sábado, 15 de junho de 2013

O Mercosulino 29/06/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

29.06.2010 Jornal "Valor Econômico" Caderno: Brasil Mercosul e UE retomam negociações para acordo Agência Brasil, de Brasília Negociadores do Mercosul e da União Europeia começam hoje, em Buenos Aires, a primeira rodada de negociações desde que os dois blocos decidiram retomar as conversas sobre um acordo de livre comércio. O anúncio oficial que resultou no encontro na capital argentina Aires foi feito no dia 17 de maio pelo primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, durante a 6ª Cúpula União Europeia, Mercosul e Caribe, realizada em Madri. A Espanha ocupa, atualmente, a presidência rotativa do bloco europeu. As primeiras conversas sobre um acordo de livre comércio entre os dois blocos foram iniciadas no ano 2000, acabaram interrompidas em 2004 e, no ano passado, voltaram à pauta de interesse dos respectivos governos a partir de encontros entre câmaras empresariais sul-americanas e europeias. O anúncio de Zapatero na Cúpula de Madri transformou-se na sinalização política para a elaboração de um acordo de livre comércio entre as partes. Ao anunciar a retomada das negociações, Zapatero disse que um acordo entre o Mercosul, formado pelo Brasil, Uruguai, Paraguai e pela Argentina, e a União Europeia, que reúne 27 países, incrementaria o comércio entre os dois blocos em € 5 bilhões, o equivalente a R$ 11 bilhões. Além disso, o acordo poderá beneficiar cerca de 700 milhões de consumidores. Segundo informações do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, entre os temas que serão debatidos pelos negociadores das duas partes em Buenos Aires está o nível de abertura comercial relativo aos bens agrícolas e industriais e a definição de regras sanitárias e fitossanitárias necessárias ao intercâmbio entre os blocos. As exportações do Mercosul à União Europeia atingiram, em média, US$ 55 bilhões no período 2006/2008. Os países da chamada Zona do Euro são os principais investidores diretos na região do Mercosul. Jornal "O Estado de S.Paulo" Notas & Informações O acordo mais difícil do G-20 É preciso manter o crescimento econômico, reduzir o desemprego e ao mesmo tempo corrigir enormes desequilíbrios nas contas públicas: como fazer tudo isso ao mesmo tempo? Este foi o assunto principal da reunião de cúpula do G-20, o grupo das maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento, realizada sábado e domingo em Toronto, no Canadá. Foi a discussão mais difícil desde o primeiro encontro de governantes do grupo, em novembro de 2008, em Washington, e o resultado foi satisfatório. Nas conferências anteriores foi muito mais simples encontrar denominadores comuns, porque as prioridades eram muito claras. Era urgente combater a recessão e ao mesmo tempo iniciar a reforma do sistema financeiro, berço da maior crise mundial desde os anos 30 do século passado. Os fatores de risco hoje são outros. O compromisso alcançado em Toronto foi menos vistoso que os acordos obtidos em outras conferências, mas pode-se considerá-lo um avanço. Diante de uma agenda muito mais complexa, foi mantido o esforço de coordenação de políticas. O problema é exposto com clareza na declaração final do encontro. A recuperação é desigual e frágil, o desemprego permanece elevado em vários países e é essencial manter estímulos ao crescimento. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer a "importância de finanças públicas sustentáveis". Há dois perigos à frente. Políticas de ajuste fiscal sincronizadas nas principais economias poderão prejudicar a recuperação. Mas negligenciar a arrumação das contas públicas, nos países com maiores desequilíbrios, afetará a confiança dos mercados e também isso dificultará a reativação econômica. Antes da reunião em Toronto, a expectativa era de um confronto entre Estados Unidos e Alemanha. O presidente americano, Barack Obama, tentaria persuadir a chanceler alemã, Angela Merkel, a afrouxar o plano de correção das contas públicas anunciado há poucas semanas. As finanças do governo alemão são muito mais saudáveis que as de várias outras economias europeias, incluída a britânica. Além disso, a Alemanha é superavitária no comércio exterior. Se os seus cidadãos consumirem mais e suas importações crescerem, a recuperação dos demais países será mais fácil. Não houve um placar oficial de vencedores e vencidos. O balanço final indica uma aproximação de posições. O compromisso de pelo menos cortar pela metade os déficits fiscais até 2013 e de estabilizar ou reduzir a relação dívida/PIB até 2016 deixa margem para um ajuste suave na Alemanha. O déficit das contas públicas alemãs equivaleu a 3,3% do PIB no ano passado e poderá chegar sem grande sacrifício à meta de 3% fixada para os sócios da União Europeia. Nenhuma outra grande economia europeia tem situação fiscal tão confortável. A maior parte, incluídos Espanha e Reino Unido, terá de executar políticas severas para ajeitar as contas. O comunicado menciona políticas diferenciadas de acordo com as circunstâncias de cada país. O detalhe mais duvidoso é a disposição dos alemães ? dos cidadãos, e não só do governo ? de expandir o consumo e aumentar as importações. Também este ponto ? reduzir o desequilíbrio comercial entre superavitários e deficitários ? é mencionado na declaração final do encontro. As grandes economias emergentes vêm contribuindo de forma importante para esse objetivo, de forma intencional ou não. Neste ano, as importações têm crescido mais velozmente que as exportações tanto na China ? maior potência exportadora do mundo ? quanto no Brasil e na Índia. Mas é injusto, como observou o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, atribuir essa responsabilidade só aos emergentes. Os países deficitários, segundo o comunicado, deverão poupar mais e buscar o reequilíbrio fiscal e comercial, mas sem fechar seus mercados. Isso vale tanto para os Estados Unidos como para os europeus. O resto dos grandes temas, como a reforma financeira internacional, aparece no comunicado sem grandes novidades. Uma das questões mais polêmicas, a tributação dos bancos, nem aparece no texto. Só há referência à cobrança de compensações pelos programas oficiais de ajuda. Com realismo, pode-se qualificar a reunião como produtiva. Jornais dos Países Membros do Mercosul Argentina "Clarín" Sección: Política Europa hizo un duro reclamo por las trabas a las importaciones Le exigió a la Casa Rosada "dejar de bloquear de inmediato" el ingreso de alimentos. En un nuevo round de las disputas comerciales por los frenos a las importaciones, la Comisión Europea acusó ayer a la Argentina de aplicar medidas proteccionistas y la urgió a "dejar de bloquear inmediatamente" las compras a países de ese bloque. La respuesta del Gobierno no se hizo esperar: la ministra de Industria, Débora Giorgi, aseguró que "no existen bloqueos a las importaciones de productos alimenticios de la UE". Pero de todos modos advirtió que la Argentina "tiene herramientas" dentro del marco de la Organización Mundial de Comercio (OMC) para "evitar el ingreso de mercadería con dumping social, ambiental y financiero, que produzca daño comprobable a la industria nacional y ponga en riesgo los puestos de trabajo", indicó en un comunicado. La pelea comercial volvió a estar en el tapete por declaraciones que hizo desde Bruselas -sede de la Comisión Europea- el portavoz de Comercio, John Clancy, quien expresó la "preocupación" ante medidas "recientes" de "impacto negativo en algunas exportaciones de productos comestibles" de la UE a la Argentina. Añadió que eran medidas "contrarias" a la OMC. Estos "ruidos" en las relaciones comerciales se remontan tiempo atrás y tuvieron un pico a mitad de mayo, cuando tanto Brasil como la Unión Europea -dos de los principales socios de la Argentina- reclamaron al unísono por las trabas a las importaciones de alimentos. Estos controles son ejecutados por el secretario de Comercio Interior Guillermo Moreno con la anuencia de los Kirchner y bajo el argumento oficial de la protección de la industria nacional. En mayo las importaciones crecieron 72% respecto del mismo mes de 2009, y otros análisis sostienen que las restricciones son para preservar el superávit comercial y las divisas frente a una fuga de capitales de US$ 50 mil millones en los últimos cuatro años. Pero para ponerse a cubierto de los reclamos como los que recibió ayer, el Gobierno decidió que las trabas para importar no se plasmen por escrito, sino mediante demoras a los ingresos de mercaderías en las aduanas, por ejemplo, según las quejas de industriales brasileños. Hace exactamente un mes, y en medio de una pelea similar, Cristina Kirchner viajó a Río de Janeiro, donde se reunió con el presidente brasileño Lula Da Silva y expresó que "no hubo ningún freno a las importaciones ni lo habrá". Ese es un mantra que repitió ayer la ministra Giorgi ante el nuevo malestar expresado por los europeos. Las quejas de Bruselas se dan justo un día antes de que se inicien hoy en Buenos Aires las negociaciones por un tratado de libre comercio (TLC) entre la UE y el Mercosur, suspendidas desde 2004. El consenso para este relanzamiento se adoptó en la última cumbre de mediados de mayo en Madrid entre ambos bloques. Pero una decena de países europeos -con Francia a la cabeza- se opusieron a que la Comisión Europea (brazo ejecutivo de la UE) retome las conversaciones ante el temor de que se pongan en riesgo las políticas de subsidios a sus agricultores. Grecia, en concreto, formalizará hoy una queja y pedirá condicionar las negociaciones con el Mercosur al "retiro definitivo" de las supuestas barreras comerciales de parte de la Argentina. Grecia denuncia la cancelación de importaciones de duraznos procesados, por 2,4 millones de dólares. Pero, además de negar -a tono con Giorgi- que existan "atrasos" en el ingreso al país de ningún producto, el secretario de Industria, Eduardo Bianchi, apuntó ayer a los subsidios agrícolas -y otras normas sanitarias y aranceles especiales europeos- para retrucar las acusaciones: "Si hay un mercado que está sumamente protegido contra las importaciones de productos comestibles es justamente el de la UE". En la cartera que conduce Giorgi dijeron además a Clarín que de existir trabas a las importaciones -lo que en principio, no reconocen- su volumen sería "insignificante" en la relación comercial tanto con Brasil como con la UE. La réplica sería contra el Mercosur La Unión Europea podría volver a paralizar las negociaciones para un tratado de libre comercio con el Mercosur, relanzadas el pasado mayo en la cumbre que reunió a los dos bloques en Madrid. Al bloque europeo le preocupan lo que considera medidas proteccionistas del gobierno argentino. El nuevo conflicto recrudeció ayer después de que el gobierno griego informara a Bruselas sobre restricciones a la importación de productos alimenticios –particularmente de duraznos en conserva- impuestas por Buenos Aires. El conflicto planteado por Atenas tiene apoyos en la UE porque varios países del bloque –entre ellos Francia, primer productor agrícola europeo- no ven con buenos ojos la firma de un tratado de libre comercio con Mercosur. Estos países consideran que las negociaciones son contrarias a los intereses de los productores agrícolas europeos por el temor a la competencia de los productos agrícolas y ganaderos del Mercosur. La Comisión Europea respondió al reclamo griego. Por boca de su portavoz de Comercio, John Clancy –citado por la agencia de noticias AFP-, el ejecutivo comunitario pidió a Buenos Aires que no aplique medidas proteccionistas y que "deje de bloquear inmediatamente las importaciones europeas". Clancy añadió que el proteccionismo "es contrario a los compromisos tomados ante la Organización Mundial del Comercio". Según Atenas, Argentina estaría bloqueando la importación de conservas alimenticias, violando así "las normas de comercio internacional". Grecia amenazó ya con bloquear las negociaciones UE-Mercosur –que deben arrancar hoy- porque considera que las restricciones a la importación son "una violación directa de las obligaciones internacionales" argentinas. Atenas pidió a la Comisión Europea que condicione las negociaciones "a la retirada definitiva" de estas medidas. El gobierno griego también se dirigió a sus socios. En una carta enviada las otras 26 capitales del bloque, Atenas denunció que Buenos Aires está implantando "barreras a las importaciones" y no está otorgando "certificados de libre circulación para los productos agrícolas en la Argentina". Atenas parece reconocer que no se trata de una política oficial explícita, sino que Buenos Aires estaría dando "instrucciones verbales e internas a las autoridades competentes", según informaciones publicadas en "medios argentinos". "La Nación" Sección: Economía Fuerte reclamo europeo por las trabas a las importaciones La Dirección de Comercio de la UE exigió el levantamiento; negocian desde hoy con el Mercosur Un ambiente inusualmente caldeado será hoy el escenario en el que se reanudarán en Buenos Aires, luego de seis años, las negociaciones para lograr un acuerdo de libre comercio entre el Mercosur y la Unión Europea (UE). Desde Bruselas, las autoridades europeas reactivaron ayer sus quejas públicas por las trabas argentinas a las importaciones de alimentos y provocaron una encendida reacción del gobierno nacional, que acusó a la UE por su propio proteccionismo. "Estamos muy preocupados -dijo ayer el vocero de la dirección general de Comercio de la Comisión Europea (CE), John Clancy, en declaraciones a la agencia francesa AFP-. La situación actual está teniendo un impacto negativo en algunas exportaciones de productos comestibles de la Unión Europea a la Argentina." Paralelamente, trascendió que el gobierno de Grecia presentará una carta ante la UE en la que pide que se condicione la reapertura de las negociaciones birregionales a la "retirada" de las medidas instrumentadas no oficialmente por el secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno. La respuesta de la ministra de Industria, Débora Giorgi, no se hizo esperar: "No existen bloqueos a las importaciones de productos alimenticios provenientes de la Unión Europea". El secretario del área, Eduardo Bianchi, fue aún más enfático. Dijo que el Gobierno no tiene registro de atrasos en el ingreso de ningún producto, y afirmó: "Si hay un mercado que está sumamente protegido contra las importaciones de productos comestibles es justamente el mercado de la UE", en referencia a los subsidios, normas sanitarias y aranceles especiales que ese bloque aplica hacia los productos agrícolas. Productos con limitaciones Fuente europeas ratificaron, sin embargo, que "existe una gran cantidad de productos alimenticios en la aduana que no pueden entrar". Los informantes consultados por LA NACION detallaron que entre la mercadería detenida por la orden verbal de Moreno figuran quesos de alta calidad, arroz, pastas y fiambres. Además, hubo un gran número de cancelaciones de pedidos desde que Moreno presionó a los supermercados para que dejaran de importar alimentos. "Esto causa una irritación bastante fuerte tanto en la Comisión Europea como en los empresarios", indicó la fuente. En rigor, las importaciones de alimentos de la UE no representan un volumen significativo dentro del total de compras al exterior de la Argentina. En todo 2009, se importaron alimentos europeos por US$ 139 millones, contra los 6207 millones importados por otros conceptos desde el Viejo Continente. Las importaciones totales el año pasado fueron US$ 38.771 millones. "La mayor parte de lo que compramos de alimentos proviene de Brasil", explicó Mauricio Claverí, analista de a beceb.com. "La protesta de la UE vino principalmente por el tema de la restricción justo en el medio de la negociación de un acuerdo de libre comercio. Las restricciones generan mucha incertidumbre en alguien que puede ser tu socio comercial. No es significativo por su monto, pero es algo simbólico", agregó el especialista. A comienzos de mayo, Moreno dispuso que los productos alimenticios debían pasar por un control extra antes de ingresar en el país. La Secretaría de Comercio Interior comenzó a determinar uno por uno cuál de los embarques podía pasar y cuál no. Hubo quejas de brasileños y de europeos, pero con el tiempo la situación comenzó a regularizarse, especialmente al interior del Mercosur. Ayer, Bruselas reactualizó el debate con las declaraciones de Clancy, quien sostuvo que esas restricciones son "contrarias" a los compromisos asumidos ante la Organización Mundial del Comercio (OMC). "Por lo tanto, urgimos a Buenos Aires a dejar de bloquear inmediatamente estas importaciones europeas", dijo. Además, según AFP, Grecia presentará una carta a la Comisión de Agricultura de la UE, en la cual advierte sobre "casos de barreras a las importaciones y sobre la falta de expedientes de certificados de libre circulación para los productos agrícolas en la Argentina". Las autoridades griegas citan allí el caso de la cancelación de contratos para la importación de duraznos procesados por un valor de US$ 2,4 millones. Las negociaciones UE-Mercosur tendrán lugar entre hoy y el viernes en la Argentina, que ocupa la presidencia pro témpore del bloque sudamericano. Según fuentes informadas, los negociadores europeos podrían solicitar entrevistas con Giorgi y con el ministro de Agricultura, Julián Domínguez, para intentar despejar las restricciones argentinas antes de avanzar con las negociaciones entre los bloques. CRONOLOGIA Principios de mayo Barreras a los alimentos Guillermo Moreno les comunica a los supermercados que no podrán importar más productos alimenticios que tengan equivalentes fabricados en el país. 12 de mayo Primera advertencia La delegación local de la Unión Europea advierte que, de concretarse las restricciones anunciadas, serían "incompatibles con la normativa de la Organización Mundial de Comercio y con los compromisos adquiridos por Argentina en el marco del G-20". 17 de mayo Desmentida presidencial Durante la cumbre UE-Mercosur, en Madrid, la presidenta Cristina Kirchner negó que existieran restricciones a las importaciones. 26 de mayo Amenaza de represalias El gobierno de Brasil advirtió que tomará medidas de "reciprocidad" si los exportadores de su país encuentran algún tipo de barrera para colocar alimentos en el mercado argentino. 29 de mayo Promesa bilateral La presidenta Cristina Kirchner viaja a Río de Janeiro y le promete a su par, Luiz Inacio Lula da Silva, que "no habrá restricciones a las importaciones brasileñas". Paraguay "La Nación" Sección: Negócios UE acusa a Argentina de proteccionismo El reclamo guarda relación con productos alimenticios procedentes de la Unión Europea. BRUSELAS. AFP.- Bruselas acusó el lunes a Argentina de proteccionismo y le urgió a dejar de bloquear las importaciones europeas, un llamamiento que amenaza con obstaculizar las tratativas para un TLC entre la UE y el Mercosur, que se reanudarán el martes tras seis años de interrupción. "Estamos muy preocupados" por las medidas proteccionistas "recientes" que tomó Argentina y que tienen "un impacto negativo en algunas exportaciones de productos comestibles de la Unión Europea (UE)" al país latinoamericano, declaró a la AFP el portavoz de Comercio de la Comisión Europea, John Clancy. Estas restricciones son "contrarias a los compromisos tomados ante la Organización Mundial del Comercio (OMC) y por lo tanto urgimos a Buenos Aires a dejar de bloquear inmediatamente estas importaciones europeas", emplazó el portavoz. El llamamiento se produce la víspera de que se reanuden en Buenos Aires las negociaciones para un Tratado de Libre Comercio (TLC) entre la UE y Mercosur (Argentina, Brasil, Uruguay, Paraguay), suspendidas desde 2004. ARGENTINA NIEGA Buenos Aires. AFP.- Argentina negó este lunes la existencia de bloqueos a importaciones de alimentos provenientes de la Unión Europea, luego de que Bruselas acusó al país sudamericano de proteccionismo y lo urgió a desbloquear las compras de productos europeos. "No existen bloqueos a las importaciones de productos alimenticios de la Unión Europea", sostuvo la ministra de Industria, Débora Giorgi, en declaraciones reproducidas en la página oficial de prensa del gobierno de Cristina Kirchner. Giorgi dijo que Argentina cuenta con herramientas dentro del marco de la Organización Mundial de Comercio (OMC) para evitar el ingreso de mercadería con dumping social, ambiental y financiero, que produzca daño comprobable a la industria nacional y ponga en riesgo los puestos de trabajo. Uruguay "El Pais" Seccion: Politica Nacional Parlamento. Tratan recurso colorado La Asamblea General se reunirá hoy a la hora 10 para analizar el recurso presentado días atrás por el Partido Colorado contra la resolución en la que el Parlamento eligió su delegación ante el Parlasur. El Frente Amplio impuso su decisión en aquella ocasión y logró que diez de 18 representantes pertenezcan al oficialismo. Sección: Economía UE acusa a Argentina antes de ronda con Mercosur. Critica acciones proteccionistas; hoy inician negociaciones Las negociaciones entre el Mercosur y la Unión Europea para alcanzar un Tratado de Libre Comercio arrancan hoy en Buenos Aires con el pie izquierdo pese a que Uruguay se muestra optimista. Ayer Bruselas acusó a Argentina de proteccionismo y le urgió a dejar de bloquear las importaciones europeas. "Estamos muy preocupados" por las medidas proteccionistas "recientes" que tomó Argentina y que tienen "un impacto negativo en algunas exportaciones de productos comestibles de la Unión Europea" hacia ese país declaró a la AFP el portavoz de Comercio de la Comisión Europea, John Clan-cy. Estas restricciones son "contrarias a los compromisos tomados ante la Organización Mundial del Comercio y por lo tanto urgimos a buenos Aires a dejar de bloquear inmedia- tamente estas importaciones europeas", agregó. Argentina negó que exista un bloqueo a las importaciones de alimentos provenientes de la Unión Europea, según declaró la ministra de Industria, Débora Giorgi, que agregó que "esperamos que en este ámbito (por las reuniones que se inician hoy) se pueda discutir el entramado de subsidios, normas sanitarias y aranceles especiales que la Unión Europea utiliza para los productos agrícolas y alimentos importados". Uno de los temas que estará sobre la mesa es el cupo de arroz a exportar hacia Europa que el Mercosur aspira a que sea de un mínimo de 200.000 toneladas. El director general para Asuntos de Integración y Mercosur, Walter Cancela, sostuvo ayer que "dados los contextos internacionales, dado cómo ha evolucionado Europa en su proceso de integración como el Mercosur hay chances importantes de poder cerrar un acuerdo de libre comercio". Agregó que "nos acerca el interés mutuo de mercados importantes en ambas partes del atlántico y el interés mutuo de poder avanzar en lo que no se ha avanzado en la Ronda de Doha, por lo cual se entiende que estamos en condiciones de negociar y hay altas probabilidades, lo que no quiere decir seguridades, de llegar a un acuerdo en un plazo relativamente breve, esto es no más de un año y medio". "El Observador" Seccion: Internacional Argentina-Europa, el partido. LA CASA ROSADA NEGÓ POLÍTICAS CONTRA LAS IMPORTACIONES Cristina Fernández polemizó con Sarkozy sobre el camino para encarar la recuperación. La UE acusó al gobierno argentino de proteccionismo, como ya lo había hecho Brasil En 24 horas, Argentina se hizo sentir en el ambiente diplomático mundial, como si su política exterior quisiera igualar a la selección de fútbol que está jugando en Sudáfrica, y que el viernes enfrenta a Alemania. En el cierre de la cumbre del G20, el domingo, la presidenta Cristina Fernández tuvo un duro cruce con su par francés, Nicolas Sarkozy. Mientras tanto, ayer la UE reclamó al gobierno argentino acabar con sus medidas proteccionistas y lo urgió a desbloquear las compras de productos europeos. El primer cruce fue en la jornada final del G20, a raíz de una crítica del presidente Sarkozy a los países en desarrollo. Según publicó el gobierno argentino en su sitio web, Sarkozy dijo que los representantes de Latinoamérica que rechazan las medidas de ajuste impulsadas en la zona euro, no sabían "del hostigamiento que tenía el euro". Tras esa intervención, Fernández le respondió en el plenario que "a Argentina le interesa muchísimo el euro porque el Banco Central argentino tiene una parte de las reservas en esa moneda, con lo cual pocos deben estar tan interesados en que el euro se estabilice y tenga un buen futuro". No fue más que el hilo conductor de la cumbre, en la que Europa defendía el ajuste como forma de salir de la crisis, con una especial presión sobre Grecia, cuya endeble situación amenaza a todo el continente a recaer en la recesión. Del otro lado, tanto EEUU como los países emergentes defendieron el gasto como impulsor de la recuperación. "Nosotros podemos dar cátedra de hostigamientos, de embargos y de haber sido conejillos de indias muchas veces con los resultados trágicos que todos conocemos", dijo Fernández, en diálogo con la prensa tras finalizar la cumbre. La gobernante argentina resaltó que "nunca había visto que en este tipo de cumbres otro mandatario interpelara personalmente a otro presidente", y aseguró que le hizo notar a Sarkozy que no era "de buen tono" tener este tipo de actitudes en reuniones multilaterales. "Estoy segura de que el Banco Francés no tiene un peso argentino en sus reservas y no le interesa la estabilidad argentina. Sin embargo, a mí sí me interesa la estabilidad de Francia", señaló. Más leña. Pero mientras el Palacio del Elíseo decidió no profundizar la polémica, sí lo hizo el canciller argentino Héctor Timerman, quien dijo que el gobierno francés defiende medidas de ajuste porque busca que sus bancos puedan cobrar bonos soberanos emitidos por Grecia. "Lo que está protegiendo Sarkozy es que los bancos franceses cobren la deuda, porque son los principales acreedores de la deuda griega", dijo a la prensa el canciller tras el encontronazo del mandatario francés y Cristina Fernández. Según Timerman, Grecia "paga la deuda y se hacen los planes de ajuste o no se hacen los planes de ajuste y se reestructura la deuda", alternativa esta última no apoyada por Sarkozy. "No estamos hablando de teoría, estamos hablando de la práctica, esto es lo que le pasó a Argentina por aplicar planes de ajustes y así es como salimos de la crisis económica, sin planes de ajuste. Nosotros creemos que no es el pueblo el que tiene que pagar los desbarajustes del sistema financiero", indicó el funcionario. Pero hubo un capítulo más de la "batalla" Argentina-Europa. Se desarrolló en Bruselas, sede de la UE, donde el organismo europeo se sumó al coro de voces que le han pedido a a la Casa Rosada que cese sus políticas proteccionistas. Si antes fue Brasil, y también Uruguay, ahora Europa urgió a Argentina desbloquear las compras de productos europeos. El portavoz de Comercio de la UE, John Clancy, dijo que existe "preocupación" después de que Grecia elevara a la UE una protesta porque, según Atenas, Argentina está bloqueando la importación de conservas alimenticias, violando así "las normas de comercio internacional". La respuesta fue más o menos la misma que hace unos días a Brasil: "No existen bloqueos a las importaciones de productos alimenticios de la Unión Europea", sostuvo la ministra de Industria, Débora Giorgi. Dijo que Argentina cuenta con herramientas dentro de la Organización Mundial de Comercio (OMC) para evitar el ingreso de mercadería con dumping social, ambiental y financiero, que produzca daño comprobable a la industria nacional y ponga en riesgo los puestos de trabajo. "Existe una férrea voluntad política de ambos bloques de que las negociaciones finalmente tengan el resultado esperado por todos", insistió la ministra sobre las tratativas para un Tratado de Libre Comercio entre la UE y el Mercosur, que se reanudarán hoy tras seis años de interrupción. Hace dos semanas, en el medio de negociaciones comerciales entre Brasil y Argentina, el secretario de comercio interno Guillermo Moreno –criticado por la prensa y la oposición por prácticas de presión a los empresarios privados– fue acusado de presionar a los supermercados a evitar la importación de productos que pudieran tener competidores argentinos. El hecho fue negado desde la Casa Rosada, que se mostró a la defensiva, contrastando contra el par de movimientos de ayer, que bien podrían haber sido de la delantera albiceleste en Sudáfrica. (El Observador y agencias)

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