sábado, 15 de junho de 2013

O Mercosulino 15/06/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

15.06.2010 Jornal "Valor Econômico" Caderno: Brasil Amorim acha 'absurdo' EUA tirarem benefício Chanceler diz que acha improvável Brasil perder acesso ao SGP como retaliação ao apoio ao Irã Assis Moreira, de Genebra O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ontem que "a paz tem custos", mas considerou um "absurdo" a possibilidade de os Estados Unidos retirarem o Brasil do Sistema Geral de Preferências (SGP), em retaliação pela ação diplomática do país no caso do programa nucelar do Irã. Em discurso na Assembleia Mundial do Trabalho, Amorim concluiu com uma alusão à ação diplomática brasileira que tem irritado os americanos: "A paz tem custos", disse ele. "Todos devem se envolver nos esforços para sua construção e manutenção. O Brasil, de sua parte, escolheu o diálogo, as soluções negociadas e a diplomacia como forma de resolver os conflitos. Paz, cooperação solidária e comércio justo serão o novo nome do desenvolvimento." Indagado se um dos custos da ação do Itamaraty seria o país perder o acesso ao SGP americano, que permite exportar, sem imposto de importação, cerca de US$ 3,5 bilhões por ano aos EUA, ou 17,4% das vendas brasileiras para aquele país, o ministro reagiu com vigor. "Eu falei de custo no sentido de custar trabalho, empenho, e é importante mantê-lo." E acrescentou: "É um absurdo se isso acontecer", referindo-se à suposta retaliação americana. "Nunca ouvi falar dessa retaliação. É uma imaginação dos jornalistas." O ministro lembrou que todo ano existe o problema envolvendo a renovação do SGP para o Brasil, sempre surgindo as notícias de ameaças, "ou porque estamos defendendo nossos interesses na OMC ou em outros foros, ou porque estamos ameaçando com retaliação no caso do algodão". Para Amorim, o fato é que "o Brasil é grande, não pode ficar vivendo de assombração ou ameaças". Disse que "até a Rússia, que não é tão rica, mantém o Brasil no SGP". Começou uma frase dizendo que "se os EUA quiserem tirar (o Brasil)", para em seguida fazer uma pausa e completar: "Espero que não ocorra." Por outro lado, o Brasil estabeleceu prazo até o dia 21 para fechar um acordo com os EUA, no contencioso do algodão, ou retaliar produtos americanos em cerca de US$ 800 milhões por ano. O ministro disse que as negociações continuam e prefere "manter o otimismo até o fim". Hoje ele vai a Paris falar para uma plateia internacional sobre diplomacia. Indagado se o Brasil e a Turquia preparam alguma iniciativa nova envolvendo a questão nuclear iraniana, retrucou com um "não sei". No discurso na Assembleia Mundial do Trabalho, o ministro destacou que, muito antes da pior crise econômica e financeira dos últimos tempos, o Brasil buscou diversificar suas parcerias por meio de uma "diplomacia universalista", reforçando laços com a África, Oriente Médio, Ásia e sobretudo América Latina, revertendo "uma tendência histórica". Exemplificou que até há pouco tempo somente a Europa e os EUA representavam mais da metade das trocas comerciais com o país. Em sete anos, esse número caiu para 30%, apesar do aumento nas trocas com os parceiros tradicionais. "Fizemos uma verdadeira revolução no nosso comércio exterior", afirmou diante dos representantes de mais de 150 países. "Essa estratégia provou ser acertada quando o centro do capitalismo sofreu severos abalos em sua estrutura." O ministro defendeu a cooperação internacional e notou que "não é preciso ser rico para ser solidário". Hoje, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vai "depositar" a ratificação pelo Brasil da regulamentação 151, que garante o direito de greve, organização sindical e negociação coletiva para o servidor público. Em seguida, o governo vai regulamentar a medida, limitando esse direito no caso de trabalhadores em serviços essenciais. Caderno: Internacional Pacotes de estímulo distorcem fluxo de investimento Os planos de socorro lançados pelos governos no meio da crise econômica e financeira estão distorcendo os fluxos de investimentos, enquanto no comércio internacional aumentam medidas restritivas à exportação de alimentos e matérias-primas, principalmente. As conclusões são de relatórios da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Agência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad) feitos para o G-20, grupo das maiores economias do mundo, que se reunirá no fim do mês em Toronto (Canadá). Segundo a OCDE e Unctad, o legado de medidas de emergência é grande, com a quantidade total de compromissos públicos - de capital, empréstimos e garantias - excedendo US$ 1 trilhão até maio. A maior parte é o programa americano de ajuda aos bancos. Centenas de bancos e firmas do setor financeiro continuam a se beneficiar de apoio público. No setor não financeiro, pelo menos 20 mil empresas, de novo mais nos EUA, também são beneficiadas por programas de emergência, causando discriminação contra as que não recebem a ajuda. As duas entidades estimam que o G-20 no geral manteve a promessa de não discriminar os investidores estrangeiros, mas insistem que as medidas de emergência trazem "sérias ameaças" para uma concorrência aberta e leal e devem ser retiradas "o quanto antes as condições econômicas permitirem". Sobretudo sugerem que os governos vendam suas participações nos bancos e outras companhias que foram obrigados a adquirir durante a crise financeira. Essas posições, se mantidas por longo tempo, "podem criar confusão entre governos que estabelecem regulações e seu papel de acionistas e causar problemas na concorrência em produtos e mercados de capitais". O fluxo global de investimentos externos diretos (IED) caiu 40%, para US$ 1 trilhão, em 2009, e deve se recuperar pouco este ano. O fluxo para os países do G-20 foi de US$ 600 bilhões. Em outro relatório, a OMC também começa dourando a pílula, estimando que no geral os governos evitaram grandes restrições comerciais, para em seguida apontar uma série de riscos em alta, no contexto de enorme desemprego e pressões políticas para fechar mercados a produtos estrangeiros. Pascal Lamy, diretor-geral da OMC, nota que há menor ritmo de novas restrições comerciais, mas que elas se acumulam, através de aumento nas tarifas de importação, proibição a importação e exigências de licença de importação. As barreiras na importação agrícola vêm das áreas sanitárias e fitossanitários. Novas restrições comerciais alvejam também produtos siderúrgicos, especialmente aço, maquinários, agrícolas e equipamentos de transporte. Sobretudo, crescem as restrições à exportação, afetando alimentos e matérias-primas. As medidas mais frequentes incluem introdução de novas taxas para exportar, proibição à exportação e cotas para vender. "Essa alta nas restrições à exportação parece ser um fenômeno mundial", diz a OMC. Nos quatro primeiro meses do ano, países em desenvolvimento iniciaram o maior numero de novas medidas de investigação antidumping, supostamente para combater preços deslealmente baixos das importações. As iniciativas partiram sobretudo da Índia, Argentina, Brasil, China e União Europeia. A China como sempre foi também a mais alvejada. Os dados mostram uma situação ligeiramente diferente entre o Brasil e a Argentina. O primeiro impôs 16 medidas comerciais, mas algumas inclusive baixando tarifa de importação. A Argentina impôs 13 novas medidas, mas todas restringindo o comércio, inclusive contra seu maior parceiro no Mercosul. A OMC mantém sua projeção de expansão de 9,5% do comércio mundial neste ano, mas ainda longe de recuperar o volume de anos anteriores. Jornal "O Estado de S.Paulo" Notas & Informações Fracasso em acordos O governo do presidente Lula chega ao fim sem haver concluído um só acordo de livre comércio com um grande parceiro. O governo tem procurado apropriar-se do sucesso comercial do Brasil nos últimos oito anos, mas esse é apenas mais um caso de apropriação indébita. A expansão do comércio exterior nesse período resultou principalmente da combinação de três fatores estranhos à diplomacia petista. O primeiro foi o empenho do empresariado brasileiro em aumentar sua participação no mercado internacional. Esse esforço, iniciado nos anos 90, com a abertura econômica do País, ganhou impulso depois da reforma cambial de 1999. O segundo foi a expansão do comércio global, favorecida por novos esquemas de produção e por uma longa fase de prosperidade. O terceiro foi a intensa demanda de matérias-primas, alimentada pelo crescimento da China e de outros emergentes. Quanto à diversificação de parceiros, foi a continuação de uma velha tendência: há muito o Brasil é classificado como um exportador global, ao contrário do México, muito vinculado a um grande comprador. O número de mercados para produtos brasileiros aumentou, mas nos anos 80 as vendas já eram destinadas a compradores de todos os continentes. O terceiro-mundismo do Itamaraty em nada contribuiu para favorecer o Brasil no mercado mundial. Ao contrário: atrapalhou, e muito, assim como a voracidade fiscal e a incompetência do governo em investir na infraestrutura. Um balanço publicado neste domingo no Estado mostra as limitações dos pactos comerciais concluídos pelo governo federal a partir de 2003 e já postos em vigor. O acordo de livre comércio com Israel é positivo, naturalmente, mas pouco afeta as contas externas do País. O mercado israelense absorveu em 2009 apenas 0,18% das exportações brasileiras. As preferências negociadas com a Índia valem para 450 produtos e só favorecem 0,2% das vendas do Brasil. As preferências acertadas com a União Aduaneira da África Austral ainda não foram aprovadas pelo Congresso brasileiro. Muitas negociações foram iniciadas com economias em desenvolvimento e todas têm alguma importância, mas nenhum acordo de grande alcance foi concluído com os mercados mais importantes. Enquanto isso, concorrentes do Brasil firmaram acordos com a União Europeia e com os Estados Unidos ou simplesmente ocuparam espaços ? como a China ? graças ao seu poder excepcional de competição. Os exportadores chineses tomaram mercados de brasileiros não só no mundo desenvolvido, mas também na América Latina, onde os acordos comerciais e os equívocos diplomáticos deixam em desvantagem os exportadores nacionais. Nos acordos do Mercosul com parceiros sul-americanos, a abertura de mercados para o Brasil só se completará em 2014, 2018 ou 2019. Ao mesmo tempo, a ilusão de liderança regional estimula o governo a aceitar o protecionismo contra os produtores brasileiros. As prioridades oficiais não são diferentes dos objetivos dos empresários, disse o coordenador do Departamento de Negociações Internacionais do Itamaraty, embaixador Evandro Didonet, citado na reportagem. "O Brasil sempre demonstrou interesse em negociar com Europa ou Estados Unidos", afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral. Os fatos desmentem. As negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) foram enterradas por iniciativa do Brasil. Os negociadores americanos só criaram obstáculos quando os brasileiros, secundados por argentinos, já haviam feito grandes esforços para impedir qualquer acordo. O presidente Lula vangloriou-se diante de sindicalistas de haver "tirado a Alca da pauta". Foi uma das muitas tolices cometidas por um presidente despreparado para esse assunto e aconselhado por fracos assessores. Nas negociações com a União Europeia, iniciadas há mais de dez anos, o governo brasileiro cedeu ao protecionismo dos sócios argentinos. Na Rodada Doha, foi abandonado pelos "parceiros estratégicos", como Índia e China. Que mais seria preciso para demonstrar o fracasso da diplomacia comercial petista? Caderno: Internacional Os emergentes devem ser ouvidos Até recentemente decisões eram tomadas por potências tradicionais; hoje, novo grupo de países quer moldar relações internacionais Celso Amorim* THE INTERNATIONAL HERALD TRIBUNE Um editorial num renomado jornal francês previu que o 17 de maio, data da Declaração de Teerã sobre o programa nuclear do Irã - negociada por Brasil e Turquia com o governo iraniano - chegará aos livros de história. Um comentarista de um respeitado diário britânico sugeriu que os esforços empreendidos pelos dois países emergentes desafiava a primazia dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU em questões de paz e segurança internacional - e isso não foi recebido sem desconforto. De fato, até recentemente todas as decisões globais eram tomadas por um punhado de potências tradicionais. Os membros permanentes do Conselho de Segurança - Grã-Bretanha, China, Estados Unidos, França, Rússia, que são incidentalmente as cinco potências nucleares reconhecidas como tal pelo Tratado de Não-Proliferação de armas nucleares - tinham (e ainda têm) o privilégio de dar as cartas em questões de paz e segurança internacional. O G-8 estava encarregado das decisões importantes que afetam a economia global. Em questões relacionadas ao comércio internacional, o "Quarteto" - EUA, União Europeia, Japão e Canadá - dominavam a cena. Países como Brasil, China, Índia, África do Sul e alguns outros são os "caras novos no pedaço" entre os players globais que moldam as relações internacionais. Eles legitimamente aspiram a uma maior participação em instituições internacionais, que ainda sofrem de um "déficit democrático". As decisões globais não podem mais ser tomadas sem ouvir as suas vozes. Na reunião ministerial da Rodada Doha em Cancún, em 2003, Brasil, Índia, Argentina e outros países em desenvolvimento resolveram não endossar uma decisão tomada pelos tradicionais interesses - especialmente os de EUA e a União Europeia - que desconsideravam suas próprias reivindicações, em especial com respeito à agricultura. A criação do Grupo dos 20 da Organização Mundial do Comércio transformou o padrão das negociações comerciais multilaterais para sempre. A crise financeira salientou ainda mais a maioridade de novos atores. O G-20 Financeiro, que é formado tanto por países ricos como em desenvolvimento, substituiu o G-8 como principal fórum para discussões e decisões referentes à economia mundial. Sobre mudanças climáticas, as nações emergente sempre foram players importantes. Mas na 15.ª Conferência de Partes em Copenhague, o "acordo", por insuficiente que tenha sido, foi alcançado numa sala onde o presidente dos Estados Unidos negociou com os líderes do Basic - Brasil, África do Sul, Índia e China. Em 15 de abril, Brasília recebeu duas reuniões internacionais do mais alto nível político: a segunda cúpula do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e o quarto Fórum de Diálogo Ibas (Índia, Brasil e África do Sul). Esses grupos, por diferentes que sejam, mostram uma disposição e um compromisso de potências emergentes com a redefinição da governança global. Muitos comentaristas salientaram essas reuniões gêmeas como mais relevantes que as reuniões recentes do G-7 e do G-8. As discussões sobre comércio, finanças, mudanças climáticas e mesmo governança global começaram a saudar a presença de países em desenvolvimento. Há um entendimento de que sem a presença de países como China, Índia, Brasil, África do Sul e México, nenhum resultado prático poderá ser alcançado. Paradoxalmente, questões relacionadas à paz e segurança internacional - alguns poderiam dizer o "núcleo duro" da política global - continuam sendo o território exclusivo de um pequeno grupo de países. O fato de que Brasil e Turquia se aventuraram num assunto que seria tipicamente tratado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança mais a Alemanha - e, o que é mais importante, foram bem-sucedidos nisso - perturbou o status quo. A insistência nas sanções contra o Irã - ignorando efetivamente a Declaração de Teerã, e sem nem mesmo dar ao Irã tempo para responder aos comentários do "Grupo de Viena" (Estados Unidos, França e Rússia) - confirmou as opiniões de muitos analistas que afirmaram que os centros tradicionais de poder não partilharão de bom grado sua condição privilegiada. Aliás, as negociações conduzidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil e o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, seguiram precisamente o script que estava na mesa havia alguns meses e cuja validade havia sido reafirmada recentemente no mais alto nível. Boa parte do mundo está com os olhos fixos na Copa do Mundo na África do Sul. No futebol, o mais universal de todo os esportes, países em desenvolvimento como Brasil e Argentina sempre foram grandes players. Já é hora de que em questões graves de guerra e paz, nações emergentes como Turquia e Brasil - e outras, como Índia, África do Sul, Egito e Indonésia - tenham suas vozes ouvidas. Isso não só fará justiça a suas credenciais e habilidades; também será melhor para o mundo. TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK *É CHANCELER DO BRASIL Caderno: Economia & Negócios Proposta dos EUA divide o governo Raquel Landim e Renata Veríssimo Oferta de redução de subsídios ao algodão é considerada tímida; Ministério da Agricultura quer o acordo, mas Itamaraty admite retaliação A "tímida" proposta dos Estados Unidos para redução dos subsídios agrícolas dividiu o governo. O Ministério da Agricultura é favorável ao acordo, enquanto o Itamaraty não descarta a retaliação. Na pasta do Desenvolvimento, a posição é buscar consenso e adiar um pouco mais. O martelo será batido pelos ministros que compõem a Câmara de Comércio Exterior (Camex) na quinta-feira. A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o Brasil a retaliar os EUA em US$ 829 milhões com sobretaxas para a importação de produtos e quebra de direitos de propriedade intelectual. Os americanos não cumpriram a determinação da OMC de retirar os subsídios aos seus produtores de algodão. A retaliação está marcada para começar no dia 22 de junho, se não houver acordo. Na semana passada, técnicos americanos fizeram uma nova oferta, que foi considerada tímida. Muitas questões estão em jogo, mas um dos pontos centrais é o programa de garantia de crédito à exportação, o GSM. O Brasil quer que os EUA reduzam os prazos e elevem os juros do programa para desestimular o uso. O GSM é a única parte dos subsídios que os EUA aceitam alterar de imediato. O restante só seria discutido em 2012 na reforma da Farm Bill (Lei Agrícola). Os americanos receberam "luz verde" do Congresso e aceitaram reduzir o prazo máximo do GSM de 30 meses para 20 meses. Mas ainda está distante dos seis meses pedidos pelo Brasil. A visão do Ministério da Agricultura, com apoio dos produtores de algodão, é que a proposta é suficiente para fechar o acordo. "O setor mais prejudicado, que é o algodão, está satisfeito. Se houver a retaliação, ninguém vai sair ganhando", diz uma fonte. O acordo com os americanos prevê um fundo de US$ 147 milhões anuais de compensação aos produtores de algodão brasileiros até 2012. "A retaliação é muito pior . Significa que os americanos aceitam a punição e não vão mexer nos subsídios", disse o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha. O Itamaraty está temeroso em relação ao impacto de um acordo "frágil" para a imagem da diplomacia brasileira. A preocupação é "sistêmica", porque o algodão foi uma vitória dos países em desenvolvimento. O Brasil pode ser duramente criticado pelos países africanos. Por outro lado, se insistir na retaliação, o Itamaraty vai ser responsabilizado pelos empresários locais, porque estaria "procurando briga" com os Estados Unidos por causa das divergências em relação ao Irã. Segundo uma fonte, esse assunto não está interferindo na negociação. O negociador-chefe do Brasil, embaixador Roberto Azevedo, negou existir divisão dentro do governo. "Nós estamos negociando com uma posição uniforme", disse ao Estado. Adiamento. O Ministério do Desenvolvimento propõe que, se não houver consenso ou tempo hábil para avaliar a oferta americana, a retaliação seja adiada por 30 dias. A avaliação é que o Itamaraty conduz bem o processo, enquanto o Ministério da Agricultura está "afobado". Uma fonte não descarta retaliar em bens para pressionar os EUA a ceder e evitar a retaliação em propriedade intelectual. Pessoas próximas aos negociadores americanos dizem que a estratégia é arriscada, porque o clima no Congresso dos EUA se tornará hostil a qualquer acordo. CRONOLOGIA Passo a passo da disputa Março de 2003 Início do processo Brasil pede que OMC investigue os subsídios americanos aos produtores de algodão Setembro de 2004 Decisão da OMC OMC considera subsídios dos Estados Unidos ilegais Outubro de 2004 Burocracia Americanos apelam da decisão da OMC e processo se arrasta na burocracia jurídica por alguns anos Agosto de 2009 Retaliação OMC autoriza o Brasil a retaliar os EUA em US$ 829 milhões com sobretaxa para a importação de bens e quebra de patentes Abril de 2010 Adiamento EUA pedem para adiar a retaliação e oferecem um fundo de US$ 147 milhões aos produtores brasileiros de algodão. Começam as negociações. Junho de 2010 Fase final Negociações chegam a fase crítica e Brasil tem de decidir se fecha o acordo ou retalia Jornais dos Países Membros do Mercosul Paraguay "ABC" Sección: Economía Brasil, Argentina, Uruguay y Bolivia trabajan en acuerdos energéticos El Gobierno uruguayo prepara las bases de acuerdos energéticos con Argentina, Bolivia y Brasil que le permitirán incrementar la oferta de energía eléctrica en el país en al menos 20% en los próximos cinco años, dijo el lunes el ministro de Industria, Roberto Kreimerman, según un informe de AFP transmitido ayer desde Montevideo. "Con las previsiones de aumento de la riqueza del país, por cada 1% que crece el producto interno bruto (PIB), la demanda de energía crece un 0,7% para atender las necesidades productivas y también las necesidades sociales que ese crecimiento genera", explicó Kreimerman. "Por eso la necesidad de incrementar por el lado de la oferta de energía tal vez un 20% y, por el lado, de asegurar más energía frente a la eventualidad del clima y frente a las inversiones que están llegando, estimamos otro 20% más", añadió. Para eso, el Gobierno trabaja en tres caminos, que implican acuerdos con Argentina, Brasil y Bolivia. Con Argentina, Uruguay planea instalar una planta de regasificación de gas licuado en Montevideo, que serviría a los dos países. Kreimerman dijo que los plazos son cada vez "más breves" y explicó que tras la reunión de los presidentes de Argentina y Uruguay, a principios de mes, en Colonia, técnicos uruguayos viajarán a Buenos Aires para afinar detalles. "La idea inicial era que estuviera (instalada) a mitad del año que viene, pero estamos acelerando los pasos a instancia de los gobiernos", dijo Kreimerman, explicando que ahora Uruguay consume poco gas porque lo hace solo el sector residencial. El segundo camino manejado por el Gobierno es el proceso de interconexión de energía eléctrica con Brasil. "La Nacion" Sección: Política Cumbre sobre seguridad El viernes, los ministros del Mercosur debatirán sobre éste tema y el crimen organizado. Una cumbre de ministros del Interior del Mercosur se realizará este viernes a las 10:30 en el hotel Granados Park. En la ocasión los secretarios de Estado debatirán sobre temas relacionados al crimen organizado y la seguridad en la región. El encuentro se realiza a iniciativa del ministro del Interior Rafael Filizzola, quien cursó invitación a sus pares del bloque. La idea es buscar el fortalecimiento de la integración regional y la cooperación entre las naciones del Mercosur. El encuentro también servirá para que los ministros expongan sus experiencias y analicen soluciones a los problemas de seguridad. Previamente a la cumbre, este jueves 17, Filizzola se reunirá con el ministro de Gobierno, Policía y Cultos de Ecuador, Gustavo Jalkh y de Bolivia, Sacha Servio Llorentty Soliz, con quienes evaluará cuestiones referentes a seguridad ciudadana, reforma y modernización policial, derechos humanos, delincuencia organizada transnacional y bienestar social. Filizzola dio detalles de este encuentro al Consejo de Ministros, en el marco de una reunión realizada en Palacio de Gobierno. "Me tocó informar como ministro del Interior y de Seguridad del Mercosur que tenemos prevista para esta semana, una cumbre que se ha organizado a iniciativa de nuestro país a los efectos de hablar de la situación de la seguridad en general de nuestra región en lo que hace a seguridad interna, pero con especial énfasis al crimen organizado. Todos sabemos que el crimen transfronterizo, el crimen organizado transnacional es uno de los principales temas en agenda", comentó. Uruguay "La Republica" Sección: Política Colorados impugnan delegación al Parlasur. Representación uruguaya se integró con legisladores del Frente Amplio El Partido Colorado impugnó la conformación de la delegación uruguaya que participa del Parlamento del Mercosur. En una nota enviada al presidente de la Asamblea General Legislativa, Danilo Astori, se señala que esta colectividad política reclama que la integración de los parlamentarios al órgano deliberativo regional se base en criterios de proporcionalidad. "Partiendo de la base de considerar que el acto de la Asamblea General fue una elección, cabe considerar el acto viciado y corresponde su revocación y nueva elección aplicando el principio de proporcionalidad correspondiente". El 3 de junio la Asamblea General resolvió que de los 18 cupos de legisladores uruguayos para el Parlamento del Mercosur, 10 fueran del Frente Amplio, 5 del Partido Nacional y 3 del Partido Colorado. Sección: Mundo PARLAMENTO DE LA UNASUR ] Presidentes y representantes de los congresos de los doce países de la Unasur iniciaron ayer lunes una reunión de dos días en Quito, para promover la creación del Parlamento regional y la aprobación del acta constitutiva del organismo, informó el Legislativo ecuatoriano. El encuentro fue inaugurado por el mandatario de Ecuador, Rafael Correa, quien planteó a la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) aunar esfuerzos para la construcción de una nueva arquitectura financiera regional, para lo cual se impulsa el Banco del Sur. Sostuvo que la integración "es imprescindible" para el desarrollo y enfrentar la pobreza, inequidad y exclusión. "Podemos conformar la cuarta o quinta economía más grande del mundo (...), con un tercio de las fuentes de agua dulce del planeta, ubicada en el primer lugar en la producción mundial de alimentos y con reservas de hidrocarburos para los próximos 100 años", dijo Correa, presidente pro témpore de la Unasur.

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