sábado, 15 de junho de 2013

O Mercosulino 01/07/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

1º.07.2010 Jornal da Câmara Caderno: Geral BRASIL-PARAGUAI - Debatedores divergem sobre revisão do Tratado de Itaipu Parlamentares e especialistas divergiram ontem sobre o Projeto de Decreto Legislativo (PDC 2600/10) que triplica, de 120 milhões para 360 milhões de dólares, o valor anual pago pelo Brasil ao Paraguai pela energia excedente da usina hidrelétrica de Itaipu. Integrante do Parlamento do Mercosul, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) avaliou que o pedido de revisão dos preços pelo Paraguai deve ser analisado sob a ótica das relações internacionais, e não apenas da geração de energia. "Temos de agir diplomaticamente, a favor do desenvolvimento dos países vizinhos. Não podemos construir um muro, como fazem os Estados Unidos em relação ao México", argumentou. Já o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) afirmou que o Paraguai deveria dar uma contrapartida ao aumento dos recursos recebidos, com destinação certa para investimentos na população. Segundo ele, a proposta atual "é pura caridade, um ato absurdo que precisa ser muito bem estudado para verificar quais são as vantagens que o Brasil possa vir a ter no futuro". O representante do Ministério de Relações Exteriores, embaixador Antonio Simões, rebateu a opinião de Thame. Conforme Simões, o dinheiro será utilizado em uma transação de compra, não de caridade. "Compramos a energia excedente do Paraguai, porque, para nós, é mais barato do que construir outra hidrelétrica", explicou. Conta para o contribuinte - Para o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, o reajuste, se aprovado, será descontado do bolso dos contribuintes brasileiros. Ele lembrou que várias concessões já foram dadas ao Estado paraguaio. "Em 2023, o Paraguai será dono de 50% de Itaipu, sem ter pago nada por isso. O Brasil assumiu 100% da construção", afirmou, durante audiência pública conjunta das comissões de Minas e Energia; e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. O Acende Brasil é um centro de estudos voltado para a transparência e a sustentabilidade do setor elétrico nacional. O presidente da Itaipu binacional, Jorge Miguel Samek, entretanto, negou que a proposta afete o consumidor. Ele ressaltou que o acréscimo de 240 milhões de dólares ainda não recompõe os valores que eram repassados ao Paraguai em 2003, antes da valorização do real frente ao dólar. "O Tratado de Itaipu foi feito para ser cumprido e isso dá credibilidade internacional ao Brasil. Ajustes devem ser feitos", defendeu. Votação - A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional pretende votar o PDC 2600/10 na próxima quarta-feira (7). A proposta, que tramita em regime de urgência, também será analisada pelas comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será examinada pelo Plenário. Jornal "Valor Econômico" Caderno: Brasil Lula pede entrada da Síria na OMC Agência Brasil, de Brasília Na presença do presidente da Síria, Bashar Al-Assad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem a entrada do país na Organização Mundial do Comércio (OMC). Para Lula, a tendência no mundo atual é de crescimento multilateral e, por isso, é o momento de avançar no processo de inclusão dos sírios na OMC. "A tendência é de crescimento com um sistema multilateral de comércio mais representativo dos anseios do mundo em desenvolvimento. Por isso, defendemos o fim dos entraves que impedem o avanço do processo de acesso da Síria à OMC", afirmou Lula, durante almoço oferecido a Al-Assad, no Itamaraty. O presidente brasileiro disse que as negociações econômicas devem buscar o fim da suspensão de barreiras e a tentativa de conciliação. "A capacidade de transpor barreiras e compartilhar experiências é o impulso maior de nosso relacionamento", afirmou Lula. "Temos uma aliança assentada em números sólidos. O comércio quadruplicou e hoje alcança US$ 300 milhões." Assad, que visita o Brasil pela primeira vez, passou o dia ontem em Brasília e, em seguida, viajou para São Paulo. A vinda do presidente sírio coincide com a comemoração dos 130 anos da imigração árabe no Brasil. Nos últimos sete anos, o Brasil e a Síria ampliaram as relações econômicas. A corrente bilateral de comércio passou de US$ 78 milhões, em 2003, para cerca de US$ 307 milhões, em 2009. Lula e Al-Assad assinaram ontem uma série de acordos que envolvem desde a transferência de pessoas condenadas até a cooperação educacional, além de um memorando de entendimento na área de saúde. Em comum, ambos têm a defesa do diálogo para o fim do impasse sobre a política nuclear iraniana na comunidade internacional. O governo de Assad é considerado um dos principais aliados do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Em várias ocasiões, o sírio elogiou a disposição do governo Lula em atuar como mediador da paz e da busca pelo diálogo. Mas o alvo das preocupações sírias é a relação conflituosa e permanentemente tensa com Israel. A Síria está no centro das discussões sobre a paz no Oriente Médio. No país, há representantes do Hamas e, além disso, aumenta o número de imigrantes palestinos e iraquianos que escolhem o território sírio para se instalar. Caderno: Internacional Bancos e consultorias já elevam previsão de expansão da Argentina Daniel Rittner, de Buenos Aires Bancos e consultorias estão elevando as estimativas de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina em 2010, devido ao crescimento das exportações para atender à demanda brasileira, à safra agrícola acima do previsto e à manutenção de estímulos fiscais levaram De uma alta entre 3% e 4%, conforme se falava no início do ano, as projeções estão sendo revistas para cima. Ontem, a RBS Securities elevou sua estimativa de 4,4% para 7%. A União Industrial Argentina (UIA) prevê que a indústria crescerá entre 6% e 8%. O ritmo mais forte da economia tem sido ditado por setores como o automotivo, cuja produção anual poderá alcançar o recorde histórico de 680 mil unidades, segundo as montadoras. Nos cinco primeiros meses de 2010, o setor automotivo cresceu 67% sobre igual período do ano passado. Embora a base de comparação seja muito fraca, a UIA ressalta que a produção supera os níveis pré-crise e destaca os investimentos anunciados de janeiro a maio: 2,5 bilhões de pesos (cerca de R$ 1,2 bilhão) em ampliação de fábricas, lançamentos de modelos e instalação de fornecedores. De cada 100 veículos fabricados, quase 60 vão para o Brasil, o que ilustra a importância do mercado brasileiro na recuperação argentina. Nos cálculos do Ieral, o centro de estudos da prestigiada Fundação Mediterrânea, só a alta das exportações ao principal sócio do Mercosul agregará 0,8 ponto percentual ao PIB da Argentina. Mas o país está vivendo uma recuperação "a duas velocidades", disse ao Valor o pesquisador-chefe do Ieral, Jorge Vasconcelos: enquanto os indicadores associados ao consumo das famílias e ao gasto público se recompõem mais rapidamente, as dados relacionados ao investimento privado patinam, causando problemas de oferta. Além da insegurança jurídica, frequentemente citada pelas multinacionais, a explicação pode estar na rentabilidade das empresas. Uma análise feita pelo Ieral do balanço de 49 companhias listadas na Bolsa de Buenos Aires indica que seus lucros no primeiro trimestre equivaleram a 0,8% do PIB. Nos melhores momentos do ciclo 2003-2007, quando a Argentina teve taxas "chinesas" de crescimento, os lucros superaram 2% do PIB. Já o consumo de bens duráveis aumenta, em boa parte, devido à inflação alta e ao câmbio relativamente estável. A consultoria portenha Abeceb.com, do ex-secretário de Indústria Dante Sica, prevê que PIB crescerá 6,5% e que o IPC subirá 23,6% em 2010. Enquanto isso, o dólar tem sofrido poucas alterações, mantendo-se há quase um ano na faixa de 3,85 a 3,95 pesos. Essa combinação desestimula a classe média a investir em renda fixa, cujas aplicações estão atreladas à baixa inflação oficial, ou a guardar dólares debaixo do colchão. O dinheiro tem sido destinado preferencialmente ao consumo, o que fez disparar a venda de LCDs, computadores e eletrodomésticos. "Os argentinos demonstram mais tolerância a uma inflação maior do que a uma taxa de desemprego maior", disse ao Valor o cientista político Sergio Berensztein, diretor da consultoria Poliarquía. Por isso, não há sinais de que o governo mudará sua estratégia. De novembro a maio, a popularidade da presidente Cristina Kirchner aumentou 12 pontos percentuais, superando uma fase de recorde negativo de aprovação. Até agora, os superávits comercial e primário são mantidos com folga, graças à colheita da safra 2009/10. Ela chegou a 96 milhões de toneladas, praticamente igualando o recorde da temporada 2007/08, antes da estiagem que quebrou a safra seguinte. Isso vem permitindo ao governo aumentar as despesas públicas em patamar acima de 30% ao ano, sem reduzir o ritmo contracíclico adotado na crise. Vasconcelos alerta sobre o perigo do aumento das importações, de 72% em maio, e diz que a Argentina tem podido sustentar o saldo comercial graças à soja e aos preços das commodities. "Se tivéssemos os mesmos preços de 2001, o superávit em conta corrente, de 4,2% do PIB em 2009, teria se transformado em déficit de 0,7%", afirmou. OMC confirma subsídio ilegal da UE à Airbus Agências internacionais A Organização Mundial do Comércio (OMC) confirmou o julgamento de que a União Europeia (UE) subsidia de forma ilegal a Airbus, dando razão em parte aos EUA, que denunciaram a prática em 2004. O Valor adiantou a decisão da OMC em março, mas ela não havia sido publicada ainda. A OMC aceitou 3 das 7 queixas americanas e concluiu que governos europeus subsidiaram ilegalmente a Airbus por meio de empréstimos livres de risco e de financiamentos para pesquisa e infraestrutura. Em um informe de 1 mil páginas , a OMC estima que uma parte da ajuda "constitui subsídio à exportação" e determina que Bruxelas interrompa a prática. No entanto, as conclusões da OMC não põem fim à batalha de décadas entre Airbus e Boeing. As partes têm 60 dias para apelar. Os EUA classificaram a notícia como uma "grande vitória", segundo o representante americano do Comércio, Ron Kirk, em um comunicado. "Essa importante vitória vai beneficiar os trabalhadores americanos da indústria aeroespacial, que tiveram de ver a Airbus receber esses pesados subsídios por mais de 40 anos", disse Kirk. "Esses subsídios prejudicaram fortemente os EUA, inclusive fazendo com que a (fabricante de aviões americana) Boeing perdesse negócios e participação de mercado." Já a UE vai apelar da decisão, segundo informou uma fonte ligada ao caso. A Comissão Europeia, órgão executivo da UE, declarou-se decepcionada com a decisão. Em um comunicado, a empresa europeia rejeitou as acusações e disse que "nem empregos nem lucros foram perdidos como resultado de empréstimos à Airbus". "O relatório da OMC no caso dos EUA contra a UE confirma as previsões iniciais da Airbus: 70% das queixas dos EUA foram rejeitadas", diz o comunicado. "A Airbus, a UE e os países-membros estão analisando atentamente o relatório antes de uma possível revisão pelo corpo de apelações da OMC", disse um porta-voz da empresa europeia. Jornais dos Países Membros do Mercosul Argentina "Clarín" Sección: Economía Argentina contraataca: "La proteccionista es Europa" El secretario de Industria de Argentina, Eduardo Bianchi, rechazó críticas de funcionarios europeos sobre la política de importaciones que desarrolla el país y replicó que "si hay alguien proteccionista, esa es la Unión Europea". Bianchi aseguró que la Unión Europea aplica "mecanismos sofisticados" para disimular subsidios a sus productos agrícolas y criticó los "altos aranceles" que impone a productos importados. Funcionarios del Mercosur y la Unión Europea negocian en Buenos Aires las condiciones para avanzar en un acuerdo de libre comercio birregional, tras seis años de estancamiento en las tratativas, por los reclamos que ambos bloques se realizan recíprocamente. La Unión Europea cuestionó restricciones que aplica Argentina al ingreso de algunos de sus productos alimenticios y sostuvo que afectarán las negociaciones. El gobierno argentino reiteró que no bloquea el ingreso de productos de la Unión Europea (UE), pero advirtió que impedirá las importaciones que impliquen "competencia desleal". Aunque son una minoría dentro de la UE, un grupo de nueve países encabezados por Francia miran con alta desconfianza a las negociaciones con los países sudamericanos, ya que temen que una apertura agrícola afecte a sus productores. Bianchi criticó la Política Agropecuaria Común de la UE al señalar que "ellos protegen sus mercados" y dijo que en las negociaciones birregionales se va a discutir sobre esos mecanismos. En tanto, el gobierno argentino reiteró que no bloquea el ingreso de productos de la Unión Europea. "No hay ningún bloqueo a ningún producto de país alguno, no sólo de Europa", dijo en su momento la ministra de Industria, Débora Giorgi, cuando aparecieron las acusaciones que señalaba al país como el más proteccionista del mundo.. La funcionaria retrucó que la Argentina "tiene una tasa de crecimiento de las importaciones en el mes de mayo de 72 por ciento respecto al año anterior". No obstante, alertó que Argentina no permitirá el ingreso de productos que "estén en una posición de competencia desleal porque hagan dumping salarial y social". "La Nación Sección: Economía El acuerdo UE-Mercosur, en riesgo por las trabas argentinas El jefe de los negociadores europeos dijo que si no se solucionara el tema, podría no haber otra ronda Las negociaciones para lograr un acuerdo de libre comercio entre la Unión Europea y el Mercosur (UE), que fueron relanzadas esta semana en Buenos Aires, podrían no tener un segundo capítulo si el gobierno argentino mantuviera las restricciones sobre las importaciones de alimentos. Así lo advirtió ayer João Aguiar Machado, director general adjunto de Comercio de la Comisión Europea (CE), durante una entrevista con LA NACION. "El problema es que este tipo de medidas, además de su impacto directo en el comercio, afectan la confianza para conducir esta negociación", señaló el jefe de la delegación europea ante el Mercosur. El diplomático portugués también anunció que la semana próxima el bloque podría plantear su preocupación ante la Organización Mundial del Comercio, durante la reunión del Consejo de Comercio de Bienes. No descartó que se sumen al planteo otros países perjudicados, como Estados Unidos. La UE decidió en los últimos días elevar el perfil de sus quejas por las restricciones instrumentadas hace dos meses por el secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno, contra las importaciones de productos alimenticios. Primero hubo declaraciones en Bruselas y Luxemburgo, pero luego el tema se llevó al recinto del Hotel Sheraton en Buenos Aires donde delegados del Mercosur y de la UE reanudaron las negociaciones, luego de seis años de estancamiento. Aguiar Machado sacó el tema a colación y dijo que podía llegar a "contaminar" el ambiente de la negociación. El secretario de Comercio Internacional argentino, Alfredo Chiaradia, le respondió que no era el ámbito para tratarlo por ser una cuestión bilateral. "Le expliqué que quería ser abierto y transparente, porque este problema bilateral puede tener implicaciones regionales", contó Aguiar. La delegación europea planteó además su preocupación ayer en una reunión con el ministro de Agricultura, Julián Domínguez, y hoy hará lo propio con la ministra de Industria, Débora Giorgi. Moreno no aceptó recibirlos. La medida no está registrada en forma escrita y además la Presidenta y varios ministros negaron que existan restricciones, le recordó LA NACION a Aguiar. "No hay un decreto o una ley, pero lo que hay, y lo sabemos porque tenemos una copia, es una circular interna. No tiene el valor jurídico de una ley o un decreto, pero estamos hablando de artificios. La verdad es que los contenedores están parados en el puerto. Y esto nadie lo puede negar. El comercio fue afectado y, además, los operadores económicos, para evitar los riesgos, deciden cancelar los contratos", señaló el funcionario de la CE. En la lista de alimentos europeos con problemas para ingresar figuran pastas italianas, aceite de oliva, arroz, quesos de alta calidad, infusiones y los ya famosos duraznos griegos. Contenedores inmovilizados Contó el caso de una empresa "que tiene cien contenedores parados desde hace más de un mes, con un costo mensual de cinco millones de dólares para mantener los contenedores ahí". No quiso decir el nombre de la compañía para no causarle mayores inconvenientes, pero aclaró que no es alimentaria sino industrial, y que está afectada por los retrasos en la tramitación de las licencias no automáticas. Ante la pregunta sobre si las licencias no equivalían a los subsidios agrícolas en Europa, el diplomático lo rechazó tajantemente: "Europa tiene una serie de subsidios en el sector agrícola, que no agradan a la Argentina [tampoco a sus socios], pero que son puramente legales en los cuadros de la OMC. Europa siempre ha dicho que está pronta a negociar en la Ronda de Doha precisamente esas subvenciones. Y si la Ronda de Doha está parada, no es por culpa de Europa. Son medidas que están encuadradas y que son legales. -Pero las licencias sí son legales. -Bueno, podríamos discutir largamente sobre eso. Los plazos de más de 60 días no son legales. Hay contenedores que hace más de 60 días que están parados. Hay un caso de un contenedor que está parado desde hace más de un año. Sobre el tema de los subsidios, hizo hincapié ayer el secretario de Industria argentino, Eduardo Bianchi, al rechazar las críticas de la UE. "Si hay alguien proteccionista, ésa es la Unión Europea", dijo en declaraciones a la agencia DyN. Y criticó los mecanismos "sofisticados" que Europa usa para disimular los subsidios. Bianchi aseguró que la Unión Europea aplica "mecanismos sofisticados" para disimular subsidios a sus productos agrícolas y criticó los "altos aranceles" que impone a productos importados. La primera ronda de negociaciones -que tiene lugar en Buenos Aires porque la Argentina ocupa la presidencia pro témpore del Mercosur- culminará mañana. Aguiar reconoció que no sabe aún cuándo será la próxima reunión, que debería producirse en Bruselas. "No se sabe cuándo porque depende un poco de la solución de esta cuestión [sobre las trabas a las importaciones]. Si no hay una solución a esto, se podría complicar una próxima ronda", afirmó. Brasil busca fomentar la inversión privada Alessandro Teixeira, presidente de la asociación mundial de agencias de promoción, subrayó el papel del banco de desarrollo brasileño El brasileño Alessandro Teixeira, presidente de la Asociación Mundial de Agencias de Promoción de Inversiones (Waipa, en inglés), no tiene complejos. Al clausurar la Conferencia Mundial de Inversiones, que finalizó ayer en el hotel Four Seasons, se subió a una muy poco discreta tarima para quedar por encima del atril y no solamente detrás. Es que competir en estatura ante los altos tacos de la ministra de Industria, Débora Giorgi, y la presidenta de Prosperar, la agencia de inversiones local, Beatriz Nofal -que compartieron el acto-, es claramente más difícil que dirigir un conglomerado heterogéneo de entes gubernamentales que buscan atraer hacia sus países los flujos globales de inversión. Teixeira, también presidente de Apex, la agencia de promoción de exportaciones e inversiones de Brasil, pasa alrededor de 200 días al año fuera de su país. En esas giras permanentes expone su carisma para "promover la internacionalización del país", según el mismo describe en una entrevista con LA NACION. Antes de asumir en Apex (que en la Argentina sería el equivalente a la suma de Prosperar y la Fundación Exportar), el funcionario dirigió hasta hace cuatro años la Agencia de Desarrollo Industrial. -¿Se peleó mucho con la ministra de Industria argentina en esos años? -En esa época no había ministra, había ministro, y no me peleaba con él sino que hablaba más con la Unión Industrial Argentina (UIA). Era responsable del diseño de la política industrial y, de hecho, todavía integro el consejo directivo del BNDS [Banco Nacional de Desarrollo de Brasil]. -Precisamente, el apoyo del BNDS a las empresas privadas es algo que en la Argentina se le admira mucho al Estado brasileño. -Decimos en Brasil que el papel del gobierno es fomentar la ayuda al sector privado. En el principio del gobierno del presidente Lula da Silva, el BNDS operaba 33.000 millones de dólares en 2002; este año, el banco va a operar con un presupuesto de cerca de 180.000 millones de dólares, casi seis veces más que el presupuesto de hace siete años. El gobierno tiene que colocar a disposición del sector privado instrumentos que posibiliten su desarrollo. -¿Qué requisitos debe reunir un país para atraer inversiones? -Primero, estabilidad macroeconómica; segundo, un ambiente propicio a la inversión, con estabilidad jurídica y política, y tercero, un mercado interno con capacidad de ser plataforma de exportación para otros mercados. -¿Cuál es el contexto actual de los flujos de inversión? -La crisis mundial ayudó a cambiar el balance de poder económico mundial donde países emergentes como China, India y Brasil tienen ahora un peso más relevante en las inversiones internacionales. En los próximos quince años de las 15 principales economías del mundo tenemos por lo menos tres que serán países emergentes. - El Mercosur se ha convertido en tema de campaña en Brasil y no precisamente por sus fortalezas. -Nuestra candidata, la futura presidenta Dilma [Rousseff, postulante del oficialista Partido de los Trabajadores], tiene la misma posición que el presidente Lula, que América latina y el Mercosur son una prioridad. Nuestra posición es fortalecer el bloque y para eso Brasil tiene que tener una posición fuerte, y esto no es ser arrogante, por favor que no se entienda mal. Es la posición de una economía con un mercado que es casi diez veces el tamaño de Argentina. Tenemos que entender cuál es nuestro papel ahí y buscar la complementariedad productiva y comercial. -Pero las relaciones comerciales entre Brasil y la Argentina no pasan por el mejor momento. -Es que no puede haber complementariedad comercial si antes no hay complementariedad productiva. Brasil, que tiene una economía diversificada, debe buscar esa complementariedad, y en esa búsqueda la Argentina debe ocupar un lugar importante. -Se habla mucho de cantidad pero no de la calidad de las inversiones. ¿Qué pasa en ese aspecto? -Se está dando un cambio importante, y hablo por mi país. En el primer cuatrimestre, Brasil atrajo cuatro inversiones importantes (de IBM, General Electric, RIM-BlackBerry y HCL) en el área de investigación y desarrollo. Tradicionalmente, esas inversiones no se hubiesen quedado en Brasil. Paraguay "ABC" Sección: Internacionales Samek defiende último trato con el Paraguay sobre Itaipú BRASILIA (EFE). El director brasileño de la hidroeléctrica binacional de Itaipú, Jorge Miguel Samek, defendió ayer en la Cámara de Diputados el acuerdo por el que Brasil aceptó triplicar el valor que le paga a Paraguay en compensación por el excedente de energía que ese país le cede. Samek alegó ante los miembros de dos comisiones de la Cámara de Diputados que el nuevo valor que el Gobierno brasileño aceptó pagar aún no recompone el que era pagado hasta 2003, cuando el real registró una fuerte apreciación frente al dólar. En un acuerdo suscrito el año pasado por los presidentes de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, y Paraguay, Fernando Lugo, el Gobierno brasileño se comprometió a elevar desde 120 millones de dólares hasta 360 millones de dólares el valor anual que le transfiere al país vecino en compensación por la cesión de energía. Itaipú, la mayor hidroeléctrica del mundo en actividad, es compartida por Brasil y Paraguay, cada uno de los cuales tiene derecho a la mitad de la energía generada. Paraguay no usa toda la energía que le corresponde, por lo que le vende al Brasil el resto, por un precio inferior al que sectores en el Paraguay consideran muy inferior a los precios de mercado. "Nos interesa el crecimiento de la región", dijo Samek. "El tratado es justo. No habrá un aumento de la cuenta para el consumidor", afirmó el funcionario, quien alegó que el aumento del dinero le permitirá a Paraguay elevar sus inversiones. "No estamos haciendo caridad. Estamos comprando energía", agregó el subsecretario general para América Latina del Ministerio de Relaciones Exteriores de Brasil, Antonio Simoes, también convocado a la audiencia en el Congreso. "Es de nuestro interés una mejoría en Paraguay. Nos interesa que la economía paraguaya se industrialice más", dijo. Pese a la defensa del Gobierno a la ratificación del acuerdo con el Paraguay, los miembros de las comisiones aplazaron para el miércoles de la próxima semana una posible votación. La dirección de la Cámara de Diputados se comprometió a que el acuerdo sería ratificado antes del inicio del receso parlamentario, el 17 de julio próximo, pero el nuevo aplazamiento puso en duda el cumplimento de ese plazo. UE critica política brasileña PARIS Y BRASILIA (ANSA, EFE). La actitud "contradictoria" de Brasil en sus relaciones internacionales preocupa a la Unión Europea, según un documento interno divulgado ayer por el semanario francés L’Express. Lo que preocupa a Bruselas es que "la voluntad de Brasil de afirmarse como líder de los países en desarrollo vuelve a su política exterior contradictoria respecto a sus ambiciones de potencia global", afirma la nota interna de la UE. La nota, preparada por el gabinete del presidente estable de la UE, Herman Van Rompuy, para la próxima cumbre de la Unión con Brasil, el 14 de julio en Brasilia, sostiene que el país sudamericano es "un aliado en busca de su real identidad". Los consejeros diplomáticos de Van Rompuy consideran también que "la cercanía de Brasil con Irán genera algunas sensibilidades en la UE, Estados Unidos y Medio Oriente". Esto se produce, advierte, "mientras el presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca el apoyo de países europeos para obtener una banca permanente en el Consejo de Seguridad de la ONU". Por su parte, el presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, dijo ayer durante un encuentro con su homólogo de Siria, Bachar Al Asad, que el conflicto en Oriente Medio trasciende la dimensión regional y reiteró su propuesta de ejercer como mediador en posibles negociaciones de paz. Uruguay "El Observador" Opinión Asedio cerca a Argentina. A Cristina Fernández de Kirchner no se le movió un músculo, excepto para sonreír, cuando, durante su reciente encuentro con el presidente Mujica en Anchorena, se le preguntó sobre la discriminación proteccionista del gobierno argentino contra productos uruguayos. Aseguró sin recato que el culpable de proteccionismo es en realidad Uruguay por las restricciones al ingreso de pollos argentinos. Las protestas uruguayas no parecen pesar mucho en el régimen Kirchner. Pero es otro cantar cuando quien protesta es Brasil. Y más grave aun es que la Unión Europea (UE) no solo le recrimine las trabas proteccionistas sino que extienda sus efectos a todo el Mercosur, afectando a Uruguay, Brasil y Paraguay. La presidenta argentina tuvo que ir personalmente hace poco a Brasilia para tratar de aplacar la protesta del gobierno del presidente Lula. Y el tema del proteccionismo argentino estalló aun con más fuerza en la reunión en Toronto del G20, que agrupa a las 20 mayores economías del mundo. Aunque sin salirse de la mutua cortesía diplomática, el presidente francés Nicolás Sarkozy tuvo un duro enfrentamiento con CFK. El tema acaba de ser enérgicamente recogido por toda la Unión Europea. Su comisario de Agricultura, Dacian Ciolos, advirtió el martes sin vuelta de hoja que si Argentina no levanta las restricciones a las importaciones agroalimentarias europeas se verán perjudicadas las negociaciones comerciales entre la UE y el Mercosur. La advertencia europea se produjo en momento en que estas negociaciones se han reanudado en Buenos Aires para tratar de revivir, después de seis años de archivo, un incierto pacto de asociación comercial y política entre los dos bloques. El reclamo de Ciolos de "una acción clara y rápida" del gobierno argentino para destrabar importaciones europeas se produjo después de una reunión del Consejo de Agricultura de la UE, en la que quejas específicas de Grecia y Dinamarca fueron respaldas por el resto de la comunidad europea. Ciolos explicó que las medidas proteccionistas argentinas consisten en demorar o directamente no conceder los certificados de libre circulación que habilitan el ingreso de importaciones y que antes se aprobaban en forma automática. Estas trabas se aplican a importaciones de bienes que Argentina produce, como forma de proteger a los productores locales en violación de las normas de la Organización Mundial de Comercio a las que Argentina está comprometida. Es el mismo procedimiento que el régimen Kirchner aplica desde hace mucho tiempo contra Uruguay, que ha visto demoradas sus ventas a Argentina durante meses o directamente bloqueadas por orden del poderoso secretario de Comercio, Guillermo Moreno, el mismo que deforma y falsea las estadísticas oficiales de inflación (lo cual influye en los datos del PBI, de inversión, de niveles de pobreza, etcétera) y una de las figuras más cuestionadas del entorno kirchnerista. El régimen K puede resistir las protestas de Uruguay. Le es más difícil ignorar las del musculoso Brasil. Y parece ya imposible que haga oídos sordos a la hostilidad de toda Europa.

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