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Mostrando postagens de junho, 2013

O Mercosulino 04/10/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

04.10.2010 Jornal "Valor Econômico" Caderno: Brasil A política externa sem Lula Sergio Leo Ao aproveitar a reunião do G-20, na Coreia, em novembro, para apresentar seu sucessor à comunidade internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrará uma nova etapa da política externa brasileira, em que a crescente presença do Brasil nas instâncias de decisão mundiais foi impulsionada pela figura do carismático líder metalúrgico, capaz de persistir na via democrática para chegar ao poder e de combinar o respeito aos mercados com uma ativa política de distribuição de renda. Não à toa, Lula pretende fazer, de seu discurso na Coreia, um balanço de seu governo. Há consenso entre os analistas que a saída de Lula obriga o próximo governo a modificar, se não a essência, a forma de atuação internacional. O Brasil de democracia consolidada, das enormes florestas, do petróleo no pré-sal, das imensas riquezas naturais e de atrativo mercado consumidor está destinado

O Mercosulino 01/10/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

1º.10.2010 Jornal ‘Folha de S. Paulo" Editorial Política externa Objetivos do Itamaraty estão corretos, mas sua execução perdeu-se em maniqueísmos, contradições e exibicionismo que é necessário superar Toda política de um Estado em face dos demais países implica conciliar duas vertentes nem sempre acordes. De um lado, o interesse nacional, manifesto em necessidades de ordem econômica e apoiado, em última análise, na capacidade militar. De outro, o respeito a princípios que deveriam valer para todos os Estados. No âmbito da civilização ocidental, a que bem ou mal pertencemos, esses princípios são os direitos humanos, a autodeterminação dos povos e a resolução negociada, pacífica até o limite extremo, dos conflitos internacionais. Quanto mais harmônica for a relação entre os dois termos daquele dilema, mais eficaz será a política externa que a expressa e mais promissora a contribuição do Estado que a adota para a humanidade. É sob esse prisma que se deve avaliar a

O Mercosulino 30/09/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

30.09.2010 Jornal "Valor Econômico" Editorial Oposição ressuscita e vence as eleições na Venezuela A oposição ganhou as eleições legislativas na Venezuela com 48% dos votos, ante os 46,4% dos chavistas do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Mas seu poder de fogo já havia sido circunscrito pelo presidente Hugo Chávez, que remodelou os distritos de forma a favorecer seus redutos e dar peso maior aos votos das zonas rurais. Com a maioria relativa dos votos, a Mesa de Unidade Democrática, que reúne 18 grupos em um arco que vai da extrema direita à esquerda, ficou com 65 cadeiras, pouco mais de um terço das 165 em disputa. O Pátria para Todos, partido de esquerda dissidente do chavismo, obteve duas cadeiras e 2,91% dos votos. O PSUV conquistou 98 cadeiras. As condições em que a oposição concorreu eram relativamente piores do que as de 2005, quando incrivelmente resolveu boicotar o pleito e entregar a toda a Assembleia para os adeptos de Chávez. Ainda assim,

O Mercosulino 29/09/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

29.09.2010 Jornal "Folha de S. Paulo" Opinião Avanço na Venezuela Eleições legislativas impõem a maior derrota eleitoral ao presidente Chávez e abrem caminho para auspiciosa oxigenação da democracia O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, insistiu, durante a campanha eleitoral, na ideia de que a manutenção de uma maioria qualificada de dois terços dos deputados seria fundamental para a continuidade de seu projeto "revolucionário". Perdeu. Numa demonstração matemática de como os 11 anos de governo chavista cindiram o país, pouco mais da metade dos venezuelanos votou na opositora Mesa de Unidade e na Pátria Para Todos, legenda dissidente do chavismo. Os cerca de 46% dos votos para o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), por sua vez, representam o índice de apoio mais baixo obtido nas urnas por Chávez nas 12 votações desde que chegou ao poder, em 1999. Esses números mostram que a derrocada da economia venezuelana, refletida em aumento do des