segunda-feira, 24 de maio de 2010

Clipping Mercosul 24/05/2010 www.camara.gov.br/mercosul

Jornal “Valor Econômico”


Opinião


A Colômbia pós-Uribe
Mockus e Fajardo, matemáticos, são a opção pela ruptura.
Por Juan Gabriel Tokatlian

Mockus e Fajardo, matemáticos, são a opção pela ruptura com a linha de governo de Álvaro Uribe, na Colômbia

A eleição presidencial colombiana, no fim de maio, será única em vários aspectos. Os planos de Álvaro Uribe para um terceiro mandato foram derrubados em março pela Corte Constitucional que, apesar de pressões imensas, manteve a proibição constitucional a mais de dois governos consecutivos. A ausência de Uribe abriu a eleição de formas imprevistas.

Embora Uribe agora tecnicamente seja um presidente em fim de mandato, continua com influência considerável e se esforça para manter a questão da segurança interna - o foco central de sua presidência - no centro da batalha eleitoral. O presidente também procurou beneficiar-se da escalada das tensões com a vizinha Venezuela e conta com seu herdeiro, o ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, para unir as forças de direita do país e assegurar a continuidade de suas políticas.

A Colômbia, no entanto, não parece querer a continuidade a qualquer preço; em vez disso, agora parece preferir uma revisão moderada do que Uribe desenvolveu nos últimos dez anos. Essa renovação chega de uma forma que é incomum na história contemporânea colombiana. A aliança entre os candidatos a presidente Antanas Mockus e o vice-presidente Sergio Fajardo oferece a possibilidade real de ruptura, porque nenhum dos dois vêm do ambiente político tradicional, liberal/conservador, atualmente enfraquecido. Os dois são provenientes do mundo acadêmico (ambos possuem doutorado em matemática).

A principal experiência política de ambos baseia-se na esfera municipal e é bem-sucedida. Mockus foi prefeito de Bogotá e Fajardo, de Medellín. Ambos querem deslocar a prioridade do governo, da segurança interna para o fortalecimento do Estado de direito, educação, ciência e tecnologia, produtividade e finanças públicas saudáveis. Nenhum dos dois é apoiado pelas máquinas políticas urbanas nem pelas obscuras organizações armadas das áreas rurais, mas sim por grupos independentes, cidadãos sem inclinação ideológica e novos eleitores, ávidos por dar seus votos a candidatos não convencionais. Ambos mobilizaram engenhosamente os jovens e valeram-se do uso inovador de redes de relacionamento social na internet.

A chapa eleitoral Mockus-Fajardo, orgulhosamente, retrata os dois nomes como pessoas de fora do mundo político, com todos os riscos e benefícios inerentes. Sua plataforma eleitoral - que também promove uma ideia de mudança geracional - está centrada em sua rejeição à ilegalidade e à corrupção, duas questões que inflamam amplo apoio popular. De fato, esse desejo por mudança é o motivo pelo qual Mockus, filho de imigrantes lituanos, pode chegar à presidência em um país que teve apenas um escasso fluxo de estrangeiros chegando no século XX.

O fenômeno Mockus é, de várias maneiras, a analogia colombiana à ascensão de presidentes "alternativos" por toda a América Latina nos últimos anos: Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil; Michelle Bachelet, no Chile; Evo Morales, na Bolívia; Mauricio Funes, em El Salvador; Daniel Ortega, na Nicarágua; José Mujica, no Uruguai; Rafael Correa, no Equador; Fernando Lugo, no Paraguai; e Hugo Chávez, na Venezuela.

Mockus, entretanto, é diferente. Em contraste com nomes como Funes, Ortega, Mujica e Chávez, cujas carreiras começaram em movimentos de guerrilha ou em golpes fracassados, o passado de Mockus é irrepreensível. Nunca foi cooptado por interesses privados, sejam políticos, econômicos ou criminosos. Ele confia em seus instintos e gosta de políticas públicas criativas, embora isso preocupe os que temem outro líder messiânico no comando do governo.

Além disso, a sensibilidade de Mockus em relação a questões de direitos humanos o distingue de Uribe, que deixa para trás um legado deplorável nesse sentido. Obviamente, os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) - bastante enfraquecidos por Uribe, mas ainda violentamente contrários à democracia colombiana - continuam uma fonte de preocupação para muitos colombianos. Mas, como a chapa eleitoral de Mockus é genuinamente centrista, o risco de tropeços graves nessa área parece ser mínimo.

Além disso, a sombra sobre a campanha eleitoral não vem das Farc, mas da direita - Santos, o candidato uribista, e a conservadora Noemí Sanin. O Partido Liberal, uma coalizão que engloba uma parte da centro-esquerda e o esquerdista Polo Democrático, não tem chance de vitória, embora seu apoio a um governo de Mockus possa ser importante para construir uma maioria parlamentar estável. Em março, as eleições legislativas, deram à chapa Mockus-Fajardo apenas uma representação mínima nas duas câmaras do Congresso, com o que qualquer governo que forme precisará de todos os aliados parlamentares que puder encontrar para colocar sua agenda em prática.

Se, como parece cada vez mais provável, Mockus se tornar presidente, sua agenda promete ser prudente - nem dar um salto no vazio nem ficar imobilizado pela necessidade de mudanças profundas. De início, três questões estarão no centro de suas atenções: a poderosa subcultura de máfia que emergiu nos últimos dez anos; a necessidade de redirecionar um modelo de desenvolvimento marcado pela dispendiosa desigualdade; e evitar o isolamento e as reações exageradas nas relações exteriores do país.

A Colômbia pode estar à beira de alcançar um sonho há muito desejado, mas frequentemente adiado: paz doméstica e redução da tensão com os países vizinhos. Antanas Mockus parece ser o nome mais adequado para realizar essas possibilidades.

Juan Gabriel Tokatlian é professor de Relações Internacionais na Universidad Di Tella, Argentina.


Jornais dos Países Membros do Mercosul


Argentina “La Nación”


Sección: Economía


Las trabas a la importación ya alcanzan a más de 500 bienes
Los productos en problemas van desde neumáticos y disyuntores hasta textiles y cubiertos de acero

¿Qué tienen en común neumáticos, disyuntores, bulones, equipos de aire acondicionado, indumentaria, pisos flotantes, bisagras, ruedas, ventiladores y cubiertos de acero inoxidable? Que forman parte de la larga lista de productos "duros de importar", debido a la aplicación de barreras comerciales de distinto tipo por parte de la administración Kirchner.

Esas medidas tienen distintas características: pueden ser formales, avaladas por la Organización Mundial de Comercio (OMC), como las licencias no automáticas; administrativas, como la imposición de nuevos requisitos burocráticos aduaneros, o simplemente verbales, como las que aplica el polémico secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno. Según cómo se haga la cuenta, el número de bienes cuya importación está restringida o directamente prohibida va desde los 500 hasta varios miles. Y no sólo alcanza a los alimentos.

Los países más afectados por estos obstáculos son, paradójicamente, los principales socios comerciales del país: China, Brasil y la Unión Europea (UE). Y también los consumidores y usuarios que ya no los encuentran en las góndolas, cuando se trata de bienes de consumo. La situación se volvió más tensa porque, después de un 2009 en crisis, cuando las importaciones cayeron el 40%, este año están subiendo al 50 por ciento, según los datos difundidos los dos últimos meses por el Indec.

Pero también hay insumos industriales demandados por las propias empresas argentinas: bielas, contrapesos y torres para equipos de bombeo de pozos petrolíferos, chapas de hierro o acero, sistemas de encendido para automóviles, calefactores eléctricos, cierres de cremallera, encendedores para cocina, fibras de poliéster discontinuas, hilados de polipropileno, materias colorantes orgánicas y bombas para líquidos refrigerantes, entre otros.

"Hay productos chinos que directamente ya no pueden importarse, como los textiles", afirma Ernesto Fernández Taboada, director ejecutivo de la Cámara de Comercio, Industria y Producción Argentino-China (Ccipac).

El gigante asiático es el país más golpeado por las barreras al comercio: 97 productos chinos tienen iniciados procesos antidumping ?la mayoría de ellos son textiles o artículos de cuero? y 407 requieren licencias no automáticas, permisos que entrega la Secretaría de Industria y que tienen el aval de la Organización Mundial del Comercio siempre que no tarden más de 60 días.

Misión a China

Por la aplicación de estas restricciones, las importaciones de productos chinos cayeron unos 720 millones de dólares en 2009. De este tema, tendrán que hablar los secretarios de Comercio y Relaciones Económicas Internacionales, Alfredo Chiaradía, y de Industria, Eduardo Bianchi, la semana próxima cuando lleguen a Pekín a pedir que China levante la restricción sanitaria que impide el ingreso de aceite de soja, uno de los principales productos de exportación argentinos.

Las medidas informales corren por cuenta del secretario Moreno. En la OMC no verían con buenos ojos el procedimiento según el cual algunas licencias no automáticas pasan antes por su oficina. Calzado, juguetes, electrónicos y neumáticos, entre otros productos, no entran en el país si Guillermo Moreno no da su visto bueno. De hecho, hasta en su despacho peregrinan dos tipos de empresarios: los que importan esos bienes, y los que los requieren como insumo de su propio negocio.

Hace dos semanas, directivos de cámaras del autotransporte de varias provincias fueron hasta la oficina de Moreno a pedir que se flexibilice el ingreso de neumáticos. Moreno les respondió: "Goodyear ya está habilitada para importar. Está pendiente el caso de Michelín, que tiene que presentar un plan de inversiones o de exportaciones para compensar la salida de divisas".

Según explicó el presidente de la Cámara de Importadores de la República Argentina (CIRA), Diego Pérez Santisteban, Comercio Interior "pidió compromisos extras para conseguir la licencia, como exportar por el mismo valor importado o, en el caso de importar desde Brasil, pagar con el sistema de intercambio en moneda local para evitar la salida de dólares".

Instrucciones verbales

Las instrucciones verbales de Moreno ya causaron varios inconvenientes. En octubre de 2009, unos 500 camiones argentinos quedaron varados en Paso de los Libres tras una represalia sorpresiva de Brasil que reclamaba el ingreso de sus neumáticos al mercado argentino.

A pesar de estos manejos, la mayoría de los permisos de importación está en manos de Bianchi, que reporta a la ministra de Industria y Turismo, Débora Giorgi. Esa Secretaría procesa miles de expedientes "a mano" porque carece de un sistema informático para hacerlo. "Las licencias se hacen manualmente, expediente por expediente", confirmó una fuente del Ministerio de Industria. Según ese vocero, sobre alrededor de 10.000 posiciones arancelarias (tipos de productos), sólo 404 tienen licencias no automáticas, y de ésas, 255 se aplicaron durante la gestión ministerial de Giorgi.

Fernández Taboada, de la cámara argentino-china, recuerda dos inconvenientes derivados de la aplicación de licencias no automáticas. "En un momento, se pusieron muchas trabas a la importación de tornillos especiales de gran tamaño que se usan en la fabricación de maquinarias; después se revirtió la disposición y se autorizó el ingreso. También hubo un recargo muy alto para los disyuntores, sin discriminar el tipo de los que se fabrican localmente de los que no", explicó el ejecutivo.

Además de las licencias no automáticas en manos de Bianchi y Moreno, también están las restricciones que impone la Aduana, que depende del jefe de la Administración Federal de Ingresos Públicos (AFIP), Ricardo Echegaray.

Canal rojo, generalizado

En este punto, se destacan la generalización del "canal rojo", es decir las inspecciones exhaustivas que alcanzan a la mayoría de los embarques y que demoran el flujo comercial, y la falta de un mecanismo de actualización de los "valores criterio", precio de referencia que el Estado le pone a cada producto; cada importador debe justificar cuándo un bien extranjero está por debajo de ese monto y, para poder ingresarlo en el país, debe depositar una garantía.

"Hay más de 24.000 productos en esta situación. Si el valor criterio estuviera bien fijado con respecto al valor real de los productos, no sería un inconveniente. El problema es que muchos de esos valores fueron fijados antes de la crisis global, que impactó mucho en los precios relativos. La verdad es que la Aduana no tiene capacidad técnica para ir revisando esos valores", explicó Pérez Santisteban.

Y, finalmente, también hay certificados sanitarios o de seguridad que pueden frenar la importación. Ese es el caso de la medida aplicada por el propio Moreno por medio del Instituto Nacional de Alimentos (INAL), un organismo que depende del Ministerio de Salud, y desató una fuerte controversia con Brasil y la Unión Europea en materia de alimentos.


Uruguay “La República”


Sección: Política


Los temas de la agenda Mujica-Cristina.
Política internacional. Para Uruguay es prioritario un buen relacionamiento con Argentina, sin descuidar Brasil

En materia de política exterior, el gobierno tiene dos frentes prioritarios en los cuales fijar su atención: uno es mejorar la relación bilateral con Argentina para alcanzar acuerdos energéticos, comerciales y de navegabilidad; otro es apoyarse en Brasil para lograr una apertura comercial con el resto del mundo.

Lentamente, la política internacional de la actual administración de José Mujica se encamina a profundizar y mejorar las relaciones bilaterales con Argentina en el marco de una "nueva vecindad". Pero, al mismo tiempo, la preocupación es no descuidar a Brasil y afirmarse a su paso firme en el contexto mundial.

En ese marco, el canciller Luis Almagro, en diálogo con LA REPUBLICA, señaló que la reunión del próximo 2 de junio en Anchorena entre los presidentes José Mujica y Cristina Fernández será propicia para analizar un cúmulo de temas que hacen a la profundización de las relaciones entre ambos países.

El canciller aseguró que tanto los presidentes como los ministros que participen del encuentro analizarán al menos 18 temas de interés para las dos naciones.

Almagro aseguró que los asuntos que estarán sobre la mesa pueden agruparse en tres grandes áreas: "los temas de navegación en lo cual estarían los dragados de los diferentes canales, el pilotaje y practicaje, entre otros; un capítulo energético que es la posibilidad de que llegue a nuestro país el gas boliviano a través del territorio argentino, la situación de Salto Grande y eventualmente el planteo argentino de la regasificadora; el tercer apartado se refiere a temas comerciales en lo que se incluye todo lo que tiene que ver con las calificaciones por exportación y licencias de exportación".

El secretario de Estado señaló que también se encuentran "los laudos arbitrales del Mercosur, asunto que todavía no ha sido cumplido y entre ellos los neumáticos remoldeados e, incluso, el bloqueo de los puentes a cargo de los asambleístas de Gualeguaychú.

Sobre los cortes de los pasos de frontera, reiteró que la posición del gobierno del Uruguay "no era un cambio pelo a pelo" entre la liberación de los puentes por la candidatura de Néstor Kirchner para la secretaría general de la Unasur.

"Ello no podía funcionar de esa manera, porque el efecto del puente cortado es continuado e involucra más actores y acciones que la candidatura a la secretaría de Unasur que es un asunto de un momento", dijo Almagro.

En cuanto a si existe optimismo en el gobierno uruguayo para lograr la liberación de los puentes, dijo que a la administración no le gusta hablar de "plazos, porque el optimismo está vinculado a un plazo, es decir a un poco antes o a un poco después, entonces hay que trabajar para que el tema sea resuelto y se cumpla el laudo arbitral del Mercosur que está pendiente".

Sin embargo, en el marco de este nuevo relacionamiento diplomático que se ve como positivo, de todas maneras al gobierno uruguayo le ha generado preocupación el hecho de que Argentina haya anunciado determinadas restricciones a las importaciones de alimentos, rubros del sector agroexportador.

"Ahí es donde Uruguay tiene que informarse para hacer el planteo con la mayor seriedad y firmeza", de todas maneras adelantó que "el tema está encaminado a una solución en función de los contactos mantenidos por parte de la Presidencia de la República con las autoridades argentinas".

En tanto que los acuerdos anunciados con Brasil no se pueden perder de vista, porque existe una decisión de "ir al estribo de Brasil", como así lo ha anunciado el presidente José Mujica.

Eso significa que "sin Brasil el mundo a Uruguay no se le abre, se le cierra; y que la relación que tiene con Brasil le potencia otras relaciones con otros países en el mundo. Entonces trabajar la relación bilateral con Brasil de la mejor manera se suma a la inserción de la agenda externa del Mercosur y eso es lo que hemos venido logrando en los avances de las relaciones entre la Unión Europea y el Mercosur".

Precisamente sobre los temas que se plantearon en la reunión de Mujica y Lula Da Silva se está avanzando, aseguró el canciller y existe una comisión de seguimiento de los temas de integración física y productiva, entre los que se destaca la posibilidad de construir el puerto de aguas profundas en La Paloma, Rocha; y el intercambio de conocimiento entre ambas naciones.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Clipping Merocosul 21/05/2010 www.camara.gov.br/mercosul

21.05.2010

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Edição e Seleção
Humberto Napoli Licursi
Maria Elisabete da Costa
Paulo Affonso



Jornal ‘Folha de S. Paulo”


Caderno: Dinheiro


A União Europeia cairá diante dos bárbaros?
A zona do euro não pode se estabilizar sem uma estrutura sólida de solução de crises e a capacidade de enfrentar a moratória de um país-membro
DANIEL GROS
ESPECIAL PARA O PROJECT SYNDICATE

A zona do euro está diante de uma crise fundamental, que ataques aos especuladores nada farão por resolver. O Conselho Europeu de ministros prometeu centenas de bilhões de euros aos países-membros que enfrentam perigos financeiros, ainda que a economia europeia como um todo não esteja realmente em crise.

Pelo contrário: a maioria das pesquisas e indicadores econômicos mais sólidos aponta forte recuperação, e o país que enfrenta problemas de fato sérios, a Grécia, representa apenas 3% do PIB (Produto Interno Bruto) total da região.

Mesmo assim, a crise impõe desafio quase fatal à União Europeia, porque envolve diretamente o principal princípio subjacente da governança europeia: a natureza do Estado. O caso da Grécia propõe uma questão simples, mas profunda: será possível permitir a quebra de um país-membro da UE?

Uma das opiniões é a de que o Estado é sacrossanto: a UE precisa intervir e ajudar qualquer membro errante a recuperar o fôlego. Mas essa posição presume que todos os países-membros tenham aderido aos valores econômicos subjacentes da união: a prudência financeira e reformas pró-mercado.

Problemas só poderiam surgir devido a choques inesperados, dificuldades políticas locais temporárias ou -o mais querido dos vilões- comportamento irracional de parte dos mercados.

Exagero

Aplicada à Grécia, essa visão indicaria que a crise fiscal do país resultou de reação exagerada dos mercados mundiais a dificuldades políticas locais (gastos excessivos pelo governo grego antes das eleições do país no ano passado).

Além disso, indicaria que a crise está sob controle da Europa e que as autoridades do bloco elaboraram um plano que vai resolver todos os problemas fiscais e estruturais da Grécia.

Daí o refrão oficial -ou ao menos meridional: "O plano da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional) vai dar certo. O fracasso seria inadmissível".

A opinião oposta é mais pragmática e leva em consideração as normas da união. Essa visão "setentrional" deriva da premissa de que os países-membros continuam a ser entidades soberanas e que é possível que um país-membro não venha a implementar um programa de ajuste necessário.

A visão tem representação na cláusula do tratado do euro, que proíbe resgates e estipula que cada país é responsável isoladamente por sua dívida pública. Nesse caso, o fracasso passa a ser uma possibilidade, se o país tiver violado as normas básicas da moeda única.

Os mercados não participam diretamente desse debate. Mas têm muito em jogo na situação.

Qualquer detentor de títulos de dívida gregos precisa calcular a probabilidade de que o sistema político da Grécia seja forte para promover as reformas necessárias a manter em dia o serviço da dívida do país.

A avaliação coletiva dos mercados sobre a política econômica e fiscal de qualquer governo se expressa no ágio por risco que aquele governo precisa pagar para colocar títulos de dívida. Dúvidas resultam em ágios mais altos, o que torna ainda mais difícil financiar um governo que já esteja enfrentando problemas financeiros.

Erros de julgamento

Os mercados muitas vezes erram nos julgamentos. Mas esses são um fato da vida; não há como eliminá-los por um ato de vontade ou regulamentação.

Seria possível objetar que a distinção entre a posição meridional e a setentrional tem apenas interesse acadêmico, hoje, porque um fracasso é de fato inadmissível.

Mas o Conselho Europeu de ministros também criou um grupo de trabalho, presidido por Hermann Van Rompuy, o presidente da União Europeia, a fim de elaborar propostas concretas de reforma da união monetária.

A escolha essencial para esse grupo é simples: devem dirigir seus esforços só a impedir fracasso (o que incluiria apoio fiscal irrestrito) ou será necessário também tomar providências para a possibilidade de quebra de um país-membro, a fim de mitigar as consequências se isso ocorrer?

A primeira escolha envolveria medidas complicadas cujo objetivo seria agir da mesma maneira, mas com mais vigor -um reforço do Pacto de Estabilidade e Crescimento, por exemplo, com cláusulas adicionais de vigilância e cooperação na política econômica.

No entanto, essa abordagem não oferece resposta a uma questão fundamental: por que a estrutura básica não funciona?

Enquanto os líderes da UE não forem capazes de responder a essa pergunta, os mercados continuarão a abrigar dúvidas sobre a estabilidade do euro em longo prazo.

Estrutura sólida

A zona do euro não pode se estabilizar em termos políticos e econômicos sem uma estrutura sólida de solução de crises e a capacidade de enfrentar a moratória de um país-membro.

A posição de que não se deve permitir a quebra de um país-membro implica, logicamente, que será necessário sustentar o euro por meio de uma união política ou ao menos fiscal.

É essa a escolha que os líderes europeus terão de encarar: um passo adiante radical rumo à integração política ou econômica ou uma estrutura clara para lidar com as consequências do fracasso de um país-membro no que tange a respeitar as regras fundamentais da união monetária.

Não há dinheiro que permita aos líderes europeus fugir a essa escolha.

DANIEL GROS é diretor do Centro de Estudos Políticos Europeus.
Tradução de PAULO MIGLIACCI


Jornal “Valor Econômico”


Caderno: Brasil


Brasil lucra pouco com consumismo argentino
País perde liderança para chineses no segmento de eletrodomésticos importados pelo vizinho
Daniel Rittner, de Buenos Aires

Para fugir da inflação alta, que deve chegar a 25% neste ano e não encontra nenhuma aplicação financeira capaz de preservar o poder aquisitivo, a classe média argentina resolveu investir em bens duráveis. Mas os fabricantes brasileiros estão tirando pouco proveito da recente onda de consumo, que já fez as importações de eletrodomésticos crescer 27% no primeiro trimestre. O Brasil não só perdeu a liderança de mercado para os chineses, mas aumenta a venda de equipamentos como geladeiras, congeladores e lava-roupas em velocidade bem menor do que outros fornecedores, como os países asiáticos e o México.

De janeiro a março, as importações de eletrodomésticos pela Argentina alcançaram US$ 129,8 milhões. Lideraram o crescimento, em relação a igual período de 2009, aparelhos de DVD (71%), lava-roupas (52%) e geladeiras (16%). Outros equipamentos, como televisores (-30%) e fogões (-17%), tiveram queda porque o país expandiu a produção local.

A indústria brasileira está vendendo mais à Argentina do que em 2009, como era de se esperar. Na comparação anual, houve crescimento de 23,2%, segundo levantamento da consultoria Investigações Econômicas Setoriais (IES). Já a China aumentou em 32% suas exportações de eletrodomésticos à Argentina, concentradas em geladeiras e lava-roupas, e se distanciou como principal fornecedora do país.

Um importador em Buenos Aires comentou que fabricantes chineses têm oferecido preços em dólar de 20% a 25% inferiores aos do Brasil, no caso das geladeiras. "Se o motor quebra em três anos ou menos, é outra coisa", afirmou. Nem toda a diferença, porém, pode ser atribuída ao câmbio, acredita Alejandro Ovando, diretor-geral da IES.

Multinacionais com presença no Brasil e no México começaram a atender parte da demanda argentina por meio da filial mexicana, diz o economista. Isso fez as importações provenientes do México aumentarem 59% no primeiro trimestre de 2010 e consolidarem o país como terceiro maior fornecedor de eletrodomésticos da Argentina.

Os asiáticos souberam aproveitar ainda melhor a recuperação do consumo local e têm dobrado, em média, suas vendas ao principal sócio do Brasil no Mercosul. Houve aumento de 345% das importações de eletrodomésticos das Filipinas, de 125% da Coreia do Sul e de 95% da Malásia.

Isoladamente, são países que detêm fatia pouco inexpressiva do mercado argentino. Somados, eles já atendem cerca de 10% das importações, ajudando a roubar espaço da indústria brasileira. Esses países têm concentrado suas vendas em pequenos equipamentos, como DVDs, secadores de cabelo, liquidificadores e aspiradores de pó. "Por causa das travas à China, estão crescendo essas importações de outros fornecedores asiáticos, o que na verdade é uma triangulação de mercadorias chinesas para evitar as barreiras", suspeita o economista da consultoria.

A produção local também cresceu (112%) na Argentina, que tenta substituir a importação de alguns produtos acabados, como televisores. Em abril, foram vendidos quase 90 mil aparelhos no mercado interno - praticamente o dobro do que se verificava em dezembro, em plena véspera de Natal. A Eletros, associação dos fabricantes brasileiros, não atendeu aos pedidos de entrevista do Valor.


Exportador já busca alternativa à zona do euro
Marta Watanabe, de São Paulo

Enquanto embarcam para a União Europeia as mercadorias cujas compras foram fechadas há alguns meses, exportadores brasileiros já se preparam para uma possível queda de demanda da zona do euro no segundo semestre, em razão da crise no bloco. Para cumprir as metas de vendas ao exterior, as empresas tentam deslocar para outros destinos embarques antes planejados para países europeus.

No ano passado, a Europa concentrou 40% das 842 feiras e eventos apoiados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Em 2010, o número de eventos deve subir para cerca de mil, mas a previsão é que a fatia da Europa vai cair para 22%. A diferença foi distribuída em outros países e blocos.

Segundo o presidente da agência, Alessandro Teixeira, a tendência de reduzir o número de eventos na Europa já é um reflexo do receio em relação à demanda dos países da União Europeia. "Há uma preocupação e uma tentativa de migração de exportações para outros destinos, como África, Ásia e Estados Unidos. "

Teixeira lembra que a União Europeia é grande consumidora de commodities agrícolas brasileiras, mas os países do euro também são importantes compradores de produtos manufaturados e semimanufaturados. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), esses segmento industrializados representaram no ano passado 51,5% das exportações brasileiras para o bloco. "São os fabricantes de manufaturados e semimanufaturados que têm mostrado maior preocupação com o impacto da crise nas vendas."

A West Coast, da área de calçados, e a fabricante de cosméticos Cless, são exemplos de empresas que têm nos países europeus destinos importantes de seus embarques. Com estratégias diferentes, as duas já pensam em manter suas previsões iniciais de exportações, muito embora considerem provável a redução de compras pelos europeus. A expectativa é compensar com mercados como Oriente Médio e América Latina.

Heitor Klein, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), setor que tem na Europa cerca de um terço do destino das exportações, diz que o efeito da crise "certamente" será sentido a partir de julho, quando começam os contratos da coleção primavera/verão. Para ele, a tarefa de migrar as exportações para outros locais não poderá ser feita de forma instantânea e será difícil, porque a Europa é consumidora de produtos de maior valor agregado.

A expectativa geral, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), é de que os países europeus terão uma recuperação mais lenta com a nova crise e, por isso, cada exportador procura mercados alternativos. "O problema é que os exportadores do mundo inteiro estão tentando fazer isso, tornando o mercado competitivo, o que pode causar redução de preços", diz. Para ele, a queda de demanda europeia deve começar a fazer diferença na balança com o bloco a partir de julho e agosto.


Caderno: Finanças


Reestruturação da dívida argentina tem baixa adesão
Daniel Rittner, de Buenos Aires

Ficou abaixo do esperado, por enquanto, a adesão de credores internacionais à reestruturação da dívida argentina que ainda está em situação de moratória. Decidiram aceitar a oferta, até agora, detentores de títulos que somam US$ 8,543 bilhões. Isso representa 45% dos US$ 18,7 bilhões dos títulos em moratória nas mãos de credores externos.

O governo relacionou os problemas à crise grega e adiou a emissão de novos títulos, que marcariam o retorno da Argentina ao mercado internacional de crédito. A oferta, lançada no início do mês, vale até 7 de junho e prevê deságio de 66,3% sobre o valor de face dos papéis.

No entanto, a proposta também envolve o pagamento dos juros não desembolsados pela Argentina desde a moratória de 2002 e um título com variação conforme o crescimento da economia do país. Com isso, o valor de mercado da proposta alcançava cerca de US$ 53 para cada US$ 100 de dívida em calote.

A previsão do Ministério da Economia era de uma aceitação mínima de 60% dos credores. Os três bancos que assessoram o governo na operação - Citibank, Deutsche e Barclays - falavam em adesão maior, entre 70% e 75% do total.

Na avaliação do governo, esse nível de adesão permitiria praticamente isolar os credores que ainda tentam reaver o valor integral de seus investimentos, em tribunais americanos. É o caso do NML Elliot e do EM, dois dos chamados fundos "abutres", que já conseguiram, diversas vezes, embargar ativos da Argentina e até contas do Banco Central nos Estados Unidos. Mas o percentual de adesão obtido até agora lança dúvidas sobre o sucesso da operação.

O ministro da Economia, Amado Boudou, admitiu o efeito negativo da crise grega sobre a reestruturação. "Em um período de alta volatilidade, todas as operações de dívida se freiam", comentou Boudou. Mesmo assim, o ministro qualificou como "muito satisfatório" o grau de adesão obtido até o momento.

Ainda é possível, tecnicamente, atingir a adesão de 60% - e mesmo superar 70% - prevista pelo governo. Mas os bancos davam como certo, a esta altura, que teria chegado a US$ 10 bilhões a aceitação no processo de reestruturação. A atenção agora se volta aos credores minoritários, com títulos que totalizam menos de US$ 50 mil - ou o equivalente em euros, pesos e ienes. São, principalmente, credores italianos, alemães e japoneses. O porta-voz dos minoritários italianos, Nicola Stock, recomendou que seus compatriotas não aceitem a proposta argentina.

Paralelamente, Boudou deixou de lado, por enquanto, a emissão de US$ 1 bilhão em novos títulos. Esse lançamento marcaria a volta da Argentina ao mercado de crédito internacional. "Não é o momento, nem estão dadas as condições para emitir, porque hoje teríamos que pagar uma taxa de 10,75% e nós buscamos uma taxa menor de dois dígitos", afirmou. Ele negou, porém, a necessidade de captação para financiar os gastos públicos em 2010. "O governo não precisa desse dinheiro."


Jornal “O Globo”


Opinião


Pé torto que dói
CLAUDIO SALM

Osenador Aloizio Mercadante tem compulsão a falar, sempre de forma afobada e aparentemente irrevogável, sobre o que não fez e o que não sabe, e este é o caso, entre outros, do Mercosul. Ao se precipitar em um artigo no GLOBO ("Tiro no pé", em 2/5) sobre esse tema, mostrou que tem pé torto e chutou para fora.

Para começar, o senador petista não tem noção sobre a diferença entre uma Zona de Livre Comércio e uma União Aduaneira, o que resulta em grande confusão. Livre Comércio supõe a plena isenção de tarifas e taxas entre os países integrantes, além da eliminação de barreiras não alfandegárias e de subsídios que afetem o comércio entre eles. É um processo que toma tempo. No Nafta (Canadá, Estados Unidos e México) essa transição se estendeu do início dos anos 90 e ainda não está consolidada. O Mercado Comum Europeu, que começou a engatinhar depois da Segunda Guerra, pelo aço e pelo carvão, e tornou-se Comunidade Europeia nos anos 60, só virou União Europeia em 1992, em Maastricht, 30 anos depois.

A União Aduaneira incorpora a Zona de Livre Comércio e vai mais longe: implica tarifa externa comum para todo o fluxo de comércio dos países-membros com terceiros países, bem como a impossibilidade de que um deles firme, isoladamente, acordos de livre comércio com países de fora do bloco. Acordos, só com a aval de todos. Uma União Aduaneira implica renúncia da soberania comercial de cada um dos seus integrantes. No caso do Mercosul, qualquer membro pode implodir um acordo que o Brasil deseje negociar com a Rússia, a Índia ou a China, por exemplo.

Foi por inércia, mas também por causa disso, que durante os oito anos do governo Lula o Brasil assinou apenas um acordo de livre comércio, com Israel, ainda pendente de ratificação, e o fez no âmbito do Mercosul, enquanto no mundo foram firmados cem acordos dessa natureza. O comércio exterior brasileiro cresceu muito nos últimos anos, é verdade, mas até um vestibulando sabe, ao contrário de Mercadante, que esse crescimento não foi fruto de nenhuma política de comércio exterior, mas simplesmente da subida dos preços de nossas commodities e do crescimento da demanda internacional: no governo FH, entre 1994 e 2002, o preço médio das exportações caiu 12%, enquanto no governo petista, entre 2002 e 2008, aumentou 60%!

Sem informações e conhecimento mínimos sobre o assunto, o senador Mercadante considerou que a tese de que o Mercosul deveria rever e flexibilizar o acordo em relação à União Aduaneira - para concentrar-se no livre comércio e fortalecer-se - equivaleria a extingui-lo! Ele nem mesmo sabe que o Brasil, 15 anos depois do Tratado, ainda não pode vender açúcar livremente para a Argentina; ignora que ainda não há livre comércio para automóveis; nunca ouviu falar nem sabe o que são as "perfurações" em matéria de Tarifa Externa Comum: trata-se de mudanças unilaterais de tarifas que ultrapassam o teto comum da TEC, como fez a Argentina durante sua última crise, nunca mais corrigiu, e continua fazendo. Aliás, a participação dos países do Mercosul no comércio brasileiro vem decaindo nos últimos anos, enquanto países como a China - apesar de tão distante - ou como o Chile (que acabou não ingressando no Mercosul por recusar a Tarifa Externa Comum) têm conosco um comércio mais dinâmico.

O ponto máximo da erudição do senador dos "aloprados" é exibido quando ele faz, sem saber, sociologia do conhecimento: segundo ele, os que defendem a extinção (sic) do Mercosul são "conservadores". Mal sabe que, antes da criação do Mercosul, os primeiros a defender que suas primeiras etapas se desenvolvessem como Zona de Livre Comércio, além de José Serra, provinham de horizontes ideológicos opostos, como o embaixador Roberto Campos, ícone da direita, e Paulo Nogueira Batista, outro diplomata competente e, na sua época, mais à esquerda do que quase todo o Itamaraty. Já os governos Itamar Franco, FHC e Lula, aos quais não se pode acusar de serem mais conservadores do que Sarney e Collor, endossaram a União Aduaneira total.

Esse fino raciocínio do senador atinge seu ponto mais sofisticado quando identifica, por trás da preferência pela Zona de Livre Comércio, um viés pela natimorta Alca. Como e por quê, ele não revela. E ignora, como nenhum economista sério deveria ignorar, que o primeiro artigo crítico sobre a Alca, abrangente e de corte acadêmico, foi publicado pelo então senador Serra na revista "Política Externa" (1997).

Muito mais grave do que cometer um erro, o que é humano, é sem dúvida persistir nele, o que chega a ser desumano. Pé que nasce torto fica torto a vida inteira. E dói.

CLAUDIO SALM é professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.


Jornais dos Países Membros do Mercosul


Paraguay “ABC”


Sección: Política


Brasil defiende el ingreso

Brasilia (ANSA). El senador brasileño Geraldo Mezquita Junior, vicepresidente de la Comisión de Relaciones Exteriores de la Cámara Alta, abogó por el ingreso de Venezuela al Mercosur, durante la sesión en que fue aprobada la designación del nuevo embajador en ese país.

El congresista, del Partido Movimiento Democrático Brasileño (PMDB) e integrante d el bloque oficialista, dijo que la inclusión de Venezuela en el Mercosur lo “tornará más representativo”.

En diciembre pasado, y luego de dos años de debates, el Congreso respaldó el ingreso venezolano al Mercosur, que ya cuenta con el aval de Argentina y Uruguay, pero no tiene la aceptación de Paraguay.

En ese sentido, el senador Eduardo Azeredo, titular de la Comisión de Exteriores, comentó que se reunió recientemente con congresistas paraguayos y aseguró que “no hay perspectivas de aprobación de Venezuela” en la legislatura de Asunción.

Hace un mes, el senador Romero Jucá, del PMDB, y jefe de la bancada oficialista, declaró que tratará de persuadir a sus colegas paraguayos, gesto que le valió un agradecimiento del presidente Hugo Chávez.

En tanto, senadores opositores manifestaron críticas al gobierno de Chávez. En ese orden, Arthur Virgilio, del Partido de la Socialdemocracia (PSDB), dijo que en Venezuela “no se respeta la libertad de prensa y se montan procesos por corrupción a los adversarios políticos del gobierno autoritario del coronel Chávez”. Comparó a Venezuela con la “dictadura” que, según opinó, impera en Cuba.


Sección: Economía


Técnicos pisotean acuerdo Lugo-Lula
La contrapropuesta del estamento técnico del equipo negociador brasileño sobre Itaipú, además de violar el Tratado, pisotea la Declaración Presidencial del 25 de julio de 2009, firmada en Asunción por los presidentes Fernando Lugo

De acuerdo con el documento presidencial de referencia, los equipos de trabajo conformados con especialistas de la ANDE, Eletrobrás, Itaipú y de los ministerios de Relaciones Exteriores, en un plazo que tampoco fue respetado, debían canjear propuestas técnicas sobre: a).- La comercialización de la energía paraguaya de Itaipú en el mercado eléctrico del vecino país. b).- La contratación de la totalidad de la potencia instalada en la usina binacional (18 unidades productoras). c.- Comercialización de lo producido por otras fuentes de energía eléctrica de nuestro país en el Brasil.

Hubo una propuesta de los técnicos paraguayos -guardada en nuestro país- y hoy, diez meses después, y no tres, como estipulaba la Declaración, sus pares brasileños remiten su contrapropuesta, que felizmente traspuso la vieja práctica stronista de la diplomacia entre cuatro paredes, en la que se comprueba que la política colonialista brasileña sigue inalterable. Debe aclararse empero que la misma aún no cumple los requisitos para que sea considerada como un documento oficial.

Lo que realmente interesa al Brasil

De los tres items puntualizados más arriba, debe admitirse, hasta el sentido común lo confirma, que el único que realmente importa e interesa a nuestros socios en Itaipú es el “b”, o sea la contratación de la totalidad de la potencia instalada en la usina binacional (18 unidades productoras) y que los otros no pasan la categoría de la “fórmula diplomática”, luego el espíritu de la Declaración Presidencial -el de la integración energética y la cooperación bilateral- , tiene para los negociadores y técnicos brasileños, pese a la firma de su presidente, el mismo valor.

Violación del Tratado

Las fórmulas “diplomáticas”, no obstante, no resisten la prueba de fuego de la realidad. En efecto, basta que llegue el tiempo de las concreciones para que las máscaras se caigan. Avanzando incluso sobre los derechos que consagra el Tratado. Por ejemplo, el punto 1,4 (ver copia facsimilar) del documento técnico brasileño, se infiere que pretenden modificar el Tratado, documento que en su momento calificaron como una “maquinaria perfecta”.

El punto mencionado injerta una nueva exigencia, evidentemente dirigida al Paraguay, en este caso a la ANDE, al pretender que la empresa eléctrica estatal paraguaya aporte una garantía financiera por los contratos que firme con Itaipú.

Desconocen o no les importa la crítica situación que atraviesa la estatal paraguaya y, por ende, todo el sistema eléctrico paraguayo, que hace mucho tiempo trastrabilla peligrosamente al borde del abismo del apagón. Luego, con esta propuesta, parece que quieren se le dé el tiro de gracia.

Nos subestiman

En el capítulo 2 de la contrapropuesta brasileña -Comercialización en el Brasil de la potencia contratada por la ANDE con la Itaipú y no utilizada para consumo en el Paraguay- nos encontramos con planteamientos que contornean la ofensa.

Los puntos 2,1; 2.2; 2,3; 2,4 y, especialmente el 2,5 (ver copia 1) enmarcan o, mejor, meten en un verdadero brete la ilusión paraguaya de vender en el mercado brasileño nuestros excedentes energéticos. De la lectura de estos puntos se colige que la estatal paraguaya contratará con Itaipú su potencia, e “innovadoramente” debe entregarle una garantía financiera. Luego traspasará a Eletrobrás esa potencia y la energía asociada, así como sigue ocurriendo, incluso hoy.

La historia no termina ahí, a continuación, el buque insignia del sector eléctrico brasileño le paga a la ANDE, a su vez ANDE paga a Itaipú y la posibilidad del lucro, que como copropietario de Itaipú le corresponde, queda en eso, en una simple posibilidad.

Cronograma de utilización

En los puntos comprendidos entre el 2,6 y 2,13 (copia 2), los técnicos brasileños reflotan la exigencia antiparaguaya del cronograma de utilización, previsto por cierto en el Anexo (de 20 años), atenuado en 1974 mediante la Nota Reversal Nº 1, que divide ese interminable plazo de dos períodos de 10 años, que nunca estuvieron vigentes.

Si bien en este caso se habla del “quinto año” del lapso de contratación, debe la ANDE la decida luego de un cuidadoso examen de su capacidad. Recordemos que hoy el colapso castiga al sistema paraguayo porque sus “visionarios”, por corruptos o miopes, no pudieron ver ni presentir la llegada de toda una división de tanques rusos, que es el colapso en el que hoy tambalea.

Entre los puntos 2,14 y 2,18 (copia 3) los técnicos brasileños abordan otro asunto que también preocupa a nuestro país, el uso extraordinario del agua del embalse (deplecionamiento) en épocas de sequía, operativos que hasta ahora solo beneficiaron al Brasil, a pesar de que esas aguas pertenecen en condominio a ambos países.


Uruguay “El Pais’


Sección: Economia


Los arroceros de Mercosur piden más arancel externo. Acordaron en Rivera pedir que se eleve de 12% a 30%.

Las principales gremiales arroceras del Mercosur concretaron esta semana un acuerdo para solicitar a sus respectivos gobiernos elevar el Arancel Externo Común (AEC) del bloque de 12% a 30% para el arroz que ingrese de fuera de la región, confirmó a El País el presidente de la Asociación de Cultivadores de Arroz (ACA) de Uruguay, Ernesto Stirling.

El titular de la ACA dijo que el acuerdo se concretó el pasado martes en una reunión celebrada en Rivera entre las principales gremiales de Uruguay, Brasil, Argentina y Paraguay. La decisión fue la de trasladar este pedido a los respectivos gobiernos a través de los mecanismos pertinentes en cada caso. Stirling dijo que la ACA ya está en proceso de informar de la decisión a los ministerios de Economía, Ganadería y Relaciones Exteriores.

Esta decisión adoptada en Rivera culmina un proceso de varias semanas de consultas entre las diferentes gremiales en procura de buscar un mecanismo de defensa para el ingreso de arroz subsidiado desde fuera del bloque.

Sin embargo, y según recoge el diario brasileño Zero Hora, a nivel de la industria brasileña la medida no es vista con buenos ojos. El presidente del sindicato de la Industria del Arroz de Rio Grande Do Sul, Elio Coradini, consideró en declaraciones reproducidas por el periódico gaúcho, que la intención de las organizaciones de productores es un "retroceso". Coradini recordó que, a la vez que se adopte una medida de esta naturaleza, Brasil debe seguir intentando abrir nuevos mercados, pero puede enfrentarse a respuestas negativas ante la interpretación de esta decisión como una medida proteccionista.

Stirling, por su parte, dijo que la postura de la industria brasileña es lógica ya que la medida solicitada por los productores afectaría las posibilidades de la industria de importar la materia prima de fuera del bloque, en función de sus necesidades y de la coyuntura de mercado.

En esta campaña, Brasil será deficitario para abastecer sus necesidades internas del grano, por lo que los arroceros uruguayos esperan un fluido comercio con el socio del norte.

Clipping Mercosul 20/05/2010 www.camara.gov.br/mercosul

20.05.2010

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Edição e Seleção
Humberto Napoli Licursi
Maria Elisabete da Costa
Paulo Affonso



Jornal ‘Folha de S. Paulo”


Editorial


Projeto Europeu
Europa terá de fazer reformas e aprofundar projeto de união para restaurar confiança e ganhar competitividade

NO DIA 13 de maio, na cidade de Aachen, na Alemanha, teve lugar a 60ª cerimônia de entrega do prêmio Charlemagne (Carlos Magno). A honraria é conferida anualmente a personalidades que prestaram serviços à integração europeia. O prêmio é assim designado em homenagem ao rei medieval que personifica o mito fundador da Europa moderna.

Na ocasião, a chanceler alemã, Angela Merkel, fez um discurso contundente sobre o significado da União Europeia. Para ela, a Europa vai superar a crise da moeda comum. "O euro", disse a chanceler, "é mais que uma moeda. O euro é o passo mais largo na trajetória de integração europeia". E, a seguir, indagou: "Por que salvar a Grécia e o euro? Por que gastar dias e noites em busca de um objetivo comum?".

A resposta é que o fracasso do euro não representaria apenas um fracasso monetário. "Seria o fracasso da ideia de unificação." Merkel pediu cooperação e afirmou que a Europa nasce da diversidade e da tolerância, princípios que nortearam o continente desde os primeiros passos da integração, nos anos 1950.

São palavras encorajadoras, mas que precisam ser seguidas por ações. Está claro que o agravamento da crise fiscal demanda mudanças e escolhas políticas espinhosas. O ceticismo atual dos mercados em relação à Europa decorre essencialmente da percepção de que será muito difícil sustentar os ajustes necessários nos próximos anos.

Teme-se, de um lado, uma reação na Alemanha, cuja população poderia não tolerar os custos para manter a moeda única, que tem no país seu mais sólido pilar. De outro, nas economias que hoje são alvo de especulação, como Grécia, Portugal e Espanha, parece demasiado ingrata a tarefa de recuperar a competitividade com medidas que representarão desemprego e perdas salariais.

Já que voltar atrás na moeda comum equivaleria a instaurar o caos, o caminho a ser trilhado é aprofundar a integração. Fazê-lo implica mais federalismo fiscal, mais regras restritivas e menos soberania nacional. Estará a Europa preparada para isso?

Não é demais lembrar que a União Europeia, em seu início, parecia um projeto quase impossível de se concretizar. Sua construção decorreu de alegadas razões políticas e uma subjacente motivação econômica. E a integração sempre se deu em meio a tensões entre federalismo e aspirações de autonomia nacional.

A própria ideia de moeda única ganhou força no terreno da política. Temia-se que o processo de unificação pudesse acabar afastando os alemães da Europa. Por isso, a França quis estabelecer uma data para a adoção do euro.

Tantos percalços vencidos ao longo da história sugerem que a Europa encontrará os meios de restaurar a confiança. Mas terá de abandonar modelos tradicionais e ineficazes para se ajustar às demandas de um futuro mais dinâmico e competitivo.


Jornal “Valor Econômico”


Caderno: Brasil


Cristina fala em fim de veto a alimento importado, mas restrições são mantidas
Daniel Rittner, de Buenos Aires

Apesar das dúvidas lançadas pela presidente Cristina Kirchner, o governo argentino não desistiu de aplicar barreiras à entrada de alimentos importados. A confusão veio à tona depois que Cristina declarou em Madri, onde participava da Cúpula UE-América Latina, que "não houve restrições". Importadores continuam se queixando da proibição de importar produtos com similar nacional, embora tenham reconhecido que a medida foi levemente flexibilizada.

"Estamos confiantes que não se trata de mero anúncio, e que há uma decisão oficial de deixar de lado as restrições", disse o presidência da Câmara de Importadores da Argentina, Diego Pérez Santisteban. "Mas, até recebermos contraordem efetiva, vamos seguir trabalhando no pedido que nos fez a Secretaria de Comércio Interior para analisar, caso a caso, o impacto da restrição às importações."

As grandes redes de supermercados têm se reunido com o secretário Guillermo Moreno, autor da nova barreira, e apresentado listas de produtos importados para análise. Os principais jornais argentinos informaram que a alfândega havia retido entre 10 e 15 caminhões na fronteira com o Brasil, entre Uruguaiana e Paso de los Libres. Fabricantes brasileiros de milho enlatado, molho de tomate e frango têm sofrido com as restrições. O governo já advertiu a Argentina que não aceitará a simples flexibilização da medida.

O ministro do Interior, Florencio Randazzo, insiste em que o governo "não fechou as importações" de alimentos. Mas advertiu, em entrevista a uma rádio, que o governo também "vai defender o desenvolvimento da indústria nacional e o trabalho dos argentinos".

A barreira a produtos estrangeiros foi comunicada apenas verbalmente aos importadores, sem nenhum ato oficial. A aplicação, segundo os importadores, tem sido feita pelo Instituto Nacional de Alimentos (Inal), que precisa dar um certificado a cada produto trazido do exterior.

Além do Brasil, a medida tem causado protestos dos países da UE, que evocaram as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a Argentina. O Uruguai se somou às reclamações. O presidente José Mujica pediu a seus ministros relatório detalhado sobre os efeitos que a barreira argentina pode causar aos exportadores uruguaios. Eles afirmam que o prejuízo chega a US$ 70 milhões.


Caderno: Internacional


UE assina TLC com Colômbia e Peru
Agências internacionais

A União Europeia assinou ontem um tratado de livre comércio (TLC) com a Colômbia e com o Peru. Segundo o Ministério de Indústria e Comércio da Espanha, as negociações continuam com os outros dois países da Comunidade Andina, Bolívia e Equador, cujos governos têm se mostrado resistentes a selar esse tipo de acordo com a Europa.

A Espanha ocupa neste primeiro trimestre a presidência rotativa da UE.

O acordo permitirá ao Peru o fim de 93% das tarifas de suas exportações. O presidente peruano, Alan García, disse que o acordo prevê também um aumento das transferências da UE para o combate ao narcotráfico no país de US$ 8 milhões para US$ 36 milhões.

O colombiano Álvaro Uribe disse que o TLC ajudará na redução do desemprego e da pobreza em seu país e ajudará a economia a crescer entre 5% a 6%.

O acordo havia provocado críticas em alguns setores da Colômbia por incluir uma cláusula que diz que, em caso de violações de direitos humanos, o acordo será cancelado. A Colômbia acumula nos últimas anos acusações de violações de direitos humanos em sua campanha contra o tráfico e a guerrilha.

O acordo, firmado ontem em Madri, foi anunciado um dia após à formalização de um tratado semelhante entre a UE a países da América Central.

O novo tratado precisa ser ratificado pela UE, pela Colômbia e pelo Peru - e deve levar ainda cerca de dois anos para entrar em vigor.


Jornal “O Globo”


Opinião


Anatomia do fracasso da política externa

As brechas no acordo fechado por Brasil e Turquia no Irã e, principalmente, a rápida reação das potências nucleares em apoio às sanções ao regime dos aiatolás revelam alguns aspectos estruturais da política externa de Brasília, seguida desde 2003. O governo Lula tem o legítimo e correto objetivo estratégico de aumentar a influência mundial do país. Mas o que aconteceu no Irã é trágico desse ponto de vista, ao demonstrar, em meio ao açodamento do governo brasileiro, o desejo de postergar a adoção de sanções ao país, forma de ajudar o regime ditatorial iraniano a ter armas nucleares.

Se o desastre coloca o Brasil ainda mais longe do assento de titular no Conselho de Segurança, do ponto de vista da intenção pessoal de Lula de se arvorar como liderança mundial de grande envergadura, ele é patético e vexaminoso. Pode-se dizer que a diplomacia do "Itamaraty do B", devido a uma mistura de arrogância e autismo, ultrapassou a autonomia de voo e perdeu sustentação.

Lula mudou os rumos da política externa em busca de projeção do país, de abertura a novos aliados e mercados. Mas não o fez apenas com as poderosas armas da eficiência e do profissionalismo da diplomacia brasileira, consagrada pela moderação e equilíbrio. Lançou mão de uma forte dose de ideologia terceiro-mundista ultrapassada, com cheiro de esquerdismo do pós-guerra, tendo como alvo prioritário - hoje se vê - o confronto sistemático com os interesses americanos.

Lula alçou voo no cenário mundial por sua trajetória política e desembaraço no trato dos assuntos externos e no contato com os outros líderes. Mas, a partir de certo ponto, quando o fator ideológico ultrapassou de vez o bom senso, começou a criar constrangimentos. Ainda no início do primeiro mandato, a diplomacia brasileira fechou as portas à Alca (Acordo de Livre Comércio das Américas), uma proposta americana que o lulismo julgou ameaçadora. Não ocorreu ao governo brasileiro negociar para melhorar o projeto surgido em Washington. Brasília preferiu apostar tudo na Rodada de Doha de negociações multilaterais de comércio, sem sucesso. Ficou sem Alca e sem Doha.

Com o fracasso da rodada multilateral, o mundo acelerou o fechamento de acordos bilaterais, enquanto o Brasil ficou preso às suas concepções ideológicas. Também por ser do Mercosul, o país só pode fechar acordos em bloco. Na prática, fez-se apenas um, irrelevante, com Israel; e só agora se retomam negociações com a União Europeia. Além disso, o Brasil trabalha para que a Venezuela de Hugo Chávez se torne membro pleno do Mercosul, o que, no mínimo, inviabilizará qualquer negociação comercial que envolva os EUA, a maior economia do mundo.

Outra das consequências funestas desta política externa foi solapar as credenciais do Brasil como mediador confiável dos conflitos regionais, ao se trair ideologicamente no silêncio diante de novos crimes contra os direitos humanos em Cuba, na conivência com a tentativa de golpe bolivariano em Honduras e na militante conivência com o autoritarismo histriônico chavista em geral.

A política externa não constará do balanço dos melhores momentos da Era Lula.


A grande mentira
CARLOS M. REYMUNDO ROBERTS

Éuma mentira. Uma grande mentira. Uma mentira descomunal e, por sorte, a presidente Cristina Kirchner cortou suas pernas, pouco depois de chegar a Madri - para participar da Cúpula Ibero-Americana. Disse ali que a Argentina não aplica restrições à importação de alimentos.

É incrível: umas poucas palavras serviram, assim, para desmontar todo um conjunto de falsidades, uma extraordinária fantasia que estava preocupando muitos milhares de argentinos e abalando as relações comerciais do país com o mundo.

Como não é fácil imaginar que um presidente que fala em público, e menos ainda quando o faz em visita a outro país e rodeado de colegas, possa faltar com a verdade, a conclusão nesta questão do freio às importações é que todos os outros mentiram.

Em primeiro lugar, mentiu o jornal "La Nación", que foi o primeiro a informar (6/5), que o governo havia adotado essa medida protecionista com o argumento de que a indústria nacional devia ser protegida ante uma possível invasão de produtos importados devido à queda do euro. O insólito é que, tendo-se publicado no local mais destacado da sua primeira página, não tenha sido desmentido por ninguém.

Claro, mentiram todas as grandes cadeias de supermercados que informaram que haviam recebido (verbalmente, nunca por escrito) a ordem do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, de não importar alimentos que tivessem um equivalente no mercado local.

Mentiram também os importadores, que ao inteirar-se do fechamento de fronteiras rapidamente gritaram aos céus. E, mais grave, mentiu-lhes o secretário Moreno quando se reuniu com eles - agrupados na Câmara dos Importadores da República Argentina (Cira) - e lhes ratificou a decisão, que deveria vigorar a partir do dia 1º do próximo mês.

Já lançada, a mentira se fez contagiosa. Mentiram as multinacionais de produtos de alimentação ao somar-se ao coro de protestos; mentiu a Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (Anmat), que disse ter recebido uma nota de Moreno sobre este tema. Mentiram as embaixadas de vários países que expressaram sua preocupação ao governo argentino. E mentiram os embaixadores que apresentaram publicamente sua queixa na Câmara de Deputados.

Mentiu o Brasil em seus protestos, formais e informais, à chancelaria argentina. Mentiu o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Edmundo Klotz, que falou de um "atentado" ao comércio bilateral. E mentiu a União Europeia no comunicado em que disse ter "interpelado" as autoridades argentinas "a propósito das restrições à importação de alimentos anunciadas nos últimos dias".

Amado Boudou, o ministro da Economia, não mentiu. Ao defender publicamente a decisão de barrar as importações ("Essa de ser bonzinhos e nos abrir ao mundo é uma ideia romântica, mas muito ingênua", disse), o que fez foi perder tempo. Para que defende o que não existe?

Também foram uma suprema perda de tempo as declarações do diretor de Relações Internacionais da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Sperotto, que considerou que a medida era "uma aberração para o Mercosul".

Se vê que as pernas desta mentira em realidade não eram tão curtas, porque chegaram até a fronteira: seis enormes caminhões carregados com alimentos brasileiros foram detidos durante três dias sem poder entrar no país. Houve inumeráveis testemunhas deste fato - em particular da empresa Sadia, que fretou esses caminhões -, e agora, à luz das palavras pronunciadas em Madri, elas têm que pensar que o episódio testemunhado nunca existiu.

Enfim, a grande farsa chegou ao seu fim. A presidente, a senhora do microfone, pôs as coisas no seu lugar. Outra vez.

CARLOS M. REYMUNDO ROBERTS é jornalista. © La Nación (Argentina)/GDA.


Jornais dos Países Membros do Mercosul


Argentina “La Nación”


Sección: Economía


Reclamo de Uruguay por las trabas
El gobierno de Mujica envió a las autoridades argentinas dos quejas por el freno a las importaciones

El gobierno de Uruguay pidió explicaciones a la administración de Cristina Kirchner sobre las trabas al ingreso de productos alimenticios uruguayos y advirtió que eso implica pérdidas para este país. De esa forma, el gobierno de José Mujica cumplió con el reclamo de exportadores que se vieron afectados por las barreras comerciales argentinas.

El canciller Luis Almagro confirmó que el malestar se había transmitido por vía escrita al Palacio San Martín y también frente a la representación diplomática argentina en Montevideo. La Unión de Exportadores del Uruguay se mantiene en alerta, luego de que proveedores locales recibieron el aviso de supermercados argentinos sobre la imposibilidad de mantener las compras por la presión de autoridades de ese país.

Fuentes de la entidad empresarial dijeron a La Nacion que las trabas afectan a muchas empresas uruguayas pequeñas o medianas, por lo que su impacto es fuerte en compañías que no tienen margen para sostener la cadena de pagos si se frena de golpe su demanda. Almagro es un hombre del entorno de mayor confianza política de Mujica y fue quien se refirió al tema al volver al país, luego de participar en la cumbre de la Unión Europea y América latina. "Hemos presentado notas, tanto a través a la embajada uruguaya en la Argentina como a la embajada argentina aquí, para conocer el alcance de las medidas comerciales que se están tomando y cómo se entiende su aplicación en el futuro", dijo, al retornar a Montevideo. Además, apuntó que la carta oficial fue para hacer "saber que medidas proteccionistas en estos rubros son perjudiciales para el Uruguay".

Pocas esperanzas de acuerdo

El nuevo problema se suma a un collar de temas bilaterales que Mujica pretende solucionar con su par Cristina Kirchner, aunque algunos hombres del gobierno oriental no tienen muchas esperanzas. Almagro anunció ayer que la nueva fecha para la reunión entre los dos presidentes es el "2 de junio, en Anchorena", la estancia de Colonia reservada para descanso presidencial. Se dijo que los presidentes Mujica y Cristina llegarán al encuentro con ocho ministros cada uno. Esto será para que se puedan tratar todos los casos que están pendientes, como asuntos energéticos, de política comercial, de control de impacto ambiental, de transporte por los ríos compartidos y de condiciones para la importación uruguaya de gas boliviano.

Con el paso de los días, el entusiasmo de Mujica por un acercamiento con la Argentina y la solución del conflicto pierde fuerza dentro del gobierno uruguayo y disminuyen las expectativas sobre un acuerdo y el levantamiento del bloqueo del puente cortado. La forma en que la Argentina reclamó un monitoreo dentro de la planta de UPM (ex Botnia) generó confusión en Uruguay sobre las reales intenciones para un acuerdo. Lo mismo sucede con las trabas a la compra de productos alimenticios uruguayos, que irritaron a los exportadores y también a funcionarios de Mujica.


Paraguay “ABC”


Sección: Política


Pide facilitar comercio en Mercosur-UE

El presidente Fernando Lugo manifestó ayer su deseo de que el acuerdo entre el Mercosur y la Unión Europea (UE) sea “real” y que garantice la exportación de productos paraguayos a los países europeos.

A su regreso al país procedente de Madrid, expresó que el acuerdo entre Mercosur y la UE debe “garantizar que el comercio se haga de la manera que pueda facilitar la exportación e intercambio de productos.

Indicó que no es larga la lista de oferta exportable que tiene nuestro país, que incluye a la carne vacuna y granos. Insistió en la calidad y el prestigio de la carne vacuna, según los chilenos, israelíes, rusos y europeos que adquieren la Cuota Hilton.
Relanzamiento


MADRID (EFE). La secretaria de Política Internacional y Cooperación del PSOE, Elena Valenciano, destacó el relanzamiento de las negociaciones con Mercosur “después de 6 años de parálisis”, “gracias a la voluntad y el empeño de la presidencia española”. Valenciano subrayó el “papel clave” de la presidencia española en el éxito de la VI Cumbre UE-América Latina y Caribe, que ha conseguido poner la primera piedra de una alianza global entre ambas regiones del mundo, según un comunicado de prensa. Dijo que han sido importantes los acuerdos políticos firmados.


Sección: Economía


Aseguran que el Brasil no quiere cumplir promesa

Aparentemente, los brasileños no tienen el ánimo de cumplir con su promesa de construir la línea de 500 kV porque si lo tuvieran hubieran buscado otros mecanismos de financiación que no sea el Focem, que podría ser utilizado por Argentina para coaccionar en las negociaciones en Yacyretá, advirtió el Ing. Ernesto Samaniego, ex funcionario de la ANDE e Itaipú.

La tardanza del Brasil en la búsqueda de mecanismos para la financiación del proyecto de construcción de la Línea de Transmisión (LT) 500 kV es una muestra de su falta de voluntad para cumplir la promesa asumida el año pasado ante nuestro país.

Es la deducción a la que llega el Ing. Ernesto Samaniego, catedrático universitario y ex alto funcionario de la ANDE e Itaipú, al ser consultado sobre el tema.

“Las decisiones son tomadas por el Consejo de Itaipú, que está conformado por paraguayos y brasileños, y así como están las cosas, aparentemente, los brasileños no tienen ánimo de acelerar la obra. Porque si lo tuvieran hubieran buscado hace rato otros mecanismos que no sea el Focem (Fondo de Convergencia Estructural del Mercosur) para cumplir con lo prometido”.

Al depender de la “financiación del Focem se depende, además, de la decisión tanto de la Argentina como del Uruguay. El Uruguay también había pedido financiación de una línea de transmisión y hasta ahora no se le está dando. Y la Argentina podría utilizar eso como coacción para las negociaciones con Yacyretá”, alertó el experto.

La construcción de la obra tardará más tiempo de lo establecido porque, de seguro, surgirán inconvenientes como los registrados durante la ejecución de la línea de 220 kV (Acaray-Coronel Oviedo), que inclusive llegó hasta los estrados judiciales. La misma está durando casi dos años.

“Imagínese, la línea de 220 kV tiene una franja de servicio de protección de aproximadamente 55 metros en todo su recorrido. Generó muchos problemas con los propietarios de los terrenos. La línea de 500 tiene el doble de la de 220 –tiene 110 metros– entonces, ¿usted cree que terminará en tres años como dicen?, manifestó el profesional.

Recordó que en el 2001, la construcción de la línea de 500 kV, desde Yacyretá hasta la subestación Ayolas, concluyó en tiempo y forma, pero eran apenas unos 20 kilómetros, es decir que no generó muchos inconvenientes.

Para Samaniego, el gobierno del presidente Lugo está tomando decisiones no muy lógicas, por ejemplo la compra de generadores térmicos a diésel, cuya apertura de ofertas está programada para este viernes.


Uruguay “El Pais”


Sección: Política Nacional


Critican al Mercosur y sugieren acuerdos comerciales bilaterales

Los presidentes de la Cámara de Comercio y la Cámara Mercantil, Alfonso Varela y Christian Bolz, respectivamente, coincidieron ayer en el almuerzo de ADM en criticar el funcionamiento del Mercosur, ante las últimas trabas comerciales a la importación de alimentos que impuso el gobierno argentino que afectaron a unas 70 empresas locales.

Para Varela, el Mercosur trae aparejadas incertidumbres que son "contraproducentes" para el comercio del país.

"La actitud de Argentina es errática y no es amigable con el Uruguay. Acá hay que ir a un proceso de acuerdos bilaterales y no tenemos que temerle a las represalias de nuestros vecinos grandes", afirmó.

En tanto, Bolz dijo que el bloque comercial "ha traído más complicaciones que beneficios" para el país. No obstante, reconoció que se trata de un tema de "difícil" solución pero que tampoco se puede "seguir postergando" una definición. A juicio de Varela, los tratados de libre comercio (TLC) como el que tiene Uruguay hoy con México han sido "muy positivos para el país" y que Uruguay debería seguir "explorando" esa línea de trabajo en su inserción internacional.

Por otro lado, en cuanto al impacto de la crisis europea en las exportaciones, el presidente de la Cámara Mercantil dijo que por ahora no se "vislumbra" un efecto importante y que, a priori, hay un buen escenario para las materias primas, básicamente por la demanda de alimentos de las economías emergentes.


“La República”


Sección: Política


Uruguay le comunicó a Argentina su preocupación por trabas económicas.
Perjuicios económicos. El canciller Almagro solicitó al vecino país que explique las medidas adoptadas

En el marco de una relación diplomática de acercamiento entre Uruguay y Argentina, construida sobre el concepto de "nueva vecindad", ambos gobiernos han emitido señales positivas. Sin embargo preocupan a la administración Mujica algunas medidas proteccionistas argentinas.

El acercamiento entre los presidentes José Mujica y Cristina Fernández es evidente y se ha constatado a través de varias reuniones que ya han mantenido los mandatarios, pero también en los encuentros previstos para los próximos días.

En tal sentido, días pasados y en el marco de la reciente cumbre de la Unión Europea, América Latina y el Caribe que se desarrolló en Madrid, ambos dignatarios mantuvieron encuentros bilaterales breves.

Asimismo desde el gobierno ayer se confirmó que Mujica viajará a Buenos Aires el 25 de mayo, por tercera vez en poco más de un mes, para asistir a los festejos del bicentenario de la nación argentina. En tal oportunidad, Mujica y la presidenta Fernández volverán a encontrarse.

Por su parte, la jefa de Estado de la vecina orilla visitará Uruguay el 2 de junio para entrevistarse con el presidente Mujica en la estancia presidencial de Anchorena, en Colonia, con la presencia de al menos ocho ministros de cada parte.

Desde el gobierno uruguayo se ha expresado que existe una agenda compuesta por aproximadamente 18 temas para analizar.

En tanto, el canciller Luis Almagro expresó ayer, a su retorno de Madrid, que el gesto uruguayo de apoyar a Néstor Kirchner a la secretaría general de la Unasur reposa en el concepto de "nueva vecindad".

En ese marco, consideró que la "primera movida" estuvo a cargo de Argentina, cuando destrabó los recursos del Fondo de Convergencia Estructural del Mercosur (Focem) para la interconexión eléctrica.

"La segunda movida también la realizó Argentina, cuando su canciller Jorge Taiana anunció el llamado a licitación para el dragado del Canal Martín García; la tercera medida también corrió por cuenta de ese país, cuando señaló su disposición de que Uruguay traiga gas boliviano a través de Argentina", enumeró Almagro. Señaló que Uruguay contribuyó a la buena vecindad con el gesto de "no vetar" a Kirchner.

Sin embargo, en el marco de este nuevo relacionamiento diplomático que se ve como positivo, de todas maneras al gobierno uruguayo le ha generado preocupación el hecho de que Argentina haya anunciado determinadas restricciones a las importaciones de alimentos.

Almagro dijo que las medidas del gobierno argentino "no son de muy clara implementación" y Uruguay tomó determinaciones para "contrarrestar tal perjuicio a la producción nacional".

El canciller indicó que se solicitará al gobierno argentino la explicación y aplicación cabal de estas disposiciones, las cuales son "bastante abstractas y sin mucho bajar a tierra". Desde Uruguay se estima que las disposiciones han sido verbales y no se han implementado a través de decretos, resoluciones o leyes, por lo cual hay que actuar con cautela.

A su vez, el gobierno uruguayo ha hecho llegar su preocupación a la administración Fernández por las medidas adoptadas.

Almagro aseguró que el Ejecutivo presentó "sendas notas, tanto a través de la Embajada de Uruguay ante Argentina como de la representación diplomática argentina ante nuestro país, con el fin de conocer el alcance de estas medidas comerciales anunciadas y cómo se implementarán en el futuro, haciendo saber que medidas proteccionistas en estos rubros son perjudiciales para Uruguay".

También se trasladó a las autoridades de la vecina orilla la preocupación por la toma de medidas proteccionistas en estos rubros y el convencimiento de que son perjudiciales para Uruguay.

En otro orden, Almagro expresó que se realizó un planteo formal referido a la intención argentina de impedir que las exportaciones de ese país hagan escala en Uruguay, aun en calidad de tránsito.


Astori: expectativas cifradas. Mercosur y Unión Europea retomarán negociaciones

El vicepresidente de la República, Danilo Astori, aseguró que la Unión Europea y el Mercosur "retomarán las negociaciones iniciadas hace quince años, apostando principalmente a superar todas las formas de proteccionismo que existen actualmente". A su regreso de la Cumbre UE-ALC realizada en Madrid, Astori aseguró que los encuentros entre ambos bloques comenzarán en julio y abarcarán la perspectiva económica, política y de cooperación. Asimismo, informó que se analizó la crisis económica y financiera que azotó al planeta, y que se hizo hincapié en las "fallas evidentes que sufrieron los mecanismos de supervisión y en las contradicciones insalvables que exhibió esta crisis con el consiguiente desplome de muchos paradigmas". Dijo que se decidió "no aplicar resoluciones tomadas con anterioridad a la crisis y se acordó comenzar a trabajar para superar las consecuencias negativas de la misma". Especialmente se atenderá lo que respecta a la "recuperación del crédito a la producción y en torno al impacto provocado por las migraciones latinas en Europa".

Astori dijo que en la resolución final aprobada se incluyó la instauración de una facilidad de crédito para inversiones, financiada por la Unión Europea con aplicación en América Latina, así como la creación de una Fundación UE-AL y el Caribe, que promoverá criterios de cercanía entre regiones.

Puntualizó que Uruguay, en el marco del Mercosur, "tiene muchas expectativas cifradas en esta nueva etapa de negociaciones que se iniciará en julio con la Unión Europea, especialmente en lo que respecta al terreno de la ciencia y la tecnología".


“El Observador”


Opinião


Persisten nubes desde Argentina.

Después de dos semanas persiste la incertidumbre acerca de si el presidente Mujica acertó o se equivocó en la fuerte parada que se jugó al aceptar, con renuencia pero sin condiciones, el nombramiento de Néstor Kirchner al frente de la Unasur en la cumbre de ese organismo regional en Buenos Aires. Al revertir la política de su predecesor Tabaré Vázquez de vetar a Kirchner mientras los piqueteros no levantaran el bloqueo fronterizo, Mujica confió en la "buena fe" del gobierno argentino, en la presunción de que su gesto pragmático indujera al régimen Kirchner a deponer trabas que perjudican a Uruguay tanto o más que el cierre del puente San Martín.

Es cierto que la reciente visita a Montevideo del poderoso ministro argentino de Planificación, Julio de Vido, parece haber allanado el ingreso de gas boliviano a Uruguay a través de gasoductos argentinos, sin tener que pagar el peaje prohibitivo que antes reclamaban nuestros vecinos. Si el acuerdo se concreta, no es un tema menor ya que la llegada de gas a precio razonable tendrá profunda incidencia en aliviar las crónicas crisis energéticas y a reducir la dependencia de las onerosas compras de petróleo. Pero no se conocen avances en los otros muchos problemas que nos golpean desde el otro lado del río, a los que no podemos escapar debido a la estrecha y forzosa interrelación que ata nuestra economía a la de Argentina.

La reticencia del gobierno Kirchner desde hace años en cumplir su obligación de dragar canales de navegación en el Plata y el río Uruguay perjudican grandemente la expansión de la actividad portuaria. Esta situación afecta especialmente al puerto de Nueva Palmira. Se agrega en este campo la flamante prohibición de Argentina de que barcos con sus exportaciones a Brasil hagan escala en el puerto de Montevideo, arbitrariedad que ya ha motivado una queja formal del gobierno.

Va camino a disiparse, por otra parte, la esperanza de que los Kirchner fuercen el levantamiento del bloqueo fronterizo. Al contrario, la asamblea de piqueteros de Gualeguaychú ha ratificado que mantendrá el cierre del puente pese al concluyente dictamen de la Corte de La Haya de que le ex Botnia no contamina. De remate, el gobierno argentino acaba de opinar que el retiro del bloqueo debe ser "voluntario", curso que los piqueteros ya rechazaron.

Y la reciente restricción argentina del ingreso de productos alimenticios importados cierra un cerco de perjuicios graves a la economía. La Unión de Exportadores estimó que 73 empresas uruguayas se ven perjudicadas. Nuestro gobierno y el de Brasil han protestado formalmente contra una violación más a los acuerdos del Mercosur. La presidenta Cristina Fernández niega que haya traba alguna a las importaciones, aunque todos saben que su inefable secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno, es quien decide cada día cuál producto entra y cuál no. Pero no hay indicaciones de que los reclamos sean escuchados por un gobierno que se caracteriza por la arrogancia en defensa de sus intereses, sin tomar en cuenta compromisos suscritos con otros países. El gobierno K juega a lo que le conviene aunque eso signifique enfrentarse con España, Brasil y Uruguay. Por ahora, un horizonte nebuloso envuelve la esperanza en la "buena fe" argentina.

Clipping Mercosul 19/05/2010 www.camara.gov.br/mercosul

19.05.2010

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Edição e Seleção
Humberto Napoli Licursi
Maria Elisabete da Costa
Paulo Affonso



Jornal “Correio Braziliense”


Caderno: Mundo


Acordo é chance de destravar Doha
Presidente Lula aposta que retomada de negociações entre blocos pode ajudar na OMC
Viviane Vaz

A reunião de cúpula entre os líderes da União Europeia (UE) e da América Latina e Caribe (ALC), realizada ontem em Madri, não teve resultados concretos para os dois grandes grupos regionais. Mas o encontro serviu de pano de fundo para que o Mercosul reabrisse as negociações com a UE e para que a ALC e países sul-americanos — como Colômbia e Peru — fechassem acordos de livre comércio com os europeus. Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a decisão da UE e do Mercosul de retomarem as negociações “pode ser um estímulo” para reabilitar a Rodada de Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Ali, o desafio é ainda maior e mais importante. Com um acordo bem sucedido e equilibrado, teremos uma ferramenta importante para combater a desigualdade”, disse Lula.

O brasileiro celebrou a retomada das negociações com a UE. “Espero que prevaleça o interesse maior e compartilhado de construir riqueza e prosperidade, de gerar mais comércio e investimentos, mais trabalho para os europeus e para cidadãos do Mercosul”, declarou. As negociações para um acordo de livre comércio entre os blocos começaram há 10 anos e estavam paradas há seis.

Franklin Trein, coordenador do Programa de Estudos Europeus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), crê que a reunião UE-ALC foi importante, “uma vez que Lula estava voltando de uma iniciativa de altíssimo risco político e da qual, mesmo não tendo colhido todos os frutos esperados, saiu-se bem”. “A oportunidade do encontro com líderes europeus e com nossos vizinhos permitiu-lhe transmitir detalhes do encontro em Teerã e passar o sentimento de que houve um avanço”, comentou Trein, em entrevista ao Correio, por e-mail. “O Brasil marcou pontos importantes com sua política de diálogo, de não intervenção, de respeito à soberania.”

Assinatura

Os centro-americanos assinaram com os europeus o primeiro acordo de livre comércio extra-regional da UE. No entanto, a próxima rodada de negociações com o Mercosul ficou para julho. “A dificuldade de se chegar a um acordo com o Mercosul se deve ao fato de que há conflitos de interesse muito maiores entre a UE e os países da parte sul das Américas. Nós concorremos com os europeus na produção agrícola, uma vez que nossos preços são inferiores e nossa capacidade de produção já chegou a volumes consideráveis”, destaca Trein.

Rodrigo Lima, gerente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), concorda. “O acordo do Mercosul é mais denso. Envolve propriedade intelectual e preocupação com o meio ambiente.” Para ele, europeus e sul-americanos devem convencer os setores nacionais relutantes. “É uma relação que pode se tornar ganha-ganha, mas precisa ser debatida a fundo.”


Em defesa dos direitos dos imigrantes

Um dos pontos mais difíceis da reunião UE-ALC foi o pedido dos presidentes latino-americanos aos colegas europeus para reconhecer os direitos dos imigrantes. “Vemos com muita preocupação o tratamento discriminatório aos imigrantes nos países desenvolvidos”, disse a presidenta argentina, Cristina Kirchner, que pediu ao bloco europeu para evitar “as leis discriminatórias” em relação à imigração.

A líder argentina ressaltou a tentação de culpar os trabalhadores estrangeiros pela crise econômica e lembrou que a maioria dos imigrantes ocupa postos de trabalho rejeitados pelos nacionais. Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também pediu aos países da União Europeia (UE) que “deem um exemplo” na gestão da migração, com soluções justas e solidárias. “Como sociedades de imigrantes e emigrantes, muitos países que estão aqui precisam dar exemplo, encontrar soluções que atendam aos requisitos de justiça e solidariedade”, disse Lula, ao receber em Madri o prêmio Nova Economia Forum, em reconhecimento ao desenvolvimento econômico e à coesão social. O brasileiro destacou que a imigração é “um teste para a construção de nossas sociedades” e “um desafio para todos aqueles que acreditam no conceito da coesão social”.

Por sua vez, o premiê espanhol e presidente rotativo da UE, José Luis Rodríguez Zapatero, respondeu que “leva em conta” o impacto da crise sobre os imigrantes latino-americanos na Europa e disse que se “responsabiliza”. A Espanha conta com 12% de população estrangeira e um quarto dela é formada por latino-americanos. O desemprego atinge 20% dos habitantes e 30% dos imigrantes.


Jornal do Brasil


Caderno: Economia


Blocos contra o protecionismo
FRANCE-PRESSE

Os chefes de Estado e de Governo de 60 países da União Europeia (UE), América Latina e Caribe se comprometeram ontem na Cúpula de Madri, a “evitar o protecionismo”, depois de concluir um Tratado de Livre Comércio euro-centroamericano e reiniciar uma negociação comercial entre os 27 e o Mercosul.

“Nós nos comprometemos a evitar o protecionismo em todas suas formas”, afirma a declaração adotada ao término da cúpula.

Os negociadores europeus e centro-americanos anunciaram o fim dos trabalhos de um TLC entre ambas as regiões, enquanto a União Europeia e o Mercosul oficializaram na véspera a retomada de suas negociações comerciais, que começam há 10 anos e estavam estancadas há seis.

Os líderes europeus e latinoamericanos asseguraram na declaração que querem “favorecer um sistema comercial multilateral aberto e não discriminatório, baseado em normas que promovam a recuperação das crises econômicas e o crescimento e o desenvolvimento”.
Sobre a Rodada de Doha para a libertação do comércio do comércio mundial, atualmente em ponto morto, reiteraram seu compromisso para uma conclusão rápida, ambiciosa e equilibrada, segundo o texto.

Sócios globais A América Latina e a União Europeia também proclamaramse como “sócios globais”, reforçando seus laços diante da crise.

– Nessa cúpula, nos reconhecemos ainda mais como sócios globais – disse o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, em seu discurso de fechamento.

Zapatero citou como outras conquistas desta VI Cúpula Birregional a aprovação do mecanismo de facilitação de investimentos na América Latina, que mobilizará “até 3 bilhões de euros para a infraestrutura necessária na região”.


Jornal “Valor Econômico”


Caderno: Brasil


Acordo UE-América Central elimina imposto sobre veículos em dez anos
Assis Moreira, de Madri

Em dez anos, a indústria automobilística da União Europeia (UE) poderá exportar veículos para a América Central sem pagamento de tarifa. A medida faz parte do acordo de livre comércio acertado entre as duas regiões, ontem em Madri.

Essa negociação colocará mais pressão para o Mercosul aumentar significativamente as concessões, se quiser um acordo com os europeus, mesmo se não é possível comparar as economias do bloco do Cone Sul e da América Central (Nicaragua, Costa Rica, Panamá, Honduras, El Salvador e Guatemala).

A indústria europeia diz que suas demandas evoluíram a partir dos recentes acordos estabelecidos Coreia do Sul, Peru, Colômbia, e agora com a América Central, que preveem liberalização total para produtos industriais e um prazo "razoável" para os carros produzidos na Europa.

Recentemente, o Mercosul te melhorou de 18 anos para 15 anos o prazo para abrir seu mercado automotivo para a Europa. Mas o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Miguel Jorge, admitiu ao Valor que a discussão em torno de um prazo de dez anos já começou.

Depois de ter embolsado vantagens enormes na área industrial, na qual vai competir com os Estados Unidos e a China, a União Europeia teve que reduzir suas demandas em outras áreas. Conseguiu apenas uma cota de 1.900 toneladas anuais para exportar leite em pó sem tarifa, quando exigia 4.500 toneladas. Para queijo, a cota é de 3 mil toneladas.

Por sua vez, Bruxelas aceitou liberar cota de apenas 10 mil toneladas de carne bovina para a América Central, que queria vender 150 mil toneladas para a Europa sem tarifa. O valor da cota para os produtores da regiao é estimado em € 42 milhoes pelo preço de mercado.

A UE baixará a tarifa para a entrada de sua "banana dólar", de € 176 para € 75 por tonelada ao longo de dez anos, resultando em economia de € 50 milhões Significa que os produtores brasileiros, que também querem exportar para a Europa, vão enfrentar concorrência ainda mais dura, enquanto não houver acordo birregional.

A América Central obteve cota de exportação de 20 mil toneladas de arroz, que crescerá 5% ao ano. O valor da cota é estimado em € 8 milhoes. Esse produto tambem é do interesse do Mercosul.


Direita causa a crise e a esquerda tem de limpar a sala, diz Lula a grego
De Madri

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, ao abordar a crise econômica e financeira global com o primeiro-ministro socialista da Grécia, George Papandreou, país à beira da falência, à margem da Cúpula União Europeia-América Latina e Caribe, que a direita causa a crise e a esquerda tem de limpar a sala.

Lula comparou a pior crise econômica dos últimos tempos ao vulcão islandês Eyjafjallajokull, que paralisou o tráfego aéreo na Europa durante dias. Disse que, quando todo mundo pensa que o vulcão se acalmou, ele irrompe de novo, causando mais problemas.

Lula insistiu que a crise não acabou e que "muitos estão pagando pelos excessos de poucos" e a crise exige "medidas difíceis e corajosas". Ele conclamou os países ricos a realmente agirem na reforma financeira internacional, em vez de só fazer discursos.

"Que conselho o senhor me dá (para superar a crise)", indagou Papandreau a Lula, quando discutiam a tragédia econômica da Grécia, sob tutela hoje do Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos grandes países europeus, enquanto a população protesta na rua contra o arrocho econômico.

Lula saiu pela tangente, dizendo que não conhecia a realidade grega. Mas logo listou medidas que adotou, como estimular o mercado interno, ampliar o crédito, que teria passado de R$ 380 bilhões a R$ 1,5 trilhão em sete anos etc.

E acrescentou para o líder socialista: "Essa crise não é sua. Sabe o que me deixa constrangido? É que a direita fez a crise e depois obriga a esquerda a fazer os cortes nos salários que eles não fizeram."

Para Lula, "há um debate político e não puramente econômico" na crise. E completou: "Temos de mudar o mundo, senão ele muda a gente." E reiterou que a América Latina passa por um "momento histórico de implantação de novo modelo de desenvolvimento, num caminho sem retorno".

A conversa de 30 minutos entre os dois, à margem da Cúpula UE-América Latina e Caribe, ilustrou a que ponto a situação econômica global mudou. No passado, o Brasil é que estava no centro do furacão, com sua dívida externa e inflação enorme.

Grécia, Portugal e Espanha, no centro da crise do endividamento na Europa, são governados atualmente por socialistas. Mas as situações são diferentes. Na Espanha, o gigantesco déficit público atual veio no rastro de medidas justamente para combater a crise global. Pesquisas apontam uma degringolada na popularidade do Partido Socialista depois dos anúncios de corte de salários do setor público e congelamento das aposentadorias.

Sem surpresa, foi a crise global que se impôs na cúpula, que até por causa dos problemas econômicos fez muitos dirigentes sequer aparecerem em Madri, a começar pela chefe de governo alemão, Angela Merkel, pelo italiano Silvio Berlusconi e pelo novo chefe do governo britânico, David Cameron, todos de direita, mas também enfrentando o impacto da crise.

Lula conclamou os outros líderes a tomarem medidas para combatê-la. Reclamou que o G-20, o grupo que reúne os líderes das principais nações e espécie de diretório econômico do planeta, não conseguiu até agora decidir efetivamente sobre o que tinha prometido, como o desmonte dos paraísos fiscais, a regulação do sistema financeiro e o corte nos "polpudos" bônus aos executivos das instituições financeiras. (AM)


Argentina cria barreira a fio de poliéster chinês
Reuters, de Buenos Aires

A Argentina anunciou ontem medidas antidumping sobre as importações de fios de poliéster da China, Indonésia e Taiwan, de acordo com o jornal oficial do governo. A medida foi definida após a constatação de danos à indústria local devido às importações desses produtos. Foi definido pagamento de taxas adicionais de 14,2% para a China, 6,1% para Taiwan e 7,5% para a Indonésia para a entrada dos produtos no mercado local, segundo o "Boletín Oficial".

As autoridades argentinas vêm implementando regras semelhantes para vários produtos nos últimos meses, especialmente os procedentes da China, com o objetivo de atenuar o impacto da crise global na indústria local. As medidas levaram Buenos Aires e Pequim a uma disputa comercial que está afetando as vendas de óleo de soja argentina para o mercado chinês.

No mês passado, a China recomendou a importadores de óleo de soja que não comprassem o produto da Argentina, maior exportador do mundo, dizendo que ele não atendia aos padrões de qualidade exigidos pelo gigante asiático. Desde então os países negociam para encontrar uma solução para o problema, mas a China quer que a Argentina não limite a entrada de seus produtos industriais, como ocorreu nos últimos meses.

O Ministério da Indústria disse que a produção nacional de fios de poliéster texturizados emprega 700 pessoas na Argentina, "que estariam em risco de perder seu emprego, caso a medida não fosse empregada". A investigação também concluiu que os preços dos produtos importados dos três países estavam abaixo do preço médio da produção nacional e até 25% abaixo do custo de produção local.


Jornal “O Globo”


Caderno: Economia


UE e América Central fecham acordo
Mercosul só voltará a negociar com europeus em julho e enfrenta resistência da França
Fernando Duarte Enviado especial

MADRI. Enquanto o Mercosul terá de esperar até julho para voltar à mesa de negociações, ainda assim desde já enfrentando oposição da França, os países da América Central fecharam ontem um acordo de livre comércio com a União Europeia (UE) no encerramento da cúpula de chefes de Estado europeus e latino-americanos.

Os termos preveem uma abertura total de mercado para produtos industriais.

Porém, no quesito de produtos alimentícios, continuarão as cotas especiais, sobretudo para bananas, arroz e carne bovina da América Central e ao leite em pó e queijo vindos da UE. Mas com cortes substanciais de taxas, como no caso das bananas, que terão tarifa de US$ 75 por tonelada, em vez dos US$ 114 atuais. Também serão reduzidas barreiras alfandegárias para a indústria automobilística e de serviços da UE em dez anos. No ano passado, o comércio entre a UE e os países da América Central foi de US$ 12,3 bilhões.

Já as negociações com o Mercosul foram retomadas oficialmente na abertura da cúpula, segunda-feira, após seis anos de interrupção. Mas as primeiras reuniões só ocorrerão em julho. A recusa da França em aceitar maior acesso de produtos agrícolas do Mercosul à UE desde já promete ser um nó nas conversas.

Lula, porém, foi mais otimista: Temos grandes notícias. O Mercosul e a UE decidiram, enfim, retomar as negociações. Um acordo traria mais comércio, investimento e trabalho.


Jornais dos Países Membros do Mercosul


Argentina “Clarín”


Sección: El Mundo


La UE y América latina se asocian para hacer frente a la crisis mundial
Acordaron un mecanismo para facilitar inversiones por 3 mil millones de euros.

Más de sesenta representantes de América Latina, el Caribe y la Unión Europea se proclamaron "socios globales" y se comprometieron ayer en la reunión cumbre de Madrid a cooperar para enfrentar la crisis mundial.

"En esta cumbre nos hemos reconocido aún más como socios globales", proclamó el presidente del gobierno español, José Luis Rodríguez Zapatero y destacó que se había aprobado un mecanismo para facilitar inversiones que movilizará 3.000 millones de euros para obras de infraestructuras.

Zapatero también destacó las ayudas que se continuarán canalizando hacia Haití, y también a Chile, ambas naciones víctimas de devastadores terremotos. Puso de relieve la importancia del Tratado que se firmará hoy entre la UE y América Central, el primer acuerdo regional que suscriben los europeos. Además, destacó la importancia de los acuerdos de libre comercio con Perú y Colombia así como el relanzamiento de las negociaciones con el Mercosur.

Otro consenso que resaltó Zapatero fue el de "la necesidad imprescindible" de "cambiar el sistema financiero mundial". También explicó que la Unión Europea "toma nota y se responsabiliza del impacto de la crisis en los inmigrantes latinoamericanos en Europa".

La declaración habla de crear una "nueva arquitectura financiera con reformas profundas en las principales instituciones". También destaca la necesidad de crear un "marco de supervisión" para las principales entidades y una reglamentación que permita una mayor transparencia y control.

Se trata, indica el documento, "de fomentar un crecimiento económico mundial, equilibrado y sostenido para restablecer la confianza y estabilizar los mercados internacionales". Los representantes latinoamericanos y europeos también se comprometieron a eludir el proteccionismo "en todas sus formas y favorecer un sistema comercial multilateral abierto y no discriminatorio".

Varios líderes de América Latina expresaron su preocupación porque la severa crisis que castiga a las economías europeas pueda perjudicar las exportaciones latinoamericanas.

Sin embargo, hubo ausencias europeas que empañaron la proclamada voluntad de compromiso con los "socios globales" como la de David Cameron, el nuevo premier británico; el italiano Silvio Berlusconi; la canciller alemana Angela Merkel, que sólo estuvo presente en la formal cena de gala, y el presidente francés Nicolás Sarkozy, que llegó tarde y a las apuradas al debate de ayer y se perdió la foto de familia. También tuvieron una representación de menor nivel Austria, Luxemburgo, Suecia y Holanda y de muchos de los países del este Europa, como Polonia, Hungría, Rumania, Eslovaquia, Eslovenia y Lituania.

El presidente de Chile, Santiago Piñera, se manifestó "insatisfecho" con los resultados de la cumbre a los que describió como "insuficientes". Algunos comentaristas han coincidido señalando, por ejemplo, que en cuanto a los proyectos de ayuda solo se aprobaron unos raquíticos fondos de cinco millones de euros para el Mercosur y 3.000 millones para América Latina. La explicación es que los gobiernos europeos están poniendo en práctica severos planes de austeridad fiscal y uno de los gastos que disminuyen son los de la ayuda internacional. Lula da Silvia comentó al premier griego, Yorgos Papandreu, que "la derecha hace las crisis y después obliga a la "izquierda a hacer un recorte en los salarios que ellos no hicieron".
Juan Carlos Algañaraz


Uruguay “El Pais”


Sección: Política Nacional


Preocupación por trabas que Cristina desmiente.
Al menos dos empresas afectadas; se hace estudio oficial

Al finalizar ayer el gabinete productivo, el ministro de Trabajo, Eduardo Brenta, dijo que pese al desmentido de la presidenta argentina Cristina Fernández de que no hay trabas comerciales en su país, el gobierno realiza una evaluación "de los sectores más afectados".

Considero que "están ocurriendo dificultades que deberán ser analizadas" lo que preocupa al gobierno ante "la importancia que el tema tiene para un grupo de empresas que hoy colocan productos en Argentina por un monto de US$ 70 millones".

Dijo que se elaborará un informe y plan de acción de los ministerios de Economía y Relaciones Exteriores para que el Presidente José Mujica tome la decisión que "considere correspondiente". Aclaró que no hay en Argentina "una norma dictada" al respecto.

Las informaciones provenientes de Buenos Aires señalan que el director de Comercio Interior Guillermo Moreno está generando estas trabas planteando verbalmente a las empresas y grandes supermercados que no compren productos extranjeros que tengan su equivalente local.

"Vida agria". En tanto, una de las empresas locales más afectadas -Montecudine-, no había recibido ayer el llamado de los supermercados de ese país retomando las compras suspendidas. En la Cámara de Industrias dijeron a El País que la panificadora Bimbo es otra de las empresas afectadas.

Elbio Fuscaldo, presidente de la Comisión de Comercio Exterior de la Cámara de Industrias, dijo a El País que a las trabas de alimentos se suman las "trancas" que tienen en la exportación de vestimenta. "Ahora, hay que etiquetar las prendas con el número del artículo que figura en la licencia de exportación por una interpretación antojadiza de una reglamentación argentina", relató el empresario. "No tiene sentido entrar en el ojo por ojo. Sí tenemos que gritar fuerte porque Argentina tiene un proteccionismo tal que hace la vida agria a cualquiera que quiera importar. Se trata de una guerra con un objetivo finito a tal negocio, lo que liquida empresa por empresa", agregó Fuscaldo.


“La Republica”


Sección: Mundo


Fernández reclama en la UE las islas Malvinas.
Cumbre. 'En nombre de mi país y de los países de América Latina'
La presidenta Cristina Fernández llevó ayer a la cumbre eurolatinoamericana de Madrid el reclamo argentino por la soberanía de las Malvinas, criticando con dureza a Gran Bretaña.

Negarse a discutir de soberanía "es una equivocación, porque si hay algo a lo que estamos apelando en todos los foros es precisamente al multilateralismo" y al cumplimiento de las resoluciones de Naciones Unidas, dijo Kirchner en la rueda de prensa de clausura.

Al abrir la cumbre, Kirchner había llamado al nuevo gobierno británico a sentarse a discutir la espinosa cuestión.

"Quería pedir, en nombre de mi país y de los países de América Latina también, al Reino Unida, especialmente saludando a su nuevo primer ministro: por favor reanudemos nuestras negociaciones en relación a la soberanía de las Islas Malvinas", declaró.

La mandataria sustentó su pedido en la "la resolución que se dictó en 1965 en Naciones- Unidas y que aún sigue incumplida".

El nuevo primer ministro conservador británico David Carne-ron no asistió a la cumbre (en su lugar estuvo el jefe de la diplomacia, William Hague). Pero eso no impidió que Londres reiterara de inmediato su postura de subordinar eventuales negociaciones a la voluntad de los habitantes del archipiélago, por cuya posesión los dos países libraron una guerra en 1982.

"No tenemos dudas acerca de nuestra soberanía sobre las islas Falkland (denominación británica de las Malvinas)", declaró el secretario de Estado para Latinoamérica, Jeremy Browne, en un comunicado difundido en Londres.

"El principio de autodeterminación expuesto en la Carta de las Naciones Unidas se impone. No puede haber negociación sobre soberanía al menos y hasta que lo deseen los habitantes de la isla", agregó.

Browne recordó también que el Tratado europeo de Lisboa "reafirma claramente" la posición de la Unión Europea de que las Malvinas "son un territorio de ultramar de Gran Bretaña".

Fernández afirmó en la rueda de prensa del final de la cumbre que el unilateralismo "ha creado un mundo mucho más inseguro (...) y también mucho más incierto en materia económica y por cierto con mayor incertidumbre política". Argentina reivindica la soberanía de las Malvinas, tomadas por la fuerza por el Reino Unido en 1833 y teatro de una guerra que se saldó con la victoria de las tropas británicas. Kirchner aseguró que no se puede "cargar en la cuenta" de Argentina "lo sucedido en dictaduras militares", en referencia a la guerra de 1982, lanzada por el gobierno de facto liderado en ese momento por el general Leopoldo Galtieri.

"Somos un país de paz, no se nos puede cargar en nuestra cuenta lo sucedido en dictaduras militares que nada han tenido que ver con la idiosincrasia de nuestro países", afirmó. La presidenta de Argentina había enviado la semana pasada a David Cameron una carta para pedirle que detenga la exploración de hidrocarburos en el área de Malvinas. La exploración petrolera, que comenzó a finales de febrero en las inmediaciones del archipiélago, exacerbó el clima de tensión entre Buenos Aires y Londres, en especial luego de que la empresa Rockhopper anunció el 7 de mayo el primer descubrimiento en la cuenca norte de Malvinas. "Sostener soberanía a 14.000 km de distancia resulta hasta geográficamente bastante difícil. Y si además esto significa el apoderamiento de recursos naturales no renovables, es un mal ejemplo en un mundo que dice (...) qué se necesita diálogo, cooperación y aceptación de las normas de derecho internacional", concluyó.


“El Observador”


Sección: Economia


Mujica negociará en persona trabas argentinas al comercio.
EL GOBIERNO DE CRISTINA FERNÁNDEZ COMUNICÓ A LOS SUPERMERCADOS QUE DEJEN DE IMPORTAR ALIMENTOS
El mandatario recibió informe de ministerios y decidirá cómo actuar ante frente al problema

El presidente José Mujica recibió un informe elaborado por la Cancillería y el Ministerio de Economía sobre la nueva traba comercial impuesta por Argentina, ahora a productos alimenticios. Luego de analizar ese documento, el mandatario decidirá el camino a seguir con la administración de Cristina Fernández que, lejos de emitir señales de acercamiento, complica la relación.
En la víspera Mujica informó a sus ministros que abordará "personalmente" ese tema frente a la presidenta argentina, ya que entiende que las ventas de alimentos de Uruguay a Argentina son marginales en el comercio bilateral, pero tienen un impacto relevante para los productores locales.

Ante el nuevo escenario, los exportadores uruguayos reclaman al Poder Ejecutivo una actitud "enérgica" y "medidas espejos", es decir responderle de la misma forma a Argentina, cuyas exportaciones a Uruguay en el rubro alimenticio son mayores que sus importaciones.

La Unión de Exportadores del Uruguay estimó que unas 70 empresas del rubro alimentos pueden verse afectadas por la decisión, ya comunicada a supermercadistas e importadores de Argentina para que no importen productos alimenticios cuando exista producción local.

De hecho ya hubo contactos desde grandes supermercados a proveedores uruguayos anunciándoles la disposición de comprarle toda la producción pero hasta el 1º de junio. A partir de junio el gobierno de Cristina Fernández restringirá la importación de los alimentos que se produzcan en el país.

Sin embargo, la empresa uruguaya Monte Cudine anunció que ya sufrió la suspensión de exportaciones a ese mercado.

Teresa Aishemberg, secretaria ejecutiva de la cámara de exportadores, dijo a El Observador que se reclama al gobierno una actitud firme para enfrentar el problema.

El tema fue analizado ayer por el presidente José Mujica y los ministros del Gabinete Productivo.

El ministro Eduardo Brenta, vocero de la reunión, señaló que el gobierno sigue el tema "con máxima atención" y adelantó que se definirá "un plan de acción" y será el presidente Mujica quien decidirá en última instancia los pasos a seguir. Por su parte, el canciller interino, Roberto Conde, dijo en la reunión que ya hay camiones con productos alimenticios brasileños parados en la frontera con Argentina y que Brasil no tomará medidas por este asunto por el momento, o al menos hasta que finalice la cumbre de la Unión Europea con el Mercosur que se lleva adelante en Madrid.

Conflicto. La nueva traba comercial será incluida en la lista de diferencias que tiene Uruguay con Argentina y que le presentará Mujica a su colega Cristina Fernández el próximo 4 de junio cuando se reúnan en la estancia de Anchorena en Colonia.

Al corte al puente general San Martín, se agregó además la prohibición a barcos argentinos que van rumbo a Brasil de hacer escala en el puerto Montevideo, lo que complica el desarrollo de esa terminal.


Venezuela “El universal”


Sección: Internacional


Comercio dominó gran parte del encuentro
Madrid.- La Unión Europea y América Latina concluyeron una cumbre en la que concretaron acuerdos comerciales y reforzaron su compromiso a cooperar como socios para solventar los efectos de la crisis económica mundial.

Líderes de ambos bloques discutieron en la Cumbre UE-Latinoamérica la necesidad de profundizar sus lazos y concretaron la reapertura de negociaciones entre Europa y el bloque aduanero suramericano Mercosur, un acuerdo comercial con América Central y la creación de un fondo promotor de inversiones en América Latina, informó Reuters.

Los países centroamericanos mostraron su satisfacción con el Acuerdo de Asociación logrado en Madrid con la Unión Europea, que abre puertas a los productos de la región en un selecto mercado de 500 millones de consumidores, agregó AFP.

Desde Guatemala a Panamá, pasando por Costa Rica, El Salvador, Honduras o Nicaragua, en un mercado de unos 40 millones de consumidores, tanto gobiernos como sectores productivos han mostrado su satisfacción por la conclusión de este Acuerdo, que marca un hito histórico, ya que es el primero entre dos regiones.

Mientras que el relanzamiento del acuerdo UE-Mercosur beneficiaría a una población combinada de 700 millones de habitantes que realizan intercambios comerciales birregionales de cerca de 100.000 millones de euros al año.

Además, para hoy se concretará el cierre del acuerdo comercial entre la UE, Colombia y Perú alcanzado hace meses.


Tensiones marcan cumbre de Madrid
El tema migratorio ocupó una sorpresiva importancia dentro del encuentro

Madrid. - América Latina y Europa proclamaron en Madrid su carácter de "socios globales", en una cumbre en la que reforzaron sus lazos comerciales y su unidad ante la crisis, pero en la que también afloraron tensiones entre las dos regiones, así como entre los países latinoamericanos.

"En esta cumbre nos hemos reconocido aún más como socios globales", dijo el presidente de Gobierno español, José Luis Rodríguez Zapatero, en su discurso de clausura en el que destacó como "decisión más importante" la "reafirmación del compromiso de solidaridad" con Haití, apuntó AFP.

Convocados por España, que ejerce la presidencia de turno de la Unión Europea, jefes de estado y de gobierno y cancilleres de 60 países a uno y otro lado del Atlántico aprobaron en Madrid un comunicado conjunto en el que se plasma la voluntad de colaboración en materias como cambio climático, nueva arquitectura financiera y reforma de foros multilaterales, informó AP.

Más allá de alguna referencia a la inmigración y la creación de un novedoso instrumento de inversión europea en América Latina, la sensación es que, políticamente, muchos asuntos relevantes quedaron por fuera.

En un encuentro en que la palabra más repetida fue "crisis'', quizá los problemas de solvencia que enfrenta el euro pudieron más que la presencia de la mayoría de presidentes latinoamericanos. Salvo el presidente francés Nicolas Sarkozy, casi ninguno de los grandes líderes europeos (Alemania, Italia o Reino Unido) se presentó en Madrid.

"Todos sabemos que vamos demasiado lentos'', resumió en su intervención el presidente de Chile, Sebastián Piñera. "Los problemas van más rápido que las soluciones. Nos estamos quedando atrás'', dijo.

Inmigración

El comunicado final no incluyó referencias concretas a Cuba o a Honduras. Sin embargo, sí se plasmó un compromiso expreso con la reconstrucción de Haití tras el devastador terremoto de enero y se habló de inmigración, uno de los temas predominantes de la cumbre contra todo pronóstico.

Antes del plenario, la presidenta argentina Cristina Fernández de Kirchner, reprochó a Bruselas su política migratoria y pidió un trato digno a los inmigrantes latinoamericanos que llegan a Europa en busca de oportunidades.

"Los países europeos más desarrollados colocan al inmigrante como un adversario, un enemigo, a quien separar de la sociedad, aunque todos sabemos que realizan un trabajo que los ciudadanos de esos países no están dispuestos a desempeñar'', dijo Fernández.

Las dos partes acordaron en el texto pedir respeto a los derechos humanos de los inmigrantes a uno y otro lado del Atlántico y la persecución de las organizaciones criminales dedicadas al tráfico de seres humanos y la trata de blancas.

Conflicto y acuerdos

Asi mismo Fernández, quien copresidió la cumbre junto a Zapatero, hizo hincapié en "el multilateralismo como método adecuado para resolver todos los problemas" y en la necesidad de que América Latina vea reflejado su creciente papel en el escenario mundial en organismos internacionales como la Organización de Naciones Unidas (ONU).

Kirchner volvió a invocar el multilateralismo en la rueda de prensa final para criticar la decisión de Reino Unido de rechazar cualquier negociación sobre la soberanía de las Islas Malvinas, por las que los dos países libraron una guerra en 1982. Reino Unido había descartado esa negociación luego que Argentina instara al diálogo.

Otras tensiones afloraron entre los presidentes de Ecuador, Rafael Correa, y de Colombia, Álvaro Uribe, por la decisión de la justicia ecuatoriana de investigar el bombardeo de Colombia contra las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) en su país vecino en marzo de 2008.

Finalmente, se aprobó un plan de acción en temas económicos, políticos y de inmigración que guiarán los trabajos de cara a la próxima cumbre entre ambas regiones, tendrá lugar en Chile en 2012.