a famosa "mano de Diós" com que Maradona marcou ilegalmente um tento contra a Inglaterra em 1986. Nas alfândegas do Mercosul, neste ano, a prática argentina de atrasar a liberação de bens importados, como instrumento de controle das contas externas, só deixou de ser escancarada quando os brasileiros começaram a praticar contra mercadorias argentinas o mesmo tipo de infração às regras do jogo. Não é uma partida bonita de se ver. Em maio, o polêmico secretário de Comércio argentino, Guillermo Moreno, decidiu mais uma vez aplicar um cambalacho sobre plateia, árbitros e bandeirinhas, ameaçando oficiosamente perseguir empresas de varejo que importassem bens fabricados na Argentina. A ameaça, segundo industriais brasileiros, levou ao cancelamento de cerca de 25% de encomendas já feitas a fábricas no Brasil, especialmente de alimentos. Os brasileiros queixaram-se; a presidente Cristina Kirchner negou a ameaça de Moreno e as restrições teriam sido retiradas. Empresários brasileiros ainda reclamam, porém; e, embora neguem aos jornais, autoridades do Brasil têm apresentado listas de atritos comerciais aos argentinos. O governo brasileiro costuma minimizar os atritos, lembrando que bem menos de 10% do comércio bilateral são sujeitos a barreiras no país vizinho e que temos mais de US$ 1,1 bilhão de superávit com os argentinos. Esse argumento é ligeiramente míope. Na verdade, parcela gigantesca do bem sucedido comércio entre Argentina e Brasil se deve à indústria automotiva, que absorveu algo acima de 40% das exportações brasileiras ao mercado argentino. Da Argentina ao Brasil, a parcela é ainda maior. Conformar-se com o alcance ainda pequeno das restrições comerciais na Argentina é enviar sinal ambíguo às empresas do Mercosul e perpetuar essa elefantíase automotiva. A incerteza sobre as regras faz com que exportadores relutem em entrar no campo argentino, e já começa a minar as chances de expansão comercial para além da região. A União Europeia, que tem problemas próprios - especialmente os franceses - para abrir seu mercado ao bloco sul-americano, potência em matéria agrícola, encontrou nas barreiras informais argentinas o pretexto contra um acordo de livre comércio entre os dois blocos. O Brasil evita pressões muito fortes sobre os argentinos, teme exacerbar na vizinhança rancores e resistências à natural expansão do país de seu poderio econômico, já visível pela compra de importantes empresas argentinas nos setores de carne, bancos e têxteis. O mesmo receio faz com que ignore apelos do Uruguai para ajudar a fiscalizar a disputa daquele país com a Argentina, pela instalação de fábricas de pasta de celulose no rio Uruguai, fronteira bilateral. Timerman evitou o assunto em Brasília, mas deixou claro querer o Brasil longe do tema. A crença no futebol pátrio fez com que os ministros argentino e brasileiro até garantissem em Brasília que era 50% certo que um time do Mercosul ganharia a Copa. No terreno comercial, também há otimismo: Argentina parece acreditar que algumas faltas no caminho serão compensadas, em longo prazo, pela aquisição de capacidade industrial; no Brasil, imagina-se ser tempo perdido confrontar o governo Kirchner e que a política heterodoxa do vizinho pode ser administrada para evitar excessos e será ajustada como tempo (ou pela mudança de governo). É grande o risco de que a autoconfiança nos dois governos leve ambos a cometer erros de avaliação não só sobre futebol, mas também em seus próprios campos de atuação. Caderno: Agronegócios Argentina e Brasil mais próximos nos campos Os ministros da Agricultura do Brasil, Wagner Rossi, e da Argentina, Julián Dominguez, tentam hoje, durante reunião bilateral, retomar o projeto de transformar o Mercosul em plataforma conjunta de exportação de produtos agropecuários. No ato político, que terá deputados, empresários e secretários de Agricultura de sete Províncias argentinas, os países também lançarão uma cooperação bilateral em pesquisas agropecuárias com foco em fruticultura de clima temperado, vinhos, cereais de inverno e genética animal. Também haverá um acordo para estudos conjuntos de riscos e oportunidades para o Mercosul. Antes do consenso, porém, a reunião bilateral terá que resolver o crescente déficit comercial da Argentina no comércio com o Brasil, que chegou a US$ 10 bilhões nos últimos três anos. E existem algumas pendências pontuais. A Argentina busca uma saída para ampliar as vendas do chamado mosto de uva ao Brasil. As regras domésticas proíbem a industrialização do subproduto vinícola importado a granel, além de não permitir o fracionamento de embalagens. O Brasil aponta um excedente artificial argentino, mas avalia abrir exceção ao mosto do Mercosul e limitar a quantidade importada - o que teria que passar pelo Congresso. Os argentinos também querem abrir mercado para exportar cítricos, sobretudo limões, ao Brasil. Em troca, o Brasil quer abrir mercado para a banana e garantir indicação geográfica exclusiva à cachaça. (Mauro Zanatta) Jornal "O Globo" Caderno: Economia Algumas questões serão iguais no Mercosul, Chile e Bolívia Censo no país investigará de migração internacional a calçamento e lixões Cássia Almeida* LIMA e RIO. Os números são grandiosos. Serão 190 mil recenseadores, 32 mil supervisores, sete mil postos de coleta e 230 mil computadores de mão para investigar as condições de vida de esperados 193 milhões de brasileiros em 58 milhões de lares. Uma façanha que custa R$1,67 bilhão, mais que o dobro dos R$700 milhões em 2000. Em 1º de agosto começa o censo demográfico, trazendo novidades. Desta vez, não só as características da casa das pessoas, como acesso a serviços públicos e bens duráveis, serão investigadas. Quando os resultados saírem a partir do fim do ano, as condições do entorno das casas, como calçamento, iluminação pública, se a área é violenta ou próxima a áreas poluídas, como lixões, entrarão nas estatísticas. Nessa nova leva de censo, saberemos quantos brasileiros estão vivendo no exterior: pela primeira vez, a migração internacional entrará no questionário. A apuração será comum em vizinhos latinos. E a população indígena, que soma pouco mais de 740 mil brasileiros, responderá a mais perguntas. - Dessa vez, vamos verificar a língua falada pelos povos indígenas. Das 210 línguas faladas no Brasil, 180 são indígenas - disse o presidente do IBGE, Eduardo Nunes. Respostas serão até pela internet. Brasil ajuda Iraque Os longos deslocamentos até o trabalho e a escola, uma rotina desgastante principalmente para os paulistanos, vão ser medidos em todo o país. E os brasileiros que cruzam a fronteira para trabalhar fora do país, do estado e da cidade também serão quantificados. E a resposta poderá ser pela internet, se o recenseador não conseguir fazer as perguntas pessoalmente, por meio de senha. Na composição familiar, novos arranjos passam a fazer parte dos questionários. Os casais de mesmo sexo entram na conta do censo pela primeira vez. Na contagem da população feita em 2007 foi o primeiro teste. Mas, nessa contagem, 40% da população ficaram de fora. E a responsabilidade do domicílio poderá ser compartilhada. Uma das transformações que os arranjos familiares vêm sofrendo e que as pesquisas captaram. Antes, o responsável era chamado de chefe, depois recebeu o nome de pessoa de referência. Agora, poderá haver mais um responsável pela casa, retratando uma situação já vivida nas famílias. A divisão dos proventos entre marido e mulher, entre irmãos, entre mãe e filhos e outros que forem surgindo. E os resultados serão comparados com os países do Mercosul (Uruguai, Argentina e Paraguai), além de Chile e Bolívia. O IBGE vem tornando os questionários iguais em dados de trabalho, educação e domicílio. - Já fizemos teste para harmonizar também as informações sobre deficiência e migração internacional - disse Nunes. E o Brasil agora dá consultoria. Alicia Bercovich, coordenadora do Comitê do Censo Demográfico do IBGE, está na Jordânia ajudando no censo no Iraque, que começa em outubro. (*) Enviada especial a Lima Vendas para Ásia e Oriente médio em ritmo fraco Real forte e aquecimento interno fazem Brasil ficar em desvantagem BRASÍLIA. O câmbio e o aquecimento da demanda doméstica colocaram o Brasil em ampla desvantagem no intercâmbio com seus parceiros internacionais mais promissores, os chamados novos mercados. Enquanto em junho as importações de Ásia e Oriente Médio, mercados antes altamente promissores para as exportações brasileiras, aumentaram mais do que 80%, em relação ao mesmo mês do ano passado, as vendas do Brasil para essas regiões registraram taxas de crescimento bem mais tímidas, caso dos embarques para a Ásia (12,8%, com redução de 2,9% para a China) e Oriente Médio. Em junho, o Brasil comprou mais eletroeletrônicos, bens de capital, produtos químicos, siderúrgicos e instrumentos de ótica e precisão da China, que vendeu 83,7% a mais do que no mesmo mês do ano passado. Prevaleceram, nas importações oriundas do Oriente Médio, petróleo, adubos e fertilizantes. Dois outros mercados não tradicionais, mas importantes para a balança comercial brasileira, são a África e a Europa Oriental. As exportações brasileiras para o continente africano caíram 5,5%, e as importações da região aumentaram 5,9%. No caso da Europa do Leste, as compras daquele mercado cresceram 24,8%, enquanto os embarques diminuíram 25,8%. O Brasil vendeu 30,6% a menos aos Estados Unidos, mas importou de lá 43,3% a mais, com destaque para bens de capital, automóveis, produtos farmacêuticos e eletroeletrônicos. Já as exportações para a União Europeia aumentaram 10,7% e as importações, 36,6%. Cresce exportação de manufaturados A boa notícia, no entanto, é que houve recuperação das exportações de manufaturados, que têm como clientes principais os EUA e os países latino-americanos. Para o Mercosul, as vendas brasileiras subiram 35,8% com automóveis, peças, bens de capital, siderúrgicos e plásticos. As importações aumentaram 31%. O restante da América Latina comprou 35,8% a mais do Brasil e vendeu 66,6% a mais. - É importante a recuperação das exportações de manufaturados, que são menos afetados pelo câmbio - afirmou o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, referindo-se ao real valorizado frente ao dólar, que torna as exportações brasileiras menos competitivas. Os principais produtos vendidos para os mercados latinos foram automóveis e partes, máquinas e equipamentos, minério de ferro, plásticos e siderúrgicos. Para os EUA, destacaram-se aço, petróleo, bens de capital e celulose. (Eliane Oliveira) Jornais dos Países Membros do Mercosul Argentina "Clarin" Sección: El Pais Timerman admite que Botnia debería autorizar el monitoreo El canciller les informará mañana sobre el plan a asambleístas de Gualeguaychú. PorVerónica Toller Gualeguaychú. Especial El canciller Héctor Timerman ofrecerá mañana a una delegación de asambleístas de Gualeguachú algunos detalles del plan de monitoreo conjunto a la planta de Botnia que le presentó a su par uruguayo Luis Almagro. Y si bien en Argentina no hubo filtraciones, en Uruguay los medios de prensa dejaron trasuntar que Almagro les habría ofrecido información. Así, por ejemplo el diario Últimas Noticias y el digital fraybentos.com.uy informaron que "la propuesta argentina habilita el monitoreo interno de las plantas ubicadas en ambas márgenes del río Uruguay cuando exista sospecha de contaminación, aunque para ingresar a los predios se deberá pedir autorización a las empresas". El monitoreo incluiría "a todas las instalaciones en ambas márgenes del río Uruguay cuando exista sospecha de contaminación", en cuyo caso "se deberá pedir permiso a los propietarios o titulares de las firmas, ya que se rigen por el derecho privado y no tienen obligación de permitir la entrada". La CARU y Prefectura serían las encargadas de controlar el río, en tanto la Dirección Nacional de Medio Ambiente (Dinama) junto con la Secretaría de Medio Ambiente y Desarrollo Sustentable de Argentina serían las encargadas del control interno de la planta. Deberían intervenir "los más reconocidos técnicos de ambos países y expertos en cuestiones ambientales". Timerman habría pedido además que se actualicen las normas de control ambiental en ambas orillas, e instalar tecnología que permita medir en tiempo real la calidad de las aguas y el aire. Sobre la participación de Brasil, es un tema que deberán definir los presidentes en directo, no los cancilleres. La propuesta de Timerman resultó simpática al gobierno uruguayo, aunque no es seguro que ocurra lo mismo mañana por parte de la Asamblea de Gualeguaychú. Uruguay trabaja ahora en una contrapropuesta. El acuerdo de monitoreo deberá ser firmado por Cristina y José Mujica el 2 de agosto, según compromiso de ambos presidentes. Los ambientalistas irán mañana a las 10 a Cancillería junto al intendente de Gualeguaychú, Juan José Bahillo, y el gobernador de Entre Ríos, Sergio Urribarri, quien intercedió para concretar la entrevista. Los temas centrales serán el plan de monitoreo conjunto y la querella del Gobierno contra diez asambleístas por eol bloque de la ruta a Fray Bentos. El juez federal Gustavo Pimentel aceptó al Estado como querellante, pero no llamar a indagatoria a los denunciados, por considerar que los delitos planteados por el Gobierno "no tienen fundamento ni hay pruebas". Empresarios de las dos orillas Empresarios de Gualeguaychú y de Fray Bentos acordaron reunirse el próximo viernes en la ciudad uruguaya para restablecer relaciones y avanzar en proyectos comunes para reactivar la actividad económica que fue perjudicada a ambos lados del puente, tras el corte que se extendió más de tres años y medio. Los promotores del encuentro estimaron que las pérdidas totalizaron unos 600 millones de dólares. "La Nacion" Editorial Más trabas al comercio Dificultades ante un acuerdo entre la UE y el Mercosur, que sería conveniente para sustraer al país de su aislamiento actual Luego de sucesivas reuniones destinadas a acercar posiciones que permitieran reanudar las negociaciones suspendidas en 2004 para conformar una zona de libre comercio, arribaron a esta ciudad los representantes europeos y del Mercosur para hacerlo formalmente. En coincidencia con esa decisión, el gobierno nacional, en la persona del secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno, comenzó a restringir importaciones a fuerza de exigir exportaciones por montos similares a sus compras externas, hecho que ha creado un clima adverso a la negociación. Pocas semanas atrás, una delegación de embajadores europeos visitó el Congreso de la Nación, manifestando su preocupación por los hechos referidos; en estos días, también se conoció que hubo una nota del presidente de la Comisión de la Unión Europea, máximo organismo ejecutivo de la UE, en la que expresaba su disconformidad con la situación que compromete la negociación en su mismo nacimiento, y eso estando el jefe de la delegación europea en Buenos Aires. El Gobierno expresó por boca de la Presidenta, en ese momento en Madrid, que tales medidas eran inexistentes, pero luego fueron confirmadas por la ministra de Industria y el propio Moreno. Las decisiones no existen ni existieron porque son órdenes emanadas del secretario Moreno, que se cumplen ante el riesgo de ser pasibles de presiones diversas. El propósito restrictivo se sustentaría en la preocupación por el crecimiento de las importaciones, que reducen el superávit de la balanza comercial. Se acentúa así la política de sustitución de importaciones en curso, mientras que por medio de las retenciones a las exportaciones se detiene el crecimiento exportador en un círculo vicioso conducente al estrangulamiento externo de la economía. La pretensión de Moreno y de su mentor, el ex presidente Kirchner, de instalar una forma de trueque, denominado intercambio compensado, ha quedado desacreditado en el mundo entero a partir del desmembramiento de la Unión Soviética y del Pacto de Varsovia. Hubo algunos intentos entre nosotros en la década del 80, una de cuyas experiencias fue trocar equipos rumanos para la entonces estatal YPF por alimentos argentinos, operación que, al parecer, nunca fue concretada. Otra explicación que podría tener la discutida decisión comercial es la de desacreditar las negociaciones en curso. Se sabe que la UE, por lo menos hasta su crisis actual, ha demostrado un mayor interés en el tratado con el Mercosur. Desmembrado el proyecto ALCA, patrocinado por los Estados Unidos, congelada la Ronda de Doha y ante el avance comercial chino en América, se le abriría una oportunidad para expandir los hasta ahora relativamente escasos pactos comerciales por toda la geografía mundial. Mejoradas algunas trabas que llevaron al paréntesis de 2004, entre ellas la disparidad de competitividades entre los bienes agrícolas e industriales, se decidió continuar los propósitos del Acuerdo. Por su parte, Brasil ha girado hacia una posición más favorable al acuerdo; Uruguay lo ha manifestado de mil maneras, mientras Paraguay lo mira con viento a favor. La Argentina, cuya propensión autárquica actual es conocida, sorprendió con una manifestación favorable al acuerdo de la presidenta Kirchner, luego de haber prestado atención, según se afirma, a los argumentos recogidos en sus viajes por Europa. Sin embargo, quienes pregonan la autarquía, deliberadamente o no, podrían detener o cambiar el curso que conduce al acuerdo buscado. Qué mejor entonces que decisiones diametralmente opuestas a las aspiraciones del acuerdo regional. Entre esas aspiraciones, la UE pretende la derogación de nuestras retenciones a las exportaciones, tema que cuenta con la aprobación de los socios del Mercosur, cuyo Tratado de Asunción, en este sentido incumplido, las prohíbe. El tema, como es obvio, molesta al Gobierno y a no pocos representantes del arco político. Todo ello coincide con la extrema tensión que abreva en las capitales europeas y en sus calles en nutridas manifestaciones populares, lo cual podría inducir una retracción europea facilitada por las restricciones comerciales aquí adoptadas. Lograr un acuerdo equilibrado de bienes, servicios, inversiones y otros sectores entre ambos bloques constituye un hecho favorable. Con respecto a la derogación de las retenciones, podría resolverse sobre la base de concretarlo en una reducción gradual, que tal como ocurre con otros capítulos, se alcance en el término de, por ejemplo, diez años. Paraguay "ABC" Sección: Economia Comisión de diputados de Brasil vota el "precio" que nos pagan en Itaipú La comisión de Relaciones Exteriores y de Defensa Nacional de la Cámara de Diputados del Legislativo brasileño, 11 meses después de que lo firmaran las cancillerías, vota este miércoles la Nota Reversal del 1 de setiembre de 2009, con la que se pretende ajustar el precio que paga Brasil a Paraguay por su excedente energético en Itaipú, que debe cederle obligatoriamente. La comisión de diputados, según una publicación de la última semana de CanalEnergía, página digital brasileña especializada en temas energéticos, vota pasado mañana el instrumento diplomático en cuestión. CanalEnergía titula su material informativo del modo siguiente: "Propuesta de alteración del Tratado de Itaipú será votada en la próxima semana" y en un subtítulo añade que la "...propuesta triplica los valores que serán pagados al Paraguay por el excedente de energía cedido al Brasil". El texto, que lleva la firma de Carolina Medeiros, desde la perspectiva de los intereses paraguayos, e incluso de una lectura más atenta del Tratado, comporta imprecisiones, obviamente favorables a los intereses brasileños. No se altera el Tratado En efecto, la Nota Reversal del 1 de setiembre, si se lee, hasta con rapidez, el Art. XV, parágrafo 4° del Tratado, podrá concluirse que el hecho –ajustar el precio por el excedente paraguayo– no modifica y mucho menos altera el documento. "El valor real de la cantidad de dólares de los Estados Unidos de América, destinada al pago de los "royalties, de las utilidades y de la compensación... será mantenido constante...", consagra el parágrafo del artículo de referencia. Por consiguiente, en honor a la rigurosidad y desde la perspectiva de los intereses paraguayos debería concluirse que el hecho que altera el Tratado es la innecesaria confección de este instrumento diplomático y su sometimiento a un proceso que estaba previsto en el Tratado y cuyo verdadero propósito, por lo visto, era dilatar la respuesta a un reclamo irrebatiblemente justo del pueblo paraguayo: el justo precio. El análisis, ahora cuidadoso, de ese artículo del Tratado permitirá al lector detectar otra irregularidad: la postergación del ajuste obligatorio de los otros beneficios que reconoce el Tratado, en este caso no solo al Paraguay, sino también al Brasil: "royalties", y "de las utilidades" por el capital aportado para la creación de la entidad binacional. Si se atendiese, por ende, el funcionamiento de esa obra de la "relojería suiza", como gustan calificar al Tratado, incluso hoy los duros del gobierno de Lula y los voceros del empresariado de São Paulo concluirán que con ese retraso –del ajuste por las fluctuaciones del dólar– están ordeñando otra fuente de subsidios de la usina binacional, cuyos beneficios, estamos seguros, terminan hinchando las faltriqueras de Eletrobrás y de las empresas eléctricas asentadas en Brasil y no para aliviar las penurias económicas del modesto consumidor de fluido eléctrico de ese país. ¿Triplica la suma pagada a Paraguay? El verbo es muy sonoro pero, recordemos, según liquidaciones del 2007 de Itaipú, la suma que recibió Paraguay por casi 38 millones de MWh fue de US$ 100.302.700, o sea alrededor de US$ 3/MWh. Luego, la migaja, aun cuando se la multiplique por tres, sigue siendo migaja. US$ 100 millones en 2007 Entre 1989 y el 2007 –18 años–, la República del Paraguay, propietaria, en condominio, por partes iguales de los recursos hidráulicos del río Paraná y, por ende, del complejo hidroeléctrico y de la energía que produce, recibió en concepto de COMPENSACION POR ENERGIA CEDIDA –frase del tratado que camufla el precio real que paga Eletrobrás al Paraguay por su enorme excedente energético en Itaipú– US$ 1.195.222.700. El mismo informe, elaborado por la Dirección Financiera de la entidad binacional, desglosa por año esos pagos. En forma regresiva, destaquemos que en el 2007, por un excedente que rondaba los 38 millones de MWh, Paraguay percibió US$ 100.302.700; US$ 87.367.400 en el 2006, US$ 72.354.400 en el 2005, US$ 70.180.100 en el 2004, alrededor de US$ 3, incluso menos, por MWh. Venezuela "El Universal" Sección: Internacional Dicen que sigue activa legación paralela argentina en Venezuela El Ejecutivo desmiente informes de los diarios "La Nación" y "Clarín" El ministro de Planificación de Argentina, Julio De Vido, y su círculo más cercano de colaboradores mantienen operativa su "embajada paralela" en Venezuela, reveló el diario argentino La Nación, que obtuvo datos de un "alerta de altísimo nivel que se emitió hace menos de 10 días desde la propia Cancillería (de Argentina) en un cable diplomático confidencial", cuya copia obtuvo el rotativo. Esas gestiones "paralelas" fueron denunciadas al flamante canciller argentino Héctor Timerman, según publicó La Nación. El ministro fue notificado de los problemas que sufren empresas argentinas por la actuación irregular de otro colaborador de De Vido, su ex secretario privado José María "el Vasco" Olazagasti. Este escándalo estalló tras las denuncias sobre el supuesto cobro de comisiones de entre 15 y 20% que debían efectuar empresarios argentinos para concretar exportaciones a Venezuela. La opositora Coalición Cívica (CC) argentina denuncia una supuesta asociación ilícita liderada por el ex presidente Néstor Kirchner, esposo de la presidenta Cristina Fernández de Kirchner y quien gobernó entre 2003 y 2007. El alerta diplomático del que habla el matutino bonaerense se emitió el viernes 25 de junio. En el documento, cita La Nación, se informó que Olazagasti, ahora jefe de Ceremonial del Ministerio de Planificación argentino, excluyó a por lo menos dos empresas de ese país, mientras que privilegió a otras firmas locales con las que su Ministerio mantiene una mejor sintonía; entre ellas, la firma cordobesa Electroingeniería, de excelentes contactos en la Casa Rosada. El signatario de ese cable fue, según La Nación, el subsecretario de Integración Económica Americana y Mercosur, Eduardo Sigal. "Consustanciado con las ideas políticas del kirchnerismo y uno de los funcionarios más importantes de la Cancillería... Sigal reportó a sus superiores sobre la peculiar actuación del asistente de De Vido en Caracas. Lo hizo tras una denuncia de las firmas afectadas", cita La Nación. "La referida exclusión de las empresas argentinas se habría originado en una reunión paralela, organizada por... Olazagasti, de la que habrían participado únicamente las empresas que aparecen como signatarias del mencionado programa, pero a la que no fueron convocadas otras empresas participantes", citó La Nación. Las empresas perjudicadas, según La Nación, fueron Hidro-Grubert, que produce grúas y elevadoras hidráulicas, y EMA S.A., "la más importante empresa en Argentina dedicada a la producción de equipos electromecánicos de maniobra". El diario Clarín reconstruyó la agenda de Olazagasti, la cual tiene una profunda relación con la trama de corrupción desatada. "Olazagasti es un empleado de planta transitoria del Ministerio de Economía que no está designado en ningún cargo pero tiene pasaporte oficial emitido por Cancillería como secretario privado del ministro de Planificación Julio De Vido", cita el diario bonaerense. Con ese pasaporte para misiones diplomáticas hizo 42 viajes al exterior (salió y entró al país 84 veces) desde agosto de 2007, cuando Claudio Uberti perdió el cargo por llevar a Argentina a Alejandro Antonini y su maleta llena de dólares. Al igual que en el caso de Uberti, el destino favorito de los viajes de Olazagasti es Venezuela. El Gobierno argentino negó que un estrecho colaborador de De Vido realizara "gestiones paralelas" a la embajada argentina en Venezuela Un comunicado del Ministerio de Planificación salió así al paso a La Nación y a Clarín. "No hubo ni hay diplomacia paralela. Lo único que yo busqué con un cable reservado es que se incluya a dos empresas argentinas que lo solicitaban en el programa de reconversión eléctrica en Venezuela. Todo lo demás es un invento", aseguró Sigal en declaraciones a Télam.

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