sábado, 15 de junho de 2013

O Mercosulino 13/05/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

13.05.2010 Jornal "Folha de S. Paulo" Caderno: Dinheiro Brasil pode retaliar se Argentina impuser barreiras, diz ministro DA SUCURSAL DE BRASÍLIA O ministro Miguel Jorge (Comércio Exterior) disse ontem que o Brasil poderá retaliar comercialmente a Argentina, caso aquele país proíba a importação de alimentos que têm similares produzidos localmente. "Estamos trabalhando, o embaixador brasileiro está tendo várias reuniões para evitar que [a proibição] aconteça. Temos um fluxo importante de alimentos." Preocupado com a possibilidade de mais barreiras, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) ordenou que o embaixador brasileiro na Argentina, Ênio Cordeiro, elevasse o tom. Segundo o Itamaraty, Cordeiro se encontrou ontem à tarde em Buenos Aires com o subsecretário de Integração Econômica da Argentina, Alfredo Chiara, para repassar o recado do governo brasileiro. Miguel Jorge disse que o governo não foi notificado oficialmente de nenhuma decisão argentina e lamentou que o assunto seja anunciado pelos jornais. Apesar de ainda não confirmados, os rumores de novas medidas protecionistas por parte das autoridades argentinas acenderam a luz amarela no governo, que busca recuperar mercados para as exportações em ano de forte aumento das compras brasileiras no exterior. Ao longo de 2009, o Brasil já havia encontrado dificuldades em exportar para a Argentina, devido a imposição de licenças não automáticas para a entrada de mercadorias de diversos setores, cujas liberações demoravam até quatro meses. Mas, no primeiro quadrimestre, as vendas para a Argentina aumentaram 58,5% ante o mesmo período de 2009, totalizando US$ 4,8 bilhões. Entre os principais produtos exportados estão veículos, máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos. Jornal "Correio Braziliense" Caderno: Economia Argentina radicaliza País vizinho manda fechar as fronteiras com o Brasil, impedindo a entrada de produtos alimentícios que tenham similares fabricados lá. Caminhões fazem filas nas aduanas. A tensão é grande e há risco de tumultos. Itamaraty cobra explicações Victor Martins Viviane Vaz O governo da Argentina decidiu radicalizar. Sem qualquer aviso prévio, o secretário de Comércio Interior, Guilhermo Moreno, mandou fechar as fronteiras de seu país com o Brasil, impedindo a entrada de produtos alimentícios brasileiros que tenham similares fabricados em terras argentinas. Dezenas de caminhões oriundos do Brasil estão impedidos de ultrapassar as linhas que separam os dois países. Moreno está recorrendo à vigilância sanitária para justificar a proibição de importação. A tensão nas fronteiras é grande. E há ameaça de tumulto nas aduanas. Segundo Mário Gaspar Sachi, argentino radicado no Brasil e professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), está tudo parado nas fronteiras com a Argentina. "Cada vez que falo com amigos ou parentes, todos choram por conta dos problemas gerados pelo governo. Moreno, que é secretário de Comércio, tomou para si o papel da vigilância sanitária. Sem nenhuma justificativa legal, está vetando as importações", relatou. Entre os produtos sem permissão para entrar no país vizinho estão o milho, tomate e carnes suína e de aves. Se os argentinos insistirem no conflito, podem sair no prejuízo. No primeiro trimestre, o Brasil vendeu para os vizinhos US$ 81 milhões em alimentos. Em contrapartida, eles venderam para cá US$ 190 milhões. "Os exportadores de lá estão com medo de o Brasil fechar as portas para eles e já estão protestando contra a medida descabida. Os supermercadistas também estão revoltados. A produção de lá é pequena e não é suficiente para abastecê-los", afirmou Sachi. O Itamaraty garantiu que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, está acompanhando com preocupação esses relatos e instruiu diplomatas a reiterarem a preocupação do governo brasileiro sobre o assunto. O embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro, se encontrou ontem com Alfredo Chiaradia, subsecretário de Assuntos Econômicos da Argentina para debater o tema. O número :US$ 190 milhões - Total de alimentos exportados pela Argentina para o Brasil no primeiro trimestre deste ano Jornal "Valor Econômico" Caderno: Política Dilma defende retaliação contra Argentina Sérgio Bueno, de Porto Alegre Num dia dedicado a entrevistas a emissoras de rádio e televisão em Porto Alegre, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, defendeu ontem a imposição de retaliações comerciais contra a Argentina, que anunciou a proibição, a partir de primeiro de junho, da importação de alimentos brasileiros que tenham similares produzidos no país vizinho. Para ela, a decisão do governo argentino foi "agressiva" e sequer foi comunicada formalmente ao Brasil. "Se existe - e existe - pela Organização Mundial de Comércio e pelo Mercosul a possibilidade de retaliar uma medida tão agressiva como esta que foi tomada contra o Brasil, ela tem de ser respondida", afirmou Dilma. Segundo a ex-ministra da Casa Civil, o Brasil deve ter neste caso a mesma "posição firme" que adotou na disputa na OMC contra os subsídios à produção de algodão nos Estados Unidos. A pré-candidata falou a emissoras da RBS, afiliada da rede Globo, ao grupo Record, e reuniu-se com as direções das duas empresas. Na RBS, defendeu a política de alianças do governo Luiz Inácio Lula da Silva como uma questão de "governabilidade e responsabilidade política perante a nação" e afirmou que não se sente constrangida em ter o apoio de figuras antes criticadas pelo PT, como o senador José Sarney (PMDB-AC). Segundo ela, as coalizões são feitas em torno dos programas do partido, especialmente o "crescimento com distribuição de renda". Dilma também defendeu o "multilateralismo" adotado pelo governo Lula nas relações comerciais internacionais e a política de "reduzir os conflitos" e atuar como elemento de "estabilização" em situações críticas, inclusive na questão do desarmamento nuclear do Irã. Ela ainda reafirmou sua posição contrária às invasões de terras e prédios públicos como instrumento de pressão pela reforma agrária e defendeu a regionalização dos índices de produtividade das propriedades rurais para fins de definição das áreas desapropriadas. A ex-ministra evitou assumir posições definitivas em questões sobre o aborto, a extradição do italiano Cesare Battisti e o reajuste de 7,7% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo, aprovado pela Câmara dos Deputados. Para ela, o aborto é uma "violência contra a mulher", mas trata-se de uma questão de "saúde pública", regida por lei, nos casos de estupro e risco de vida. Ela disse ainda que não tinha como avaliar o impacto do aumento dos aposentados e do fim do fator previdenciário nem dispunha de detalhes para opinar sobre qual deveria ser a decisão do presidente Lula em relação à extradição de Battisti, condenado por terrorismo na Itália. Caderno: Especial Por genéricos, Brasil e Índia abrem disputa na OMC contra europeus De Genebra Brasil e Índia deflagraram ontem uma ofensiva na defesa de remédios genéricos, abrindo disputa contra a União Europeia (UE) na Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil prepara uma ação também na Assembleia Mundial da Saúde na semana que vem. Brasília e Nova Déli acusam Bruxelas de manter uma legislação que já permitiu à Holanda e outros países europeus confiscarem genéricos em trânsito para países em desenvolvimento, violando o direito, pelas regras da OMC, que toda nação tem de importar esses remédios, que são mais baratos e estão livres de patentes. A primeira carga de remédios foi apreendida em 2009, procedente da Índia, que seguia à América Latina, depois de queixas feitas por farmacêuticas europeias que detêm as patentes na Europa, mas não nos países produtores. O Brasil diz que um genérico, Losartan, para hipertensão, que trataria 300 mil pessoas durante um mês, não chegou ao país. A Índia reclamou de mais duas apreensões. O embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, disse que as autoridades de saúde no Brasil constataram que os importadores estão trazendo genéricos por outros caminhos, em vez da Europa, o que encarece o produto. Essa incerteza e custo maior no trânsito de genéricos parece ser a estratégia de multinacionais, julga Azevedo. Ainda mais num cenário em que vários remédios produzidos por grandes laboratórios, gerando US$ 30 bilhões em vendas anuais, vão perder suas patentes nos próximos anos, e a produção de genéricos deve aumentar. Outras fontes dizem que a ação europeia pode criar um precedente para apreensões de outras mercadorias no futuro, também sob o pretexto de não terem patente ou serem suspeitos de falsificação. A UE prometeu que seus países não usariam mais a legislação que permite o confisco. Mas essa promessa foi considerada insuficiente. O prazo para as consultas na OMC é de 60 dias. Se persistir o confronto, será pedido o estabelecimento de um "painel" (comitê de especialistas) para examinar a conformidade da legislação europeia com as regras internacionais. Também por causa das apreensões, o Brasil apresentará proposta na Assembleia Mundial da Saúde, semana que vem, para a Organização Mundial da Saúde (OMS) manter o foco contra falsificação de remédios no âmbito da saúde pública e não procurar estendê-lo para questões comerciais. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, acusa "uma tentativa pelos detentores de patentes de fazer confusão entre falsificação e contrafação". Ele estima que uma ação firme na OMS precisa ser tomada, ainda mais que a produção de genéricos no Brasil tende a aumentar consideravelmente. De cada 100 unidades vendidas no país, 20 são de genéricos. Em valor, eles representam entre 15% e 18% do mercado, o que significa fatia de negócios superior a R$ 4 bilhões. "O potencial para crescimento no Brasil é enorme, quando se considera que nos EUA os genéricos tem 50% do mercado e nos países nórdicos 70%", afirmou. "Com a expiração de muitas patentes em 2010 e 2011, a produção aumentará muito no Brasil." Ele confia que o Supremo Tribunal Federal rejeitará demandas dos laboratórios para estender as patentes, como ocorreu no caso recente do Viagra. A ação na OMS será comandada pela embaixadora brasileira na ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevedo, que articula apoio de outros países. América do Sul, Índia e vários países em desenvolvimento defendem a proposta. A indústria farmacêutica acompanha com prudência o confronto com a UE na OMC. Antonio Brito, presidente da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisas (Interfarma), nota que na Índia uma parte da indústria é moderna, mas outra não tem sequer 1% de controle pelo governo. As suspeitas em São Paulo são de que muitos remédios falsificados procedem da Índia via Paraguai. "Nosso problema não é com a Índia, mas de como se evitar falsificação de remédios", disse Brito. Já Guimarães nega a existência de grandes apreensões de medicamentos falsificados no país. "Se tivesse isso, a imprensa teria noticiado." (AM) Mercosul e UE já preparam reunião Assis Moreira, de Genebra A União Europeia (UE) e o Mercosul deverão ter no fim de junho ou começo de julho a primeira reunião do pós-relançamento da negociação do acordo de livre comércio birregional, na prática ignorando a oposição da França ao entendimento. A vontade entre os dois blocos é de avançar rapidamente. Se isso vai ocorrer, é outra história. A França, peso-pesado da cena europeia, atraiu nove países para espernear contra a retomada da negociação e mais ainda contra a possibilidade de um acordo, que vê como desastroso para a combalida agricultura europeia. A questão agora é se o presidente Nicolas Sarkozy terá coragem de criar confusão na Cúpula UE-Mercosul, prevista para relançar a negociação, na segunda-feira em Madri. Se os franceses se opuserem, o problema será entre os europeus, porque o Mercosul já disse que está pronto para negociar. A França faz mais barulho, mas a maioria dos 27 países europeus está a favor e quer o acordo com o Mercosul. E são países como a Alemanha, Grã-Bretanha, Itália e a própria Espanha que, silenciosamente, estão dando as cartas. Por isso a Comissão Europeia aceitou relançar a negociação em Madri. A primeira reunião entre os dois blocos, a ter a data confirmada, vai definir o calendário da fase final da negociação. Se Bruxelas não colocar ofertas na mesa, restará ao Mercosul tirar as consequências. Em todo caso, no mesmo dia os franceses vão mobilizar ministros de Agricultura, em Bruxelas, na segunda-fera, para exigir da UE estudo sobre o impacto de um acordo. Certos negociadores consideram que, enfim, os franceses "rasgaram a máscara" e mostram quem é realmente o obstáculo ao acordo. A mensagem da França na prática é de que a UE já concedeu demais na negociação de Doha, na Organização Mundial do Comércio (OMC), e não tem mais a oferecer na negociação birregional. O problema é sobretudo no setor de carnes, onde o Mercosul, e especificamente o Brasil, tem peso preponderante. Nada menos de 82% da carne bovina importada pela UE vem do bloco do Cone Sul e 64% no caso da carne de frango. Das exportações de € 2,3 bilhões no ano passado com carnes para o mercado europeu, o Brasil obteve € 1,5 bilhão. Na OMC, pela proposta que resta na mesa de uma negociação que ninguém sabe quando será terminada, a UE deverá oferecer cota (com tarifa menor) entre 250 mil a 330 mil toneladas de carne bovina, grande parte dela para o Brasil e Argentina. Para ter uma ideia das dificuldades na negociação birregional, o Mercosul pediu em 2006 cota de 300 mil toneladas para carne bovina e na ocasião Bruxelas acenava com 150 mil toneladas. Bruxelas já indicou que UE e Mercosul ganhariam, cada, € 4,5 bilhoes por ano a mais, com a liberalização birregional. Mas a França alega que um entendimento com o Mercosul será catastrófico para Irlanda, Luxemburgo, Reino Unido, Bélgica, Áustria, Eslovênia, França e Suécia, no caso de carne bovina. E para Hungria, Chipre e Polônia no setor de aves. Ontem, os países que se juntaram aos franceses foram a Irlanda, Grécia, Hungria, Áustria, Luxemburgo, Polônia, Finlândia, Romênia e Chipre. A situação está mais difícil em meio à crise. A Grécia, à beira da falência, aderiu aos protestos contra um acordo com o Mercosul. O comunicado para o encontro dos líderes da UE-Mercosul não estabelecerá prazo para concluir a negociação. Mas os espanhóis chegam a falar em fechar o acordo até dezembro, o que parece difícil no atual contexto político da Europa. Jornal "O Estado de S.Paulo" Caderno: Vida País abre disputa com EU por genérico Apreensões de remédios em trânsito, sob justificativa de proteção à propriedade intelectual, motiva discussão entre as nações Jamil Chade/Genebra, Lígia Formenti/Brasília comércio de genéricos levou o Brasil a iniciar na Organização Mundial do Comércio (OMC) uma disputa contra a União Europeia (UE) e a Holanda. É uma reação às apreensões de medicamentos em trânsito no território europeu sob a justificativa de que eles ferem direitos de propriedade intelectual. Na prática, a ação policial da EU representa uma ameaça ao acesso a remédios que estão livres de patente. A decisão brasileira – "pedido de consultas" – foi tomada após uma no de negociações fracassadas e pode representar o primeiro passo para abertura de um painel na OMC, como a ação é chamada no jargão diplomático. A discussão teve inícioemdezembrode2008, coma apreensão no porto de Roterdã, na Holanda, de uma carga de Losartan,indicado para hipertensão, que estava a caminho do Brasil.Vendido pelo fabricante indiano Dr. Reddy’s à empresa nacional EMS, o Losartan é livre de patente no Brasil e na Índia. Autoridades holandesas alegavam que o remédio era protegido por patente no seu território, argumento suficiente para apreendera carga,segundo regulamento da UE datado de 2003. O Brasil não foi o único a ter remédios em trânsito apreendidos. Até o antirretroviral abacavir, comprado pela Unitaid, agência humanitária internacional, para ser encaminhado para a Nigéria, foi retido. Pelas contas do Grupo de Trabalho Sobre Propriedade Intelectual (Rebrip), foram apreendidos pelo menos 15 carregamentos de genéricos destinados a países da América Latina entre 2008 e 2009, com base no regulamento europeu. O Itamaraty interveio, mostrando preocupação com a regulamentação da UE." Apesar de todos esses esforços,o regulamento da UE 1.383/2003, fundamento legal para as apreensões, permanece inalterado, causando insegurança jurídica e aumento de custos dos medicamentos", diz nota divulgada ontem pelo Itamaraty. Para evitar apreensões, a EMS, por exemplo, mudou a rota dos remédios comprados no exterior. A ação brasileira não se resumirá à OMC. O Brasil se prepara para ingressar na próxima semana em nova frente de defesa do comércio de genéricos, desta vez na Organização Mundial da Saúde.Um dos temas discutidos durante a Assembleia Mundial de Saúde será medicamentos contrafeitos, termo usado para remédios que desrespeitam direito de marca,masque nos últimos anos começou a ser usado também para designar falsificados ou piratas. Algo que permitiu a apreensão do Losartan. Barreiras. Países em desenvolvimento enxergam na discussão, que parece ser meramente técnica,ameaça de novas barreiras para acesso a remédios. "O emprego equivocado do termo induz ao entendimento de que genéricos são contrafeitos", disse o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães. Para ele, a OMS não deve incorporar termos relacionados à propriedade intelectual e se concentrar na proteção à saúde. "Grandes empresas farmacêuticas atuam em várias frentes para tentar barrar o trânsito e o acesso a genéricos. O assunto está presente na OMC, na OMS, em acordos bilaterais, algo que muito nos preocupa", afirma Gabriela Chaves, da ONG Médicos Sem Fronteiras. Em uma das ações contra a ofensiva de países ricos e das grandes farmacêuticas, a Rebrip ingressa hoje no Tribunal dos Povos, acusando a UE de violar os direitos humanos à saúde e à vida das populações de países atingidos pelas apreensões de medicamentos nos portos europeus. "Há um uso de obstáculos ilegais, ilegítimos ao acesso de remédios", diz a advogada da Rebrip, Renata Reis. "Uma condenação no tribunal émoral, mas o importante é que esse tema esteja presente, que população esteja atenta ao risco de retrocesso Caderno: Economia & Negócios Miguel Jorge alerta que País pode retaliar a Argentina Leonardo Goy/Brasília Ariel Palacios/Buenos Aires Raquel Landim/São Paulo O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, admitiu ontem que o Brasil pode retaliar a Argentina por impedir a importação de produtos alimentícios similares aos produzidos localmente. Questionado por repórteres sobre se poderia haver retaliação, Miguel Jorge respondeu: "Claro". O ministro não detalhou que medidas o governo brasileiro pode vir a tomar. Segundo uma fonte, a ideia é retaliar em alimentos similares aos que forem atingidos. Jorge confirmou que há caminhões brasileiros parados com alimentos na fronteira. Segundo ele, desagradou ao governo brasileiro o fato de não ter havido, até a noite de ontem, comunicação oficial de Buenos Aires sobre o tema. "Preocupa o fato de sabermos por uma ordem verbal, uma decisão extemporânea." Explicações. Ontem, Brasil e União Europeia pediram, formalmente, explicações às autoridades argentinas. O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, informou por meio de sua Assessoria de Imprensa que está "preocupado". A UE pediu ao governo da presidente Cristina Kirchner que não implemente as medidas anunciadas. Amorim orientou o embaixador em Buenos Aires, Ênio Cordeiro, a manifestar a preocupação do Brasil. Cordeiro se reuniu com o subsecretário de Comércio e Relações Internacionais da Argentina, Alfredo Chiaradia. Na sexta-feira passada, o secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, informou aos supermercadistas do país que, a partir de primeiro de junho, está proibida a venda de alimentos processados importados que rivalizem com similares nacionais. Para a União Europeia, "tais restrições, se forem concretizadas, seriam incompatíveis com as normas da OMC e com os compromissos assumidos pela Argentina no marco do G-20". A delegação europeia sustenta que "sendo a Argentina um grande exportador de alimentos, tais medidas são inexplicáveis a poucos dias do relançamento das negociações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul". Segundo a UE, "as negociações que a Argentina estimulou tinham por objetivo aumentar os fluxos de importação e de exportação entre as partes". Jornais dos Países Membros do Mercosul Argentina "Clarin" Editorial Riesgosa medida contra el comercio La decisión del Gobierno de obstruir la venta de alimentos importados es otro paso equivocado en el tratamiento de la inflación y va a crear conflictos con socios comerciales y eventualmente en la Organización Mundial del Comercio (OMC). La semana pasada el secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno, dio a conocer la decisión de impedir la venta de productos alimenticios importados que compitan con similares nacionales. Esta medida no beneficiará a los fabricantes nacionales ni reducirá la inflación, porque los alimentos importados representan un 3% de la oferta del rubro en los supermercados y, seguramente, mucho menos en los negocios chicos cuya clientela son principalmente consumidores de bajos ingresos. Pero sí puede tener consecuencias sobre las relaciones comerciales porque, países que exportan a la Argentina ya están presentando quejas al Gobierno y pueden tomar medidas de contrapartida que afectarán a exportaciones locales. En última instancia, pueden dar lugar a reclamos por discriminación ilegal en la OMC. El Gobierno realiza habitualmente violaciones de normas y contratos que tienen serias consecuencias en las percepciones y expectativas locales. El impacto de la restricción a la venta de productos extranjeros trascenderá las fronteras y contribuirán a deteriorar la confiabilidad del país en el exterior y a complicar las relaciones comerciales, incluso en en el Mercosur. La decisión de restringir la venta de alimentos importados no beneficiará a las empresas ni reducirá la inflación, pero afectará las relaciones comerciales y la confiabilidad del país. Argentina suma fricciones con sus tres principales socios comerciales Por: Daniel Fernández Canedo Guillermo Moreno frena la importación de alimentos, deja pintado al ministro de Economía y ratifica la vigencia de la política del manejo discrecional. No hay una norma escrita, sino presiones oficiales sobre supermercadistas y productores para que no compren alimentos. La industria no sabe a qué regla atenerse y plantea que esa política no tiene sentido ya que la Argentina exporta diez veces más alimentos de los que importa, y que las represalias pueden ser serias. Sólo es necesario repasar que hoy la Argentina tiene fricciones con sus tres principales socios comerciales: Brasil, Europa y China. Amado Boudou avaló esta política diciendo que en materia de comercio internacional no se puede ser "bueno", como si la estrategia de exportar e importar se tratase de una cuestión sentimental. Este año, probablemente el superávit comercial del país supere los US$ 15.000 millones por lo cual no cabe pensar que Moreno frena importaciones porque no quiere gastar reservas del Banco Central para pagar choclos brasileños o aceite de oliva español. Probablemente la mano ejecutora de Moreno responda a la idea de la Casa Rosada de empujar la producción del alimentos que en la primera parte del año no dio el salto que tuvieron otros sectores. Pero los números no lo justifican. En el primer trimestre, las exportaciones argentinas al Mercosur a Europa y a China sumaron US$ 7.250 millones, una cifra que bien vale evitar una pelea. ¿Todo será porque el Gobierno prevé un fuerte repunte de las importaciones a partir de la política del dólar anclado? La apuesta oficial es a que el dólar se quede en torno de $3,89 hasta fin de año. Y con un costo de vida subiendo al 20% anual, la inflación en dólares local estaría en los primer puestos del ranking mundial. En lo interno, Moreno despliega su estrategia de la misma forma que lo hizo con la manipulación de los índices del INDEC en el convencimiento de que si no hay medidas firmadas ni lanzamientos oficiales, los cambios pasan desapercibidos. Pero la economía no cree en esas supuestas reglas de la política. Como ejemplo, basta considerar un informe de la Unión de Bancos Suizos sobre la Argentina que comenzó a circular esta semana. El título traducido del estudio es "Argentina: lo bueno, lo malo y lo horrible" y encierra algunas recomendaciones para los inversores. Entre lo bueno, destaca el crecimiento. Para este importante banco suizo, que remarca el desempeño del sector agropecuario, la economía crecerá este año 5,2% y la cifra oficial podrá ser mayor dada la inflación no asumida por el Gobierno. En el capítulo de "lo malo", menciona el deterioro fiscal y la inflación y pone el acento en que las recientes decisiones oficiales sobre la expansión del gasto público no le permiten ser optimistas. Dice que el Gobierno ahora no busca achicar el déficit sino que toma dinero del Banco Central para financiarse. Sobre ese punto le recomienda a los inversores "estar muy atentos". Y, por último, menciona "lo horrible", donde sostiene que la falta de políticas públicas para combatir la inflación y el déficit puede conducir a una espiralización inflacionaria. Hasta ahora la respuesta oficial a esos llamados a atención descansa en la calma del precio del dólar y el congelamiento de algunas tarifas domiciliarias de servicios públicos que el Gobierno compensa con subsidios. Por lo demás, el freno a la inflación no aparece en los primeros puestos del ranking de preocupaciones oficiales. Sólo basta considerar que el gasto público crece a una tasa del 38% anual y los fondos de la ANSeS y las ganancias del Banco Central son combustibles muy utilizados para darle más cuerda a la expansión del consumo interno. Pero la inflación pasa las facturas más dolorosas. Hasta la medición del INDEC sobre el costo de vida refleja los problemas. Según el relevamiento oficial, la canasta básica alimentaria -que establece la línea de la indigencia- subió casi 20 por ciento en un año. Ese aumento es diez puntos menor al que midieron los estudios privados de economía, pero marca el golpe al bolsillo de los que menos tienen. Son pocos los trabajadores en negro que lograron aumentos de 20% en el último año y, desde ya, mucho menos aún los desocupados. Se pueden ocultar datos. También evitar dar definiciones o esconder las estrategias. Pero la economía siempre saca a flote las consecuencias. Sección: El Pais Bronca en la aduana de Uruguayana En la frontera con Brasil hablan de pérdidas de dinero y de puestos de trabajo.Por: Alfredo Zacarías La decisión del secretario de comercio argentino, Guillermo Moreno, de bloquear la importación de productos alimenticios provenientes del Brasil, ha generado preocupación y enojo en Uruguayana, del otro lado de la frontera, donde los transportistas se quejan de los viajes programados y suspendidos ahora a la Argentina, y los industriales de las perdidas que -aseguran- podría llevar incluso a la desaparición de fuentes de trabajo. El principal escollo con el que chocan los empresarios en Brasil es la falta de información, ya que no hay certezas de qué productos pueden ingresar a la Argentina y qué productos no. Saben por ejemplo que las conservas han quedado dentro de las restricciones. Es que no hubo hasta ahora una notificación formal del Gobierno argentino a su par del Brasil. Ayer, el diario Zero Hora, el de mayor tirado del Estado de Río Grande do Sul, reveló que están varadas y lista para ser embarcadas 7 millones de latas de maíz en conserva, carga con la que se llenarían llenar cien camiones. Oderich, la fábrica donde debieron suspender el embarque, alcanzó exportaciones a la Argentina por 2 millones de dólares trimestrales. "Si la restricción se confirma, comunicada verbalmente por el secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno, a los supermercados de Argentina, habrá pérdidas de puestos de trabajo y puede afectar a los productores" dijo Mark Oderich, director comercial de la compañía, quien asegura que "el sector se verá afectado por la política terrorista impuesta por la Argentina". El mismo diario brasileño, de fuerte penetración en la zona sur del Brasil, dijo que también están frenadas exportaciones a la Argentina de carne de cerdo por valor de 1 millón de dólares mensuales. En la zona fronteriza de Paso de los Libres -Uruguayana y Santo Tomé- Sao Borjas, la actividad es normal. No se ven colas de camiones varados y el flujo del transporte es normal. Pero la queja de los transportistas se escucha por donde uno quiera y no es difícil conseguir quejas contra la conducta argentina. "Hay muchos productos que están listos para ser embarcados hacia nuestros clientes en la Argentina, pero al no tener precisiones no queremos cargar y después sufrir pérdidas mayores varados en la frontera" dijo a Clarín el representante de una empresa de transporte en Uruguayana, ciudad por la que pasa necesariamente la mayor parte de las exportaciones a la Argentina. Unasur: Cobos también cree que Kirchner debe dejar su banca Dijo que tiene que "honrar" el cargo internacional, que es de tiempo completo. En un nuevo capítulo de la historia de cruces y desencuentros con el kirchnerismo, el vicepresidente Julio Cobos se pronunció a favor de que el ex presidente Néstor Kirchner renuncie a su banca de diputado para "honrar" su cargo de secretario general de la Unión de Naciones del Sur (Unasur). Mientras el ex presidente todavía explora cuál de los tres caminos posibles adoptar mientras ejerce en la Unasur (renunciar a la diputación, pedir licencia o, directamente, mantener ambas responsabilidades), Cobos se sumó su voz al reclamo de otros opositores. Dijo: "El compromiso de Unasur requiere dedicación exclusiva, entonces si él aceptó vía el apoyo que le dieron los presidentes de los países miembros, creo que tiene que honrar ese cargo con la dedicación exclusiva que el cargo merece". Así se expresó el vicepresidente de Cristina Kirchner tras visitar la sede de la DAIA, en el marco del 75 Aniversario de la entidad representativa de la comunidad judía. Además, Cobos habló de la carrera presidencial y aseguró que en "mayo o junio" del año próximo definirá si se presenta como candidato. Y confió en que se cumpla con el cronograma previsto, es decir que los postulantes se definan en internas abiertas y simultáneas en agosto de 2011. "Estoy de acuerdo con no hablar todavía de candidaturas", aseveró el titular del Senado. Curiosamente, lo mismo había dicho Kirchner el día anterior durante un acto en el conurbano bonaerense. En referencia al escenario electoral, estimó que Mauricio Macri "tiene las condiciones para ser candidato a presidente", aunque le pidió "mirar hacia adelante" y tener pruebas de la "responsabilidad" que le adjudica a la Nación por la causa judicial de las escuchas. Cobos fue recibido por el titular de la DAIA, Aldo Donzis, y firmó un documento "por el pluralismo y contra toda forma de discriminación" en el marco de la adhesión de la entidad al Bicentenario. "La Nacion" Sección: Política Nueva fricción con Uruguay por la pastera Nelson Fernández Corresponsal en Uruguay MONTEVIDEO.- En momentos en que la Argentina y Uruguay intentaban encauzar el conflicto sobre las plantas de celulosa, un planteo del gobierno de Cristina Kirchner generó otro cortocircuito en las relaciones. Salió a luz en Montevideo la sorpresa no grata de un planteo argentino para que el monitoreo del impacto ambiental se haga dentro mismo de la fábrica de UPM, ex Botnia. Para Uruguay eso excede el fallo de la Corte de La Haya y las potestades de la Comisión Administradora del Río Uruguay (CARU). En el fondo hay tranquilidad porque las decisiones en ese organismo son por consenso y, por lo tanto, se entiende que el planteo será rechazado. El canciller oriental, Luis Almagro, dijo que no había leído la iniciativa argentina, aunque subrayó que los planteos de cada país deben regirse por los "marcos de referencia" que estableció el fallo de la Corte Internacional de Justicia y por las potestades de la CARU. Uruguay entiende que el control debe realizarse sobre el impacto ambiental y que para eso no es necesario entrar en la fábrica. En el Parlamento, la ministra de Medio Ambiente, Graciela Muslera, reconoció que la Argentina pidió monitorear el funcionamiento de la planta de celulosa de UPM dentro mismo de la fábrica y dijo que el gobierno de Mujica analizará el planteo y responderá en breve. Almagro confirmó que los presidentes de ambos países se reunirán el 4 de junio en Uruguay, en la estancia presidencial de Anchorena que está en Colonia, frente a Buenos Aires. Agregó que la agenda está "bastante definida" y comprende los temas planteados por Mujica, como el dragado del canal Martín García y la navegabilidad del río Uruguay. Primer paso en Diputados para ratificar la creación de la Unasur Hubo un intenso debate sobre la elección de Néstor Kirchner como secretario general Gabriel Sued LA NACION La reunión en la que la Cámara de Diputados dio ayer el primer paso para formalizar la incorporación de la Argentina a la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) se convirtió en otro escenario de debate sobre la figura del ex presidente Néstor Kirchner, flamante secretario general del organismo regional. Si bien la Comisión de Relaciones Exteriores de la Cámara baja aprobó por unanimidad el dictamen favorable a la ratificación del tratado constitutivo de la Unasur, oficialistas y opositores discutieron durante más de dos horas sobre la designación de Kirchner, acordada el 4 del actual por once presidentes de la región. Pero pese a las intenciones de un sector de la oposición, el debate sólo quedó en catarsis antikirchnerista. Sin el respaldo del resto de los bloques no oficialistas, la Coalición Cívica (CC) debió retirar un proyecto de declaración en el que se manifestaba "enérgica oposición" a la elección del ex presidente. Tampoco tuvo éxito una iniciativa del oficialista Francisco Plaini, que proponía que la Cámara baja declarara su beneplácito por el nombramiento. "Estamos muy sorprendidos. No podemos creer que líderes políticos de la consistencia de Lula o de José Mujica hayan elegido a Néstor Kirchner. Se requiere transparencia y se elige a alguien sospechado por hechos de corrupción", dijo Fernando Iglesias, autor del proyecto de la CC. "Aunque no me canso de criticar a Kirchner, no creo que nos corresponda impugnar una decisión de los presidentes de América del Sur", sostuvo Eduardo Amadeo (Peronismo Federal), en línea con la postura de los radicales, de Pro y del Bloque Peronista, de Graciela Camaño. Los diputados del oficialismo presentes en la reunión hicieron fila para defender a su jefe político. "Quiero rechazar enfáticamente expresiones impropias y calumniosas del diputado Iglesias", dijo Luis Cigogna. "Poner en tela de juicio la designación de un argentino como presidente de la Unasur es ir en contra de los intereses nacionales", agregó. Matices en la oposición La oposición coincidió en recalcar que el cargo de secretario general de la Unasur requería dedicación exclusiva y en reclamar la renuncia del ex presidente a su banca de diputado. De todos modos, en ese punto también hubo matices. "Hay una incompatibilidad evidente. Un diplomático no puede ser un político en campaña. Deberíamos estar tratando la renuncia de Kirchner como secretario general de la Unasur o como diputado. Las dos cosas a la vez no puede ser", dijo Patricia Bullrich (CC). El jefe del bloque de Pro, Federico Pinedo, también pidió la renuncia de Kirchner a su banca, pero le dio tiempo. "Supongo que lo va a hacer; si no, vamos a reclamar que así lo haga", afirmó. Por ahora, la oposición no formalizó ningún pedido para que Kirchner abandone su banca. Entre los diputados opositores hay acuerdo en que Kirchner debería renunciar antes de que la Unasur termine el proceso formal de constitución. Para ello, al menos nueve países deben ratificar el tratado. El procedimiento podría demorar alrededor de dos meses. El oficialismo también expuso un argumento para rechazar el reclamo de la renuncia. "No hay una incompatibilidad desde el punto de vista de la Cámara de Diputados. Será la Unasur la que debe determinar si existe una incompatibilidad desde su perspectiva", opinó Cigogna. La ratificación del tratado de la Unasur, que aún debe pasar por el recinto en Diputados, requiere ser aprobada también por el Senado. Sección: Economía Enérgico reclamo de Europa por las barreras comerciales Calificó de "inexplicable" el freno a la importación de alimentos; Brasil analiza tomar represalias José Crettaz LA NACION La Unión Europea (UE) y Brasil respondieron en duros términos ayer al cierre de las importaciones de alimentos ordenada por la presidenta Cristina Kirchner por medio de su polémico secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno. Además, advirtieron que, de aplicarse tal como fue anunciada, la Argentina podría ser denunciada ante la Organización Mundial del Comercio (OMC). En un comunicado, la UE confirmó que "interpeló formalmente a las autoridades argentinas a propósito de las restricciones a la importación de alimentos anunciadas en los últimos días. Tales restricciones, de concretarse, serían incompatibles con la normativa de la OMC y con los compromisos de Argentina en el marco del G-20". Para el bloque europeo, "dichas medidas resultan además inexplicables pocos días antes del posible relanzamiento de negociaciones comerciales entre la UE y el Mercosur. Dichas negociaciones, que la Argentina ha impulsado tan decididamente durante su presidencia del bloque sudamericano, tienen precisamente por objetivo incrementar los flujos de importación y de exportación entre las partes". Además, la UE recuerda que la Argentina es un exportador neto de alimentos: vende al mundo por US$ 22.000 millones y sólo importa ese tipo de productos por US$ 1000 millones anuales. Una veintena de embajadores de países miembros de la UE irán hoy a las 11 a la Comisión de Relaciones Exteriores de la Cámara de Diputados, que preside el peronista opositor Alfredo Atanasof. Aunque el encuentro estaba previsto desde hacía semanas y se relaciona con la preparación de la próxima Cumbre UE-América latina, es posible que la tensión comercial se mencione en el encuentro. En tanto, el canciller de Brasil, Celso Amorim, instruyó a la embajada de su país en Buenos Aires a expresar la "preocupación" de su país sobre la posibilidad de que la Argentina aplique barreras comerciales. "El ministro Amorim acompaña el asunto con preocupación y por eso instruyó a la embajada de Brasil en Buenos Aires a expresar ese sentimiento a las autoridades argentinas", dijo un vocero de ese ministerio. La fuente también informó que el embajador de Brasil en la Argentina, Enio Cordeiro, se entrevistó ayer con el secretario de Comercio y Relaciones Económicas Internacionales, Alfredo Chiaradía, a quien le transmitió el mensaje de Amorim. Las nuevas barreras comerciales, que se suman a otras restricciones para importar y exportar que viene instrumentado la Argentina, también se colaron en la campaña electoral en la que está inmerso Brasil con miras a las elecciones de noviembre. La precandidata del oficialista Partido de los Trabajadores, Dilma Rousseff, estrecha colaboradora del presidente Lula da Silva, expresó: "Por la OMC y por el Mercosur existe la posibilidad de tomar represalias. Una medida tan agresiva como ésta contra Brasil tiene que ser respondida y el primer paso es tener una posición firme, muy fuerte", afirmó la dirigente. En tanto, el director de Comercio Exterior de la poderosa Federación de la Industria de San Pablo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca, encendió la alarma al afirmar que ya hay camiones brasileños parados en la frontera con alimentos cuyos certificados sanitarios están en poder de Moreno. "Todavía no hay ningún decreto ni nada; ¿sólo una palabra basta para que algo se convierta en ley?", se quejó el empresario. Brasil, la Unión Europea y Chile son los principales afectados por las restricciones. El reclamo europeo y la preocupación brasileña son el resultado de una medida informal del gobierno argentino conocida la semana pasada, pero que se remonta a fines de abril, cuando Guillermo Moreno ordenó al Instituto Nacional de Alimentos (INAL), un organismo sanitario dependiente del Ministerio de Salud, que no entregue nuevos certificados sanitarios para la importación de alimentos sin su autorización. Ayer, en una reunión con la Cámara de Importadores (CIRA), Moreno justificó las barreras en la necesidad de mejorar el saldo comercial argentino (ver aparte). A pesar de la tensión, el Gobierno volvió a defender la decisión de restringir las importaciones. Ayer fue el turno de la ministra de Industria y Turismo, Débora Giorgi: "Todo lo que el mercado demande en materia de alimentos importados va a estar disponible en las góndolas de nuestro país", afirmó la funcionaria. Y agregó que "la Argentina trabaja bajo las normas de la OMC" y así lo seguirá haciendo, tanto en lo relativo a la aplicación de licencias no automáticas como de medidas contra la competencia desleal. Paraguay "ABC" Sección: Política No habrá impacto negativo en Mercosur, dicen MONTEVIDEO (ANSA). El embajador de la Unión Europea en Uruguay y Paraguay, Geoffrey Barrett, descartó un impacto negativo del comercio e inversiones entre ese bloque y el Mercosur, a raíz de la crisis económica que afecta a países europeos, principalmente a Grecia. "El comercio y las inversiones no se verán afectadas este año por la crisis y crecerán el año próximo", dijo a Ansa Barrett. El diplomático confió en que el plan aprobado por la Unión Europea y el Fondo Monetario Internacional por 750.000 millones de euros contribuya a una estabilización de las economías europeas y por tanto del comercio e inversiones con otros bloques. La UE es el mayor socio comercial del Mercosur, con un intercambio de 63.000 millones de euros en 2009 e inversiones de Europa en el Mercosur por 167.200 millones de euros en 2008. Barrett expresó además en conferencia de prensa su optimismo por el relanzamiento el 17 de mayo en Madrid, España, de las negociaciones Unión Europea-Mercosur, suspendidas en 2004, para alcanzar un acuerdo de libre comercio. "El objetivo es alcanzar un acuerdo ambicioso y equilibrado que pueda expandir las relaciones políticas y económicas entre ambos bloques", dijo. Sección: Internacionales Mercosur y UE volverán a intentar difícil acuerdo La Unión Europea (UE) y el Mercosur oficializarán en la cumbre de Madrid el relanzamiento de las negociaciones del acuerdo que discuten desde 1999, pese a los temores de varios países europeos de ver comprometidos sus intereses agrícolas, dijo el representante de Bruselas ante Paraguay y Uruguay. BUENOS AIRES y MONTEVIDEO (EFE, AFP). "Hay un debate dentro de la Unión Europea (UE) sobre la oportunidad de relanzar estas negociaciones", dijo Geoffrey Barrett en una conferencia de prensa, pero la Comisión "tiene la convicción" de que hay que avanzar en este diálogo para lograr un acuerdo que implicará un aumento del PIB de ambos lados de unos 12.000 millones de euros. El tratado crearía la mayor área de libre comercio del mundo, con 700 millones de personas, y multiplicaría el intercambio bilateral, unos 100.000 millones de dólares anuales."Hay un debate dentro de la Unión Europea sobre la oportunidad de relanzar estas negociaciones", dijo Geoffrey Barrett, representante de la UE ante Paraguay y Uruguay. Varios países europeos mantienen fuertes subvenciones a los sectores agropecuarios y están en gran desventaja a la hora de competir con la producción sudamericana en esas áreas. Por su parte, la UE pretende que los países del Mercosur abran sus mercados a los productos manufacturados de la industria europea. Una cesión de ambas partes hasta límites razonables es el objetivo para la concreción del acuerdo. Más de quince rondas negociadoras no lograron limar las diferencias entre ambas partes, que abandonaron el diálogo en 2004. Las reuniones informales del último año han permitido acercar posiciones, aunque aún es necesario vencer las discrepancias sobre las áreas ya señaladas de la agricultura, la industria, además de los servicios, para alcanzar un acuerdo final. Uruguay "El Pais" Sección: Economía Diez países de la UE se oponen a negociar con el Mercosur. Cumbre. La próxima semana se relanzarán las gestiones (BASADO EN AFP) Representantes de la Unión Europea, la embajada de España y el Canciller local anunciaron las perspectivas que se abren ante la Cumbre de ambos bloques para relanzar las negociaciones. Mientras, diez países de Europa se negaron ayer a negociar. La próxima semana las autoridades de la región se reunirán en España en la Cumbre América Latina- Unión Europea para relanzar las negociaciones bilaterales para llegar a un acuerdo comercial. El canciller Luis Almagro dijo que para Uruguay "es muy importante" esta instancia porque se pretende abordar temas como el migratorio, cambio climático, innovación, ciencia y tecnología. Almagro afirmó que la negociación "va a llevar un tiempo" y será "un proceso arduo" tomando en cuenta que "nos estamos enfrentando al principal bloque productor agrícola del mundo (por la región) al bloque que elaboró el sistema más refinado de protección agrícola". Uruguay, dijo el Canciller, abogará por "recuperar competitividad arancelaria porque otros competidores están entrando a la UE sobre la base de acuerdos que ya han logrado". Por ejemplo, mencionó que hay producción industrial local que "va a Argentina o Brasil y que eventualmente si no somos cuidadosos en la negociación, puede ser reemplazada por producción industrial europea". RECHAZO. La decisión de Bruselas de reanudar las negociaciones comerciales con Mercosur encendió una polémica en Europa, con la oposición de diez países que temen ver comprometidos sus intereses agrícolas. Francia, principal país beneficiario de la Política Agrícola Común (PAC), está apoyada por Irlanda, Grecia, Hungría, Austria, Luxemburgo, Polonia, Finlandia, Rumania y Chipre que consideran que reanudar las negociaciones es "una muy mala señal para la agricultura europea", según un documento obtenido por la AFP. Fuentes cercanas a la Comisión Europea destacaron que no habrá marcha atrás: "Vamos a retomar las negociaciones. Este es de lejos el proyecto económicamente más importante" de Europa en América Latina y en Madrid "enviaremos una señal política fuerte" de ese compromiso, reafirmaron. La decisión de reanudar las tratativas, anunciada a principios de mes, fue tomada "pesando los pros y los contras" y al constatar "la voluntad del Mercosur de negociar en temas sensibles", dijeron las fuentes cercanas a la Comisión. El jefe de la delegación de la UE en Uruguay, Geoffrey Barret, aunque admitió la resistencia de países europeos a un acuerdo con el Mercosur, en especial en relación a las políticas agrícolas, dijo que la decisión de las autoridades de relanzar las negociaciones "es una muy buena decisión para dar seguridades a todos los estados miembros y la reunión de Doha (de la Organización Mundial de Comercio y que está paralizada) no es incompatible con la idea de un acuerdo interregional comercial con el Mercosur". Acuerdo: Almagro dijo que implicará un proceso "arduo" y que "va a llevar un tiempo". "El Observador" Sección:Actualidad Surgen diferencias a la hora de controlar UPM. ARGENTINA QUIERE INGRESAR A LA PLANTA DE CELULOSA DE LA EX BOTNIA Uruguay advierte que el planteo "va más allá" del fallo de La Haya y las competencias de la CARU Continúan las diferencias entre Uruguay y Argentina por el funcionamiento de la planta de celulosa de UPM (ex Botnia). La delegación de Argentina ante la Comisión Administradora del Río Uruguay (CARU) pidió ingresar a la planta de UPM en Fray Bentos para controlar su producción desde adentro, lo que Uruguay observa como un exceso. "Argentina presentó un programa que va más allá del régimen de monitoreo que teníamos establecido para la planta. Presentó un monitoreo en la propia planta y no en el río, que es lo que le compete a la CARU", advirtió ayer la ministra de Vivienda y Medio Ambiente, Graciela Muslera. Antes esta situación, el gobierno planteará una contrapropuesta el próximo lunes cuando vuelva a reunirse la CARU para definir la forma como ambos países vigilarán el impacto de la fábrica en el río Uruguay. El canciller Luis Almagro reconoció la situación y advirtió que el monitoreo no puede exceder las competencias de la CARU y lo que estableció el fallo de la Corte Internacional de Justicia de La Haya el 20 de abril, en cuanto a velar por la calidad de las aguas del río Uruguay. "Argentina irá con una propuesta y Uruguay con otra, esperemos conciliarlas en la reunión", expresó ayer Almagro en declaraciones a la prensa. "Tenemos un marco de referencia que es el fallo de la Corte de La Haya y las competencias de la CARU, no nos podemos exceder en ninguno de los dos", aseguró el ministro de Relaciones Exteriores. "Debemos cumplir un fallo de la Corte. El mandato no es que controlemos la calidad de las aguas en todo el río, sino que lo hagamos en función de la instalación de la planta y eso es definitivamente lo que estamos haciendo. Estamos elaborando una propuesta para ello", apuntó Almagro. El planteo que hizo Argentina el viernes 7 en la CARU es de un monitoreo "integral y continuo" sobre todo el proceso de producción de pasta de celulosa de UPM. Altos jerarcas del Poder Ejecutivo dijeron a El Observador que la propuesta argentina "va más allá" de lo que planteó La Haya en su fallo, por lo que la opinión del gobierno es, en principio, contraria. La delegación argentina solicitó una sesión extraordinaria de la CARU para el lunes 17 con el fin de discutir con la contraparte uruguaya su propuesta. Argentina pretende poner en práctica lo antes posible el monitoreo, según informó su Cancillería.

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