sábado, 15 de junho de 2013

O Mercosulino 16/07/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

16.07.2010 segunda-feira, 12 Jornal "Valor Econômico" Caderno: Brasil Acordo comercial tem embaraço no Brasil O possível acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia está de volta à lista de assuntos que nunca chegam ao fim que prometem. O retorno é boa oportunidade para desmistificar certos mitos, ideias que passam por verdades estabelecidas, mas não se sustentam ao se conhecer a realidade das negociações comerciais. Dois mitos de fôlego são os de que: 1) preconceitos ideológicos do governo inviabilizam acordos comerciais com países ricos; e 2) a Argentina é o grande obstáculo às negociações para derrubada de barreiras de sócios comerciais do Brasil. A Argentina exagera em seu viés protecionista, mas, em algumas negociações comerciais, age incentivada por associações empresariais brasileiras. A diplomacia brasileira, de fato, tem prevenção contra certos modelos de acordo dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) - nações como os EUA e as principais potências europeias. São acordos que vão além de comércio, enrijecem regras de propriedade intelectual e impedem prioridade a fornecedores nacionais nas compras do governo, entre outros pontos - questões de política econômica, não de mera ideologia, que merecem debate. Há freios mais fortes às negociações do Brasil no próprio setor privado brasileiro. As associações empresariais são o veículo preferencial para o acionamento desses freios, mas elas agem somente quando se aproxima do fim alguma negociação importante - como foi o caso, anos atrás, do acordo quase assinado entre Mercosul e Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). O acordo, que abriria mercado em uma das regiões de maior crescimento de importações do mundo, era prioridade do governo, mas foi bloqueado por pressão da indústria química nacional, que teme os planos de produção petroquímica futura dos árabes. Curiosamente, o acordo com o CCG é apontado entre as prioridades na agenda para os candidatos à Presidência formulada pela Confederação Nacional da Indústria (menosprezando o papel da Abiquim, a associação do setor químico, em bloquear a negociação). O documento da CNI cita, coerentemente, a necessidade de acordo com grandes mercados, como EUA e União Europeia. Os EUA, porém, até hoje não aprovaram no próprio Congresso o acordo de comércio assinado com a Colômbia em 2006; não reúnem condições políticas para aceitar os pleitos do Brasil em agricultura e setores competitivos, como aço ou suco de laranja. O caso dos europeus é ainda mais interessante. Embora entidades heterogêneas, como a CNI e a Fiesp, anunciem interesse no acordo com os europeus, uma variedade de associações empresariais batalha nos bastidores contra a negociação. Quem conversa com integrantes da Eletros, por exemplo, sabe que os fabricantes brasileiros de eletroeletrônicos querem mercado aberto com países na América do Sul e alguns emergentes, mas pedem distância dos europeus, americanos ou asiáticos. A Abiquim também se manifesta discretamente contra o acordo com a UE, assim como a Abinee, da indústria eletroeletrônica, e o Sindipeças, de peças e partes automotivas. Até a Anfavea, do setor automotivo, está dividida na questão e, antes interessada no acordo, perdeu entusiasmo com as negociações. Os empresários sabem que são injustos quando atribuem apenas ao governo a timidez em acordos assinados recentemente com países como Índia e África do Sul. Os empresários do setor automotivo são os primeiros a apontar problemas em abrir o mercado brasileiro aos indianos e sul-africanos. O setor têxtil endossa as prevenções contra a Índia. As pressões que se manifestam quando o governo está prestes a concluir negociações não raramente incluem ameaça de bloquear o acordo no Congresso, se assinado. A última dessas manifestações foi feita pela Abit, do setor têxtil, que, em carta a vários ministérios, se recusa a fazer qualquer concessão para fazer andar a negociação em curso com o Egito, com países de menor desenvolvimento relativo como Camboja, com os países da chamada rodada São Paulo da Unctad, como Coreia do Sul ou Índia. Com a UE, pede firmeza na exigência de regras de origem, demanda legítima. Submetidos a juros recordistas, ao câmbio valorizado em relação ao dólar, a concorrentes com preços artificialmente baixos, a tributos escorchantes e infraestrutura deficiente, não é por tara protecionista que empresários nacionais rejeitam os acordos (ainda que alguns busquem nas barreiras comerciais a solução para problemas de eficiência). A CNI cita estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), segundo o qual a melhoria da infraestrutura nacional garantiria vantagens maiores que um acordo de comércio com grandes parceiros. Uma queda de 10% no custo de transportes aumentaria em 30% as vendas aos EUA; uma queda de 10% nas tarifas elevaria as exportações para lá em apenas 1,9%. O necessário debate sobre o empenho comercial brasileiro exige que sejam deixados de lado os mitos, relevantes apenas para uso em palanque, e se discutam as verdadeiras questões que bloqueiam as negociações de comércio do Brasil com o mundo. Sergio Leo é repórter especial e escreve às segundas-feiras E-mail: sergio.leo@valor.com.br terça-feira, 13 Jornal "Valor Econômico" Caderno: Brasil Barreira argentina contra calçado chinês não beneficia o Brasil Comércio exterior: Para especialistas, China estaria usando outros países para exportar seus produtos A aplicação de um preço mínimo de US$ 13,38 (por par) fez as importações de calçados chineses pela Argentina recuarem 69% nos cinco primeiros meses de 2010. Estranhamente, porém, a medida antidumping argentina não aumentou em nada as vendas de calçados do Brasil ao país vizinho. Em compensação, as exportações da Indonésia ao mercado argentino mais do que dobraram na comparação com o ano passado. O Vietnã está assumindo a segunda posição na lista de principais fornecedores. E a Malásia, que não havia mandado um único sapato à Argentina em 2008 e em 2009, já vendeu mais de 538 mil pares só até maio. Os números evidenciam, na visão de especialistas em comércio exterior e da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), que a China está usando outros países do Sudeste Asiático como plataforma de exportação não apenas para chegar ao Brasil, mas também para burlar a medida antidumping adotada pelo governo argentino em março. Como fez o seu sócio no Mercosul, o Brasil também impôs uma barreira contra os calçados chineses, embora tenha optado por uma sobretaxa de US$ 13,85 por par, em vez do preço mínimo. "As empresas chinesas têm feito convênios com fabricantes de calçados do Sudeste Asiático que servem de plataforma de exportação", diz o economista Alejandro Ovando, diretor da consultoria IES, que fez um estudo sobre o assunto. Segundo ele, são falsas alianças comerciais, em que a China manda a seus vizinhos até 90% do produto terminado. Um terceiro país da região acrescenta o restante e fornece uma etiqueta, por exemplo, de "Made in Vietnam", embora não tenha a proporção mínima de conteúdo nacional . Com isso, promove-se uma triangulação para burlar as barreiras contra os calçados chineses e entrar na Argentina sem a aplicação do antidumping. O presidente da Abicalçados, Milton Cardoso, afirma que há casos ainda mais grosseiros de irregularidades. De acordo com a entidade industrial, foram detectados escritórios de comércio exterior, na Ásia, que prometem fornecer os documentos necessários para falsificar a origem do produto. Só isso explica, diz o executivo, o avanço nas importações de países como a Malásia, que tem uma produção ínfima de calçados. "Isso exige medidas de combate aos fraudadores." A maior preocupação da Abicalçados é com o mercado doméstico, já que a concorrência do produto chinês não diminuiu após a aplicação do antidumping. Mas há frustração também com o que vem ocorrendo na Argentina, mercado tradicional para os calçadistas brasileiros, já que se esperava recuperar boa parte das vendas perdidas para a China ao longo dos últimos anos. No entanto, as exportações brasileiras para a Argentina ficaram estagnadas em 3,3 milhões de pares. Em relação a 2008, as vendas caíram quase 30%. Por isso, Cardoso pede que o governo brasileiro coloque o assunto em discussão com as autoridades argentinas, na próxima reunião do comitê de monitoramento do comércio bilateral, ainda sem data definida. Ele lembra que os fabricantes brasileiros aceitaram, voluntariamente, estabelecer um limite anual de 15 milhões de pares às exportações de calçados para o país vizinho e se comprometeram com investimentos na Argentina. "Mas um dos princípios basilares é que não haja desvio de comércio", ressalta Cardoso. quarta-feira, 14 Jornal "Correio Braziliense" Caderno: Economia Acordo ainda neste ano Mariana Mainenti Embora não seja foro das decisões relacionadas ao Mercosul, europeus e brasileiros estão dispostos a fazer da IV Cúpula Brasil-União Europeia um espaço para deixar claras as intenções de ambos os lados de que ocorram avanços concretos, ainda neste ano, na direção de um acordo de livre-comércio entre os dois blocos. Na reunião de hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, e o líder da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, reforçarão o compromisso político para que o acerto seja fechado até o fim do mandato de Lula. O Brasil assumirá neste mês a Presidência do Mercosul e, no encontro de hoje, Lula vai sinalizar para os colegas europeus a disposição de interceder junto aos demais mandatários de países do Mercosul em favor da abertura de mercados importantes como o de compras governamentais, o de serviços e o automotivo. "A negociação de um acordo entre Brasil e União Europeia tem foro próprio, mas o Brasil, durante a sua presidência pro-tempore do Mercosul, está disposto a avançar num acordo", afirmou a diretora do Departamento de Europa do Itamaraty, embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis. Paradoxalmente, a crise financeira internacional pode ser um fator viabilizador do processo de negociação, recém-retomado após ter ficado paralisado por mais de seis anos. Segundo análise do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Itamaraty, realizada a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), cerca de 66% das exportações de países da UE têm como destino nações do próprio bloco. Com a saturação do mercados tradicionais, mais atingidos pela crise, a diversificação surge como alternativa aos exportadores. Subsídios A UE, por sua vez, está determinada a vencer a posição de países como a França em relação à questão dos subsídios na agricultura. "Houve uma certa resistência, mas a retomada das negociações com o Mercosul é uma iniciativa da Comissão Europeia. Temos um mandato para isso e vamos levar adiante", disse o chefe da Delegação da Comissão Europeia no Brasil, João José Soares Pacheco. Segundo o Eurostat, escritório oficial de dados estatísticos da UE, o Brasil é o maior parceiro comercial latino-americano do bloco. As exportações europeias para o país somaram cerca de 21,5 bilhões de euros em 2009, enquanto as importações brasileiras para os países do bloco alcançaram cerca de 25,6 bilhões de euros, resultando em uma balança comercial superavitária em 4 bilhões de euros para o Brasil. quinta-feira, 15 Jornal "Folha de S. Paulo" Caderno: Dinheiro Em 2009, país teve custo de US$ 1,16 bi DE BRASÍLIAA modificação no acordo de Itaipu, se concretizada, será a segunda benesse do governo Lula ao Paraguai. A primeira, concedida em 2007, após a Cúpula do Mercosul, custou US$ 1,16 bilhão à Eletrobras só em 2009, segundo cálculos dos ministérios da Fazenda e de Minas. Em 2007, o Brasil permitiu que o Paraguai deixasse de pagar a correção monetária ("fator de ajuste") no saldo devedor da hidrelétrica de Itaipu. Esse "fator", calculado com base na inflação norte-americana para consumidores e indústria, passou a ser integralmente arcado pela Eletrobras. Quando o governo anunciou esse acordo, em fevereiro de 2007, informou que não haveria ônus para o consumidor brasileiro. A versão era que não haveria repasse. Não foi o que aconteceu. Somados os valores de 2008 e 2009, o consumidor brasileiro já teve que arcar com US$ 343,3 milhões por conta do benefício dado ao Paraguai. Parte do prejuízo já foi repassada por meio da tarifa pela qual a Eletrobras repassa a energia de Itaipu às distribuidoras. Outra parte, de cerca de US$ 1 bilhão, ficou como "ativo regulatório" -que pode ser transferido para a tarifa em momento adequado. Jornal "Correio Braziliense" Caderno: Economia França é pedra no sapato Brasil e União Europeia acertam ponteiros para fechar acordo comercial até o fim do ano. Mas franceses não aceitam condições Mariana Mainenti O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, assumiram ontem compromisso político com a consolidação do acordo entre Mercosul e União Europeia até o fim do ano. Os dois mandatários demonstraram determinação em convencer o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a tentar equalizar em seu país as questões relacionadas à oposição dos agricultores à proposta de redução dos subsídios a esse setor — principal entrave às negociações entre os dois blocos econômicos. "Queremos avançar para criar um acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia. Isso será uma prioridade durante a minha Presidência (do Mercosul)", afirmou Lula, após reunir-se com Durão Barroso e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, durante a IV Cúpula Brasil-União Europeia, no Palácio do Itamaraty. "Vamos batalhar em conjunto por esse acordo", afirmou o presidente da Comissão Europeia. Em entrevista concedida pelos três à imprensa, Lula disse que tentará convencer Sarkozy a flexibilizar "o coração dos franceses" para que seja fechado um acordo até o fim do mandato do presidente brasileiro. Durão Barroso afirmou que o acerto trará grande benefício para ambas as partes. "Somos 27 países e temos que recolher o apoio em muitas frentes. Por isso, esperamos que o Mercosul avance com uma oferta que também corresponda às nossas ambições", provocou Barroso. A União Europeia deseja a liberalização de setores industrias dos países do Mercosul, assim como o de serviços e de compras governamentais. O Brasil já sinalizou que está disposto a fazer concessões nessas áreas, mas para isso é necessário que os europeus concordem com a redução nos subsídios à agricultura. No entanto, o presidente francês, cuja popularidade está abalada por escândalos recentes, enfrentou protestos do setor agrícola devido à retomada das negociações da UE com o Mercosul. Lula, por sua vez, terá de lidar com resistências da Argentina à liberalização em alguns setores. A sinalização para um acordo Mercosul-UE acontece num momento em que a economia europeia, atolada na recessão, está no centro das atenções. Cruzar o Atlântico Durante o encerramento do IV Fórum Empresarial Brasil-União Europeia, o presidente brasileiro convidou os europeus que estejam se sentindo inseguros com as instituições financeiras de seu país a investir seus recursos no Brasil. "Se tiver dinheiro no banco e não estiver seguro, atravesse o Atlântico e venha para o Brasil", disse. Lula deixou o discurso oficial previsto de 29 páginas de lado e recorreu ao improviso para fazer uma retrospectiva dos desafios enfrentados em seu governo na área econômica. "Eu comecei a minha vida política tendo relações com os europeus, seja brigando com os empresários da região quando era presidente do sindicato em Diadema, seja negociando com os dirigentes sindicais europeus", afirmou, lembrando -se das resistências que sofreu por parte de empresários e analistas econômicos no início de seu mandato. O presidente afirmou que tinha "medo(1)" no início do mandato e fez referência à primeira reunião que teve com o então diretor-gerente do FMI Horst Koeller. "Não me esqueço do Koeller, que foi diretor-gerente do FMI, da primeira conversa que nós tivemos. Passei 20 anos da minha vida carregando a faixa ‘Fora FMI’ e, sabe, de repente estava sentado na frente do cara do FMI querendo que eu aumentasse superavit primário", afirmou. Segundo ele, hoje o Brasil é um país sério, que tem "um sistema financeiro mais sólido até que o europeu". De acordo com Lula, foi em uma visita à Espanha, quando o então primeiro-ministro, Felipe González, lhe lembrou que teria apenas quatro anos para lidar com questões como a relação com as Forças Armadas, que se deu conta de que tomou a decisão de "não ficar brigando com ninguém". "Um mandato é tão curto que, se você trabalhar 24 horas como a gente trabalha, não consegue fazer tudo. Imagina se passar um tempo brigando com a oposição, brigando com os empresários", disse. 1 - Fantasma de Walesa Lula afirmou que seu principal temor era o de terminar o mandato como Lech Walesa, sindicalista que foi presidente da Polônia e terminou o mandato com "zero" de popularidade. "Qual era o meu medo? Era criar na sociedade brasileira a ideia de que trabalhador não deu certo. Nunca mais você vai eleger um trabalhador nesse país", afirmou. Portas abertas para mais voos Em um momento em que as autoridades brasileiras vêm sendo questionadas sobre a capacidade de infraestrutura dos aeroportos brasileiros para a realização de eventos internacionais como a próxima Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016, Brasil e União Europeia fecharam ontem dois acordos na área de aviação. Um deles prevê que as frequências liberadas pelo Brasil a algum país do bloco possam ser utilizadas por qualquer outro país da UE caso não seja ocupada. Isso aumentará a velocidade com que serão disponibilizadas novas rotas e novos horários de voos para o continente europeu. Um segundo acordo prevê a desburocratização da emissão de certificados de segurança para os aviões exportados pela Embraer para países europeus. Se qualquer país do bloco emitir o certificado, o documento valerá para todos os outros. Meio ambiente No acordo estabelecido para os investimentos em Moçambique, os governos do Brasil e da UE se unirão ao setor privado para a produção de bioenergia no país africano. "Acabo de retornar da minha 8ª visita à África. Com os biocombustíveis, vamos reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa sem comprometer a produção de alimentos", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lembrando que o comércio entre Brasil e UE já soma US$ 88 bilhões. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, reforçou as afinidades entre a União Europeia e o Brasil na questão ambiental. "Discutimos hoje respostas conjuntas às alterações climáticas. A União Europeia trabalha ativamente para aprovar um programa ambicioso. Vamos trabalhar em conjunto com o Brasil por esse acordo", afirmou. (MM) Jornal da Câmara Caderno: Votação EDUCAÇÃO - CCJ facilita reconhecimento de diplomas entre países do Mercosul A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou ontem o Projeto de Decreto Legislativo 2403/10, que cria um sistema de credenciamento de cursos de graduação no Mercosul para facilitar a validação dos diplomas nos países do bloco. A medida consta de acordo assinado na Argentina em 2008. Já aprovado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, o projeto será ainda votado pelo Plenário. O acordo estabelece um mecanismo permanente de credenciamento, com base nas experiências do Mecanismo Experimental de Acreditação (Mexa) aplicado aos cursos de Agronomia, Engenharia, Medicina, Veterinária, Enfermagem e Arquitetura, para facilitar a mobilidade acadêmica no âmbito regional e servirá de apoio a mecanismos de reconhecimento de títulos ou diplomas universitários. O sistema será denominado Credenciamento Regional de Carreiras Universitárias dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados (Arcu-SUR), administrado por meio da instituição de agências nacionais de credenciamento, que atuarão como uma rede com regras próprias. Pelo texto, o credenciamento dos cursos universitários do Mercosul será reavaliado a cada seis anos, e terão prioridade as carreiras que têm a graduação como condição para o exercício profissional. O relator, deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), recomendou a aprovação da proposta. A CCJ analisou apenas a constitucionalidade e a adequação jurídica e de técnica legislativa do projeto. Jornal do Brasil Primeiro Caderno Lula quer aliança contra pobreza O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem uma aliança com a União Europeia para combater a pobreza na América Latina e na África, durante a IV Reunião de Cúpula da Parceria Estratégica entre Brasil e UE, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.– Estou convencido de que, por meio de projetos de cooperação triangular, podemos multiplicar iniciativas bem-sucedidas – disse Lula, ao lado do presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, e do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Lula disse que a iniciativa de cooperação triangular sobre biocombustíveis e bioeletricidade vai possibilitar que o Brasil utilize a sua experiência na produção de etanol "segundo padrões rigorosos de sustentabilidade ambiental e social". No encontro, foram assinados acordos relativos a aviação civil, biocombustíveis e outras áreas de interesses. Foi a última reunião da cúpula da qual Lula participa como chefe de Estado. Ele ainda irá se reunir com os europeus como presidente do Mercosul. – Acabo de retornar de minha oitava visita à África e pude comprovar o potencial extraordinário daquele continente para a produção de biocombustíveis, com geração de emprego e renda e menor dependência de fontes fósseis – ressaltou Lula. – Vamos reduzir a emissão de gases de efeito estufa, ajudar o crescimento no mundo em desenvolvimento com apoio financeiro para projetos e transferência de tecnologia limpa. Tudo sem comprometer a produção de alimentos. Para o presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), Jorge Rocha de Matos, a atual crise europeia tende a levar o bloco a ser mais flexível nas negociações bilaterais com países e outros blocos econômicos, como o Mercosul. "A crise deve facilitar as negociações", disse. Matos salientou que, durante encontro empresarial dos dois blocos, realizado em dezembro de 2008, no Rio, quando havia impasse, ele chegou a dizer que, se não houvesse entendimento, a UE deveria abrir um canal direto de negociação com o Brasil. – Mas não foi preciso porque estabeleceu-se um acordo – comentou. O presidente da França, Nicholas Sarkozy, é o líder que mais dá trabalho para o avanço das negociações entre o Mercosul e a UE, na avaliação de Lula. O presidente ressaltou, contudo, que há mais afinidades do que divergências com o bloco europeu. A realização de acordos bilaterais brasileiros tem sido rara em grande parte devido à união com outras nações do Mercosul, segundo avaliou o presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade. Jornal "Valor Econômico" Caderno: Brasil Lula critica ajuste europeu em cúpula com UE Presidente teme que medidas de austeridade gerem forte desaceleração da economia Sergio Leo, de Brasília O alcance das medidas de ajuste na Europa provocou uma troca de recados zangados entre autoridades europeias e brasileiras, durante o encontro de cúpula Brasil-União Europeia, ontem, no Palácio do Itamaraty. Ao ouvir do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, o relato das medidas para estabilizar as economias europeias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou providências para evitar forte desaceleração na economia. "Estabilidade não basta; é preciso crescimento", emendou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, dizendo temer disputa comerciais, com o esfriamento do mercado europeu. Rompuy e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, repetiram, na reunião e nas cerimônias públicas durante o dia, que as medidas de austeridade decretadas na Europa são a melhor maneira de garantir a estabilidade do euro e sustentar a recuperação econômica. A discussão sobre saídas da crise foi, porém, a única séria divergência numa cúpula marcada por gestos de aproximação. As autoridades dos dois lados prometeram esforço para vencer as resistências contra um acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. "Como o companheiro que tem dado mais trabalho é um grande amigo meu, o presidente Sarkozy, tenho a responsabilidade de tentar convencê-lo a flexibilizar o coração dos franceses e a gente fazer um acordo antes de eu terminar a Presidência", gracejou Lula. As autoridades acreditam que, com o iminente fracasso da Rodada Doha, na OMC, mais nações europeias terão interesse no acordo entre os dois blocos - o avanço dessas negociações poderia até pressionar os EUA à reduzir sua resistência em Doha, acredita graduado assessor de Lula. Embora diplomatas e assessores palacianos garantam que foi "excelente" a reunião, Lula deu um recado severo aos europeus, na cerimônia em que ele, Durão Barroso e Rompuy assinaram dois acordos aéreos e um de cooperação para promoção do biocombustível em países como Moçambique. "Insistir no protecionismo e criminalizar a imigração só agrava a situação", disse o presidente. "A aposta do Brasil para responder à crise foi outra: no momento em que a recessão ceifava empregos no país, não hesitamos em regularizar a situação de dezenas de milhares de imigrantes", comentou, em referência à xenofobia na Europa. Lula mencionou o temor de que as medidas para evitar especulação financeira no mercado de commodities, defendidas por países europeus como a França, sirvam de pretexto para controlar preços de mercadorias exportadas por países em desenvolvimento. "Preferimos confiar em políticas anticíclicas, que fomentam o crescimento, numa regulação bancária eficaz, em bancos públicos robustos, e num mercado interno pujante. Isso fez a diferença", disse, prevendo crescimento acima de 7% e geração de 2,5 milhões de empregos formais no país em 2010. No comunicado final houve consenso até em temas polêmicos, como o programa nuclear iraniano, que brasileiros e europeus reconheceram como legítimo, desde que asseguradas garantias de que não será usado para fins militares. E foi elogiado o acordo recente patrocinado por Brasil e Turquia para troca de urânio iraniano. Crise na Europa pode facilitar acordos, dizem empresários Samantha Maia, de Brasília A crise financeira mundial deixou o Brasil em melhores condições para negociar acordos bilaterais com a União Europeia, na opinião de investidores presentes ontem no encontro empresarial Brasil-União Europeia em Brasília. Segundo Ingo Plöger, presidente da IP Desenvolvimento Empresarial e Institucional e acionista da Melhoramentos, foi a primeira vez que ele ouviu uma manifestação dos europeus contra os subsídios ao setor agrícola, referindo-se ao presidente da Federação Belga de Automóveis, Pierre-Alain De Smedt. "Esse encontro foi importante para sentir que existe uma flexibilidade e que os europeus estão buscando alternativas", disse. Maurício Alvarez, diretor comercial da fabricante austríaca de refrigeradores comerciais AHT, conta que enquanto as vendas da empresa ao Brasil cresceram 30%, ela sofreu uma queda de 20% no mercado europeu. "Mesmo após a recuperação da crise, o fato é que as companhias terão que sair da Europa para crescer e o Brasil é um mercado promissor", disse. Ele afirmou que a maior atratividade do Brasil já influencia nas negociações, mas que ainda é muito cedo para ver resultados. A empresa exporta para o Brasil há quatro anos e tem conseguido crescer cerca de 30% ao ano no volume de vendas. Alvarez vê potencial, porém, de dobrar esse ritmo. "Aí entra a discussão bilateral, pois o Brasil cobra 14% de imposto para a importação do nosso produto, e isso nos tira competitividade." Piet Van Riet, diretor da belga Bekaert, já presente no Brasil em parceria com a ArcelorMittal, afirmou que o que preocupa os investidores focados em se instalar no território brasileiro são os custos de produção. Apesar do mercado consumidor ser atrativo, problemas como infraestrutura inadequada e alta tributação são fatores inibidores. "São os mesmo problemas enfrentados pelos produtores brasileiros, e mesmo com a crise, até o custo da mão de obra cresceu", disse ele, ressaltando que é preciso assegurar a competitividade da cadeia industrial brasileira para aproveitar o momento propício para a atração de novos negócios. Os empresários brasileiros e europeus concordam que é preciso resolver a questão tributária no Brasil, tanto em relação à complexidade do sistema, quanto às altas alíquotas. Após o encontro, os empresários entregaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, e ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, uma declaração reivindicando redução da carga tributária no Brasil, entre outros pleitos. O encontro empresarial foi focado na apresentação dos resultados positivos das empresas multinacionais no setor de telecomunicação no Brasil, como Telefônica, Oi e TIM. José Armando Campos, presidente do conselho de administração da ArcelorMittal, considera que os painéis destacando o bom desempenho dessas empresas servem para mostrar aos empresários europeus que o país não restringe a participação de estrangeiros no setor de serviços. "É bom desmistificar esse ponto na nossa negociação. Conta a nosso favor", disse ele. No setor de aço, ele explicou que não há grandes problemas em relação ao acesso ao mercado europeu porque há muita complementaridade entre as indústrias. No entanto, ele reforça que a questão tributária no país tem prejudicado os acordos bilaterais. "É preciso dar mais gás para as empresas brasileiras negociarem no mercado internacional", disse. Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), criticou o governo federal por não dar prioridade aos acordos bilaterais. "Talvez o governo ache que tenha que ser feito via Mercosul. Eu acho que seria mais fácil o país negociar sozinho porque há divergências entre o Brasil e a Argentina, por exemplo." Andrade lembra que, se por um lado a crise tornou o mercado brasileiro atrativo aos europeus, por outro as empresas brasileiras estão sofrendo com a queda da atratividade do seu produto no exterior. "Assegurar a competitividade das nossas empresas passa por combater o protecionismo na Europa, mas as negociações têm avançado muito lentamente", disse. Jornal "O Estado de S.Paulo" Caderno: Economia & Negócios Produtor de frango pode ir à OMC contra a UE Célia Froufe / BRASÍLIA Sobretaxa ao que excede cota brasileira de exportação deixa o frango [br]congelado do País com preço similar aos cortes frescos do frango europeu Os produtores de frangos brasileiros já se armaram para entrar com um painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia (UE), caso o bloco não recue em relação a medidas protecionistas adotadas depois da crise financeira e que devem interferir nas exportações brasileiras do produto. Ontem, o presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, apresentou a insatisfação do setor com a questão durante o 4.º Encontro Empresarial Brasil-União Europeia, realizado em Brasília, e informou que a papelada jurídica já está pronta. "A ordem é entrar (contra o bloco) na OMC se não houver avanço nas negociações", disse ao Estado. Em 2006, o Brasil já ganhou um painel contra a UE, quando foram estabelecidas cotas de importação com tarifas menores para a carne de frango. Além disso, a recente vitória no setor de algodão animou muito os produtores a tentarem nova investida recorrendo à arbitragem internacional. Atualmente, o Brasil conta com tarifas reduzidas para a quantidade de frango entregue dentro da cota (350 mil toneladas por ano). O que está fora dela, no entanto, é sobretaxado, levando o produto congelado daqui ter preço similar aos cortes frescos europeus. A proposta da Ubabef é a de o bloco econômico adote uma tarifa média - baseada nessas duas existentes hoje. O Brasil é o maior exportador de frango do mundo, com envio para 153 mercados. Até 2008, o maior importador era o bloco europeu, responsável por compras anuais de 525 mil toneladas. Em 2009, houve uma queda de 9% nas exportações para UE, atingindo 495 mil toneladas e fazendo com que a Arábia Saudita assumisse a liderança das importações do produto (497 mil toneladas). Só no primeiro semestre de 2010, houve queda de 17% nas vendas na comparação com idêntico período de 2009. Mais queixas. A insatisfação com a posição europeia nas negociações não se dá apenas em questões setoriais. Ontem, durante o mesmo evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou ao dizer que, nas negociações entre UE e Mercosul, quem "dá mais trabalho" é o seu colega francês, Nicolas Sarkozy. "É preciso flexibilizar o coração dos franceses." Apesar disso, ressaltou que há mais afinidades do que divergências entre o Brasil e o bloco europeu. Lula, que tomará posse da presidência do Mercosul em agosto, disse que uma de suas prioridades será ampliar as oportunidades de comércio e não se preocupar apenas com a questão das barreiras tarifárias. Ele minimizou o fato de as exportações brasileiras serem predominantemente formadas por produtos básicos. "Isso não é uma fatalidade", afirmou. Ele destacou que para os Estados Unidos, por exemplo, a maior parte dos produtos enviados está classificado como manufaturados. sexta-feira, 16 Jornal "Folha de S. Paulo" Caderno: Dinheiro A integração do açúcar no Mercosul ainda está pendente ESPECIAL PARA A FOLHA Ao mesmo tempo em que o Mercosul retoma negociações bilaterais com a União Europeia, é importante lembrar que o açúcar ainda permanece como exceção ao livre comércio no Cone Sul. Um acordo entre os dois blocos que almeje algum avanço vai esbarrar no fato de que nem no bloco regional, ao qual o Brasil pertence, o açúcar está integrado. A União Europeia tem acordos de preferência de comércio com três grupos de países, beneficiários dos programas Tudo Menos Armas, de Desenvolvimento Sustentável e Governança, e o dos países ACP (ex-colônias da África, do Caribe e do Pacífico). O Brasil não é beneficiário de nenhum deles. Desde a assinatura do Tratado de Assunção, em março de 1991, negociadores brasileiros têm apresentado propostas de convergência tarifária externa e desgravação tarifária interna. Em abril de 1992 foi criada comissão no âmbito do Subgrupo de Trabalho 8, de Política Agrícola, que, com a intervenção dos subgrupos de Política Industrial e Tecnológica e de Política Energética, ficou responsável por propor alternativas para uma política regional. Não havendo acordo, em agosto de 1994 foi criado o Grupo Ad Hoc para estudar o regime de adequação do setor açucareiro. As negociações prosseguem até hoje, sem alcançar consenso. Os argentinos, pressionados por seus produtores de açúcar, têm sistematicamente apontado a existência de assimetrias que impediriam a integração no açúcar. Essas têm sido baseadas no argumento de que a produção brasileira de etanol estaria calcada num mercado cativo, determinado pela mistura de etanol à gasolina, e que o etanol subsidiaria indiretamente a produção de açúcar. Na prática, o etanol anidro é misturado à gasolina no Brasil por lei federal de caráter ambiental, e desde 2003 tem participação cada vez menor no consumo total, com o crescimento do consumo de etanol hidratado usado na frota flex. Além disso, o preço do etanol é, via de regra, menor, em termos equivalentes, do que o do açúcar, não justificando a ideia de que a receita do etanol favorece a do açúcar. O apontamento do caso brasileiro fica ainda mais frágil quando se considera que a Argentina também adotou a mistura de 5% de etanol à gasolina a partir de 2010, e já cogita elevar o percentual para 7% e, depois, para 10%, e que o etanol, objeto da alegada assimetria, já está integrado. Desde que o Mercosul foi criado, a exportação brasileira de açúcar saltou de 1 milhão para 24,3 milhões de toneladas anuais. O mercado regional do Mercosul nunca foi alvo dos produtores brasileiros, e o frete tem sido a barreira natural de proteção dos demais produtores do bloco. O interesse em retardar a integração no açúcar residia no fato de que o custo de produção brasileiro era bem menor do que o das outras nações do bloco, principalmente da Argentina. No entanto, a valorização do real e a elevação dos custos no Brasil estreitaram muito a diferença de competitividade, a ponto de hoje ser praticamente nula. A Argentina exporta entre 400 mil e 700 mil toneladas de açúcar por ano, e o Paraguai é hoje o maior produtor mundial de açúcar orgânico, ambos com indústrias novamente em crescimento. Do ponto de vista estritamente econômico, acabaram as razões para o regime diferenciado do açúcar no Mercosul, pois as dificuldades de se avançar na Rodada Doha devem levar cada vez mais a iniciativas de negociação bilateral, não apenas com os europeus. PLINIO NASTARI, presidente da Datagro Consultoria, foi membro da Comissão do Açúcar SGT-8 do Mercosul. Jornal "Valor Econômico" Caderno: Política Tucano defende regras mais flexíveis para Mercosul Reuters, do Rio Insatisfeito com a política comercial do Brasil nos últimos anos, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, defendeu ontem a criação de um mecanismo de flexibilização de regras no Mercosul para que o Brasil possa negociar diretamente com outros países. As declarações do tucano foram dadas após um encontro com o presidente da Comissão Europeia, José Manoel Durão Barroso, no qual se discutiu uma aproximação entre os dois blocos. "Acho que seria importante ter uma flexibilização das regras do Mercosul com terceiros para se ter velocidades diferentes", disse Serra a jornalistas. "O Brasil tem mais condições de avançar sozinho com a União Europeia do que com outros países do Mercosul... Não precisa mexer no tratado do Mercosul. Basta uma decisão de Ministros", acrescentou o candidato, que não poupou críticas à Argentina, que seria o nó das negociações para uma acordo comercial entre os dois blocos. "Em 2004, os acordo caminhavam bem, mas a Argentina resistiu a abrir seu mercado a produtos alimentares da União Europeia, o que não vejo motivo para isso", lembrou Serra. Durão Barroso também mencionou a Argentina como uma entrave para as negociações entre Mercosul e UE. "Há condições de uma acordo, mas é preciso falar com a Argentina e os outros parceiros", disse. Apesar dos entraves nas negociações, que envolvem a abertura europeia a produtos agrícolas, e, em contrapartida, do Mercosul a produtos industriais, o presidente da Comissão Europeia acredita que a crise que afeta os europeus pode ajudar no alcance de um acordo. Segundo ele, como as economias europeias passam por um arrocho fiscal para se adequarem a regras do bloco, o comércio, segundo Barroso, pode ser o caminho para alavancar o crescimento econômico dos países do velho continente. "Há uma pressão fiscal do ponto de vista dos orçamentos e o crescimento na Europa não vai vir do investimento público. O comércio é o melhor amigo do crescimento e do próprio contribuinte", disse o líder europeu. O candidato do PSDB aproveitou para criticar a política comercial brasileira para além dos problemas enfrentados no Mercosul. Segundo ele, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram feitos poucos pactos comerciais com países de pouca relevância para o Brasil. "O Brasil avançou na presença política, mas precisa avançar no campo econômico", concluiu. Caderno: Especial Lula pede, mas UE não quer prazo para acordo com Mercosul O belga Herman Van Rompuy atua desde janeiro como o articulador político do bloco europeu Humberto Saccomandi, de São Paulo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse anteontem, em Brasília, que gostaria de concluir o acordo de livre comércio UE-Mercosul ainda no seu mandato. Ontem o presidente do Conselho Europeu, o belga Herman Van Rompuy, se mostrou cético quanto a essa possibilidade. "Nunca trabalho com prazos rígidos, pois essa é a melhor maneira de fracassar", afirmou em entrevista exclusiva ao Valor. Van Rompuy também contestou o apelo de Lula para que a Europa mantenha os gastos de estímulo fiscal. Contra essa visão keynesiana, ele contrapôs sua visão "ricardiana", de que o importante neste momento é recuperar a confiança nos governos. Isso faria com que o setor privado volte a gastar, compensando a redução da demanda pública. Ele confirmou que Brasil e UE estão negociando uma posição conjunta para a cúpula do clima de Cancún, em dezembro. Mas foi categórico ao afirmar que não haverá acordo final este ano. A estratégia global contra as mudanças climáticas ficará para 2011. Leia abaixo os principais trechos da entrevista. Valor: Fora da UE, poucos conhecem a sua função. O que o sr. faz? Herman Van Rompuy : O meu trabalho é simples: eu presido o órgão mais importante da União Europeia, o Conselho Europeu. Isso não significa que sou o homem mais importante. O conselho é composto por 27 membros, chefes de Estado ou de governo. Sua principal função, segundo o Tratado de Lisboa, é dar as diretrizes mais amplas, não só em economia mas também em relações exteriores. E dar ímpeto à união. Valor: O sr. pode dar um exemplo do que mudou na prática na UE? Van Rompuy: O Tratado de Lisboa inova, entre outras coisas, em duas questões. O Conselho Europeu, que já existia, tornou-se uma instituição formal. E, em vez de ter um presidente rotativo, que mudava a cada seis meses, criou-se um presidente permanente, por dois anos e meio. É possível ter um segundo mandato, chegando então a um máximo de cinco anos no cargo. Isso é totalmente diferente, pois muda muito ter uma Presidência de seis meses e uma de dois anos e meio. A função agora dá mais continuidade, mais coerência ao cargo. Tomamos, por exemplo, a decisão sobre mudança climática, a "20, 20, 20": 20% de economia de energia, 20% de redução das emissões até 2020 (em relação a 1990) e uso de 20% de biocombustíveis no transporte. Isso é uma nova estratégia econômica para um novo crescimento econômico. Valor: Ontem o sr. repetiu em Brasília essa meta de corte de 20% das emissões e a proposta de corte de 30% caso outros países acompanhem. Mas hoje, ministros dos três maiores países da UE, Alemanha, França e Reino Unido, publicaram um artigo defendendo o corte unilateral de 30%. Isso não confunde as pessoas de fora da UE? Van Rompuy: Por quê? O presidente dos EUA tem uma opinião sobre mudanças climáticas. Já o Congresso americano tem outra. Isso não é confuso? Tomamos uma decisão no Conselho Europeu [de cortar 20%]. Claro que isso é uma posição de negociação, e alguns países estão defendendo ir além, cortar 30% unilateralmente. Outros estão mais hesitantes. Se não houver avanço nas negociações climáticas, então podemos decidir ir além unilateralmente. Para isso precisamos fazer uma avaliação entre economia e ecologia. Estamos fazendo uma nova pesquisa, sobre o impacto para os países-membros individualmente. No Leste Europeu há economias mais frágeis. Não excluo que, se o resultado desses estudos for positivo e as negociações [climáticas globais] não estiverem indo na direção certa, então poderíamos ter esse tipo de atitude, de ir adiante unilateralmente, se todos [os países da UE] estiverem de acordo. Valor: Nesse caso, é preciso consenso na UE ou a decisão pode ser tomada por maioria, como agora é permitido pelo Tratado de Lisboa? Van Rompuy: No Conselho Europeu, nosso objetivo é sempre chegar a um consenso. Uma das minhas funções é manter a UE o mais unida possível, e essa é uma questão-chave, não só para a UE, mas para a humanidade. É muito importante ter um consenso nesse tipo de assunto. Valor: Isso será definido antes da cúpula do clima de Cancún? Van Rompuy: Não. O processo de negociação iniciado em Copenhague será longo. Cancún será um passo importante, mais ainda assim um passo nas negociações de mudança climática. Nós da UE continuamos ambiciosos, queremos um acordo legalmente vinculante, fizemos a maior oferta de corte de emissões, fizemos a maior oferta de ajuda financeira para mitigar os efeitos da mudança climática. Mas ao mesmo tempo somos realistas: não teremos um acordo legalmente vinculante no final do ano em Cancún. Esperamos que em 2011 possamos ir para a fase final das negociações. Valor: Brasil e UE negociam uma posição comum para Cancún. Isso vai acontecer? Van Rompuy: Vamos tentar. O presidente Lula fez essa proposta em Madri, na cúpula com os países latino-americanos. Nós dissemos aqui que estamos abertos a isso. Vamos ver. Temos um posição parecida, já que o Brasil também é ambicioso. Obviamente o Brasil faz parte do Basic [grupo formado por Brasil, África do Sul, Índia e China] e terá de buscar uma posição que não seja antagônica com a dos demais países. Não acho que o Brasil vá quebrar a solidariedade com os demais membros do Basic. Valor: Lula disse anteontem que gostaria de concluir o acordo de livre comércio UE-Mercosul até o final de seu mandato. Dá tempo? Van Rompuy: Sou um político muito experiente e nunca trabalho com prazos rígidos, pois essa é a melhor maneira de fracassar. Será o quanto antes. Estamos negociando, é a Comissão Europeia que dá coerência a isso, mas ela deve levar em conta os interesses dos países-membros da UE. Valor: Lula disse que o problema é a França e que falaria com o presidente Nicolas Sarkozy. A França é realmente o problema? Van Rompuy: Bem, nós vamos falar antes com o Sarkozy [risos]. Afinal, nós somos a UE. É claro que esse tipo de negociação é difícil, mas é factível. A Comissão e eu corremos um risco em Madri, pois relançamos as negociações. Há muita oposição dentro da UE. A Comissão é responsável pela negociação. Avaliaremos o resultado ao final. Valor: Com a crise atual, há clima na UE para vender um acordo comercial à opinião pública? Van Rompuy: Nesses assuntos, não é a percepção que importa, mas sim qual o resultado final. Entre o começo e o fim das negociações, deve-se ouvir toda a audiência possível. Mas o resultado final é que conta e, se ele for bom, então as pessoas ficarão satisfeitas. No caso do acordo com o Mercosul, a questão sensível é a agricultura, e não se trata tanto de se há ou não recessão, mas sim de um problema mais estrutural. Não acho que a recessão tenha um papel tão grande nesse caso. Em maio fechamos acordos com a Colômbia e o Peru, que não foram negociações fáceis. Não é a primeira vez que negociamos em circunstâncias difíceis. Vamos conseguir. Valor: Com os países europeus adotando duros cortes de gastos, o sr. vê alguma chance de a UE reduzir os subsídios à agricultura? Van Rompuy: Teremos de estabelecer a chamada nova perspectiva econômica para a UE, que vai vigorar de 2014 a 2020. Dentro disso, vamos reconsiderar o papel dos gastos com agricultura. Não espero grandes mudanças na Política Agrícola Comum, mas ainda é muito cedo. A Comissão vai preparar as propostas em 2011, e o debate vai começar em 2012. A questão mais importante para o comércio internacional são os subsídios à exportação, e abolimos quase todos. Acho que todos os grandes países ajudam de alguma maneira o seu setor agrícola, pois é um setor muito específico, com alta volatilidade de preços, e a segurança alimentar é um dos principais objetivos de segurança dos países. É preciso levar em conta que a agricultura é uma das poucas políticas comuns, desde o começo da UE, mais de 50 anos atrás. Se você olhar o orçamento da UE, realmente 40% é gasto com agricultura. Mas esse orçamento representa só 1% do PIB da UE. Assim, é uma percepção errada achar que estamos gastando muito dinheiro apoiando nossa agricultura. É um grande percentual, mas de um orçamento baixo. Valor: Lula repetiu o apelo para que os países ricos mantenham o gasto público para estimular a economia. O que o sr. disse a ele? Van Rompuy: Não creia que nossa política está em contradição com o crescimento econômico. Sei que no Brasil há preocupação com o que a Alemanha está fazendo. A Alemanha tem déficit orçamentário de cerca de 5%, o que é alto para os padrões alemães. Em 2010 eles vão manter o déficit nesse nível. Começarão a reduzi-lo em 2011, no segundo ano da recuperação econômica. Vão reduzir gradualmente até 2016, quando precisam equilibrar o orçamento, por uma exigência constitucional. Mas eles vão reduzir o déficit em cerca de 0,5% por ano, o que é bem gradual. Acho que isso ajuda o crescimento. Há duas visões sobre isso na teoria econômica. Existe a visão keynesiana, de que o déficit orçamentário ajuda o crescimento econômico, pois estimula a demanda. Mas há outra visão, a ricardiana, que diz que as pessoas temem os déficits, pois os déficits de hoje são os impostos de amanhã. Isso certamente vale para a Europa. Sob essa perspectiva, as pessoas começam a poupar antecipadamente, o que não só não aumenta, como acaba reduzindo a demanda. A confiança, nesse caso, é a chave. Se os consumidores acreditarem que os governos têm o déficit sob controle e que vão reduzi-lo, há um repique da confiança e eles não precisam poupar por precaução. Posso garantir que isso funciona assim. O que a Europa está fazendo é uma consolidação fiscal gradual, diferenciada de país para país, e que estimula o crescimento, pois atua cortando gastos, e não elevando impostos. Essa é a nossa estratégia de saída, que é totalmente defensável, mesmo do ponto de vista do crescimento econômico. Do outro lado, temos uma política monetário expansionista, de juros baixos, bem mais baixos que os do Brasil. Há críticos que dizem que é muito expansionista, com o que não concordo. Valor: A crise do euro preocupa? Van Rompuy: Reagimos bem à crise. Estamos de volta nos trilhos, o déficit da Grécia está caindo rapidamente, mais do que esperávamos. Montamos um pacote de ajuda nunca visto na história da politica monetária, de 715 bilhões, com fortes condicionalidades. É uma rede de segurança, caso seja necessário. Esperamos que não seja. Então começamos a consolidação fiscal, não só na Grécia. O próximo passo para restaurar a confiança será no setor bancário, com o teste de stress. Se alguns bancos precisarem de mais capital, eles terão de tomar a decisão [de se capitalizar] imediatamente. Poderá ser com capital privado ou público. Temos recursos suficientes. Mas primeiro temos de esperar o resultado dos testes. Isso é mais um passo na retomada de confiança, o que leva tempo. E para recuperar a confiança, não bastam palavras e declarações, mas sim fatos e números. É o que estamos fazendo. Crise pode favorecer negociação, diz Durão Barroso Francisco Góes e Rafael Rosas, do Rio O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, fez ontem uma defesa veemente do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE). "Vamos negociar e esperamos chegar a um resultado equilibrado", previu. Na visão dele, a difícil situação pela qual passam alguns países europeus pode até favorecer um acordo com o Mercosul uma vez que a Europa precisa de novas fontes de crescimento. E o comércio é uma forma de expandir a economia. Durão Barroso disse que a atual situação econômica da Europa, com diversos países vivendo uma realidade de corte de gastos e ajustes fiscais para reduzir déficits públicos, significa que nos próximos anos o crescimento do continente não virá do aumento dos gastos governamentais ou do investimento público. "O comércio é o melhor amigo do crescimento e do contribuinte. Porque é a maneira de gerar riqueza, gerar crescimento, sem que sejam os contribuintes a pagar, através de mais impostos e mais despesa pública", afirmou. À tarde ele se reuniu no Rio com o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Para Barroso, as condições hoje são melhores para conseguir apoio na Europa para um acordo com o Mercosul, desde que haja equilíbrio, insistiu. Ele também defendeu a interlocução com a Argentina, que precisa estar empenhada no acordo, e com os sócios menores do Mercosul (Paraguai e Uruguai). Serra disse que os dois blocos estiveram muito próximos de um acordo em 2004, mas divergências da Argentina em relação à abertura dos mercados de alimentos para os europeus impediram o avanço das negociações. "É mais fácil para o Brasil avançar com os entendimentos com a Comunidade Europeia do que com Doha", disse o candidato tucano referindo-se à Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). O próximo passo na tentativa de se chegar a um acordo passa pela realização de uma reunião de negociadores, em Bruxelas, ainda sem data, para discutir aspectos técnicos. Os dois blocos concordaram em retomar as negociações, em maio, em Madri. Um dia depois de participar da cúpula Brasil-União Europeia, em Brasília, Barroso citou o compromisso manifestado no encontro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fazer todos os esforços para se chegar ao acordo. E acrescentou: "Espero que ele [Lula] consiga também uma posição construtiva dos outros países do Mercosul". Durão Barroso considera que um dos elementos novos na negociação é o fato de parecer mais difícil concluir a Doha. "Continuamos a ter a Rodada Doha como objetivo principal e se dependesse da União Europeia e do Brasil já teríamos concluído as negociações." Mas reconheceu que existem dificuldades de outros parceiros para chegar a um acordo global. Essa situação faz, segundo ele, com que se deva prosseguir na busca de um acordo bilateral (Mercosul-UE) ao mesmo tempo em que se mantêm esforços para relançar Doha. Ele disse que há estudos da Comissão Europeia, o braço-executivo da União Europeia, formada por 27 países, que confirmam a ideia segundo a qual um acordo comercial com o Mercosul teria o efeito de "dinamização" dos dois lados do Atlântico. Durão Barroso disse que os investimentos da União Europeia no Brasil superam a totalidade dos aportes feitos pelo bloco na Rússia, China e Índia juntos, o que dá uma indicação dos benefícios que seriam alcançados com um acordo comercial bilateral. Ele crê ser possível para ambos os lados fazer concessões. "Temos que ter a coragem de ambos os lados de dizer àqueles setores que resistem à liberalização que temos que colocar o bem comum acima dos interesses particulares". Caderno: Agronegócios Brasil e Argentina fecham acordo para trigo Fabiana Batista, de São Em visita ao país para acertar com os moinhos brasileiros uma classificação comum para o trigo, a Associação Argentina dos Produtores de Trigo (AAProtrigo) prevê que a próxima colheita do cereal na Argentina deve alcançar de 9 milhões a 10 milhões de toneladas. O número é maior do que o registrado no ano passado, quando a Argentina teve forte quebra de safra por causa do clima e produziu apenas 7 milhões de toneladas. No entanto, é menor do que as cerca de 12 milhões de toneladas esperadas pelo mercado. "Ainda assim, essa previsão está sob dúvida. Pode ser ainda menor", disse Mariano Otamendi, membro da AAprotrigo. Ele citou como razões a instável política do governo argentino, que prevê retenção de exportações e taxa em 28% a produção nacional do cereal, o que vem desestimulando o plantio. Com um consumo interno de 5 milhões de toneladas, a Argentina terá, portanto, outras 4 milhões a 5 milhões de toneladas de excedente exportável, caso se confirme o cenário de produção de até 10 milhões de toneladas. A situação deve fazer com que os moinhos brasileiros voltem a comprar cerca de 1 milhão de toneladas de fora do Mercosul. A despeito da previsão de produção abaixo do esperado na Argentina, os agricultores do país vizinho estiveram reunidos na sede da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) para assinar um acordo pelo meio do qual se busca, no médio prazo, sintonizar as características do trigo argentino às necessidades dos moinhos no Brasil. "Apresentamos um documento no qual constam as especificações técnicas do trigo que a indústria brasileira precisa consumir. E os produtores que fornecerem esse tipo de cereal será melhor remunerado", afirmou o embaixador Sérgio Amaral, presidente da Abitrigo. Otamendi, da AAProtrigo, disse que o principal desafio de toda a cadeia do trigo na Argentina será o de segregar o trigo produzido no país. "Produzimos vários tipos de trigo, mas ao longo da cadeia, eles são misturados", explicou. Assim, segundo Amaral, a parceria vem ao encontro da percepção do setor de que o mercado consumidor está buscando mais variedade e qualidade nos produtos finais do trigo, que vão de massas, a biscoitos e pães. O presidente da Abitrigo disse que a parceria com os produtores argentinos também é uma sinalização aos triticultores brasileiros sobre que tipo de trigo a indústria precisa. "Também é um sinal ao governo de que é preciso estimular qualidade do trigo e não quantidade", afirmou Amaral, em alusão às políticas de subsídio do governo federal. Jornais dos Países Membros do Mercosul segunda-feira, 12 Paraguay "La Nacion" Sección: Mundo La UE y Brasil retomarán el debate sobre libre comercio con Mercosur "Lula" se reunirá este miércoles en su país con responsables de la comunidad europea. Bruselas. Bélgica. AFP.- La UE y Brasil celebrarán el miércoles próximo en Brasilia su cuarta cumbre en la que, además de repasar la agenda internacional, se valorará la reanudación de las negociaciones comerciales entre el bloque y el Mercosur y se firmará un acuerdo con Mozambique en el campo bioenergético. La cumbre, a la que asistirá el presidente de la Unión Europea (UE), Herman Van Rompuy, y el jefe de la Comisión Europea, José Manuel Durao Barroso, será la última que mantendrá con los europeos el jefe de Estado brasileño, Luis Inácio "Lula" da Silva, que dejará el cargo tras las elecciones de octubre. Los mandatarios pasarán revista a los grandes temas globales, como la reforma del sistema financiero, abordada en el seno del G20 - las potencias más industrializadas y emergentes -, y reafirmarán su compromiso contra el cambio climático de cara a la conferencia de la ONU de fines de año en Cancún (México), adelantaron fuentes diplomáticas. El programa nuclear de Irán, país con el que "Lula" ha buscado negociar una salida en paralelo a las negociaciones que lideran seis potencias (Estados Unidos, Alemania, Francia, Gran Bretaña, Rusia, China), será igualmente debatido, señalaron. La cumbre, que se celebra anualmente desde que la UE y Brasil lanzaron en 2007 su Asociación Estratégica, estará dedicada además a tomar nota de la reanudación de las negociaciones comerciales para un tratado de libre comercio (TLC) entre el bloque y el Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay). Los mandatarios de la UE y Brasil prevén no obstante dejar de lado las diferencias surgidas por la oposición de Francia y otros nueve países europeos al acuerdo durante la cumbre en Brasilia y "congratularse" de su compromiso por volver a intentarlo, según las mismas fuentes. La cita servirá para abordar el controvertido certificado medioambiental que Bruselas quiere aplicar a los biocombustibles que se comercializan en Europa, con el fin de descartar los que no contribuyen mínimamente en la lucha contra el cambio climático, añadieron. Brasil es el mayor socio comercial latinoamericano de la UE. Las exportaciones del bloque totalizaron 21.572 millones de euros (33%) el año pasado, mientras que las importaciones brasileñas en la UE supusieron 25.641 millones de euros, es decir, un superávit de 4.069 millones de euros para Brasil. IMPASSES PARA EL TLC MERCOSUR-UE Después de una interrupción de seis años, tanto el bloque Mercosur como la Unión Europea decidieron dar una nueva oportunidad a las tratativas, retomadas oficialmente a principios de junio pasado. Pero los escollos no tardaron en aparecer. Diez países de la UE, liderados por Francia, se opusieron desde el primer día a la decisión de la Comisión Europea de volver a la mesa de negociaciones, al ver en un futuro TLC con el Mercosur una amenaza para las subvenciones que reciben de Bruselas los agricultores europeos. Argentina arremetió el pasado mayo contra esas ayudas públicas durante una cumbre eurolatinoamericana en Madrid. Paralelamente, la Comisión cargó contra el vecino país por haber tomado medidas proteccionistas, bloqueando la importación de productos agrícolas europeos, una acusación repudiada por Buenos Aires. Cristina pretende superar litigio comercial con China Kirchner se reunirá con su par chino, Hu Jintao, en pos de reanudar exportaciones de aceite de soja. Hong Kong. China. AFP.- La presidenta argentina Cristina Kirchner llegó ayer a China, con una agenda ampliamente centrada en los negocios y con expectativas de evolución en el litigio que llevó al país asiático a suspender sus millonarias importaciones de aceite de soja argentino. Unos 70 empresarios argentinos integran una "misión multisectorial" que acompaña a la comitiva oficial y, junto a 50 que ya se hallan en Pekín, celebrarán alrededor de 700 reuniones con sus pares chinos. Las empresas pertenecen a los sectores farmacéutico, químico y petroquímico; biotecnología, genética bovina, astilleros, maquinaria agrícola, construcción industrial, transporte, energía, alimentos, bodegas y servicios. Kirchner se reunirá mañana con su homólogo Hu Jintao y luego con el primer ministro Wen Jiabao, antes de ir a la Expo Universal de Shanghai. Los dos países son "socios estratégicos" y forman parte del G20 de potencias industrializadas y emergentes que trata de capear la crisis mundial, pero sus relaciones están agitadas desde 2009 por una cuestión mucho más inmediata: la suspensión, por parte de China, de la importación de aceite de soja argentino. "Se dice que China reanudará las importaciones de aceites vegetales a partir de julio de 2010", afirmó en una entrevista por correo electrónico con la AFP Jiang Shixue, investigador especializado en temas argentinos de la Academia China de Ciencias Sociales, un órgano académico dependiente del Consejo de Estado (gobierno). China compró en 2009 el 70% (4,6 millones de toneladas) del aceite de soja de Argentina, primer exportador mundial del ítem. Pero desde el inicio del altercado, aceleró la compra de granos para fabricar el aceite por sí misma. Venezuela "El Universal" Sección: Política Empresarios de Paraguay rechazan ingreso al Mercosur. Industriales alegan que Venezuela incumple cláusulas democráticas La Unión de Industriales Paraguayos (UIP) se pronunció en contra del ingreso de Venezuela al Mercado Común del Sur (Mercosur). En su discurso el viernes, durante la apertura de la EXPO 2010 -la mayor muestra empresarial paraguaya de la producción, la industria y los servicios-, el presidente de la UIP, Gustavo Volpe, habló de "una cuestión que nos preocupa a los gremios empresariales", en relación al ingreso venezolano al Mercosur, citó el diario paraguayo ABC. "Las informaciones cotidianas procedentes de Venezuela nos dan la pauta de que esa nación incumple las cláusulas democráticas del Mercosur", expresó el empresario. Destacó como positivo que el Parlamento paraguayo no haya aprobado aún el acuerdo de adhesión de Venezuela al bloque. Volpe, sin embargo, aludió a unas presuntas negociaciones que se habrían dado últimamente entre el Gobierno y la oposición, incluyendo a los colorados, sobre varios aspectos, como por ejemplo la repartición de importantes cargos. El gobierno de Fernando Lugo -según diversas publicaciones- habría exigido como parte de esas negociaciones, que el Congreso paraguayo apruebe la adhesión de Venezuela al Mercosur. El ingreso de Venezuela al Mercosur como miembro pleno fue aprobado por los gobiernos de Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay en 2006, pero aún depende de que ese acuerdo sea ratificado por el Parlamento paraguayo, en donde carece de respaldo, por el supuesto déficit democrático en las prácticas del gobierno de Hugo Chávez. terça-feira, 13 Paraguay "ABC" Editorial Atinada postura de la UIP contra ingreso de Venezuela al Mercosur En la habilitación de la EXPO 2010, el titular de la UIP, Gustavo Volpe, expresó el rechazo del sector empresarial a la ratificación por parte de nuestro país del ingreso de Venezuela al Mercosur. En presencia del presidente Lugo, Volpe aludió al incumplimiento de Hugo Chávez de las cláusulas democráticas del Mercosur, así como a su injerencia en asuntos internos de otros países y los atentados contra la libre empresa en Venezuela. En estas circunstancias, ¿cómo podría hablarse de la integración de cuatro economías de libre mercado –las de Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay– con una que no está regida por un sistema sustentado en las reglas propias de la libre competencia? ¿Qué nación desarrollada se sentiría estimulada a radicar inversiones en un bloque en el que sus capitales o bienes estuvieran en peligro? Si se sienten representantes del pueblo, como se proclaman, los senadores deben tomar en cuenta el criterioso planteamiento de los empresarios paraguayos, que al fin de cuentas son los actores principales del proceso económico y, por ende, los primeros beneficiados o perjudicados con cualquier medida relacionada a la indeseada incorporación de Venezuela al Mercosur. En su discurso de habilitación de la XXIX Expoferia Internacional de Ganadería, Industria, Agricultura, Comercio y Servicios (EXPO 2010), el presidente de la Unión Industrial Paraguaya (UIP), licenciado Gustavo Volpe, expresó el rechazo del sector empresarial nacional a la ratificación por parte de nuestro país del Protocolo de Adhesión de la República Bolivariana de Venezuela al Mercosur, suscrito en Caracas el 4 de julio de 2006. En presencia del presidente Fernando Lugo, un decidido promotor de la incorporación del régimen de Hugo Chávez al proceso de integración regional, el dirigente empresarial fundamentó el motivo de la preocupación de los gremios empresariales, aludiendo que "las informaciones cotidianas procedentes de Venezuela nos dan la pauta de que esa nación incumple las cláusulas democráticas del Mercosur". "Nuestra oposición a ese acuerdo se basa no solamente en lo referente a la institucionalidad democrática, así como a su injerencia en los asuntos internos de otras naciones, sino a que su inclusión en el bloque regional volverá a sembrar dudas sobre convenios trabajosamente obtenidos con nuestros vecinos, sobre numerosos aspectos puntuales que involucran al comercio y a las relaciones recíprocas", argumentó el titular de la UIP. Las aprensiones mencionadas por Volpe están por demás justificadas. El bufonesco mandatario venezolano está imponiendo a tambor batiente en su país el proceso de socialización marxista de la economía, lo cual implica, entre otras cosas, la permanente estatización de empresas privadas. En estas circunstancias, ¿cómo podría hablarse de la integración de cuatro economías de libre mercado –las de Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay– con una que de ninguna manera está regida por un sistema sustentado en las reglas propias de la libre competencia? Por otra parte, ¿qué países o grupos de países, tales como la Unión Europea o el NAFTA, por ejemplo, estarían interesados en entablar negociaciones de libre comercio con un sistema regional en el que uno de sus países miembros descree e incumple los principios más elementales de una economía de libre mercado? ¿Qué nación desarrollada se sentiría estimulada a radicar inversiones en un bloque en el que sus capitales o sus bienes estuvieran en peligro de ser confiscados sin más ni más según el capricho del dictador bolivariano, como ya está sucediendo en Venezuela? Imaginar algún grado de compatibilidad entre las economías del Mercosur y la de Venezuela es tan absurdo e inviable como creer que los países de Europa Occidental hubieran podido complementarse con la Unión Soviética durante los años de la Guerra Fría. Esto lo saben perfectamente los presidentes Luiz Inácio Lula Da Silva y Cristina Fernández de Kirchner, pero continúan ejerciendo una descarada presión sobre el Congreso paraguayo porque los enceguecen e incitan enormes negocios petroleros, en el primer caso, y fácil obtención de dólares para sobrellevar su abultadísima deuda externa, en el segundo. Apuntando a la "resistencia" mantenida por el Senado de la Nación –el único que por el momento con toda razón se niega a ratificar el Protocolo de Adhesión de Venezuela al Mercosur–, el presidente de la UIP resaltó "el hecho de que el Parlamento paraguayo haya rehusado hasta ahora admitir el acceso de Venezuela, rescata en cierta manera el buen criterio de los legisladores, aunque nos preocupa el hecho de que se esté reviviendo esa posibilidad a través de maniobras oscuras y negociaciones políticas vergonzantes". Esas maniobras se refieren a las tramoyas urdidas por el sector colorado nicanorista y el oficialismo luguista, que culminaron en la designación de dos partidarios del ex presidente como titulares de ambas cámaras del Congreso. Una transa política que demuestra el grado de absoluta falta de ética con la que se maneja la clase política paraguaya, toda ella, tanto la de viejo cuño como la de supuesto progresismo, la del "cambio". De tal contubernio todo puede esperarse, incluso el conculcamiento de los más elementales valores democráticos que están en el origen del pacto político y social que todos los paraguayos asumimos desde la caída de la dictadura stronista, en febrero de 1989, y que están consagrados en nuestra Constitución Nacional; así como en relevantes instrumentos internacionales tales como el Protocolo de Ushuaia sobre Compromiso Democrático en el Mercosur, suscrito a pedido de nuestro país en julio de 1998, al que alude precisamente el presidente de la UIP. Si realmente se sienten representantes del pueblo, como se proclaman, los integrantes de la Cámara de Senadores deben tomar en cuenta el criterioso planteamiento de los empresarios paraguayos; al fin de cuentas, ellos son los actores principales del proceso económico nacional y, por ende, los primeros beneficiados o perjudicados con cualquier medida que se adopte en torno a una indeseada incorporación de Venezuela al Mercosur. Sección: Política Lula evita dar la cara para no dar explicaciones El presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, no vendrá el 25 de julio a nuestro país porque no sabe como explicar su evidente falta de interés en la aprobación parlamentaria del aumento de la compensación a US$ 360 millones por la energía cedida al Brasil. Lula nunca puso empeño en este documento a partir de que el mismo le restaría popularidad y podría hacer perder las elecciones a su protegida Dilma Rousseff. Lula debía anunciar en Villa Hayes en su encuentro con Lugo el domingo 25 de julio la aprobación parlamentaria en su país del pago a Paraguay de la triplicación de US$ 120 millones a US$ 360 millones anuales en concepto de compensación por cesión de energía. Pero el Presidente brasileño, quien no demostró mucho interés en la aprobación por la Cámara de Diputados del documento ahora no quiere dar la cara ya que por tiempo indefinido se aplazó el tratamiento de la promesa que firmó el 25 de julio de 2009 en Asunción, que consiste en ajustar la compensación por cesión del excedente energético paraguayo en Itaipú. En la Cámara de Diputados del vecino país se maniobró para que la reivindicación paraguaya sea analizada por una nueva comisión, lo que hace imposible que el tema sea votado antes del receso parlamentario previsto para las elecciones generales de octubre próximo. Con esta suspensión, hasta el momento no se cumplió ninguno de los puntos importantes de la Declaración Conjunta firmada por los presidentes Lula y Lugo el 25 de julio pasado y que posteriormente se convirtió en una Nota Reversal el 1 de setiembre de 2009. En la decisión de la Cámara Baja influyó además la acusación por corrupción al consejero Vaccari, cercano al director general paraguayo en Itaipú, Gustavo Codas. Nuevo colapso No solo la compensación por cesión de energía está atrasada sino también la construcción de la línea de transmisión de energía eléctrica de 500 kV desde la subestación, margen derecha de Itaipú (cerca de Hernandarias) hasta Villa Hayes. Lula prometió que Brasil se encargará de la financiación de la obra, que costaría cerca de US$ 400 millones. El dinero no saldrá directamente del Tesoro brasileño sino de los Fondos de Convergencia Estructural del Mercosur (Focem). Si la línea de transmisión no está concluida para fines de 2012, Paraguay volverá a sufrir un colapso energético peor que el que tuvimos en el verano pasado en nuestro país. Cumbre del Mercosur El diputado argentino Ruperto Godoy confirmó que la nueva fecha fijada por la Cancillería del vecino país para la Cumbre del Mercosur será el 2 y 3 de agosto en el Centro Cívico de San Juan, provincia argentina del mismo nombre. La nueva fecha, que ya es la tercera que se da a conocer, se daría a publicidad en estos días. La cumbre se anunció primero para el mes de julio y se dieron como fechas probables el 15 y 16, luego el 29 y 30 pero finalmente, según Godoy, se aceptó el 2 y 3 de agosto. "Lo que sucede es que hay que coordinar las actividades de todos los mandatarios y eso es lo que hizo cambiar las fechas, pero hasta aquí esta sería la final", ratificó Godoy. El legislador confirmó la presencia de Lugo y sus colegas Lula, Cristina Kirchner y José Mujica. Encuentro bilateral Los presidentes de Paraguay y Brasil, Fernando Lugo y Luiz Inácio Lula da Silva, respectivamente, ahora se reunirán el viernes 30 de julio en Villa Hayes, ciudad donde concluirá la línea de transmisión de 500 kV que partirá de la subestación de la margen derecha de Itaipú (cerca de Hernandarias), según López Perito. El encuentro inicialmente se iba a realizar el domingo 25 de julio, al cumplirse un año de la promesa escrita del Brasil. La línea de 500 kV es clave porque permitirá a Paraguay utilizar más energía de Itaipú, de tal manera a evitar el colapso energético. La línea saldrá de Hernandarias y concluirá en Villa Hayes, desde donde se repartirá en líneas de 220 kV a la zona metropolitana de Asunción. "Los tontos creen al Brasil" "Siendo nosotros los paraguayos, legítimos propietarios del 50% del oro transparente que produce Itaipú (energía hidroeléctrica), seguimos prestándonos al engaño de los brasileños. El Brasil sigue engañándonos y los tontos le siguen creyendo", dijo ayer el presidente de la UIP, refiriéndose a la promesa del vecino país de construir sin costo para el Paraguay la línea de 500 kV. Gustavo Volpe advirtió que es llamativo que inicialmente Brasil haya prometido financiar las obras con recursos del Tesoro, luego a través de fondos del Focem y ahora se habla de dinero de Itaipú. Agregó que "hemos caído nuevamente en la trampa del tiempo, porque perdimos un año creyéndoles". Volpe se refirió a la Declaración Presidencial firmada por Lula el 25 de julio de 2009 en el Palacio de Gobierno juntamente con el presidente Lugo. Es ilusorio Comentó el titular de la cúpula industrial del país que "es ilusorio" pensar que el Gobierno brasileño nos quiera construir la línea 500 kV cuando que Brasil, " el país de mayor crecimiento económico, precisa actualmente como sea más y más energía eléctrica. Construir y además donarnos la referida línea está fuera de toda lógica porque eso representaría una merma considerable en su disponibilidad de energía", agregó. Para Volpe, desde un principio careció de sustento la idea lanzada por Brasil de que emplearían recursos del Tesoro para la línea 500 kV porque dicha utilización debe tener la aprobación del Congreso brasileño y "el Legislativo, manejando poderosos intereses, no iba a permitir que cedan energía al Paraguay cuando que ellos la necesitan", recalcó. En cuanto a Focem señaló que tampoco es posible ejecutar los trabajos con dichos fondos, porque el costo inicial del proyecto está estimado en casi 500 millones de dólares. Aclaró a propósito que siendo apenas 48 millones de dólares anuales lo que corresponderían al Paraguay, "tendríamos que esperar entre 10 a 12 años para completar los trabajos". Al indicarle que ahora las mismas autoridades paraguayas de Itaipú dicen que para iniciar las obras facilitarían unos 20 millones de dólares, se preguntó: ¿Entonces, para qué esperamos un año? Advirtió que dicho anuncio confirma que estamos frente a un engaño del Brasil. Resaltó que el "éxito" invocado por el presidente Lugo hace un año "estaba muy lejos de constituir un logro". Incluso Volpe recordó que "también nos prometieron aumentar la compensación por la energía excedente, pero nada pasó hasta ahora". Advirtió finalmente que lo único que falta es que, una vez más, venga Lula a engañarnos". Sección: Economia Preocupa a empresarios posible ingreso de Venezuela al Mercosur Los gremios empresariales están sumamente preocupados por el posible ingreso de Venezuela al Mercosur, ya que el país caribeño incumple cláusulas democráticas, dijo el Lic. Gustavo Volpe, presidente de la Unión Industrial Paraguaya (UIP). El Parlamento paraguayo es el único del bloque que hasta ahora se ha opuesto a dicho ingreso. "Nos preocupa a los gremios empresariales en general la posible incorporación de Venezuela al Mercosur. Las informaciones cotidianas procedentes de ese país nos dan la pauta de que esa nación incumple las cláusulas democráticas del Mercosur, si bien los demás países miembros, exceptuando a Paraguay, han hecho caso omiso del citado tratado", manifestó el licenciado Gustavo Volpe, titular de la UIP. Recordemos que los Parlamentos de Brasil, Argentina y Uruguay levantaron el dedo pulgar al gobierno del polémico Hugo Chávez y aceptaron la entrada de Venezuela al bloque regional. Sin embargo, hasta ahora el Gobierno venezolano no ha conseguido "ablandar" la postura firme de una gran mayoría de parlamentarios paraguayos que se oponen tenazmente al ingreso de Venezuela, debido fundamentalmente a las medidas antidemocráticas y autoritarias del gobierno de Chávez. Para los empresarios, el hecho de que el Parlamento paraguayo haya rehusado hasta ahora admitir el acceso de Venezuela al Mercosur, "rescata en cierta manera el buen criterio de los legisladores, aunque nos preocupa el hecho de que se esté reviviendo esa posibilidad a través de maniobras obscuras y negociaciones políticas vergonzantes", dijo Volpe. Asimismo, el industrial manifestó que la posición de los gremios empresariales no solo es política sino también social y económica. "Nuestra oposición a ese acuerdo se basa no solamente en lo referente a la institucionalidad democrática, así como a su injerencia inocultable en asuntos internos de otras naciones, sino a que su inclusión en el bloque regional volverá a sembrar dudas sobre convenios trabajosamente obtenidos con nuestros vecinos, sobre numerosos aspectos puntuales que involucran al comercio y a las relaciones recíprocas", expresó finalmente el Lic. Gustavo Volpe. Brasil busca incremento de inversiones europeas La Cuarta Cumbre Brasil-Unión Europea (UE), que se realizará mañana en Brasilia, puede fijar un marco para el incremento de inversiones europeas, según analistas consultados por un diario local. La información fue despachada por la agencia Ansa desde Brasilia, ayer. El evento, que contará con la presencia del mantadario, Luiz Inácio Lula da Silva, y el presidente de la UE, Herman Von Rompuy, ocurre al constatarse que Brasil está muy interesado en recibir inversiones para las obras del Mundial de 2014 y las Olimpiadas de 2016, señalaron especialistas al periódico Brasil Económico, añade el cable. Brasil aparece como el país más atractivo de Latinoamérica en momentos en que la economía europea enfrenta una crisis, señaló el experto Luis Afonso Lima. Los mandatarios pasarán revista a los grandes temas globales, como la reforma del sistema financiero mundial, abordada en el seno del G20 -las potencias más industrializadas y emergentes-, y reafirmarán su compromiso contra el cambio climático de cara a la conferencia de la ONU de fines de año en Cancún (México), adelantaron fuentes diplomáticas. El programa nuclear de Irán, país con el que Lula ha buscado negociar una salida en paralelo a las negociaciones que lideran seis potencias (Estados Unidos, Alemania, Francia, Gran Bretaña, Rusia, China), será igualmente debatido, señalaron. La cumbre, que se celebra anualmente desde que la UE y Brasil lanzaron en 2007 su Asociación Estratégica, estará dedicada además a tomar nota de la reanudación de las negociaciones comerciales para un tratado de libre comercio (TLC) entre el bloque y el Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay). Después de una interrupción de seis años, ambas regiones decidieron dar una nueva oportunidad a las tratativas, retomadas oficialmente a principios de mes en Buenos Aires. Pero los escollos no tardaron en aparecer. Diez países de la UE, liderados por Francia, se opusieron desde el primer día a la decisión de la Comisión Europea de volver a la mesa de negociaciones, al ver en un futuro TLC con el Mercosur una amenaza para las subvenciones que reciben de Bruselas los agricultores europeos. "La Nacion" Sección: Política "Lula" retrasa venida a Paraguay alegando problemas de agenda La postergación del estudio de las Notas Reversales de Itaipú en el Congreso del Brasil, habría obligado a "Lula" dilatar su venida. El presidente del Brasil, Luiz Inácio "Lula" da Silva retrasó llamativamente su visita al Paraguay para observar el inicio de las obras de transmisión de la línea de 500 Kv de Itaipú. El mandatario brasileño argumentó "problemas de agenda" y por tanto el 30 de julio podrá estar en nuestro país, informó ayer el secretario general de la Presidencia, Miguel López Perito. No es la primera vez que "Lula" Da Silva retrasa su venida al Paraguay. El 23 de abril de este año, debió encontrarse con Lugo en Ponta Porá, Brasil, sin embargo, lo pospuso para el día 30 del mismo, pero la reunión en la fronteriza ciudad entre ambos mandatarios se realizó de 3 de mayo. En principio, autoridades del Gobierno habían asegurado en reiteradas ocasiones que la visita de "Lula" estaba prevista para el 25 de julio, primer aniversario del acuerdo presidencial entre los presidentes de Paraguay y Brasil, Fernando Lugo y "Lula" da Silva, respectivamente. El entendimiento dispone entre otros puntos, el aumento de 360 millones de dólares los ingresos anuales en favor de nuestro país por energía cedida al mercado brasileño. En Villa Hayes, Chaco, estaba previsto que Lugo y su homólogo de Brasil den la palada inicial de la construcción del terraplenado y la subestación de Itaipú para la línea de tendido eléctrico de alta tensión entre Hernandarias y Villa Hayes. "Particularmente no tengo información de primera mano sobre este tema todavía, y oportunamente vamos a ofrecer información, por los organismos competentes, sobre las gestiones para la construcción de esta línea", expresó en la víspera López Perito en Palacio de Gobierno. Consultado sobre el motivo de la postergación de la visita de "Lula", el jefe del Gabinete presidencial explicó que cuando existen "problemas de agenda" se negocian las fechas "y posiblemente por eso se haya cambiado la fecha". MANIOBRA DE "LULA" Según fuentes del Ejecutivo, el presidente del Brasil retrasó su venida a raíz de los últimos acontecimientos que hubo en su país en torno a Itaipú. Otro motivo sería además la sorpresiva cancelación de la Cumbre de presidentes del Mercosur, que debía realizarse este viernes en San Juan, Argentina. En la ocasión los mandatarios debían aprobar la obtención de los fondos para la construcción de la línea de 500 Kv, que tendría que ser financiada con los Fondos de Convergencia Estructural del Mercosur (Focem) de unos US$ 400 millones de dólares. Por su parte, el embajador del Brasil en Paraguay, Eduardo Dos Santos, había minimizado la postergación del estudio de las Notas Reversales de Itaipú en el Congreso brasileño. Sostuvo que el legislativo de su país es "soberano e independiente" en estudiar con más detenimiento el acuerdo. El diplomático brasileño restó importancia que la Cámara de Diputados del Brasil aún no concluyó el estudio del acuerdo presidencial del 25 de julio del 2009. quarta-feira, 14 Parguay "ABC" Opinión Lula da Silva, credibilidad cero en el Paraguay BUENOS AIRES (Reuters). El Gobierno argentino anunció que aplicará por seis meses aranceles antidumping a las importaciones de compresoras a tornillos para gases de Brasil, en una decisión que podría generar nuevos roces con su socio comercial en el Mercosur. La medida supone la aplicación de un derecho del 38 por ciento sobre el valor FOB declarado del producto mientras las autoridades argentinas siguen investigando el caso presentado por la empresa VMC Refrigeración, dijo el Ministerio de Industria en una resolución publicada en el Boletín Oficial. El ministerio consideró que las importaciones de estos artículos brasileños causan daño a los mismos productos de origen argentino. Según se señaló en la resolución, la participación en el consumo aparente de las importaciones de estos productos originarios de Brasil "llegó al 53 por ciento, desplazando las ventas de producción nacional, que bajaron al 27 por ciento". "Se han reunido elementos que permiten determinar preliminarmente la existencia de margen de dumping en la exportación hacia la República Argentina de unidades compresoras a tornillos para gases (excepto aire), incluso las del tipo de las utilizadas en instalaciones frigoríficas (...) originarias de la República Federativa del Brasil", consignó la resolución. En las investigaciones hechas por las autoridades comerciales argentinas, se determinó que las importaciones de esos productos originarios de Brasil "ingresaron con precios inferiores a los de los similares de producción nacional, con un diferencial de precios creciente", agregó. El presidente de la firma demandante argentina MNC Refrigeración, Marcelo Modenesi, dijo que su empresa "está en perfectas condiciones de sustituir importaciones en condiciones desleales y abastecer al mercado local", informó el Ministerio de Industria en un comunicado. Sección: Política Otra promesa de Lula: ahora dice que en agosto saldrá la compensación de Itaipú El presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, lanzó otra promesa al Paraguay sobre Itaipú. Utilizará la vía rápida en la Cámara de Diputados de su país para que se apruebe en agosto el aumento de la compensación en favor de nuestro de país de US$ 120 a US$ 360 millones. Así informó ayer en el Palacio de López el canciller Héctor Lacognata. Luego de reunirse con el presidente Fernando Lugo, el canciller Lacognata recordó a los periodistas que las Notas Reversales firmadas el 1 de setiembre de 2009 por los gobiernos de Paraguay y Brasil en Asunción están pendientes de aprobación en el Congreso brasileño, específicamente en la Cámara de Diputados. Lacognata reconoció que el tratamiento de las Notas Reversales "va en un proceso más lento" de lo que esperaba nuestro país. Indicó que el Congreso brasileño entra ahora en un receso de 15 días, desde mañana hasta el sábado 31 de julio y las sesiones se reinician el lunes 2 de agosto, día en que los presidentes del Mercosur se reunirán en San Juan, provincia argentina del mismo nombre (cerca de la frontera con Chile). Informó que la bancada oficialista brasileña tiene mayoría en Diputados de 381 votos sobre 513. Para agilizar el trámite los legisladores "lulistas" solicitarán al reinicio de las sesiones parlamentarias que se trate en forma directa (fuera del orden del día) el acuerdo sobre mayor compensación de Itaipú en favor del Paraguay. En términos parlamentarios, se conoce este procedimiento como "sobre tablas", a fin de evitar que las Notas Reversales vayan a consideración de las comisiones. Para Lacognata, el procedimiento que utilizarán los parlamentarios oficialistas "nos da la expectativa de que este tema pueda estar finiquitado en la Cámara de Diputados (de Brasil) durante el mes de agosto". Línea de transmisión El canciller dijo que en la próxima Cumbre del Mercosur, el 2 y 3 de agosto en San Juan (Argentina), se aprobarían los fondos del Focem (Fondo de Convergencia Estructural del Mercosur) por un valor de US$ 380 millones para que se destinen a la construcción de la línea de transmisión de 500 kV desde Itaipú hasta Villa Hayes. Lugo se reunió ayer a la mañana con Lacognata y el director general paraguayo en Itaipú, Gustavo Codas, para analizar los detalles de la visita oficial del presidente Lula a Villa Hayes, donde concluirá la línea de transmisión. Solo vendrá a ratificar El presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, solo vendrá el viernes 30 de julio a Paraguay para ratificar que se construirá la línea de transmisión de 500 kV desde Itaipú a Villa Hayes, señala el propio portal digital de la Presidencia de la República. Lula y el presidente Fernando Lugo se reunirán en Villa Hayes en el lugar donde concluirá la línea de transmisión, que permitirá redistribuir más energía de la hidroeléctrica binacional al área metropolitana de Asunción. Lula tenía previsto venir el domingo 25 de julio, pero postergó para el viernes 30 el encuentro. Sección: Economía Industriales dicen que incumplimiento del Brasil de su promesa era previsible La promesa de Brasil de financiar la construcción de la línea de transmisión de 500 kV entre Itaipú y Villa Hayes se ajusta al título de la novela de Gabriel García Márquez: "Crónica de una muerte anunciada", ironizó ayer en la Expo Hernando Basili, presidente del Cime. La situación que se presenta ahora con el presidente brasileño Lula da Silva, quien no vendrá finalmente para ratificar el acuerdo firmado el año pasado con nuestro Gobierno, mediante el cual Brasil se comprometía a pagar más por nuestro excedente de energía en Itaipú y financiar la construcción de la línea de transmisión de 500 kV entre Itaipú y Villa Hayes, es la "Crónica de una muerte anunciada", declaró ayer Hernando Basili, presidente del Centro de Industriales Metalúrgicos (Cime). Fue en el stand que el gremio tiene en la Expo de Mariano Roque Alonso. "Las negociaciones se llevaron por un camino equivocado al ir a pedir la financiación de esa infraestructura, justamente a gente que iba a ser perjudicada finalmente", dijo. "Paraguay consumiría más energía en detrimento de lo que hoy está llevando Brasil", afirmó Basili, sobre la falta de ratificación del "acuerdo" firmado el 25 de julio del 2009 entre los presidentes Fernando Lugo y Lula Da Silva. El documento compromete al Brasil a ajustar la compensación por cesión del excedente energético paraguayo en Itaipú, lo que implicaba el pago de unos US$ 200 millones más al Estado paraguayo por ese concepto, además de la construcción de la línea de 500 kV desde la subestación de la margen derecha de Itaipú hasta Villa Hayes, en el bajo Chaco. El Gobierno paraguayo optó equivocadamente por la alternativa de buscar la financiación de esta línea con el mismo Brasil, agregó. "Esta especie de negativa que hoy es pública, era muy previsible", insistió. Añadió que si alguien no quiso ver de esta manera era simplemente por una cuestión de miopía política o hasta si se quiere de una mal entendida solidaridad de los gobernantes brasileños para con el Paraguay, agregó Basili. La posición del Cime a favor de la construcción de esta línea va más allá de lo provechoso que será para sus asociados, dijo el industrial. Agregó que habilitar esta línea es fundamental para garantizar el desarrollo industrial del país. Aseguró que actualmente los industriales paraguayos no pueden crecer por la falta de energía. El Centro de Metalúrgicos habilitó igualmente su local en la Expo 2010, donde presentan los trabajos de las empresas socias del gremio y los avances. Sección: Internacionales Aranceles argentinos a Brasil BUENOS AIRES (Reuters). El Gobierno argentino anunció que aplicará por seis meses aranceles antidumping a las importaciones de compresoras a tornillos para gases de Brasil, en una decisión que podría generar nuevos roces con su socio comercial en el Mercosur. La medida supone la aplicación de un derecho del 38 por ciento sobre el valor FOB declarado del producto mientras las autoridades argentinas siguen investigando el caso presentado por la empresa VMC Refrigeración, dijo el Ministerio de Industria en una resolución publicada en el Boletín Oficial. El ministerio consideró que las importaciones de estos artículos brasileños causan daño a los mismos productos de origen argentino. Según se señaló en la resolución, la participación en el consumo aparente de las importaciones de estos productos originarios de Brasil "llegó al 53 por ciento, desplazando las ventas de producción nacional, que bajaron al 27 por ciento". "Se han reunido elementos que permiten determinar preliminarmente la existencia de margen de dumping en la exportación hacia la República Argentina de unidades compresoras a tornillos para gases (excepto aire), incluso las del tipo de las utilizadas en instalaciones frigoríficas (...) originarias de la República Federativa del Brasil", consignó la resolución. En las investigaciones hechas por las autoridades comerciales argentinas, se determinó que las importaciones de esos productos originarios de Brasil "ingresaron con precios inferiores a los de los similares de producción nacional, con un diferencial de precios creciente", agregó. El presidente de la firma demandante argentina MNC Refrigeración, Marcelo Modenesi, dijo que su empresa "está en perfectas condiciones de sustituir importaciones en condiciones desleales y abastecer al mercado local", informó el Ministerio de Industria en un comunicado. "La Nación" Sección: Política Canciller acusa que hay interesados en que fracase acuerdo sobre Itaipú Rechazó que sean simples promesas las realizadas por el presidente "Lula" sobre la financiación de la línea de transmisión de 500 Kv. El canciller Héctor Lacognata aseguró que un cierto sector de "empresarios muy fuertes" del Brasil está interesado en que fracase la construcción de la línea de transmisión de 500 Kv. Afirmó que algunos medios de comunicación y de la oposición paraguaya están en contra del proyecto porque implica un logro importante del gobierno de Fernando Lugo. Lacognata rechazó que sean "simples promesas" las realizadas por el presidente brasileño Luiz Inácio "Lula" da Silva sobre la financiación de la línea de transmisión de Itaipú desde Hernandarias a Villa Hayes. Señaló que son "son repercusiones exclusivamente de la prensa que nada tiene que ver con la realidad". El ministro de Relaciones Exteriores indicó además que de concretarse el acuerdo del 25 de julio del 2009 entre Lugo y "Lula" "será el logro más importante en política exterior del Ejecutivo". "Esperemos los plazos, los tiempos y cuando las cosas se vayan cumpliendo le dedicaremos a aquellas personas que diariamente presentan una visión negativa sobre este tema", declaró ayer el jefe de la diplomacia paraguaya en la Bicameral del Congreso al término del acto de conmemoración del segundo Aniversario de la Ratificación por Paraguay de la Convención de los Derechos de las Personas con Discapacidad. Lacognata señaló que las negociaciones para la aprobación de recursos del Fondo de Convergencia Estructural del Mercosur (Focem) están siguiendo su proceso para que el 30 de julio inicien las obras del terraplenado y la subestación de Itaipú en Villa Hayes. Aseguró que esta semana la unidad técnica del Focem estaría dando su dictamen positivo facilitando el ingreso del proyecto al Mercosur la próxima semana. El canciller anunció que en la próxima Cumbre de Presidentes del Mercosur prevista para el 2 y 3 de agosto en Argentina, los mandatarios aprobarán los fondos de 400 millones de dólares para el inicio de las obras de la línea de 500 Kv. "La financiación está absolutamente garantizada", puntualizó el ministro. Respecto al retraso del estudio de las Notas Reversales de Itaipú en el Cámara de Diputados del Brasil, Lacognata refirió que la delación se debe al proceso electoral del Brasil, donde la oposición brasileña está asumiendo "actitudes dilatorias". El secretario de Estado sostuvo que "en el peor de los casos" las Notas Reversales se aprobarían luego del receso parlamentario de 15 días en la Cámara Baja del vecino país en agosto. "En el oficialismo en el Brasil existe la intención de tratar directamente en el plenario de Diputados y de aprobar de esa manera el acuerdo presidencial del 25 de julio del 2009", subrayó. Ayer, el embajador brasileño en Paraguay visitó al presidente del Congreso, Óscar González Daher. Uruguay "El Pais" Sección: Ciudades Uruguay recibe a Parlamento joven del Mercosur. San José reunirá a 200 jóvenes en una sesión preparatoria SAN JOSÉ | JOSÉ LUIS ÁLVAREZ El Parlamento Juvenil del Uruguay, integrado por unos 200 estudiantes de bachillerato de entre 14 y 18 años, sesionará en San José el sábado 31 de julio y domingo 1° de agosto. Los adolescentes representan a liceos de todo el país y dedicarán este encuentro a la preparación el primer Parlamento Juvenil del Mercosur. Uruguay será el país anfitrión de la primera reunión de este organismo internacional, en el mes de octubre. Los jóvenes uruguayos se encontrarán en el local de la Colonia de Vacaciones que el Banco de Previsión Social posee en Raigón a seis kilómetros de la capital de San José. En mayo comenzó a celebrarse el proceso de selección de delegados de grupo en los diversos liceos, a lo que siguió la elección de delegados de cada instituto, cumplida durante el pasado mes de junio, a nivel nacional. Estos delegados liceales serán los portavoces de diversas iniciativas presentadas en sus respectivos institutos y con ellas llegarán a la elección del delegado departamental que durante los días 31 de julio y 1° de agosto participará de las deliberaciones de Raigón. La idea es que los 19 delegados departamentales que se reúnan en la instancia de fines de este mes acuerden ideas sobre el Mercosur y la actualidad de la enseñanza media en los países que conforman el bloque, lo que será llevado a la instancia internacional de octubre. A la reunión del Mercosur, asistirán los 19 delegados nacionales y tres referentes del sector docente, elegidos por los propios "parlamentarios". El proyecto Parlamento Juvenil del Mercosur es financiado con fondos de la Organización de Estados Americanos, con un monto de US$ 318.070, informó el Ministerio de Educación y Cultura. Comenzó en enero de 2009 y se extiende hasta diciembre de este año. El responsable a nivel nacional es el Consejo de Educación Secundaria y la coordinación está a cargo de la docente Zully Bruno. Entre sus objetivos fundamentales se encuentra el desarrollo en los jóvenes de una "identidad Mercosur" basada en valores "que estimulen su participación ciudadana, el respeto por la democracia, los derechos humanos, la cultura de la paz y el medio ambiente contribuyendo, de esta forma, a su formación como ciudadanos críticos". De esta forma se pretende "que comprendan el funcionamiento de los mecanismos institucionales del Mercosur y ejerciten su derecho a expresarse a través de un Parlamento Juvenil del Mercosur". Además de los países miembros (Uruguay, Argentina, Paraguay y Brasil), tienen presencia en este proyecto los países asociados al bloque (Chile, Colombia, Venezuela y Bolivia). quinta-feira, 15 Paraguay "ABC" Sección: Política Dicen que Focem es el ámbito ideal para que Brasil diluya compromisos Un gobierno serio jamás dejaría el precedente de llevar un tema bilateral (línea 500 kV) a una mesa de asuntos multilaterales como Mercosur. Dicen que la jugada del Brasil de instalar el proyecto a nivel de Focem es para diluir sus responsabilidades ante cualquier eventualidad. "La mayor equivocación cometida por Lugo y su canciller Lacognata fue aceptar que la financiación de la línea 500 kV sea a través del Fondo de Convergencia Estructural del Mercosur (Focem), según sostuvo ayer durante una conversación, un diplomático de carrera de alto rango quien habló del tema a condición de guardar el anonimato. Aclaró que en los hechos, lo señalado equivale a que "Paraguay deberá ceder más soberanía porque para lograr la concreción de algo que solo debería ser materia de Paraguay y Brasil, a partir de la estrategia Brasil-Focem, necesitaremos el visto bueno de los demás socios del Mercosur". Alertó que "de esta manera, Brasil podrá esquivar en el futuro cualquier problema, sea de atrasos, extensión de plazos de obras, financiación, flexibilización de normas, etc., pues podrá alegar que son cuestiones que atañen al Focem". Advirtió que en una situación comprometida, de interpretación contractual por ejemplo, le será más fácil a Brasil conseguir el "apoyo" de Argentina y Uruguay en Focem. De paso comprometerá a Argentina y Uruguay en hipotéticas diferencias bilaterales con nuestro país. En otro momento expresó: "Lo que Lugo llamó ‘renegociación de Itaipú’ fue una colección de impericias e ingenuidades para no hablar de burdas mentiras". Expresó que lo formalizado entre Lugo y Lula hace un año, no es más que una "Declaración sin fuerza contractual; es decir, un acuerdo imperfecto". Aclaró que para salvar en parte, fue firmada la Nota Reversal, el 1 de setiembre pasado, "pero lo que quedó claro es que para Itamaraty, esto no fue un desliz sino una acción perfectamente calculada". Principio diplomático Como otro "error" citó el hecho de haber creído en la promesa brasileña de aumento del factor de compensación. Sostuvo que Lugo y Lacognata "olvidaron el principio diplomático que, entre los países no hay amistad sino interés". "En tanto, Lugo y Lacognata ganan experiencia diplomática y política con el Brasil, los brasileños ganan más dinero a nuestras expensas porque siguen págandonos la compensación a los precios irrisorios de siempre". "Otra burla" Comentó que la "explicación" del gobierno de Lula de que al firmar aquel "acuerdo imperfecto" del 25 de julio de 2009 no se habían percatado que necesitarían aprobación parlamentaria para financiar la línea 500 kV, "es otra burla y, creer en ella, ha sido otro papelón. ¿Quién podría pensar que a Itamaraty se le pasó por alto el detalle de la fuente de financiación? Solamente Lugo y Lacognata pueden cometer semejante descuido". Reiteró que someter un tema bilateral al ámbito multilateral "es algo política y diplomáticamente inadmisible. No importa que se diga que los presidentes del Mercosur ya dieron su ‘preaprobación’ para el tendido de la línea. Ahora lo que cabría preguntar es ¿por qué los presidentes de Uruguay y Argentina deberían aprobar algo que solo compete a Paraguay y Brasil? ¿Acaso aceptarían la reversa, como por ejemplo, asumir los costos de hipotéticos perjuicios cualesquiera sean ellos? Aseguró que Brasil nunca admitiría lo que Lugo y Lacognata aceptaron. "Basta recordar que en algún momento de la llamada ‘renegociación’ de Itaipú, Paraguay propuso llevar el tema al Mercosur. Brasil, se negó terminantemente, argumentando que la represa es estrictamente bilateral". Puntualizó que en el diferendo Argentina-Uruguay por las pasterasm, incluyendo el cierre del puente entre Gualeguaychú y Fray Bentos, también se propuso llevar el caso al Mercosur. "La negativa de Argentina fue tajante, porque era una cuestión bilateral". Inadmisible Insistió en que trasladar un tema bilateral a una mesa multilateral es inaceptable porque podría dar derechos a que mañana, Paraguay y Uruguay pretendan eventualmente intervenir en asuntos bilaterales de los socios mayores. "Y salvo que les convenga políticamente o económicamente, nunca lo permitirán", aseveró. Concluyó que "al parecer, para Lugo y Lacognata la cuestión de soberanía, preservación del ámbito bilateral para los asuntos bilaterales y dignidad nacional son detalles menores". El embajador tampoco sabe El embajador del Brasil, Eduardo Dos Santos, eludió entrar en detalles acerca de la posible fecha en que estarían disponibles los US$ 400 millones prometidos por su gobierno para el financiamiento de la línea de 500 KV. "No quiero entrar en detalles porque eso no me corresponde", alegó cuando ayer salía de la Cancillería, tras una reunión con Lara Castro. Seccion: Economía Lugo aún defiende promesa de Lula El presidente Fernando Lugo volvió a defender anoche la promesa brasileña de financiar la construcción de la línea de transmisión de 500 kV, entre Itaipú y Villa Hayes, con los fondos estructurales del Mercosur. Cuestionó a los que critican el acuerdo con el presidente del Brasil. Durante la habilitación oficial del stand de Itaipú, anoche en la Expo, el presidente Fernando Lugo aprovechó para destacar como un logro de su gobierno el dictamen técnico del Mercosur para que sea estudiada la posibilidad de que los fondos estructurales financien la construcción de la línea de transmisión de 500 KV, desde la usina hasta Villa Hayes. Aprovechó la ocasión para cuestionar a los que criticaron esta iniciativa del gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva. "En medio, muchas veces, de las frías mentiras, se impone muchas veces el calor de la verdad", dijo. Agregó que siempre les dice a sus funcionarios que a los ataques y cuestionamientos que se realizan desde los medios y otros sectores políticos sobre Itaipú, "no se debe responder con palabras, sino con acciones". "La suscripción del convenio final de financiamiento, a lo que se debe sumar el movimiento de hombres y máquinas en Villa Hayes, representa el inicio de un impostergable logro de este gobierno", añadió. Recordó que la construcción de esta línea de transmisión, "una de las obras más importantes en los últimos años", posibilitará la interconexión con otros países de la región y aseguró que "hará posible nuestra anhelada soberanía energética". "Por eso muchas veces les digo a mis colaboradores que si se trata de desmentir las mentiras con palabras, yo prefiero desmentir las mentiras con verdades, con acciones y documentos", reiteró. Luego de su presencia en el local de Itaipú, recorrió la Expo y visitó el stand de Copaco y habilitó oficialmente el de Yacyretá. Antes, estuvo por algunos minutos en el sitio asignado a la Embajada de los Estados Unidos en nuestro país. Durante su caminata se sacó fotos con algunos visitantes y promotoras. La gente que anoche visitaba la Expo, no se hubiera dado cuenta de la presencia de Lugo si no fuera por la parafernalia del despliegue de seguridad montado por los del Regimiento Escolta Presidencial, que en algunos momentos mostrando mucho nerviosismo se tomaron con algunos periodistas que realizaban la cobertura de las actividades del Mandatario. "La Nacion" Sección: Mundo Se apuesta por un acuerdo entre Mercosur y UE "Lula" da Silva y dirigentes de Europa se comprometen a buscar entendimiento comercial entre ambos bloques. Brasilia. Brasil. AFP.- La Unión Europea y Brasil, que asumirá la presidencia del Mercosur este mes, reafirmaron ayer en una cumbre en Brasilia su compromiso con la conclusión de un acuerdo comercial entre los dos bloques antes del final del mandato del presidente Luiz Inácio "Lula" da Silva en diciembre, informó AFP. Lula, que dejará la Presidencia de Brasil en diciembre tras ocho años de gobierno, afirmó que su prioridad como presidente pro tempore del Mercosur, será lograr el acuerdo con la UE. El acuerdo UE-Mercosur se encuentra estancado en el reclamo de los suramericanos de espacio en Europa a sus productos agrícolas y de la expectativa de los europeos para vender más productos industrializados. La Unión Europea y el Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay y Venezuela en proceso de adhesión) reabrieron en mayo pasado las negociaciones para un acuerdo de libre comercio, que habían quedado trabadas hace seis años. Francia, con otros países europeos en defensa de sus sectores agrícolas, se oponen al pacto. Mercosur busca mejor acceso a Europa para sus productos agrícolas y los europeos para su industria. EUROPA ESPERA "OFERTA" "Lula" y el jefe de la Comisión Europea, José Barroso advirtieron que tendrá que ser un acuerdo "equilibrado" que ofrezca "ventajas" a ambas partes. Europa está a la espera de que "el Mercosur avance en una oferta que responda a nuestras ambiciones", recalcó el dirigente europeo. Embarcado en un momento de crecimiento económico, el Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay y Venezuela en proceso de adhesión, un bloque con 270 millones de habitantes), y la Unión Europea, un mercado integrado de 27 países y 495 millones de habitantes que pelea por no entrar en la recesión, reanudaron en mayo las negociaciones comerciales, interrumpidas en 2004. Uruguay "El Pais" Sección: Economía Lula prioriza acuerdo con UE en presidencia del mercosur. Cumbre. Europa pide oferta que responda a sus intereses BRASILIA | AFP La Unión Europea y Brasil, que asumirá la presidencia del Mercosur este mes, reafirmaron ayer en una cumbre en Brasilia su compromiso a concluir un acuerdo comercial entre los bloques antes del final del mandato de fin de año. "Voy a asumir la presidencia del Mercosur ahora en julio y tengo como tarea intentar convencer a la Unión Europea de hacer un acuerdo", afirmó el presidente Luiz Inácio Lula da Silva al término de una cumbre UE-Brasil en la que aseguró que esa será una de sus "prioridades" como presidente protémpore del Mercosur. Lula, que dejará la Presidencia de Brasil en diciembre, afirmó que cuenta con el empeño de Argentina (que consiguió la reapertura de las negociaciones entre el Mercosur y Europa en mayo), y dijo que concentrará sus esfuerzos en vencer la oposición frontal de los sectores agrícolas europeos, liderados por Francia. "Como el compañero que ha dado más trabajo es un gran amigo mío, el presidente (francés Nicolás) Sarkozy, tengo la responsabilidad de intentar convencer a Sarkozy de flexibilizar el corazón de los franceses", añadió Lula al lado del presidente de la Unión Europea, Herman Van Rompuy, y el jefe de la Comisión Europea, José Manuel Durao Barroso. "Que no haya dudas en cuanto a la determinación de la Unión Europea en ese acuerdo", expresó de su lado Durao Barroso. Lula y Barroso advirtieron que tendrá que ser un acuerdo "equilibrado" que ofrezca "ventajas" a ambas partes. Europa está a la espera de que "el Mercosur avance en una oferta que responda a nuestras ambiciones", recalcó el dirigente europeo. Reunido también el miércoles en Brasilia, en paralelo a la cumbre Brasil-UE, el empresariado europeo y brasileño reclamó a los mandatarios de ambas partes acelerar las negociaciones. "El sector privado quiere un acuerdo de libre comercio ambicioso y equilibrado que contribuya al crecimiento económico" de ambas regiones, expresaron los empresarios al cierre del evento, al que asistieron Lula y los dirigentes europeos. A lo largo del día, los empresarios advirtieron, no obstante, de las dificultades de una negociación que cuenta con la oposición de Francia y otros grandes países agrícolas, en una Europa dividida entre la crisis y las ofertas de acuerdos comerciales con otras partes del mundo. A esto se le sumó la crítica de la Confederación Nacional de la Industria brasileña que afirmó que el Mercosur dificulta los acuerdos bilaterales de Brasil con otros países o bloques. "Sería más fácil llegar a un aucerdo si estuviéramos solos. Hay divergencias entre Brasil y Argentina y también con Paraguay y Uruguay", afirmó el presidente de la gremial Robson Andrade. "Voy a asumir la presidencia del Mercosur ahora en julio y tengo como tarea intentar convencer a la Unión Europea de hacer un acuerdo", afirmó el presidente Luiz Inácio Lula da Silva al término de una cumbre UE-Brasil en la que aseguró que esa será una de sus "prioridades" como presidente protémpore del Mercosur. "La Republica" Seccion: Política Lula y Mujica planifican nuevo encuentro. Sería el 30 de julio en Santana do Livramento El embajador de Brasil en Uruguay, José Felicio, confirmó ayer a la prensa que se están ultimando los detalles para un próximo encuentro ­probablemente el 30 de julio­ entre los presidentes de Uruguay, José Mujica, y de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva en la ciudad brasileña de Santana do Livramento. "Hay temas que se van a seguir discutiendo, como la integración ferroviaria", comentó el embajador al preguntársele sobre los tópicos a desarrollar en el encuentro. Así como "los grandes proyectos de infraestructura, la interconexión eléctrica entre Brasil y Uruguay"; y "el Puerto de aguas profundas, que sabemos que Uruguay tiene interés", acotó Felicio, de "todo eso se seguirá hablando". Y además, adelantó que "hay temas nuevos que vamos a intentar hacer progresar, como la cooperación en materia de ciencia y tecnología", que "Uruguay tiene mucha experiencia" en rubros como la "informática, en software, en innovación" y nosotros vamos a estar hablando de esos temas", reiteró. José Mujica y Luiz Inácio "Lula" Da Silva ya se encontraron en dos instancias previas en el corriente año: en el mismo mes de asunción del Presidente uruguayo, el 30 de marzo, en Brasil, donde profundizaron lazos comerciales con la firma de tres acuerdos bilaterales, y el 4 de mayo en Montevideo, Uruguay, donde se prosiguió la agenda bilateral-comercial de los países hermanos. Estos encuentros lograron destrabar el intercambio comercial en el rubro lácteo así como en el avícola, en los que tanto Uruguay como Brasil respectivamente, se veían afectados por trabas proteccionistas. sexta-feira, 16 Paraguay "ABC" Sección: Política Dan por aprobada línea de 500 kV en Mercosur, pero aún no hay fondos El Mercosur en las próximas semanas aprobará "sin ningún problema" los fondos para financiar la construcción de la línea de transmisión de 500 kV, afirmó ayer el embajador brasileño en nuestro país Eduardo Dos Santos, tras una visita protocolar al titular de Diputados, Víctor Bogado. "El proyecto está en marcha, los fondos ya determinados", insistió el diplomático. Dos Santos dijo que con la aprobación anteanoche en la unidad técnica del Fondo para la Convergencia Estructural del Mercosur (Focem) del proyecto de la línea de 500 kV "solo falta el endoso" de los socios del bloque subregional, que conforme a las expresiones del diplomático sería de mero trámite. "Falta nada más el endoso, la aprobación de esta decisión (de la unidad técnica) por la instancia decisoria del Mercosur, lo que se va a dar en las próximas semanas sin ningún problema", aseguró el representante del Gobierno brasileño. El levantamiento de la línea de alimentación energética, desde Itaipú a Villa Hayes, sin costo para el Paraguay, fue parte del acuerdo Lula-Lugo del 25 de julio del año pasado. El Brasil se comprometió a financiar el proyecto sin ningún costo a nuestro país, aunque hasta el momento no se ha concretado aún la obra. "El proyecto está decidido, definido y los fondos ya determinados", enfatizó Dos Santos. Aseguró que su país hará el aporte voluntario al Focem "para financiar la línea de transmisión sin costo para el Paraguay". "No hay ninguna duda al respecto", acotó. El diplomático argumentó que "lleva su tiempo" la tramitación en el Congreso de su país del acuerdo y de las notas reversales del 25 de julio y agregó que la decisión de someter a los parlamentos fue una determinación de los presidentes Lula Da Silva y Fernando Lugo. El Congreso paraguayo ya dio su visto bueno al acuerdo en setiembre del año pasado, pero en el Brasil se sigue dilatando. Recién están tratando en la Cámara de Diputados, pero ahora fue diferido, probablemente hasta después de las elecciones generales en Brasil, que serán el 3 de octubre próximo. El canciller Héctor Lacognata dijo el miércoles último que en la cumbre del Mercosur del 2 y 3 de agosto próximo ya se homologaría el dictamen de Focem, con lo que ya estarían habilitados los fondos para las obras. El costo de la línea eléctrica sería de unos 450 millones de dólares. El embajador Dos Santos también visitó el martes al titular del Congreso Oscar González Daher. El diplomático aseguró que las dos visitas que hizo a las autoridades del Congreso fueron en carácter protocolar por la instalación de las nuevas directivas y que no se trataron temas específicos. Visita del presidente del Brasil nuevamente está en suspenso Otra vez, un clima de incertidumbre rodea la anunciada visita de Lula a Villa Hayes para el 30 de julio próximo. Al tiempo que una alta fuente reveló que la presencia está en duda, despachos periodísticos procedentes de Montevideo dieron cuenta ayer que ese día el presidente brasileño estará con José Mujica. Si bien el Ejecutivo paraguayo confirma la venida de Luiz Inacio Lula da Silva para un encuentro con Fernando Lugo, en Villa Hayes, el 30 de este mes, en el mismo círculo presidencial se filtró que, sin embargo, no está dicha la última palabra y que consiguientemente podría posponerse de nuevo la presencia del mandatario del vecino país. Desde Montevideo Coincidentemente, bajo el título "Lula y Mujica planean reunirse a fin de mes", la agencia informativa ANSA reportó en la víspera desde Montevideo que Lula y su colega uruguayo José Mujica "se reunirán hacia fin de mes para examinar temas de la agenda bilateral, en especial la interconexión eléctrica y el tema del Puerto de aguas profundas". ANSA citó como fuente al embajador brasileño en Montevideo, José Felicio. Según el despacho, el diplomático "precisó a la prensa que se están ultimando los detalles para concretar la reunión que posiblemente se realizará a fin de mes, el 30 de julio, en la ciudad brasileña de Santana do Livramento, fronteriza con Uruguay". Integración ferroviaria "Hay temas que se van a seguir discutiendo como la integración ferroviaria, al igual que ‘los grandes proyectos de infraestructura, la integración eléctrica entre Uruguay y Brasil’ y ‘el Puerto de aguas profundas’ ", ratificó Felicio. La cooperación en ciencia y tecnología serán otros asuntos sobre los cuales los mandatarios intentarán progresar, según dijo también el embajador del Brasil. La información recordó que "ambos gobernantes ya se reunieron en otras oportunidades este año, la primera vez en ocasión de la asunción de Mujica en abril y el 30 de marzo en Brasilia donde los presidentes suscribieron acuerdos bilaterales". Consignó además que "el 4 de mayo el presidente Lula retribuyó la visita y en Montevideo se reunió con Mujica. En los encuentros los países destrabaron aspectos del intercambio comercial, en especial en el rubro lácteo y avícola". 25 de julio Cabe puntualizar que, inicialmente, Lula prometió estar en Villa Hayes el 25 de julio venidero, para la palada inicial de las obras relativas a la línea 500 kV. Sin embargo, pospuso su venida para el 30 y ahora se sabe que otra vez estaría por aplazar su visita a Lugo.

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