sábado, 15 de junho de 2013

O Mercosulino 31/08/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

31.08.2010 Jornal "Folha de São Paulo" Caderno Mercado Argentina ameaça bater EUA como 2º maior importador Vizinhos já superam americanos em alguns meses na compra de itens brasileiros Para Rubens Ricupero, produções argentina e brasileira se tornaram mais concorrentes do que complementares Diz a anedota que, no início do século passado, o barão do Rio Branco falou a diplomatas argentinos que eles não poderiam esperar o mesmo tratamento dado aos norte-americanos, que compravam mais trigo do Brasil. No mês passado, a situação se inverteu. A Argentina ficou com 9,2% das vendas do Brasil ao exterior (ante 8,9% dos norte-americanos) e ameaça se tornar o segundo maior mercado comprador dos produtos brasileiros -a China é o primeiro. De dezembro para cá, o Brasil vendeu em três meses mais para a Argentina que para os EUA, algo impensável em outros anos. Em 2002, por exemplo, um quarto das exportações brasileiras foram para os EUA, enquanto 4% tiveram como destino o país vizinho, que vivia grave crise, com queda de 10,9% no PIB. Mas, mesmo depois que a economia argentina melhorou, os EUA mantiveram sempre boa vantagem. Esse cenário, porém, foi sendo corroído aos poucos pela China, que, em 2009, ganhou o posto de maior importador brasileiro. De 25%, em 2002, a exportação aos EUA foi reduzida a 10% em 2009. Enquanto isso, as vendas para a Argentina ficaram praticamente estáveis, oscilando em torno de 8% e 9%. CRISE GLOBAL O professor Antônio Correa de Lacerda, da PUC-SP, afirma que a situação se relaciona com a recuperação frágil dos Estados Unidos e da Europa após a crise. "A tendência é que não só a Argentina mas também outros países emergentes ganhem espaço na pauta de exportações brasileiras." O embaixador Rubens Ricupero tem dúvidas de que a Argentina se manterá como segundo maior comprador do Brasil. A China tem ampliado as vendas para o país vizinho e, segundo Ricupero, nos últimos anos, as produções argentina e brasileira se tornaram mais concorrentes que complementares. Os dois países são grandes exportadores de commodities, e a Argentina está buscando a reindustrialização após sucessivas crises. "Os argentinos dizem que não querem trocar trigo por aço. E que não querem ser a granja da América do Sul", afirma o embaixador. Para ele, uma relação comercial mais profícua depende de um aprofundamento do Mercosul, com a criação de órgão de solução de controvérsias e maior integração das cadeias produtivas. PERSPECTIVAS Segundo relatório do Morgan Stanley, a Argentina caminha para ser um dos países com maior crescimento na América Latina neste ano. A análise do banco aponta o aquecimento da economia brasileira como uma das razões mais importantes para a recuperação do país vizinho após a crise internacional. "A recuperação das exportações agrícolas e industriais para o Brasil é um importante motor da expansão argentina", diz o relatório. Os outros fatores são a demanda por commodities no mercado internacional e o avanço do consumo interno. Jornal "Jornal do Brasil" 1º Caderno Brasil e China: a ascensão econômica Notícias veiculadas pela mídia internacional, na segunda quinzena de agosto, confirmaram o que já se suspeitava: a China superou o Japão em termos de PIB nominal e, consequentemente, converteu-se na segunda economia mundial. De sua parte, o Brasil, o gigante sul-americano, desbancou a Espanha do oitavo lugar que ocupava na lista das nações mais ricas do globo. Certamente, isto não causou grande surpresa entre os analistas internacionais, haja vista que os dragões orientais e o portentoso país tropical consolidaram e potencializaram seus crescimentos de forma veemente, ativa e fecunda, enquanto as tradicionais potências econômicas mundiais se mantêm mergulhadas em preocupante crise, algumas tendendo para uma fase aguda e galopante Isso evidencia claramente o bom e próspero momento que vivem os dois países emergentes: China e Brasil. A privilegiada posição alcançada pela China, superada apenas pelos Estados Unidos, é uma conquista de 30 anos de dinamismo de um estranho mix entre o duro regime comunista chinês associado a um permissivo liberalismo comercial, contrastando com os profundos problemas que afligem a economia nipônica. Os ritmos do "velho dragão chinês" são simplesmente impressionantes: há cinco anos sua economia era a metade da japonesa e, hoje, atingiu o patamar de maior exportador global, maior consumidor de energia e, o que é fantástico, a que conseguiu tirar o maior número de pessoas da extrema pobreza. A China tem sido escrava de sua demografia. Ao dividir o seu portentoso PIB entre o número de habitantes, atinge níveis ir risórios, semelhantes ao de alguns países da África Subsahariana e da América Central. Entretanto, isto faculta aos dirigentes do Partido Comunista chinês tirar proveito dessa situação, utilizando o discurso de "nação subdesenvolvida" para não assumir compromissos próprios das grandes economias, como, por exemplo, no que concerne à redução do nível emissões contaminantes do planeta. O envelhecimento de sua população, a escassez de mão de obra jovem e o baixo nível de consumo doméstico impõem limites para que o vigoroso deslanchar da economia chinesa mantenha o crescimento de dois dígitos, que tem registrado até o presente momento. Tudo isto sem incluir as profundas diferenças entre as regiões ricas e industrializadas e o interior ocidental pobre e rural, ademais do crescente dano ambiental. Em contrapartida, contar com uma classe média chinesa dede pessoas – ou seja, do tamanho da população estadunidense –, sem voz ativa nem voto, gera, como corolário, no campo político, fortes pressões ao sistema comunista vigente, através de protestos e dissidências. No que tange à política externa, transformar-se na segunda economia do planeta consequentemente incrementará a exigência internacional para que a China exerça um papel de ator mais ativo e protagônico nos assuntos internacionais, principalmente na abordagem do tema direitos humanos. Em nível regional, o Brasil vem confirmando, gradualmente, sua condição de potência em desenvolvimento e país emergente. Com uma economia bastante diversificada em indústrias e exportações, desde commodities até aeronaves, passando pela agricultura, ademais de um sólido consumo interno, o portentoso país sul-americano parece não ter sentido a crise, e estima-se que crescerá este ano no entorno de 8%. As multinacionais existentes no Brasil estão se expandindo a outros países, enquanto que a inversão estrangeira no país aumenta consideravelmente. Estimase que firmas chinesas investirão 12 bilhões de dólares na economia brasileira. Indubitavelmente, este protagonismo vivenciado pelas economias globais, exigirá um drástico reordenamento geopolítico, em nível mundial. Nesse processo, Brasil e China têm muito a colaborar servindo de paradigma às economias ditas de primeiro mundo Jornais dos Países Membros do Mercosul Uruguai "La República" Caderno: Política Mujica y Cristina. Dos reuniones anuales entre los presidentes En el marco de una nueva relación diplomática entre Uruguay y Argentina, que se rubricó ayer con el acuerdo alcanzado para realizar el monitoreo conjunto de UPM y todo el río Uruguay, los presidentes Mujica y Fernández mantendrán al menos dos reuniones anuales con la finalidad de dar "impulso a la vinculación entre ambos países". Luego de la firma del acuerdo, el canciller Luis Almagro dijo en rueda de prensa que el pacto entre ambos países significa un "paso muy fuerte hacia adelante para terminar de saldar el tema". Por su parte, el canciller argentino, Héctor Timerman, ratificó lo expresado por Almagro, y expresó su "alegría" por haber culminado un proceso que definió como "largo e importante, que lleva al control medioambiental del río Uruguay, frontera entre ambas naciones". Timerman dijo que este acontecimiento se convertirá en un "hito del cuidado del medioambiente, instancia que será motivo de elogios por parte de todas las organizaciones dedicadas a su cuidado". El jerarca argentino rectificó que el próximo jueves, la CARU pondrá en funciones al Comité Científico, y remarcó que se firmó la "totalidad de lo acordado en Anchorena, situación que le brinda un gran impulso a la unión entre ambas naciones". Timerman aseguró que los cancilleres de ambos países se reunirán cada 60 días para tratar temas de la agenda bilateral. Por su parte, los vicecancilleres establecerán un "sistema de consultas, que dará lugar a que el gabinete completo de ambas naciones se reúna, con el objetivo de llevar adelante temas que hacen a dos países hermanos". Al mismo tiempo, aseguró que los presidentes José Mujica y Cristina Fernández establecerán "un número mínimo de dos reuniones que mantendrán anualmente". Estas instancias "le otorgarán un gran impulso a la vinculación entre ambos países, como lo sostienen las ideas rectoras de ambos gobiernos", dijo. Venezuela "El Universal" Sección: Internacional Santos centrará su visita a Brasil en la expansión comercial Lula recibirá al mandatario colombiano el miércoles Bogotá.- Colombia busca no sólo incrementar el comercio con Brasil, sino también el diálogo político con ese país, afirmó la canciller María Angela Holguín al referirse a la visita esta semana a Brasilia del presidente Juan Manuel Santos. Santos partirá hoy rumbo a Brasilia en su primer viaje oficial desde que asumió la Presidencia el 7 de agosto pasado, informó AP. El viaje es en respuesta a una invitación personal de Lula al mandatario colombiano, dijo la canciller Holguín. "Su primera salida de Presidente en ejercicio es una visita a un socio estratégico, a un socio muy importante para Colombia", indicó la ministra desde la Cancillería. Queremos, añadió, "incrementar el flujo, no solamente a nivel del diálogo político, sino a nivel comercial, a nivel de inversiones y creemos que Brasil, por su importancia estratégica internacional, es un gran socio para Colombia'', aseguró Holguín, quien, junto al ministro de Defensa, Rodrigo Rivera, forma parte de la comitiva oficial colombiana que viaja a Brasil. La ministra dijo que Santos y Lula, quienes mantendrán una reunión bilateral en Brasilia mañana, firmarán ocho distintos acuerdos de cooperación, entre ellos uno relativo a la cooperación en materia policial para la interdicción de narcóticos. Santos también tiene previsto entrevistarse de forma separada con los candidatos a la Presidencia de Brasil vía los comicios del 3 de octubre, la oficialista Dilma Rousseff, el opositor José Serra y la aspirante del Partido Verde, la ex ministra del Medio Ambiente Marina Silva, según la agenda oficial divulgada por la Cancillería. El presidente Lula es visto como uno de los articuladores en el acercamiento de Venezuela hacia Colombia a inicios de mes, cuando estuvo en Caracas y al día siguiente en Bogotá para los actos de posesión de Santos. De acuerdo con el Ministerio de Comercio Exterior colombiano, la corriente comercial entre los dos países fue de unos 2.700 millones de dólares al cierre del 2009, con un superávit para Brasil que exportó a Colombia bienes por unos 2.100 millones de dólares, e importó productos colombianos por 570 millones de dólares.

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