sábado, 15 de junho de 2013

O Mercosulino 20/05/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

20.05.2010 Jornal ‘Folha de S. Paulo" Editorial Projeto Europeu Europa terá de fazer reformas e aprofundar projeto de união para restaurar confiança e ganhar competitividade NO DIA 13 de maio, na cidade de Aachen, na Alemanha, teve lugar a 60ª cerimônia de entrega do prêmio Charlemagne (Carlos Magno). A honraria é conferida anualmente a personalidades que prestaram serviços à integração europeia. O prêmio é assim designado em homenagem ao rei medieval que personifica o mito fundador da Europa moderna. Na ocasião, a chanceler alemã, Angela Merkel, fez um discurso contundente sobre o significado da União Europeia. Para ela, a Europa vai superar a crise da moeda comum. "O euro", disse a chanceler, "é mais que uma moeda. O euro é o passo mais largo na trajetória de integração europeia". E, a seguir, indagou: "Por que salvar a Grécia e o euro? Por que gastar dias e noites em busca de um objetivo comum?". A resposta é que o fracasso do euro não representaria apenas um fracasso monetário. "Seria o fracasso da ideia de unificação." Merkel pediu cooperação e afirmou que a Europa nasce da diversidade e da tolerância, princípios que nortearam o continente desde os primeiros passos da integração, nos anos 1950. São palavras encorajadoras, mas que precisam ser seguidas por ações. Está claro que o agravamento da crise fiscal demanda mudanças e escolhas políticas espinhosas. O ceticismo atual dos mercados em relação à Europa decorre essencialmente da percepção de que será muito difícil sustentar os ajustes necessários nos próximos anos. Teme-se, de um lado, uma reação na Alemanha, cuja população poderia não tolerar os custos para manter a moeda única, que tem no país seu mais sólido pilar. De outro, nas economias que hoje são alvo de especulação, como Grécia, Portugal e Espanha, parece demasiado ingrata a tarefa de recuperar a competitividade com medidas que representarão desemprego e perdas salariais. Já que voltar atrás na moeda comum equivaleria a instaurar o caos, o caminho a ser trilhado é aprofundar a integração. Fazê-lo implica mais federalismo fiscal, mais regras restritivas e menos soberania nacional. Estará a Europa preparada para isso? Não é demais lembrar que a União Europeia, em seu início, parecia um projeto quase impossível de se concretizar. Sua construção decorreu de alegadas razões políticas e uma subjacente motivação econômica. E a integração sempre se deu em meio a tensões entre federalismo e aspirações de autonomia nacional. A própria ideia de moeda única ganhou força no terreno da política. Temia-se que o processo de unificação pudesse acabar afastando os alemães da Europa. Por isso, a França quis estabelecer uma data para a adoção do euro. Tantos percalços vencidos ao longo da história sugerem que a Europa encontrará os meios de restaurar a confiança. Mas terá de abandonar modelos tradicionais e ineficazes para se ajustar às demandas de um futuro mais dinâmico e competitivo. Jornal "Valor Econômico" Caderno: Brasil Cristina fala em fim de veto a alimento importado, mas restrições são mantidas Daniel Rittner, de Buenos Aires Apesar das dúvidas lançadas pela presidente Cristina Kirchner, o governo argentino não desistiu de aplicar barreiras à entrada de alimentos importados. A confusão veio à tona depois que Cristina declarou em Madri, onde participava da Cúpula UE-América Latina, que "não houve restrições". Importadores continuam se queixando da proibição de importar produtos com similar nacional, embora tenham reconhecido que a medida foi levemente flexibilizada. "Estamos confiantes que não se trata de mero anúncio, e que há uma decisão oficial de deixar de lado as restrições", disse o presidência da Câmara de Importadores da Argentina, Diego Pérez Santisteban. "Mas, até recebermos contraordem efetiva, vamos seguir trabalhando no pedido que nos fez a Secretaria de Comércio Interior para analisar, caso a caso, o impacto da restrição às importações." As grandes redes de supermercados têm se reunido com o secretário Guillermo Moreno, autor da nova barreira, e apresentado listas de produtos importados para análise. Os principais jornais argentinos informaram que a alfândega havia retido entre 10 e 15 caminhões na fronteira com o Brasil, entre Uruguaiana e Paso de los Libres. Fabricantes brasileiros de milho enlatado, molho de tomate e frango têm sofrido com as restrições. O governo já advertiu a Argentina que não aceitará a simples flexibilização da medida. O ministro do Interior, Florencio Randazzo, insiste em que o governo "não fechou as importações" de alimentos. Mas advertiu, em entrevista a uma rádio, que o governo também "vai defender o desenvolvimento da indústria nacional e o trabalho dos argentinos". A barreira a produtos estrangeiros foi comunicada apenas verbalmente aos importadores, sem nenhum ato oficial. A aplicação, segundo os importadores, tem sido feita pelo Instituto Nacional de Alimentos (Inal), que precisa dar um certificado a cada produto trazido do exterior. Além do Brasil, a medida tem causado protestos dos países da UE, que evocaram as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a Argentina. O Uruguai se somou às reclamações. O presidente José Mujica pediu a seus ministros relatório detalhado sobre os efeitos que a barreira argentina pode causar aos exportadores uruguaios. Eles afirmam que o prejuízo chega a US$ 70 milhões. Caderno: Internacional UE assina TLC com Colômbia e Peru Agências internacionais A União Europeia assinou ontem um tratado de livre comércio (TLC) com a Colômbia e com o Peru. Segundo o Ministério de Indústria e Comércio da Espanha, as negociações continuam com os outros dois países da Comunidade Andina, Bolívia e Equador, cujos governos têm se mostrado resistentes a selar esse tipo de acordo com a Europa. A Espanha ocupa neste primeiro trimestre a presidência rotativa da UE. O acordo permitirá ao Peru o fim de 93% das tarifas de suas exportações. O presidente peruano, Alan García, disse que o acordo prevê também um aumento das transferências da UE para o combate ao narcotráfico no país de US$ 8 milhões para US$ 36 milhões. O colombiano Álvaro Uribe disse que o TLC ajudará na redução do desemprego e da pobreza em seu país e ajudará a economia a crescer entre 5% a 6%. O acordo havia provocado críticas em alguns setores da Colômbia por incluir uma cláusula que diz que, em caso de violações de direitos humanos, o acordo será cancelado. A Colômbia acumula nos últimas anos acusações de violações de direitos humanos em sua campanha contra o tráfico e a guerrilha. O acordo, firmado ontem em Madri, foi anunciado um dia após à formalização de um tratado semelhante entre a UE a países da América Central. O novo tratado precisa ser ratificado pela UE, pela Colômbia e pelo Peru - e deve levar ainda cerca de dois anos para entrar em vigor. Jornal "O Globo" Opinião Anatomia do fracasso da política externa As brechas no acordo fechado por Brasil e Turquia no Irã e, principalmente, a rápida reação das potências nucleares em apoio às sanções ao regime dos aiatolás revelam alguns aspectos estruturais da política externa de Brasília, seguida desde 2003. O governo Lula tem o legítimo e correto objetivo estratégico de aumentar a influência mundial do país. Mas o que aconteceu no Irã é trágico desse ponto de vista, ao demonstrar, em meio ao açodamento do governo brasileiro, o desejo de postergar a adoção de sanções ao país, forma de ajudar o regime ditatorial iraniano a ter armas nucleares. Se o desastre coloca o Brasil ainda mais longe do assento de titular no Conselho de Segurança, do ponto de vista da intenção pessoal de Lula de se arvorar como liderança mundial de grande envergadura, ele é patético e vexaminoso. Pode-se dizer que a diplomacia do "Itamaraty do B", devido a uma mistura de arrogância e autismo, ultrapassou a autonomia de voo e perdeu sustentação. Lula mudou os rumos da política externa em busca de projeção do país, de abertura a novos aliados e mercados. Mas não o fez apenas com as poderosas armas da eficiência e do profissionalismo da diplomacia brasileira, consagrada pela moderação e equilíbrio. Lançou mão de uma forte dose de ideologia terceiro-mundista ultrapassada, com cheiro de esquerdismo do pós-guerra, tendo como alvo prioritário - hoje se vê - o confronto sistemático com os interesses americanos. Lula alçou voo no cenário mundial por sua trajetória política e desembaraço no trato dos assuntos externos e no contato com os outros líderes. Mas, a partir de certo ponto, quando o fator ideológico ultrapassou de vez o bom senso, começou a criar constrangimentos. Ainda no início do primeiro mandato, a diplomacia brasileira fechou as portas à Alca (Acordo de Livre Comércio das Américas), uma proposta americana que o lulismo julgou ameaçadora. Não ocorreu ao governo brasileiro negociar para melhorar o projeto surgido em Washington. Brasília preferiu apostar tudo na Rodada de Doha de negociações multilaterais de comércio, sem sucesso. Ficou sem Alca e sem Doha. Com o fracasso da rodada multilateral, o mundo acelerou o fechamento de acordos bilaterais, enquanto o Brasil ficou preso às suas concepções ideológicas. Também por ser do Mercosul, o país só pode fechar acordos em bloco. Na prática, fez-se apenas um, irrelevante, com Israel; e só agora se retomam negociações com a União Europeia. Além disso, o Brasil trabalha para que a Venezuela de Hugo Chávez se torne membro pleno do Mercosul, o que, no mínimo, inviabilizará qualquer negociação comercial que envolva os EUA, a maior economia do mundo. Outra das consequências funestas desta política externa foi solapar as credenciais do Brasil como mediador confiável dos conflitos regionais, ao se trair ideologicamente no silêncio diante de novos crimes contra os direitos humanos em Cuba, na conivência com a tentativa de golpe bolivariano em Honduras e na militante conivência com o autoritarismo histriônico chavista em geral. A política externa não constará do balanço dos melhores momentos da Era Lula. A grande mentira CARLOS M. REYMUNDO ROBERTS Éuma mentira. Uma grande mentira. Uma mentira descomunal e, por sorte, a presidente Cristina Kirchner cortou suas pernas, pouco depois de chegar a Madri - para participar da Cúpula Ibero-Americana. Disse ali que a Argentina não aplica restrições à importação de alimentos. É incrível: umas poucas palavras serviram, assim, para desmontar todo um conjunto de falsidades, uma extraordinária fantasia que estava preocupando muitos milhares de argentinos e abalando as relações comerciais do país com o mundo. Como não é fácil imaginar que um presidente que fala em público, e menos ainda quando o faz em visita a outro país e rodeado de colegas, possa faltar com a verdade, a conclusão nesta questão do freio às importações é que todos os outros mentiram. Em primeiro lugar, mentiu o jornal "La Nación", que foi o primeiro a informar (6/5), que o governo havia adotado essa medida protecionista com o argumento de que a indústria nacional devia ser protegida ante uma possível invasão de produtos importados devido à queda do euro. O insólito é que, tendo-se publicado no local mais destacado da sua primeira página, não tenha sido desmentido por ninguém. Claro, mentiram todas as grandes cadeias de supermercados que informaram que haviam recebido (verbalmente, nunca por escrito) a ordem do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, de não importar alimentos que tivessem um equivalente no mercado local. Mentiram também os importadores, que ao inteirar-se do fechamento de fronteiras rapidamente gritaram aos céus. E, mais grave, mentiu-lhes o secretário Moreno quando se reuniu com eles - agrupados na Câmara dos Importadores da República Argentina (Cira) - e lhes ratificou a decisão, que deveria vigorar a partir do dia 1º do próximo mês. Já lançada, a mentira se fez contagiosa. Mentiram as multinacionais de produtos de alimentação ao somar-se ao coro de protestos; mentiu a Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (Anmat), que disse ter recebido uma nota de Moreno sobre este tema. Mentiram as embaixadas de vários países que expressaram sua preocupação ao governo argentino. E mentiram os embaixadores que apresentaram publicamente sua queixa na Câmara de Deputados. Mentiu o Brasil em seus protestos, formais e informais, à chancelaria argentina. Mentiu o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Edmundo Klotz, que falou de um "atentado" ao comércio bilateral. E mentiu a União Europeia no comunicado em que disse ter "interpelado" as autoridades argentinas "a propósito das restrições à importação de alimentos anunciadas nos últimos dias". Amado Boudou, o ministro da Economia, não mentiu. Ao defender publicamente a decisão de barrar as importações ("Essa de ser bonzinhos e nos abrir ao mundo é uma ideia romântica, mas muito ingênua", disse), o que fez foi perder tempo. Para que defende o que não existe? Também foram uma suprema perda de tempo as declarações do diretor de Relações Internacionais da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Sperotto, que considerou que a medida era "uma aberração para o Mercosul". Se vê que as pernas desta mentira em realidade não eram tão curtas, porque chegaram até a fronteira: seis enormes caminhões carregados com alimentos brasileiros foram detidos durante três dias sem poder entrar no país. Houve inumeráveis testemunhas deste fato - em particular da empresa Sadia, que fretou esses caminhões -, e agora, à luz das palavras pronunciadas em Madri, elas têm que pensar que o episódio testemunhado nunca existiu. Enfim, a grande farsa chegou ao seu fim. A presidente, a senhora do microfone, pôs as coisas no seu lugar. Outra vez. CARLOS M. REYMUNDO ROBERTS é jornalista. © La Nación (Argentina)/GDA. Jornais dos Países Membros do Mercosul Argentina "La Nación" Sección: Economía Reclamo de Uruguay por las trabas El gobierno de Mujica envió a las autoridades argentinas dos quejas por el freno a las importaciones El gobierno de Uruguay pidió explicaciones a la administración de Cristina Kirchner sobre las trabas al ingreso de productos alimenticios uruguayos y advirtió que eso implica pérdidas para este país. De esa forma, el gobierno de José Mujica cumplió con el reclamo de exportadores que se vieron afectados por las barreras comerciales argentinas. El canciller Luis Almagro confirmó que el malestar se había transmitido por vía escrita al Palacio San Martín y también frente a la representación diplomática argentina en Montevideo. La Unión de Exportadores del Uruguay se mantiene en alerta, luego de que proveedores locales recibieron el aviso de supermercados argentinos sobre la imposibilidad de mantener las compras por la presión de autoridades de ese país. Fuentes de la entidad empresarial dijeron a La Nacion que las trabas afectan a muchas empresas uruguayas pequeñas o medianas, por lo que su impacto es fuerte en compañías que no tienen margen para sostener la cadena de pagos si se frena de golpe su demanda. Almagro es un hombre del entorno de mayor confianza política de Mujica y fue quien se refirió al tema al volver al país, luego de participar en la cumbre de la Unión Europea y América latina. "Hemos presentado notas, tanto a través a la embajada uruguaya en la Argentina como a la embajada argentina aquí, para conocer el alcance de las medidas comerciales que se están tomando y cómo se entiende su aplicación en el futuro", dijo, al retornar a Montevideo. Además, apuntó que la carta oficial fue para hacer "saber que medidas proteccionistas en estos rubros son perjudiciales para el Uruguay". Pocas esperanzas de acuerdo El nuevo problema se suma a un collar de temas bilaterales que Mujica pretende solucionar con su par Cristina Kirchner, aunque algunos hombres del gobierno oriental no tienen muchas esperanzas. Almagro anunció ayer que la nueva fecha para la reunión entre los dos presidentes es el "2 de junio, en Anchorena", la estancia de Colonia reservada para descanso presidencial. Se dijo que los presidentes Mujica y Cristina llegarán al encuentro con ocho ministros cada uno. Esto será para que se puedan tratar todos los casos que están pendientes, como asuntos energéticos, de política comercial, de control de impacto ambiental, de transporte por los ríos compartidos y de condiciones para la importación uruguaya de gas boliviano. Con el paso de los días, el entusiasmo de Mujica por un acercamiento con la Argentina y la solución del conflicto pierde fuerza dentro del gobierno uruguayo y disminuyen las expectativas sobre un acuerdo y el levantamiento del bloqueo del puente cortado. La forma en que la Argentina reclamó un monitoreo dentro de la planta de UPM (ex Botnia) generó confusión en Uruguay sobre las reales intenciones para un acuerdo. Lo mismo sucede con las trabas a la compra de productos alimenticios uruguayos, que irritaron a los exportadores y también a funcionarios de Mujica. Paraguay "ABC" Sección: Política Pide facilitar comercio en Mercosur-UE El presidente Fernando Lugo manifestó ayer su deseo de que el acuerdo entre el Mercosur y la Unión Europea (UE) sea "real" y que garantice la exportación de productos paraguayos a los países europeos. A su regreso al país procedente de Madrid, expresó que el acuerdo entre Mercosur y la UE debe "garantizar que el comercio se haga de la manera que pueda facilitar la exportación e intercambio de productos. Indicó que no es larga la lista de oferta exportable que tiene nuestro país, que incluye a la carne vacuna y granos. Insistió en la calidad y el prestigio de la carne vacuna, según los chilenos, israelíes, rusos y europeos que adquieren la Cuota Hilton. Relanzamiento MADRID (EFE). La secretaria de Política Internacional y Cooperación del PSOE, Elena Valenciano, destacó el relanzamiento de las negociaciones con Mercosur "después de 6 años de parálisis", "gracias a la voluntad y el empeño de la presidencia española". Valenciano subrayó el "papel clave" de la presidencia española en el éxito de la VI Cumbre UE-América Latina y Caribe, que ha conseguido poner la primera piedra de una alianza global entre ambas regiones del mundo, según un comunicado de prensa. Dijo que han sido importantes los acuerdos políticos firmados. Sección: Economía Aseguran que el Brasil no quiere cumplir promesa Aparentemente, los brasileños no tienen el ánimo de cumplir con su promesa de construir la línea de 500 kV porque si lo tuvieran hubieran buscado otros mecanismos de financiación que no sea el Focem, que podría ser utilizado por Argentina para coaccionar en las negociaciones en Yacyretá, advirtió el Ing. Ernesto Samaniego, ex funcionario de la ANDE e Itaipú. La tardanza del Brasil en la búsqueda de mecanismos para la financiación del proyecto de construcción de la Línea de Transmisión (LT) 500 kV es una muestra de su falta de voluntad para cumplir la promesa asumida el año pasado ante nuestro país. Es la deducción a la que llega el Ing. Ernesto Samaniego, catedrático universitario y ex alto funcionario de la ANDE e Itaipú, al ser consultado sobre el tema. "Las decisiones son tomadas por el Consejo de Itaipú, que está conformado por paraguayos y brasileños, y así como están las cosas, aparentemente, los brasileños no tienen ánimo de acelerar la obra. Porque si lo tuvieran hubieran buscado hace rato otros mecanismos que no sea el Focem (Fondo de Convergencia Estructural del Mercosur) para cumplir con lo prometido". Al depender de la "financiación del Focem se depende, además, de la decisión tanto de la Argentina como del Uruguay. El Uruguay también había pedido financiación de una línea de transmisión y hasta ahora no se le está dando. Y la Argentina podría utilizar eso como coacción para las negociaciones con Yacyretá", alertó el experto. La construcción de la obra tardará más tiempo de lo establecido porque, de seguro, surgirán inconvenientes como los registrados durante la ejecución de la línea de 220 kV (Acaray-Coronel Oviedo), que inclusive llegó hasta los estrados judiciales. La misma está durando casi dos años. "Imagínese, la línea de 220 kV tiene una franja de servicio de protección de aproximadamente 55 metros en todo su recorrido. Generó muchos problemas con los propietarios de los terrenos. La línea de 500 tiene el doble de la de 220 –tiene 110 metros– entonces, ¿usted cree que terminará en tres años como dicen?, manifestó el profesional. Recordó que en el 2001, la construcción de la línea de 500 kV, desde Yacyretá hasta la subestación Ayolas, concluyó en tiempo y forma, pero eran apenas unos 20 kilómetros, es decir que no generó muchos inconvenientes. Para Samaniego, el gobierno del presidente Lugo está tomando decisiones no muy lógicas, por ejemplo la compra de generadores térmicos a diésel, cuya apertura de ofertas está programada para este viernes. Uruguay "El Pais" Sección: Política Nacional Critican al Mercosur y sugieren acuerdos comerciales bilaterales Los presidentes de la Cámara de Comercio y la Cámara Mercantil, Alfonso Varela y Christian Bolz, respectivamente, coincidieron ayer en el almuerzo de ADM en criticar el funcionamiento del Mercosur, ante las últimas trabas comerciales a la importación de alimentos que impuso el gobierno argentino que afectaron a unas 70 empresas locales. Para Varela, el Mercosur trae aparejadas incertidumbres que son "contraproducentes" para el comercio del país. "La actitud de Argentina es errática y no es amigable con el Uruguay. Acá hay que ir a un proceso de acuerdos bilaterales y no tenemos que temerle a las represalias de nuestros vecinos grandes", afirmó. En tanto, Bolz dijo que el bloque comercial "ha traído más complicaciones que beneficios" para el país. No obstante, reconoció que se trata de un tema de "difícil" solución pero que tampoco se puede "seguir postergando" una definición. A juicio de Varela, los tratados de libre comercio (TLC) como el que tiene Uruguay hoy con México han sido "muy positivos para el país" y que Uruguay debería seguir "explorando" esa línea de trabajo en su inserción internacional. Por otro lado, en cuanto al impacto de la crisis europea en las exportaciones, el presidente de la Cámara Mercantil dijo que por ahora no se "vislumbra" un efecto importante y que, a priori, hay un buen escenario para las materias primas, básicamente por la demanda de alimentos de las economías emergentes. "La República" Sección: Política Uruguay le comunicó a Argentina su preocupación por trabas económicas. Perjuicios económicos. El canciller Almagro solicitó al vecino país que explique las medidas adoptadas En el marco de una relación diplomática de acercamiento entre Uruguay y Argentina, construida sobre el concepto de "nueva vecindad", ambos gobiernos han emitido señales positivas. Sin embargo preocupan a la administración Mujica algunas medidas proteccionistas argentinas. El acercamiento entre los presidentes José Mujica y Cristina Fernández es evidente y se ha constatado a través de varias reuniones que ya han mantenido los mandatarios, pero también en los encuentros previstos para los próximos días. En tal sentido, días pasados y en el marco de la reciente cumbre de la Unión Europea, América Latina y el Caribe que se desarrolló en Madrid, ambos dignatarios mantuvieron encuentros bilaterales breves. Asimismo desde el gobierno ayer se confirmó que Mujica viajará a Buenos Aires el 25 de mayo, por tercera vez en poco más de un mes, para asistir a los festejos del bicentenario de la nación argentina. En tal oportunidad, Mujica y la presidenta Fernández volverán a encontrarse. Por su parte, la jefa de Estado de la vecina orilla visitará Uruguay el 2 de junio para entrevistarse con el presidente Mujica en la estancia presidencial de Anchorena, en Colonia, con la presencia de al menos ocho ministros de cada parte. Desde el gobierno uruguayo se ha expresado que existe una agenda compuesta por aproximadamente 18 temas para analizar. En tanto, el canciller Luis Almagro expresó ayer, a su retorno de Madrid, que el gesto uruguayo de apoyar a Néstor Kirchner a la secretaría general de la Unasur reposa en el concepto de "nueva vecindad". En ese marco, consideró que la "primera movida" estuvo a cargo de Argentina, cuando destrabó los recursos del Fondo de Convergencia Estructural del Mercosur (Focem) para la interconexión eléctrica. "La segunda movida también la realizó Argentina, cuando su canciller Jorge Taiana anunció el llamado a licitación para el dragado del Canal Martín García; la tercera medida también corrió por cuenta de ese país, cuando señaló su disposición de que Uruguay traiga gas boliviano a través de Argentina", enumeró Almagro. Señaló que Uruguay contribuyó a la buena vecindad con el gesto de "no vetar" a Kirchner. Sin embargo, en el marco de este nuevo relacionamiento diplomático que se ve como positivo, de todas maneras al gobierno uruguayo le ha generado preocupación el hecho de que Argentina haya anunciado determinadas restricciones a las importaciones de alimentos. Almagro dijo que las medidas del gobierno argentino "no son de muy clara implementación" y Uruguay tomó determinaciones para "contrarrestar tal perjuicio a la producción nacional". El canciller indicó que se solicitará al gobierno argentino la explicación y aplicación cabal de estas disposiciones, las cuales son "bastante abstractas y sin mucho bajar a tierra". Desde Uruguay se estima que las disposiciones han sido verbales y no se han implementado a través de decretos, resoluciones o leyes, por lo cual hay que actuar con cautela. A su vez, el gobierno uruguayo ha hecho llegar su preocupación a la administración Fernández por las medidas adoptadas. Almagro aseguró que el Ejecutivo presentó "sendas notas, tanto a través de la Embajada de Uruguay ante Argentina como de la representación diplomática argentina ante nuestro país, con el fin de conocer el alcance de estas medidas comerciales anunciadas y cómo se implementarán en el futuro, haciendo saber que medidas proteccionistas en estos rubros son perjudiciales para Uruguay". También se trasladó a las autoridades de la vecina orilla la preocupación por la toma de medidas proteccionistas en estos rubros y el convencimiento de que son perjudiciales para Uruguay. En otro orden, Almagro expresó que se realizó un planteo formal referido a la intención argentina de impedir que las exportaciones de ese país hagan escala en Uruguay, aun en calidad de tránsito. Astori: expectativas cifradas. Mercosur y Unión Europea retomarán negociaciones El vicepresidente de la República, Danilo Astori, aseguró que la Unión Europea y el Mercosur "retomarán las negociaciones iniciadas hace quince años, apostando principalmente a superar todas las formas de proteccionismo que existen actualmente". A su regreso de la Cumbre UE-ALC realizada en Madrid, Astori aseguró que los encuentros entre ambos bloques comenzarán en julio y abarcarán la perspectiva económica, política y de cooperación. Asimismo, informó que se analizó la crisis económica y financiera que azotó al planeta, y que se hizo hincapié en las "fallas evidentes que sufrieron los mecanismos de supervisión y en las contradicciones insalvables que exhibió esta crisis con el consiguiente desplome de muchos paradigmas". Dijo que se decidió "no aplicar resoluciones tomadas con anterioridad a la crisis y se acordó comenzar a trabajar para superar las consecuencias negativas de la misma". Especialmente se atenderá lo que respecta a la "recuperación del crédito a la producción y en torno al impacto provocado por las migraciones latinas en Europa". Astori dijo que en la resolución final aprobada se incluyó la instauración de una facilidad de crédito para inversiones, financiada por la Unión Europea con aplicación en América Latina, así como la creación de una Fundación UE-AL y el Caribe, que promoverá criterios de cercanía entre regiones. Puntualizó que Uruguay, en el marco del Mercosur, "tiene muchas expectativas cifradas en esta nueva etapa de negociaciones que se iniciará en julio con la Unión Europea, especialmente en lo que respecta al terreno de la ciencia y la tecnología". "El Observador" Opinião Persisten nubes desde Argentina. Después de dos semanas persiste la incertidumbre acerca de si el presidente Mujica acertó o se equivocó en la fuerte parada que se jugó al aceptar, con renuencia pero sin condiciones, el nombramiento de Néstor Kirchner al frente de la Unasur en la cumbre de ese organismo regional en Buenos Aires. Al revertir la política de su predecesor Tabaré Vázquez de vetar a Kirchner mientras los piqueteros no levantaran el bloqueo fronterizo, Mujica confió en la "buena fe" del gobierno argentino, en la presunción de que su gesto pragmático indujera al régimen Kirchner a deponer trabas que perjudican a Uruguay tanto o más que el cierre del puente San Martín. Es cierto que la reciente visita a Montevideo del poderoso ministro argentino de Planificación, Julio de Vido, parece haber allanado el ingreso de gas boliviano a Uruguay a través de gasoductos argentinos, sin tener que pagar el peaje prohibitivo que antes reclamaban nuestros vecinos. Si el acuerdo se concreta, no es un tema menor ya que la llegada de gas a precio razonable tendrá profunda incidencia en aliviar las crónicas crisis energéticas y a reducir la dependencia de las onerosas compras de petróleo. Pero no se conocen avances en los otros muchos problemas que nos golpean desde el otro lado del río, a los que no podemos escapar debido a la estrecha y forzosa interrelación que ata nuestra economía a la de Argentina. La reticencia del gobierno Kirchner desde hace años en cumplir su obligación de dragar canales de navegación en el Plata y el río Uruguay perjudican grandemente la expansión de la actividad portuaria. Esta situación afecta especialmente al puerto de Nueva Palmira. Se agrega en este campo la flamante prohibición de Argentina de que barcos con sus exportaciones a Brasil hagan escala en el puerto de Montevideo, arbitrariedad que ya ha motivado una queja formal del gobierno. Va camino a disiparse, por otra parte, la esperanza de que los Kirchner fuercen el levantamiento del bloqueo fronterizo. Al contrario, la asamblea de piqueteros de Gualeguaychú ha ratificado que mantendrá el cierre del puente pese al concluyente dictamen de la Corte de La Haya de que le ex Botnia no contamina. De remate, el gobierno argentino acaba de opinar que el retiro del bloqueo debe ser "voluntario", curso que los piqueteros ya rechazaron. Y la reciente restricción argentina del ingreso de productos alimenticios importados cierra un cerco de perjuicios graves a la economía. La Unión de Exportadores estimó que 73 empresas uruguayas se ven perjudicadas. Nuestro gobierno y el de Brasil han protestado formalmente contra una violación más a los acuerdos del Mercosur. La presidenta Cristina Fernández niega que haya traba alguna a las importaciones, aunque todos saben que su inefable secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno, es quien decide cada día cuál producto entra y cuál no. Pero no hay indicaciones de que los reclamos sean escuchados por un gobierno que se caracteriza por la arrogancia en defensa de sus intereses, sin tomar en cuenta compromisos suscritos con otros países. El gobierno K juega a lo que le conviene aunque eso signifique enfrentarse con España, Brasil y Uruguay. Por ahora, un horizonte nebuloso envuelve la esperanza en la "buena fe" argentina.

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