sábado, 15 de junho de 2013

O Mercosulino 30/06/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

30.06.2010 Jornal "Correio Braziliense" Opinião As decisões do G-20 e as nações pobres Não se pode dizer que a reunião do G-20, grupo das 20 economias desenvolvidas e em desenvolvimento do mundo, inclusive a da União Europeia (UE), se inseriu na rotina anterior de fracassos. Em Toronto (Canadá), local do encontro de três dias encerrado domingo, houve decisões de alguma relevância. Mas a ambivalência foi a tônica do acordo lavrado no documento final, expediente necessário para que todos o aprovassem. Nenhuma abertura no sentido de fundar princípios à governança global, pauta há tempos em debate, conseguiu ser explicitada. Prevaleceu a convicção de que as políticas fiscal e monetária dos países avançados devem ser objeto de controles severos para cortar pela metade, até 2013, o deficit nas contas públicas. O espectro da crise desatada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, em 2008 — que ainda afeta, sobretudo, a UE —, motivou as fortes restrições. Também estiveram na raiz da decisão indicações de que ainda há riscos de retorno às turbulências financeiras provocadas por Wall Street. O temor parece tirar o sono dos líderes europeus da zona do euro. A marca bifronte da Cúpula do G-20 reside em que, apesar de exigir ajustes fiscais e financeiros rigorosos a todos os parceiros, em particular às nações mais sensíveis, cedeu às pretensões de EUA, Brasil, China, Argentina, Indonésia e Turquia de seguirem orientação divergente. Na declaração publicada após o evento, acolheram-se as posições de tais países em conceder estímulos à economia e mais investimentos para gerar empregos. Trata-se de visão que incorpora o fomento à expansão econômica como principal instrumento para superar eventuais crises financeiras. A política de contração das atividades produtivas e financeiras, redução do crédito, reorganização do sistema bancário e outras medidas para civilizar os deficits e alcançar a estabilidade formam conta com destino certo. Quem vai pagá-la são os países pobres. Em razão dos objetivos do desenvolvimento do milênio (ODM), sancionados pela Assembleia Geral da ONU em 2000, a pobreza no mundo deveria cair pela metade até 2015. As nações ricas até agora não cumpriram os compromissos. Daqui por diante, a indisponibilidade de recursos, mercê das diretrizes retracionistas, vai agravar a miséria. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a despeito de apoiar as decisões da Cúpula do G-20, mostra-se inconformado com o desprezo aos milhões de pessoas atiradas à mais perversa violação dos direitos humanos — a fome. Reclama investimentos que gerem "altos e imediatos" resultados: emprego, tecnologia e sistemas de saúde, em especial para crianças e mulheres. Em tal sentido, a Cúpula do G-20, como de vezes anteriores, não passou de conclave egoístico. Kim-moon, voz isolada no encontro, parece pregar no deserto. Jornal "Valor Econômico" Caderno: Brasil UE fragilizada deixa Mercosul com maior poder de barganha Blocos retomam negociação para firmar acordo Daniel Rittner, de Buenos Em situações macroeconômicas opostas, a União Europeia e o Mercosul voltaram ontem a negociar um acordo de livre comércio, após seis anos de estancamento. Os dois blocos ainda não chegaram à fase de trocar pedidos e ofertas de liberalização de seus mercados. Até sexta-feira, em Buenos Aires, dedicam-se apenas à discussão de regras de origem, salvaguardas e outras normas que precisam figurar em qualquer tratado comercial. O início das reuniões teve que aguardar o fim da partida entre Espanha e Portugal, países de origem de dois altos funcionários da delegação europeia, e não passou imune pelas provocações de alguns diplomatas sul-americanos, que falavam sobre as possíveis "semifinais do Mercosul" na Copa do Mundo. Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai venceram seus últimos confrontos e disputam, sexta e sábado, as quartas de final. Os negociadores brasileiros guardaram para si outra provocação, mas comentaram em conversas informais: o contexto político e econômico em que se dão as negociações é bem diferente do que havia em 2004, quando fracassaram as tentativas de chegar a um acordo. Naquela ocasião, os argumentos do Mercosul para ganhar mais abertura da UE a seus produtos e para conter as exigências europeias giravam em torno da diferença de desenvolvimento econômico entre os dois blocos. Essa diferença, obviamente, continua existindo. Mas a grande novidade de 2004 até o relançamento das negociações, em maio de 2010, é o destaque do Brasil como potência emergente. A Argentina, que ainda enfrentava a ira dos investidores pela moratória da dívida, passou a crescer a taxas superiores a 7% e também deixou a recessão para trás. Além disso, acaba de concluir com sucesso a reestruturação da dívida em moratória e já se entendeu com 92% dos credores que haviam sido prejudicados pelo calote de 2002. Esse cenário contrasta com o atual marasmo da economia europeia. Países como Espanha e Grécia terão queda do PIB neste ano. Enquanto isso, Reino Unido e França fazem ajustes nas contas públicas para combater seus déficits fiscais. Na avaliação de funcionários graduados do Itamaraty, isso significa que o Mercosul, especialmente o Brasil, ganha importância para as empresas europeias como um mercado promissor. E pode gerar um efeito nas negociações: aumenta o poder de barganha do bloco sul-americano, segundo uma fonte brasileira, permitindo ao Mercosul "vender mais caro" o acesso a seu mercado - ou seja, cobrando mais concessões da UE. O embaixador Alfredo Chiaradía, secretário de Relações Econômicas Internacionais da chancelaria argentina, disse que esse novo equilíbrio de forças é correto, mas relativiza seus reflexos nas negociações. "A não ser que você esteja no fundo do poço, não vende um bom apartamento por US$ 100 mil. Pelo contrário, quer vender bem seu patrimônio", afirmou Chiaradía. Em meio à retomada das negociações, os europeus reclamaram das barreiras impostas pelo governo argentino à importação de alimentos processados. O assunto não chegou a ser alvo de discussões na reunião de ontem, mas a Argentina recebeu críticas diretamente de Bruxelas. A direção-geral de comércio da Comissão Europeia informou estar "muito preocupada" com as barreiras e que elas tiveram "impacto negativo em algumas exportações de produtos comestíveis da UE". O governo da Grécia se queixou formalmente à Casa Rosada pelo cancelamento de encomendas de pêssegos em calda no valor de US$ 2,4 milhões. A Argentina tem negado veementemente a existência das travas. Chanceler da Argentina trata do Uruguai no Brasil Sergio Leo, de Brasília A proposta do presidente uruguaio, José Mujica, para que o Brasil tenha papel mais ativo no conflito entre Uruguai e Argentina, deve fazer parte da primeira conversa do recém-nomeado ministro de Relações Exteriores argentino, Héctor Timerman, com o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim. Após ser empossado, Mujica firmou acordo com a Argentina para pôr fim aos bloqueios de pontes entre os dois países, motivado pela construção de uma fábrica de pasta de celulose no rio Uruguai, que serve de fronteira. Mujica quer que o Brasil fiscalize o cumprimento do acordo. Oficialmente, a visita de Timerman, que chega hoje e passará cerca de 12 horas no Brasil, se destina apenas a fazer as apresentações do novo chanceler e "aprofundar os laços de amizade e cooperação", como informou o próprio ministro. Ele visitou ontem o Uruguai, para se encontrar com as autoridades locais. O antecessor de Timerman, Jorge Taiana, foi demitido por atritos com a presidente Cristina Kirchner, entre eles uma entrevista na qual o então ministro confirmou a proposta ao Brasil para participar dos acertos entre Uruguai e Argentina. Pelo twitter, o novo ministro informou, antes de partir ao Uruguai, que levaria aos "amigos" do governo Mujica "uma proposta ampla, baseada na ciência, com objetivo de cuidar do meio-ambiente". O acordo dos dois países prevê levantamento das barreiras à circulação na fronteira fluvial e monitoramento ambiental no rio Uruguai (para o qual os uruguaios convidaram o Brasil). O novo ministro não informou que temas deve abordar na agenda com o chanceler Celso Amorim. Os brasileiros, que reservadamente têm pressionado o governo Kirchner para cessar as hostilidades contra o Uruguai, dizem que só atuarão oficialmente se houver pedido dos dois países. Há expectativa, entre os diplomatas, de que Timerman trate, além do acordo com o Uruguai, do mecanismo de parceria estratégica firmado recentemente e que inclui financiamento a empreendimentos argentinos pelo BNDES e pelo Banco de la Nación. Não há ainda, porém, decisão sobre como será posto em prática o mecanismo anunciado na semana passada. Jornal "O Estado de S.Paulo" Caderno: Economia & Negócios O mundo na UTI Rolf Kuntz A economia mundial saiu da emergência para a UTI, segundo o novo relatório do Banco de Compensações Internacionais, de Basileia, também conhecido pela sigla BIS (Bank for International Settlements). Quanto a isso há pouca discussão. Um enorme desacordo começa a partir desse ponto, quando se trata de escolher os próximos passos para a superação da crise. Num extremo está o americano Paul Krugman, articulista do The New York Times e ganhador do Prêmio Nobel de Economia. Segundo ele, o mundo pode estar no começo da terceira depressão. A primeira ocorreu depois do pânico de 1873. A segunda foi o desdobramento da crise financeira de 1929-1931. O novo desastre só será evitado, em sua opinião, se os governos do mundo rico mantiverem os estímulos fiscais até a recuperação se firmar e deixarem para depois a arrumação das contas públicas. No extremo oposto estão os economistas do BIS. Em seu novo relatório anual, divulgado segunda-feira, esses economistas fazem um retrospecto da crise, analisam suas causas e enumeram os novos desafios. A recuperação, segundo eles, ainda é frágil e desigual, mas "o suporte macroeconômico tem limites". E acrescentam: os limites do estímulo fiscal foram alcançados em vários países, como demonstram reações recentes dos mercados. É óbvia a referência aos grandes buracos orçamentários e à dívida crescente não só de pequenas economias, como Grécia e Portugal, mas também de potências de peso muito maior, como Espanha, França e Reino Unido. A receita apresentada inclui a consolidação fiscal imediata em vários países industriais, a conclusão da reforma bancária e também uma série de mudanças microeconômicas para facilitar o crescimento econômico. Essa pauta, bem conhecida, envolve alterações na previdência, a adoção de regras mais flexíveis para o mercado de trabalho e, mais amplamente, a criação de um ambiente favorável ao investimento e à busca da competitividade. Um complemento inevitável é a procura de um novo equilíbrio entre superavitários e deficitários nas contas externas ? mensagem dirigida a vários emergentes, mas principalmente à China. Um ponto forte da argumentação é a referência aos bancos. Estão mais lucrativos e mais fortes do que nos piores momentos da crise, mas são ainda vulneráveis às mudanças de humor no mercado e ao contágio dos problemas fiscais: governos deficitários e altamente endividados são um grave risco para o sistema financeiro. Reunidos no fim de semana em Toronto, no Canadá, chefes de governo do G-20, o grupo das maiores economias desenvolvidas e emergentes, tentaram conciliar as duas perspectivas. Suas decisões, segundo Krugman, foram decepcionantes porque privilegiaram as políticas de ajuste. Segundo outros, a conciliação deixou o grupo em cima do muro. As 27 páginas do comunicado final contam uma história um tanto diferente. O texto ressalta a recuperação desigual e frágil, como o relatório do BIS, e contém uma clara advertência sobre o risco do ajuste sincronizado no mundo rico. Mas, apesar desse risco, a consolidação fiscal é necessária. A confiança nos governos dependerá também disso. Negligenciar essa tarefa poderá igualmente prejudicar o crescimento. A solução, portanto, não é escolher um ou outro caminho, mas buscar a combinação possível entre as duas tarefas. Por isso será conveniente diferenciar as políticas de ajuste. Terão de ser mais severas nos países com maiores problemas fiscais e bem mais suaves naqueles com desajustes menores. No mundo rico, os menores déficits fiscais estão na faixa de 3% a 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Os maiores estão próximos de 12% e há vários no intervalo de 6% a 8%. Com o acordo para cortar os déficits pela metade até 2013, as economias em melhor condição fiscal poderão realizar um ajuste menos drástico. É o caso da alemã, a maior da Europa. Mas a contribuição da Alemanha só será proporcional à importância e às possibilidades do país se as suas importações crescerem mais velozmente. Seria provavelmente irrealista cobrar estímulos fiscais por mais tempo dos governos com maiores desajustes, como o espanhol e o britânico. Não se pode pôr entre parênteses, como se fosse irrelevante, o problema do financiamento dos Tesouros em pior situação, nem o risco de novas quebras no sistema bancário. De toda forma, a recuperação global só se firmará dentro de alguns anos. Poderá ser lenta e desigual, mas, na melhor hipótese, não haverá retrocesso. Em algum momento, nos próximos meses, talvez os candidatos à Presidência do Brasil se interessem pelo assunto. Afinal, será essa a moldura do novo governo. Por enquanto, não parecem haver notado. Jornal "O Globo" Caderno: Esportes Dentro dos campos, o Mercosul dá certo Bloco dos países sul-americanos segue firme no Mundial, mas vive em crise fora dele Eliane Oliveira BRASÍLIA. A classificação conjunta inédita dos países do Mercosul - Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - para as quartas de final da Copa do Mundo mostra que, pelo menos quando o assunto é futebol, os quatro sócios estão afinados. Um contraste com a situação fora das quatro linhas, onde, em quase 20 anos de existência, as relações têm sido conturbadas e retardam a integração. Essa harmonia temporária na África do Sul pode ser quebrada, porém, nas semifinais, caso os quatro países derrotem os próximos adversários, o que resultaria numa final histórica do Mercosul. Uma decisão entre Brasil e Argentina, por exemplo, seria um duelo explosivo diante da rivalidade - reproduzida no campo político, no qual os hermanos não querem nem ouvir falar de um assento só para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, por exemplo. O Mercosul foi criado em 1991, no chamado Tratado de Assunção. Embora tenha atualmente um caráter meramente comercial, os objetivos do bloco eram dinamizar a economia regional, movimentando livremente também pessoas, trabalhadores e investimentos. Principais sócios do Mercosul, Brasil e Argentina têm, na agenda bilateral, grande quantidade de brigas comerciais. As relações são marcadas principalmente pela imposição de barreiras à importação de produtos brasileiros. Imigração é tema polêmico Os chamados sócios menores, Paraguai e Uruguai, pedem tratamento especial, sempre que podem. Argumentam que, para se desenvolverem, precisam vender mais aos mercados brasileiro e argentino. O Brasil costuma ceder, mas eles enfrentam a resistência dos argentinos. Outra divergência marcante atinge Argentina e Uruguai. O primeiro não se conforma com a implantação de uma fábrica de celulose no Rio Uruguai, mas vem perdendo a causa na Justiça. Já a economia paraguaia tem, no comércio de importados, uma de suas principais fontes de sobrevivência. Parte dos produtos vendidos no Brasil, no entanto, é contrabandeada. A imigração é outro tema incendiário na região. O Mercosul poderá ficar mais conturbado com a entrada em campo da Venezuela, do polêmico presidente Hugo Chávez. Mas, para que se repita em 2014 o que ocorre na África, os venezuelanos terão de tratar melhor a Jabulani, pois sequer se classificaram para a Copa atual. Jornais dos Países Membros do Mercosul Argentina "Clarín" Sección: Mundo Los europeos podrían bloquear la negociación con el Mercosur Es como represalia por las restricciones a las importaciones de alimentos. Unión Europea, Mercosur, trabas a las importaciones La Unión Europea se está planteando no retomar las negociaciones con el Mercosur después de que Grecia acusara el lunes a Argentina de implantar restricciones a la importación de productos europeos. El comisario de Agricultura del Ejecutivo europeo, Dacian Ciolos, dijo ayer tras un Consejo de Ministros de Agricultura del bloque, que tenía "dudas" sobre si había que reanudar las negociaciones con los países del Mercosur para un tratado de libre comercio mientras la Argentina mantenga trabas. "Me pregunto si en estas condiciones no será necesario replantearnos la existencia de esta reunión", dijo Ciolos en rueda de prensa desde Luxemburgo, en alusión a las discusiones técnicas que ayer se retomaron en Buenos Aires (ver recuadro). Según Ciolos, esa reunión tenía como finalidad explicar las preocupaciones europeas y dejar claro que la UE podría bloquear de nuevo las negociaciones "si Argentina no renuncia a sus medidas restrictivas que nos parecen injustificadas. Me resulta complicado entender esta actitud, sobre todo por las condiciones que uno y otro lado estamos planteando". Junto a Ciolos y sin comentar el asunto, estaba la ministra española de Agricultura, Elena Espinosa. España, presidencia semestral del bloque europeo hasta hoy -mañana pasa el testigo a Bélgica- se había apuntado en mayo un éxito al conseguir que se diera el visto bueno a la reanudación de las negociaciones UE-Mercosur, pero la queja de Grecia está siendo utilizada por otros países europeos -Francia y Alemania entre ellos- para plantear el posible fin de las negociaciones. Temen que sus sectores agrícola y ganadero no puedan asumir la competencia de la entrada sin restricciones en el mercado europeo de productos agrícolas y ganaderos del Mercosur. También están en esa situación países como Bélgica o Chipre. Estos cuatro países habrían mostrado en la reunión de ayer en Luxemburgo esas preocupaciones, según informó la agencia Europa Press. El conflicto con Argentina que Grecia planteó el lunes fue tratado a petición griega por los ministros de Agricultura del bloque, que escucharon a su homólogo griego explicarles cómo Argentina estaría impidiendo la comercialización de, entre otros, duraznos en conserva griegos. El documento de conclusiones de la reunión de ayer en Luxemburgo asegura que "varias delegaciones apoyaron a Grecia e informaron sobre otras restricciones comerciales por parte de Argentina contra otros productos agrícolas. Algunas delegaciones cuestionaron la oportunidad de reabrir las negociaciones con el Mercosur en estas circunstancias". En tanto, el gobierno argentino volvió a negar las acusaciones a través de su jefe de Gabinete. También hay voces contrarias a las negociaciones en el Parlamento Europeo. Eurodiputados conservadores españoles, ecologistas franceses y nacionalistas británicos criticaron ante la ministra de Agricultura española la reanudación de las negociaciones. Temen que el acuerdo perjudique al agro europeo. Idafe Martín "La Nación Sección: Economía Más países se quejaron de las trabas argentinas a las importaciones Francia, Italia y Alemania, entre otros, respaldaron los reclamos griegos ante la Unión Europea Mientras en Buenos Aires se reanudaron oficialmente las negociaciones para un acuerdo de asociación entre la Unión Europea (UE) y el Mercosur, en Luxemburgo, una docena de países expresó ayer sus quejas contra las restricciones a las importaciones de alimentos dispuestas por el gobierno argentino. El comisario europeo de Agricultura, el rumano Dacian Ciolos, declaró que las trabas se estaban aplicando a casi todos los productos agrícolas que la UE exporta a la Argentina y advirtió sobre la "ilegalidad" de esas medidas. "Si estas medidas persisten, las negociaciones con el Mercosur necesariamente se verán afectadas", advirtió Ciolos, durante una reunión del Consejo de Agricultura de la UE. De hecho, admitió que en la Comisión Europea hubo un debate interno sobre si se debía participar o no de las primeras negociaciones UE-Mercosur en seis años, a causa de la política instrumentada por el secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno, sobre las importaciones de alimentos. Fue el propio presidente de la Comisión Europea, el portugués José Manuel Durao Barroso, el que resolvió que, pese a todo, el bloque participaría de la ronda de negociaciones que se inició ayer en Buenos Aires. Según consignaron las agencias Reuters y EFE, en la reunión de Luxemburgo, las autoridades griegas presentaron su reclamo por la cancelación o suspensión de exportaciones de duraznos enlatados a Buenos Aires por cerca de 2,4 millones de dólares. La delegación de Dinamarca advirtió que había encontrado problemas en sus exportaciones de productos lácteos. Las quejas fueron respaldadas por Francia, Italia, Alemania, Irlanda, Austria, Polonia, Bulgaria, Bélgica, Lituania, Rumania y Chipre. Los ministros de Agricultura europeos, al igual que los productores de esos países, son algunos de los principales opositores internos a un acuerdo de libre comercio con el Mercosur. "Medidas proteccionistas" En la Argentina, el jefe de Gabinete, Aníbal Fernández, volvió a negar en declaraciones radiales que existan bloqueos al comercio, aunque reconoció que el Gobierno busca "cuidar los propios productos". Y añadió: "Todos los países tienen medidas proteccionistas en algún momento". Anteayer, fuentes europeas habían indicado a LA NACION que aún existe "una gran cantidad de productos alimenticios en la aduana que no pueden entrar", entre los que mencionaron quesos de alta calidad, arroz, pastas y fiambres. Sin embargo, el presidente de la Cámara de Importadores de la República Argentina (CIRA), Diego Pérez Santisteban, brindó una visión diferente. Dijo que "entre el 85 y el 90 por ciento" de lo que en un comienzo había sido retenido ya fue liberado. "Para el caso de las empresas asociadas a la cámara, los supermercados, los distribuidores, al día de hoy no tenemos reclamos pendientes por certificados [para importación] de productos de Europa", dijo. Aunque los efectos de esas barreras hayan mermado, las autoridades europeas tienen sus propios motivos para insistir en las quejas. Por un lado, está el valor simbólico negativo que podría tener avanzar en un acuerdo de libre comercio con países que imponen restricciones de manera no formal. Por el otro, le sirve como excusa para adoptar una determinada posición negociadora de cara a la ronda con el Mercosur, acorde con el ala más dura de la UE. Ayer, las delegaciones encabezadas, respectivamente, por el secretario de Comercio Internacional argentino Alfredo Chiaradia, y por el director general adjunto de Comercio de la UE, el portugués João Aguiar Machado, iniciaron la primera ronda de conversaciones que culminará pasado mañana. "Hubo una primera sesión casi protocolar, en la que se fijaron las agendas y los cronogramas, pero no se abordaron cuestiones de fondo", contó una fuente diplomática. "A lo que aspiramos es a poder ordenar el diálogo", dijo Chiaradia, en declaraciones reproducidas por Télam. Oliver Galak Paraguay "ABC" Opinión Las barreras brasileñas ¡Cómo le cuesta al Brasil despegarse de sus delirios imperiales! Desde siempre, el Paraguay ha sido su víctima preferida. Le alienta un extraño desprecio hacia nuestro país, con independencia de la ideología de sus gobernantes. Fascistas y socialistas se dan la mano cuando se trata de dañar al "hermano menor". Ya no tiene, desde luego, la ferocidad de su soldadesca de la Triple Alianza, ni la barbarie de su querido conde D´Eu que ordenó la quema del Hospital de Sangre, en Piribebuy, con 800 enfermos adentro. Ahora ya no vierte nuestra sangre, pero la guerra que nos ha declarado continúa inclemente. Luego de finalizada la guerra de 1865 al 70 –asegurándose de que no queden retoños que puedan vengarnos– se dedicó al mismo saqueo de cuando reinaba en nuestro territorio. Nada tiene nuestro país que esté a salvo del Brasil. Fuimos dueños, por ejemplo, de inmensos bosques que nos dieron fama universal. Pues, todos fueron a parar en los aserraderos brasileños. Sí, es cierto, con la complicidad de funcionarios paraguayos venales. Pero la tentación venía del norte. Y las inmensas tierras que podrían servir a nuestros agricultores están hoy colmadas de colonias brasileñas. La ocupación perfecta. Y no hablemos de la hidroeléctrica de Itaipú, de la que se hicieron propietarios a cambio de arrojarnos las migajas. Dispone de la energía que nos corresponde a su entero beneficio. Cuando se alzan algunas voces en protesta por el casi despojo, aparece en la frontera el Ejército brasileño exhibiéndonos su amenazador poderío. Cualquier emprendimiento, más o menos ventajoso para nuestro país, el Brasil se encarga de que no lo sea. Se recordará el caso de las cubiertas recauchutadas: porque tuvieron algún éxito de venta –cumpliendo con todas las exigencias burocráticas para su exportación– pronto el Brasil le puso trabas a su exportación desde nuestro país. En estos momentos –pasamos por un montón de otros– el Brasil está en plena euforia aplicando su política de dañar nuestra economía. Le tocó el turno a Frutika, una próspera empresa dedicada a procesar jugo de frutas en el departamento de Itapúa. Desde hace algún tiempo Frutika exporta sus productos al mercado brasileño. Para su desgracia, con el beneplácito de los consumidores. ¿Qué hacen ahora las autoridades brasileñas? Invocan un Anexo 8, que nadie en el Paraguay conoce, para impedir que se comercialice un cargamento por valor de más de 12.000 dólares. Frutika cumplió, como lo venía haciendo, con todos los requisitos exigidos por el Brasil. Copiamos este párrafo de ABC, pág. 20, del jueves pasado: "Señala (la empresa) que hace cinco años exporta (…) sin inconvenientes hasta que surgió el Anexo 8, en el que se mencionan análisis que el INTN no realiza hasta el momento. Añade que hasta ahora el cliente (North International Importaçao Ltda.) no puede liberar la mercancía, ya que su despachante presentó la documentación ante el Ministerio de Agricultura del Brasil, que fue el que retuvo la exportación, argumentando que en noviembre de 2009 emitieron el Anexo 8 (posiblemente inexistente, acota el diario) en el cual supuestamente se daba 180 días al Paraguay, y otros países, para modificar el Certificado de Origen y el del Análisis." Frente a estas situaciones enojosas suele mentarse el éxito de la Unión Europea frente a los fracasos del Mercosur, que se creó también con el propósito de que los países miembros se ayuden a salir adelante. La cuestión es que la Unión Europea hace que los países relativamente con menor desarrollo –piénsese en España, Grecia, Portugal– salgan de sus dificultades porque se parte de la idea elemental de que con socios pobres no cabe hacer negocios. Entonces, los países grandes hacen que los chicos suban hasta ellos. En el Mercosur es al revés. La mezquindad de un país grande obstaculiza el crecimiento del chico. No le tolera ningún éxito, por insignificante que fuese. Encontrará la manera de hacerle regresar a su sitio natural: la pobreza y, con ella, la mendicidad. Es para tenerle amarrado. Los directivos de Frutika pidieron auxilio a la Cancillería para que gestione ante el Brasil la liberación de la carga, que se encuentra en Foz de Yguazú. Es posible que nuestras autoridades, luego de muchos ruegos y tal vez humillaciones, consigan de sus pares brasileños que los productos de Frutika lleguen al consumidor. Pero con toda seguridad se alzará después otra barrera para cualquier producto paraguayo con éxito en el Brasil. Sección: Economía Nada hay de fondos para la línea 500 Kv Nada hay aún de la anunciada aprobación por Focem de los fondos de 400 millones de dólares para el financiamiento de la construcción de la línea 500 Kv. La semana anterior dicho organismo debió aprobar el proyecto, según los anuncios oficiales. Pero al parecer no se logró, pues nadie hace mención del tema en círculos gubernamentales. Con la presencia de los directores de Itaipú, Gustavo Codas Friedmann (Paraguay) y Jorge Samek (Brasil), se reunió la semana pasada en Montevideo la Unidad Técnica del Fondo de Convergencia Estructural del Mercosur (Focem). La aprobación de los recursos es indispensable en esta instancia para acceder a los mismos y consiguientemente a la iniciación de las obras. Las mismas consisten en la construcción del tendido eléctrico de alta tensión entre Hernandarias y Villa Hayes. Cumbre de Mercosur De acuerdo con el plan anunciado por el gobierno de Lugo, tras la aprobación en Focem, el proyecto debe ser sometido a consideración de la Cumbre del Mercosur cuya realización está programada para mediados del mes entrante en la Argentina. Una vez aprobados en este organismo, estarán disponibles los fondos. Inicio previsto De acuerdo con la promesa del presidente del Brasil, Luiz Inácio Lula Da Silva, los trabajos deben iniciarse el 25 del mes próximo en Villa Hayes, en presencia del citado mandatario y su colega paraguayo, Fernando Lugo. La ejecución de las tareas está enmarcada dentro del compromiso formalizado entre los dos gobernantes, el 25 de julio del año pasado. Cabe consignar que dicho acuerdo fue rubricado en el salón Independencia del Palacio de López por Lula, sin que se informara entonces de dónde provendrían los fondos requeridos. A partir de la suscripción del mencionado documento, el presidente Lugo, en cuantas ocasiones tuvo, habló de "logros" y éxitos", cuando que en realidad nadie aún insinuaba siquiera el eventual origen del financiamiento. "Es todo" Fuentes bien informadas señalan que la posible construcción de la línea 500 Kv es todo lo que Brasil puede ofrecer, ya que para Brasilia, una eventual renegociación del Tratado no solo es remota sino totalmente descartada. "La línea es todo lo que pueden ofrecer", afirmó un funcionario vinculado con las negociaciones, lo que coincide con la declaración de Marco Aurelio García, asesor internacional de Lula, quien durante su reciente visita a Asunción ratificó que no habrá renegociación. Mercosur y UE relanzan negociación El Mercosur y la Unión Europea (UE) iniciaron ayer en Buenos Aires su primera ronda formal de trabajo desde el anuncio del relanzamiento de las negociaciones hecho por los jefes de Estado, en la pasada Cumbre de Madrid, y prevén mantener reuniones a nivel técnico hasta el viernes. BUENOS AIRES (ANSA y Reuters). El jefe de la delegación argentina, el secretario de Negociaciones Económicas Internacionales de la Cancillería, Alfredo Chiaradía, dijo a la agencia oficial Telam que "se trata del primer contacto formal luego de seis años en que se habían suspendido las tratativas". "Aspiramos poder ordenar el diálogo", añadió el funcionario, pero aclaró que "no debe esperarse de este encuentro una negociación sobre puntos específicos". Las conversaciones entre ambos bloques, según había anticipado la Cancillería, incluyeron los denominados tres pilares de la negociación: el diálogo político, la cooperación y el comercio. Un acuerdo de asociación, evaluó la Cancillería argentina, "aumentará los niveles de coordinación política y los flujos de cooperación e impactará positivamente en los flujos comerciales entre las dos regiones". El Mercosur asigna una gran importancia a la negociación de mejoras sustantivas para el acceso a mercado de productos exportables de la región. La reunión se da en medio de un nuevo cruce entre Argentina y la Unión Europea, que reclamó "dejar de bloquear inmediatamente" las importaciones de alimentos de ese bloque continental. Queja griega Algunos países de la UE, entre ellos Francia, Italia y Alemania, respaldaron una queja de Grecia sobre las restricciones que Argentina aplica a las importaciones de alimentos que produce en su mercado interno. "Las restricciones argentinas tendrán una influencia completamente negativa en la reanudación de las conversaciones para la conclusión del acuerdo entre la UE y el Mercosur", sostiene una circular de Grecia publicada durante una reunión de ministros de Agricultura de la UE en Luxemburgo. Grecia dijo que exportaciones de duraznos enlatados por 2,4 millones de dólares habían sido canceladas o suspendidas por exportadores argentinos desde abril, lo que equivaldría al 40 por ciento de los envíos anuales griegos al país sudamericano. Pero el Gobierno argentino negó cualquier restricción. "No hay restricciones a la importación de productos europeos", afirmó el martes el jefe de Gabinete de ministros de Argentina, Aníbal Fernández. "No hay acción específica para parar determinado tipo de productos", agregó en declaraciones radiales. El comisario de Agricultura de la UE, Dacian Ciolos, dijo que las restricciones se estaban aplicando a casi todos los productos agrícolas que la UE exporta a Argentina. "Además de la naturaleza ilegal de estas medidas, estoy igualmente preocupado por su anuncio en la víspera de la reanudación de las negociaciones con el Mercosur", dijo Ciolos a los ministros. En ese ambiente se llevó a cabo la primera reunión a nivel técnico entre los negociadores de la UE y el Mercosur en Buenos Aires. Ciolos reveló que la Comisión Europea había debatido si el encuentro debería realizarse y que finalmente decidió que sí. "La Nación" Sección: Negócios Bloque europeo acusa a la Argentina de proteccionista Exportadores europeos se quejan de que los permisos para importaciones se entregan de forma selectiva. LUXEMBURGO. AFP.- Las negociaciones de un acuerdo de libre intercambio entre la Unión Europea y el Mercosur (compuesto por Argentina, Brasil, Uruguay y Paraguay) se verán "necesariamente" afectadas por las medidas proteccionistas en Argentina a productos agroalimentarios, advirtió este martes el bloque europeo. "Si las medidas persisten, las negociaciones con el Mercosur se verían necesariamente afectadas", subrayó el comisario europeo a cargo de la cartera de Agricultura, Dacian Ciolos, en una reunión con los ministros europeos del sector desarrollada en Luxemburgo. Estas negociaciones en vistas de un Tratado de Libre Comercio (TLC), en punto muerto desde 2004, se reanudaron el martes en Buenos Aires, en ocasión de una reunión destinada a fijar las modalidades técnicas de las discusiones. ENTREGA SELECTIVA Pero los exportadores europeos se quejan de que los permisos de circulación de productos comestibles que Argentina importa se entregan desde hace un año de manera selectiva y solo en los casos en que no existen productos equivalentes elaborados en ese país. El tema lo planteó Grecia, que afirma que Argentina ha cancelado contratos para la importación de duraznos procesados griegos por un valor de 2,4 millones de dólares, lo que representa el 70% de sus exportaciones de ese producto. El martes, Atenas recibió el apoyo de los gobiernos de Roma, París, Larnaca, Bucarest, Dublín, Viena, Varsovia, Berlín, Vilna, Sofía, Copenhague y Bruselas, según un diplomático europeo. Los países del Mercosur son los principales competidores de Europa en lo que concierne a productos agrícolas. La conclusión de un acuerdo de libre comercio permitiría a la UE encontrar un nuevo mercado, entre otros, para su industria automotriz. NIEGA BLOQUEO Por su parte, Argentina negó el lunes la existencia de bloqueos a importaciones de alimentos provenientes de la Unión Europea, luego de que Bruselas acusó al país sudamericano de proteccionismo y le urgió a desbloquear las compras de productos europeos. "No existen bloqueos a las importaciones de productos alimenticios de la Unión Europea", sostuvo la ministra de Industria, Débora Giorgi, en declaraciones reproducidas en la página oficial de prensa del gobierno de Cristina Kirchner. Uruguay "El Pais" Sección: Ciudades Estadísticas comunes para Brasil y Uruguay. Acuerdo en reunión de ministerios de Desarrollo Social Representantes del Ministerio de Desarrollo Social de Uruguay se reunieron el Río Branco con sus pares del Ministerio de Desarrollo Social y el Ministerio de Integración Nacional de Brasil para avanzar en la creación de un sistema binacional de información estadística de la frontera. El encuentro se realizó en el Club Unión de Río Branco. Duró dos horas y media y fue el cuarto por este tema. La creación del sistema binacional de información estadística de la frontera tiene como objetivo "obtener información sobre el perfil socioeconómico de las personas que residen en la franja de frontera para implementar políticas específicas para ese territorio", explicó Jorge Durán, el responsable del Programa de Frontera del Mides. Agregó que si bien mediante el trabajo del programa se ha obtenido información cualitativa en torno a lo que son las principales problemáticas de la frontera, "es central acceder a información estadística". Ambas partes intercambiaron datos sobre las cifras que se tienen de los distintos censos y encuestas, para analizar la posibilidad de desagregar las mismas para este territorio. En principio, la idea es obtener datos de las ciudades gemelas que comprendidas dentro del Acuerdo sobre Permiso de Residencia, Estudio y Trabajo para los residentes fronterizos. Sección: Política Nacional Impulsan inspecciones de caru y un Polo forestal en Gualeguaychú Argentina-Uruguay. El canciller Héctor Timerman presentó ayer una propuesta de monitoreo Almagro dijo que ésta es positiva pero que necesita más análisis y que habrá una contrapropuesta EDUARDO DELGADO Un polo de desarrollo forestal y un centro universitario en la zona de Gualeguaychú, además de un protocolo ambiental del río Uruguay -que incluya un cuerpo inspectivo de la CARU- es lo que impulsan las presidencias de Uruguay y Argentina. La próxima semana el canciller Luis Almagro realizará una "contrapropuesta con los agregados necesarios y convenientes" a la propuesta de monitoreo del río Uruguay presentada ayer por su par argentino, Héctor Timerman. Ambos jerarcas acordaron mantener en reserva el contenido de la propuesta y tras su encuentro mantuvieron un almuerzo con el presidente José Mujica y el vicepresidente Danilo Astori. Más allá de este primer encuentro entre los ministros de Relaciones Exteriores de Uruguay y Argentina, los gobiernos de ambos países avanzan en busca de superar el conflicto desatado tras la instalación de la planta de Botnia (actual UPM) en Fray Bentos y el piquete que cortó el tránsito por el puente internacional San Martín desde noviembre de 2006 hasta el sábado 19 de junio pasado. Fuentes del gobierno indicaron a El País que a nivel de las dos Presidencias se está trabajando en estimular inversiones importantes para un emprendimiento pensando en el desarrollo forestal, ubicado en la zona de Gualeguaychú, al que también esté vinculado Uruguay. Además, se trabaja en crear un centro universitario en esa ciudad argentina, para lo que colaborarían la Universidad de Buenos Aires y una federación de universidades argentinas, añadieron las fuentes. Respecto al monitoreo del río Uruguay, las presidencias coinciden en que se acuerde un protocolo ambiental mediante el que un cuerpo de técnicos a cargo de la CARU inspeccione todo lo que pueda afectar la calidad del medio ambiente, co-mo el saneamiento de las ciudades costeras y las industrias que viertan desechos. En ese sentido, Timerman habló ayer martes en una radio de su país de "monitorear todo el río Uruguay, de acuerdo a los más altos estándares de control ambientales que hay en el mundo, y con una comisión de científicos involucrados en el continuo monitoreo de ambas riberas, de Argentina y Uruguay, de todos los establecimientos industriales que tengan algún tipo de conexión con el río". Afirmó que será "un monitoreo amplio, absoluto, abierto y en tiempo real para que la ciudadanía de ambos países, ambos pueblos estén enterados de que sucede con el medio ambiente en el río". Agregó que su gobierno elaboró una lista de científicos "a la altura de los mejores técnicos del mundo", y que le parecería bien "si se incorporan científicos internacionales". "He traído una propuesta para el monitoreo del río Uruguay", comentó Timerman en la conferencia de prensa que brindó junto a Almagro. Dijo que dicha propuesta está "basada en la ciencia y en el interés de resolver esto lo antes posible", para "dedicarnos a las tareas tan importantes como son la unión de nuestros pueblos y la lucha contra aquellos que quieren retrasar el camino hacia la justicia social". Según Almagro, la propuesta argentina es "positiva desde todo punto de vista", pero "requiere mayor análisis", quedan "ulteriores instancia para analizar y poder dar una respuesta final elaborada". Acotó que "no es pertinente" que la propuesta tome conocimiento público, sino primero "elaborar sobre ella y tener la posibilidad de presentar una contrapropuesta con los agregados necesarios y convenientes". Esto en función "de las garantías medioambientales que Uruguay quiere dar respecto al monitoreo de la calidad de las aguas del río Uruguay". Según Timerman, Argentina está dispuesta "a implementar una solución lo antes posible, pero siempre que Uruguay esté cómodo y sienta que su participación es posible. La rapidez que tiene es el deseo de concluir esto lo antes posible". Consultados si el levantamiento del bloqueo al puente San Martín por 60 días incide en los tiempos de la negociación entre los gobiernos, Almagro resaltó que "definitivamente" no tienen ese plazo de 60 días en la cabeza. Brasil. De los dichos de Almagro y Timerman se desprende que la posibilidad de incorporar a Brasil al monitoreo del río Uruguay dependerá de lo que decidan Mujica y Fernández, pero que lo inmediato es acordar un monitoreo binacional del río. Timerman afirmó que se está "llevando adelante el fallo del tribunal de La Haya" y que "si se agrega otro país más o no es una decisión que tomarán en una reunión posterior el presidente de Uruguay y la presidenta de la Argentina". Almagro agregó que se han ceñido "concretamente a lo que establece el fallo de la Corte (de La Haya) y el estatuto del río Uruguay, que obviamente en ninguna de estas instancias da participación a una parte brasileña". Por otra parte, Timerman agradeció el apoyo del gobierno uruguayo a la petición argentina en la ONU sobre las islas Malvinas realizada la pasada semana en Nueva York. Tras su almuerzo con Mujica, Astori y Almagro, Timerman fue caminando hasta la plaza Cagancha y luego hasta la embajada de su país. En la sede diplomática se reunió con Macarena Gelman -nieta del poeta argentino Juan Gelman- y miembros de la familia Michelini, entre ellos los legisladores Rafael y Felipe. "El Observador" Sección: Economia UE exige que Argentina retire traba comercial para negociar. LAS AUTORIDADES DEL BLOQUE EUROPEO Y DEL MERCOSUR RETOMARON EL DIÁLOGO PARA CONSEGUIR UN TLC La Unión Europea dijo que las restricciones aplicadas afectarán el acuerdo con el Mercosur La Comisión Europea (CE), respaldada por numerosos países comunitarios, pidió ayer a Argentina que levante sus restricciones a las importaciones agroalimentarias, de lo contrario, advirtió, las negociaciones comerciales entre la UE y Mercosur "se verán afectadas". El comisario europeo de Agricultura, Dacian Ciolos, afirmó que es necesaria una "acción clara y rápida" del gobierno argentino, porque si continúan las trabas a los productos europeos se verá perjudicada la discusión de la UE y Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay) para un acuerdo de asociación. Ciolos realizó este llamado de atención durante el Consejo de Agricultura de la UE y el mismo día en que en Buenos Aires, la UE y el bloque latinoamericano vuelven a retomar las conversaciones, tras seis años de paréntesis, con vistas a sellar un pacto de asociación política y comercial. El Consejo de ministros de Agricultura comunitarios ha discutido sobre este asunto, a petición de Grecia, que denunció que sus envíos de melocotón en conserva a Argentina están bloqueados. Dinamarca también alertó sobre los problemas encontrados por sus exportaciones de productos lácteos, según fuentes comunitarias. Respaldaron esas quejas Francia, Italia, Chipre, Rumania, Irlanda, Austria, Polonia, Alemania, Lituania, Bulgaria y Bélgica. Según la misma fuente, el ambiente del Consejo de ayer fue parecido a la reunión de mayo de los ministros de Agricultura de la UE, quienes se pusieron en guardia contra el restablecimiento de las tratativas con Mercosur, por el miedo a que supongan nuevas concesiones agrarias que dañen el sector comunitario. El comisario explicó que las medidas argentinas consisten en instrucciones de las autoridades del país para que no se entreguen certificados de libre circulación, que hasta hace poco se concedían automáticamente para las importaciones. Las restricciones se aplican en los casos en que llegan productos que Argentina cultiva o cría localmente, lo que afecta a "casi la totalidad de las exportaciones de la UE", según Ciolos. La CE se ha dirigido a Buenos Aires en todos los foros posibles para que levante las barreras, tanto mediante reuniones con los ministerios como ante los embajadores argentinos en Bruselas y ante la Organización Mundial del Comercio (OMC), en Ginebra. "Independientemente de su ilegalidad (de las medidas), estoy consternado porque se anunciaran en la víspera de que se retomaran las negociaciones con el Mercosur", en mayo, remarcó el comisario. Ciolos mencionó el interés prioritario de Argentina en el sector agrario y apuntó que en estos momentos comienza la reunión en Buenos Aires para fijar las condiciones técnicas de esas negociaciones. No obstante, esta semana ambas partes no entrarán en discusiones sobre los aspectos agrícolas. Por su parte, Argentina volvió a negar ayer que bloquee importaciones, como le acusa la Unión Europea, si bien remarcó que aplica medidas para "cuidar" a su industria de la competencia extranjera. "No existen bloqueos (al comercio). Acá no hay ningún otro interés que no sea cuidar los propios productos", afirmó el jefe del gabinete de ministros argentino, Aníbal Fernández. (EFE)

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