sábado, 15 de junho de 2013

O Mercosulino 28/05/2010 -www.camara.gov.br/representacaomercosul

28.05.2010 Jornal do Brasil Caderno: Economia Brasil oferece ajuda para a União Europeia Carolina Eloy, Jornal do Brasil RIO - O Brasil está disposto a cooperar para a recuperação da União Europeia (UE) e já atua no Fundo Monetário Internacional (FMI) para facilitar a concessão de ajuda aos países com problemas, destacou o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. O comércio nacional com a zona do euro movimenta aproximadamente US$ 110 bilhões, disse Garcia. A recuperação dos países da zona do euro é importante para o Mercosul. Queremos ampliar as trocas comerciais, assim como receber mais investimentos e mais bens de capital europeus explicou Garcia quinta-feira no 3º Fórum Brasil-União Europeia. Em relação às negociações de livre comércio entre o Mercosul e a UE, Garcia disse que os europeus precisam aceitar que não vão assinar acordos semelhantes aos firmados com o Chile, Peru e Colômbia. Segundo ele, as indústrias brasileiras precisam ser preservadas. É preciso encontrar um equilíbrio entre a abertura industrial, pelo Mercosul, e aumentar as concessões no setor agrícola pela Europa. A UE tem também que moderar o apetite no segmento industrial diz. Garcia frisou que o país tem interesse na recuperação europeia, já que estas economias influenciam diretamente o cenário internacional. Ele citou a fuga dos recursos internacionais do mercado europeu durante crises, mas lembrou os casos das montadoras Volkswagen e Fiat, que atualmente produzem mais veículos no Brasil do que nos seus países de origem. Pode existir preocupação de que os problemas na zona do euro afastem investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Mas os empresários devem lembrar que os países emergentes, como o Brasil, são um refúgio seguros para os recursos europeus destaca. Solução Deslocar os investimentos europeus para o Brasil pode uma das saídas para a crise financeira atual da UE, destaca o vice-presidente executivo do Instituto de Comércio Exterior da Espanha (Icex), Ángel Martín Acebes. Para ele, a situação econômica brasileira também é um fator que impulsiona o deslocamento do foco de atuação de empresas. Quando o mercado interno retrai, como na Espanha e em outros países europeus, a exportação é torna-se uma oportunidade ainda maior defende Acebes. O executivo espanhol conta que no primeiro trimestre deste ano as exportações do país aumentaram 15% em relação ao ano anterior. Para ele, a exportação ter uma estratégia comercial e deve ser de médio prazo para que tenha retorno. Acebes afirmou que a saída da crise da UE passa pela abertura comercial e redução do protecionismo. Ele destaca que a Espanha já tem a economia aberta e um acordo entre Mercosul e a zona do Euro vai ficar mais fácil na próxima reunião em junho. A tendência é de redução do protecionismo europeu por causa da crise e o desafio deste acordo é político. Além disso, a integração dos dois blocos também precisa ser feita de maneira competitiva para os mercados avalia Acebes Jornal ‘Valor Econômico" Caderno: Brasil Adoção de barreiras é criticada pelo setor privado argentino Daniel Rittner, de Buenos Aires Diante da iminência de represálias do Brasil e de outros parceiros comerciais, como a União Europeia, o setor privado da Argentina fez críticas ao governo e pediu cautela na adoção de barreiras à importação de alimentos processados. Enquanto isso, o gabinete da presidente Cristina Kirchner tentou baixar o tom da polêmica e voltou a desmentir a existência de travas. Importadores têm afirmado que o veto a produtos estrangeiros com similares nacionais é uma determinação apenas verbal da Secretaria de Comércio Interior. "Um tiranossauro rex conduziria as coisas com mais delicadeza do que o senhor Guillermo Moreno", afirmou o presidente da Federação Agrária, Eduardo Buzzi, referindo-se ao secretário que idealizou a medida e conversou com redes de supermercados e atacadistas. À frente de uma das maiores entidades rurais do país, Buzzi disse temer as consequências sobre produtores primários da Argentina. "A indústria nacional deve ser protegida, mas não como vem fazendo este governo, com proibições que logo trazem represálias." Já o presidente da União Industrial Argentina (UIA), Héctor Méndez, pediu que o governo não tenha "perfil confrontativo, mas de negócios" nas relações comerciais com o Brasil. "Há que ser criterioso e buscar caminhos de equilíbrio", afirmou Méndez. O governo defendeu suas políticas comerciais, mas negou a tensão. "O Brasil tem uma balança favorável com a Argentina, o que quer dizer que a Argentina importa muito mais do que exporta. Isso não implica que nós não defendemos a indústria argentina, os trabalhadores e os preços nas gôndolas dos supermercados", disse o ministro do Interior, Florencio Randazzo, em declarações à "Rádio 10". Segundo ele, que acompanhou a presidente no embarque para o Rio, onde participa hoje do Fórum de Aliança das Civilizações, a Argentina não brigará com o Brasil "de nenhuma maneira". A ministra da Indústria, Débora Giorgi, divulgou comunicado em que nega a retenção de caminhões brasileiros na fronteira e diz que "não há nenhuma apresentação formal (de queixas) realizada pelo Brasil sobre restrições à entrada de alimentos". Débora destaca o desempenho do comércio bilateral no primeiro quadrimestre de 2010. As exportações brasileiras para a Argentina cresceram 57%; do lado contrário, as vendas de produtos argentinos ao Brasil aumentaram 39%. A balança está superavitária para o Brasil em US$ 859 milhões. Apesar da ausência de uma barreira formal contra a entrada de alimentos processados, as travas existem, assegurou o presidente da Câmara de Comércio Argentina-Brasileira, Jorge Rodríguez Aparicio, ao jornal "Clarín". "Concretamente, não temos nenhuma norma que estejam complicado as coisas, são comentários verbais do secretário de Comércio", explicou. Mas as advertências provocaram redução de encomendas. "Esses comentários já tiveram repercussão, porque ninguém vai comprar produtos se depois a alfândega retém sua entrada." Para o executivo, o efeito das restrições transcende o setor de alimentos. "A questão da desconfiança fica gravada na mentalidade dos empresários brasileiros." Ontem, no Rio, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, minimizou os efeitos da nova disputa comercial entre Brasil e Argentina. "Não há clima para represálias. A briga com a Argentina só tem consistência no futebol", disse Garcia. Ele admitiu, porém, que o Brasil poderá retardar a liberação de licenças não automáticas de importação para produtos argentinos. "Mas isso não configura sequer guerrilha, menos ainda uma guerra de posições", afirmou. Na quarta-feira, o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, disse que o Brasil poderia adotar medidas de retaliação contra a Argentina caso fosse confirmado que o bloqueio de caminhões na fronteira entre os dois países extrapolava questões burocráticas. No mesmo dia, o Valor adiantou que o Brasil estava disposto a retaliar a Argentina atrasando a liberação de licenças não automáticas de importação. Para Garcia, a atual discussão comercial com a Argentina é resultado de uma medida isolada tomada por funcionário de segundo escalão. É um tema que, segundo ele, os dois países têm condições de resolver pela via da negociação. (Colaborou Francisco Góes, do Rio) UE vê acordo com Lula "mais fácil" do que com sucessor Assis Moreira, de Paris União Europeia (UE), em plena crise econômica, acha "mais fácil" fechar, ainda no governo Lula, ou seja, até dezembro, um acordo de livre comércio com o Mercosul. Pelo menos foi o que o comissário de Comércio da UE, Karel de Gucht, indicou em conversa com o secretário-executivo do Itamaraty, embaixador Antonio Aguiar Patriota, durante encontro em Paris. Empresários europeus também avaliam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser mais sensível a concessões, para alcançar o que seria o maior acordo comercial em seus oito anos de mandato. Já o novo governo, qualquer que seja o vencedor, pode ter menos pressa. Gucht mantém prudência e quer esperar o relançamento da negociação. Os empresários têm pressa também, porque perdem fatias de mercado para a China na América Latina. Antigos negociadores europeus, porém, são céticos sobre a possibilidade de acordo UE-Mercosul antes que a Rodada Doha seja concluída. Bruxelas insiste que só tem "um bolso" para fazer as concessões na área agrícola para atender ao Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A França, após ter tentado bloquear o relançamento da negociação, começa a reclamar da oferta que a UE fez ainda em 2004, de cota de 60 mil toneladas de carne bovina para o Mercosul e outros 40 mil através da Rodada Doha. Na verdade, quando os dois blocos suspenderam as negociações, a discussão estava em torno de cota de 150 mil toneladas de carne bovina livre de tarifas. Ministros de Comércio se reuniram ontem à margem da conferência anual da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para discutir o que fazer com a Rodada Doha. Ficou decidido que os chefes de Estado e de governo se reunirão para discutir comércio. A expectativa é que ocorra em junho, à margem do encontro de cúpula do G-20. Quanto à conclusão de um acordo em Doha, não é para tão cedo. "Enfrentamos sérios impasses e as diferenças não foram reduzidas, é preciso reconhecer isso", disse Patriota. Ron Kirk, principal negociador americano, voltou a cobrar mais concessões do Brasil, China e EUA, sem oferecer nada em contrapartida - ou seja, não quer negociar. Para o Japão, os emergentes devem assumir "responsabilidades" e abrir mais seus mercados, porque não podem querer as flexibilidades dadas a outros países em desenvolvimento. Na declaração conjunta dos ministros da OCDE, ao qual o Valor teve acesso, os países ricos se comprometem mais uma vez a "resistir a todas as formas de protecionismo". E encorajam os grandes exportadores a aplicar regras comuns de apoio ao crédito à exportação, uma maneira de advertir que existem parceiros usando esse mecanismo para subsidiar vendas externas, caso dos EUA. Negociações serão retomadas no mês que vem , prevê Garcia Agência Brasil, de Brasília As negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) serão retomadas no mês que vem. Os europeus, porém, terão que entender que não assinarão com o Mercosul acordos de livre comércio semelhantes aos que foram firmados com o Chile, Peru e Colômbia, cuja estrutura industrial é diferente da brasileira, "que nós temos que preservar". A afirmação foi feita ontem pelo assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, durante o Fórum Brasil-União Europeia, no Rio. Segundo ele, todos os países terão que ceder um pouco nesse acordo, preservando o interesse nacional. Isso significa, disse ele, um equilíbrio entre a abertura industrial, do lado do Mercosul, e concessões mais substantivas no terreno agrícola pelos europeus. De acordo com Garcia, o Brasil e o Mercosul têm posição mais homogênea em relação ao acordo com o bloco europeu no que se refere às políticas agrícolas lá adotadas. Já na União Europeia, há países mais protecionistas e outros que gostariam de acelerar as negociações com o Mercado Comum do Cone Sul. Em momentos de crise, como a enfrentada hoje pela Europa, "a tentação do protecionismo é muito grande", afirmou Garcia Jornal "O Estado de S. Paulo" Caderno: Economia & Negócios Empresas brasileiras confirmam barreiras Negada pela Argentina, restrição à entrada de alimentos prejudica exportadores Ariel Palacios de Buenos Aires e Naiana Oscar de São Paulo Pouco antes de a presidente Cristina Kirchner embarcar para o Brasil, o ministro do Interior, Florencio Randazzo, negou de forma enfática a existência de barreiras argentinas contra a entrada de produtos alimentícios. Exportadores brasileiros informam que os caminhões não são impedidos de atravessar a fronteira, mas estão parados nas fábricas porque os importadores argentinos cancelaram pedidos com medo das ameaças federais. Hoje, no Rio de Janeiro, Cristina participará do 3.º Fórum da Aliança de Civilizações da ONU e vai aproveitar a ocasião para discutir o conflito comercial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, cujos países são o alvo das medidas verbais protecionistas argentinas. Na entrevista concedida a uma rádio argentina, ontem, Randazzo - um dos porta-vozes virtuais da presidente - admitiu que existe "uma briga de interesses" com o Brasil. Mas o ministro afirmou que "de forma alguma" vai entrar em ritmo de "briga" com o governo brasileiro. "O Brasil tem uma balança comercial favorável com a Argentina. Mas isso não implica que - como é uma luta de interesses que naturalmente acontece quando falamos em comércio - nós não defendamos a indústria argentina, os trabalhadores e os preços nas gôndolas dos supermercados." Embora Randazzo negue oficialmente a existência de medidas protecionistas, as barreiras que elevaram a tensão bilateral nas últimas semanas foram ordenadas verbalmente pelo secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, um dos homens de confiança de Cristina. Segundo as ordens, os importadores deveriam suspender as compras de produtos alimentícios não frescos no exterior que rivalizem com similares argentinos. Ameaças. A empresa Brasfrigo, uma das maiores fabricantes brasileiras de conservas, vem enfrentando desde o início do mês o temor dos importadores com as ameaças do governo argentino. A gerente de comércio exterior da companhia, Ivini Granado, estima que 25 caminhões estejam parados na fábrica por causa do cancelamento dos pedidos. O prejuízo do mês é calculado em US$ 700 mil. "Tenho em torno de 30 clientes lá e cada dia um deles me ligava pedindo para parar", conta Ivini. Todos deixaram de comprar da Brasfrigo. "Tentamos mandar os produtos, mas eles não queriam porque diziam estar recebendo telefonemas de ameaças de representantes do governo." Os contratos de exportação da Brasfrigo são anuais, mas dependem da autorização do cliente para enviar os produtos. Por isso, até agora, apenas um caminhão da companhia ficou parado na fronteira. "Esse custo é todo meu, por isso não estamos mandando a carga." Os importadores argentinos têm relatado à empresa que são ameaçados a exportar o mesmo valor que importarem de outros países. "A responsabilidade pela balança comercial argentina está sendo transferida para eles", diz Ivini. O mercado argentino é responsável por 60% das exportações da Brasfrigo, que somam US$ 24 milhões por ano com as marcas Jussara, Jurema e Tomatino de vegetais enlatados. Sob pressão. A gaúcha Oderich, que atua no mesmo segmento, também está tendo prejuízos. Segundo o gerente de comércio exterior da empresa, Paulo Kaiser de Souza, US$ 2 milhões em produtos estão estocados à espera da autorização dos clientes. São 100 caminhões parados de pedidos já confirmados. "O cliente não confirma o embarque porque está sob pressão. Se continuarem fazendo pedidos vão sofrer uma devassa fiscal." A Oderich exporta para a Argentina, principalmente, milho verde e creme de milho. "Embarcávamos 20 carretas por semana e agora são apenas duas." Ontem, por meio de um comunicado, a ministra da Indústria, Debora Giorgi, afirmou que o governo do Brasil "não fez apresentação formal alguma sobre restrições para a entrada de alimentos" brasileiros na Argentina. A ministra - famosa por ser a autora de diversas medidas protecionistas, especialmente contra o Brasil - negou que mercadorias brasileiras estejam sofrendo impedimentos nas alfândegas: "tampouco temos a evidência da existência de caminhões brasileiros impedidos de atravessar a fronteira". Mais cedo, Randazzo garantiu que o presidente Lula, que esteve em Buenos Aires na terça-feira para participar do bicentenário da Revolução de Maio de 1810, "em nenhum momento manifestou-se zangado". O chanceler Celso Amorim, na noite das celebrações, também evitou o caso das barreiras. O ex-presidente do Banco Central, Alfonso Prat-Gay, atualmente deputado da Coalizão Cívica, de oposição, criticou a medida protecionista do secretário Moreno. Prat-Gay ressaltou a situação suigeneris criada pela administração Kirchner: "Fica difícil para o Brasil retaliar formalmente essa medida argentina, já que ela não está oficializada". PARA LEMBRAR Anúncio verbal iniciou conflito entre os países As desavenças comerciais entre Brasil e Argentina voltaram à tona no início de maio, quando o secretário de Comércio do país vizinho, Guillermo Moreno, reuniu-se com diretores de supermercados e anunciou a proibição da entrada de alimentos importados que tenham similares produzidos localmente. Na ocasião, ele disse que a medida valeria a partir do dia 1° de junho. Homem de confiança da presidente Cristina Kirchner, ele comunicou a decisão apenas verbalmente. Desde o final de 2008, quando o impacto da crise global chegou ao Mercosul, empresários brasileiros enfrentam dificuldades para vender seus produtos à Argentina por causa da aplicação de licenças não-automáticas de importação. Depois de sofrer retaliação do Brasil, os argentinos agilizaram a liberação das licenças, mas setores relatam que a demora voltar a se agravar. Jornal ‘O Globo" Caderno: Economia Brasil e Argentina: 'é uma briga de segundo escalão', diz Marco Aurélio Disputa por importações de alimentos, no entanto, pode chegar a presidentes Fabiana Ribeiro e Monica Yanakiew RIO e BUENOS AIRES. O assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse que a discussão entre Brasil e Argentina refere-se a uma "medida isolada de um funcionário de segundo escalão", que não afetará as relações entre os dois países. Para ele, é possível resolver a questão via negociação. -- As medidas serão evocadas, mas sem ânimo de confrontação. Rivalidade com a Argentina só no futebol. Garcia admitiu, contudo, a possibilidade de haver um retardamento na concessão de licenças de importação de produtos argentinos. - Isso não se configura uma guerrilha, menos ainda uma guerra de posições - disse Garcia, que esteve ontem no III Foro Brasil União Europeia, no Rio. Funcionários do governo argentino minimizaram a "guerra comercial" com o Brasil, que há duas semanas mobiliza empresários, diplomatas, ministros e pode chegar aos presidentes Cristina Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontrarão hoje no Rio. Ontem, o ministro do Interior argentino, Florencio Randazzo, admitiu que existe um "conflito de interesses" entre os dois países e que a Argentina tem, como política, defender seus produtores e trabalhadores. Mas tanto ele, como a ministra da Indústria e Comércio, Debora Giorgi, negaram que houvesse travas as importações do Brasil. - Travas formais não existem. Ninguém colocou uma proibição no papel, daí o problema. O que existe é uma "sugestão", por parte do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, aos supermercados de deixar de comprar lá fora produtos alimentícios que podem ser produzidos aqui. Quem não quer ter problemas com o governo, prefere aceitar a recomendação, temendo represálias - explicou o economista Mauricio Claveri, da consultoria Abeceb. A Abeceb, aliás, fez um estudo demonstrando que a Argentina tem mais a perder, caso o Brasil resolva aplicar retaliações, como insinuou anteontem o secretário do Comércio do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Welber Barral. Pelos cálculos da consultoria, se a Argentina de fato restringisse as importações de produtos alimentícios do Brasil economizaria US$81 milhões. Em compensação, as retaliações brasileiras poderiam afetar US$351 milhões das vendas argentinas. Jornais dos Países Membros do Mercosul Argentina "Clarín" Sección: El País Presión a Lula para que reclame a Cristina por el freno a importaciones Los dos presidentes tendrán un encuentro bilateral hoy por la tarde.Por: Eleonora Gosman Las asperezas que volvieron a surgir entre la Argentina y Brasil, por causa de una reedición de barreras a las compras de productos brasileños, es el fondo de la llegada de Cristina Kirchner a Río de Janeiro anoche. La Presidenta participa hoy de un panel en la cumbre de las Naciones Unidas bautizada como Alianza de Civilizaciones. Y a las 18 se reunirá con su colega Lula da Silva, encuentro donde las diferencias serán parte de la agenda. La presión de los privados sobre el gobierno brasileño se acentuó. La poderosa Federación de Industrias del Estado de San Pablo (Fiesp) insistió que las exportaciones de alimentos al mercado argentino sufren restricciones por cuenta de una medida verbal enunciada por el secretario de Comercio Guillermo Moreno hace dos semanas. A esta corresponsal le indicaron que el daño no es visible en las fronteras entre ambos países donde no hay camiones parados. "El problema ahora es que las empresas brasileñas registran cancelaciones de pedidos de alimentos por parte de importadores argentinos. Ellos temen verse en problemas a partir del 1º de junio, la fecha tope que puso Moreno para las importaciones", dijeron. Cuando esta periodista preguntó en qué estado estaba la negociación, la Fiesp reveló que "los problemas no están resueltos, aunque tal vez podamos decir que el diálogo está encaminado". Por eso, dijeron en la entidad, "seguimos preocupados y en alerta". Los dos gobiernos buscaron ayer bajar la tensión al conflicto, pero reconocieron que es parte de la agenda. "No hay clima para represalias, nada de eso" dijo el asesor internacional de Lula, Marco Aurelio Garcia. Para él fue "una medida aislada de un funcionario de segunda línea". Se refería a Moreno, a quien el gobierno brasileño no le profesa simpatías. Sin embargo, García sostuvo en otro momento de su diálogo con la prensa que "en momentos de crisis, no hay nada peor que poner trabas al comercio". Sin referirse específicamente a la Argentina, remarcó cuál es la postura brasileña. En Buenos Aires, Aníbal Fernández aseguró que "no es un tema que nos tenga que sacar de quicio". Para luego agregar que "si (Cristina) tiene que discutir cosas de máximo nivel lo hará con el presidente Lula". Anoche, Presidencia confirmó que los dos presidentes tendrán un encuentro hoy a las 18. Las aclaraciones de los ministros de Cristina no fueron suficientes para despejar los nubarrones en la relación con sus colegas de Brasilia. En el Ministerio de Desarrollo e Industria de Brasil la postura no varió según confiaron a este diario. Si la próxima semana no desaparecen las dificultades comerciales, reeditadas por obra y gracia del secretario Moreno, habrá represalias. Insistieron en que es preciso que haya más previsibilidad y subrayaron que la relación bilateral "no debe estar teñida" por los roces que provoca la "ambigüedad argentina". "La Nación" Sección: Política Buscan reducir la tensión con Brasil El Gobierno minimizó las restricciones y destacó la fortaleza del vínculo bilateral; la Presidenta viajó a Río de Janeiro y se verá hoy con Lula El gobierno nacional intentó ayer bajar el tono de la polémica con Brasil por las trabas a las importaciones de alimentos. La estrategia será reforzada en las próximas horas, durante la visita a ese país de la presidenta Cristina Kirchner, que anoche arribó a Río de Janeiro. La amenaza del gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva de responder con medidas recíprocas si se confirma el freno argentino a la importación de alimentos despertó la inmediata reacción de la Casa Rosada. Tres ministros, entre otros funcionarios, minimizaron o negaron las restricciones impulsadas por el secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno, y destacaron la fortaleza del vínculo con Brasil. "No hay ninguna presentación formal realizada por Brasil sobre restricciones al ingreso de alimentos", dijo en un comunicado la ministra de Industria y Turismo, Débora Giorgi, que acompañó a la Presidenta, junto con su par de Economía, Amado Boudou, y con el canciller Jorge Taiana. Recordó que Brasil es el "principal socio comercial" de la Argentina y destacó que el Gobierno sigue "trabajando de manera conjunta para fortalecer aun más esa relación". Más temprano, el jefe de Gabinete, Aníbal Fernández, y el ministro del Interior, Florencio Randazzo, habían descartado en declaraciones radiales que se fuera a producir una pelea con Brasil por este tema. Foro: ¿Cuáles son los desafíos económicos del Gobierno? Cristina Kirchner participará hoy, junto a Lula y otros jefes de Estado, de la tercera edición del Foro de la Alianza de Civilizaciones de las Naciones Unidas, y a las seis de la tarde mantendrán una reunión bilateral, en la que, aunque no se informó oficialmente, se trataría la cuestión comercial. Un dato que refleja cómo la cuestión del intercambio comercial se coló en una agenda que a priori era más institucional es el hecho de que Giorgi fue incorporada a último momento a la delegación argentina. La ministra es la encargada de monitorear el cumplimiento de los acuerdos y la correcta marcha del comercio bilateral con Brasil, aunque Moreno no reporta a su cartera. "Si la subieron a Débora, eso tiene que ver con ir a hacer un planteo claro sobre la situación para evitar malentendidos", explicaron en su entorno. Los datos del primer cuatrimestre indican que la balanza comercial entre los dos países es deficitaria para la Argentina, en US$ 658,2 millones. El país exporta por 4163,6 millones e importa por 4821,7 millones. Señales de conciliación Desde el gobierno brasileño también se emitieron señales conciliatorias. "Si mañana [por hoy] tienen un nuevo encuentro [Lula y Cristina], evidentemente abordarán ese asunto pero sin ningún ánimo de represalia. Nuestra pelea con la Argentina sólo tiene consistencia en el fútbol", dijo el asesor de la presidencia brasileña para Asuntos Internacionales, Marco Aurélio Garcia, aunque luego no se privó de ningunear a Moreno: "Fue una medida aislada de un funcionario de segundo escalón". El subsecretario de Integración Económica Americana y Mercosur, Eduardo Sigal, dijo en Estados Unidos a la CNN que "no hay ni va a haber prohibiciones" para el ingreso de alimentos, y contó que hace unos días consultó a Moreno por este tema y éste le respondió que "no había ninguna medida tomada tampoco hacia la política interna". La decisión de Moreno de revisar el otorgamiento de permisos sanitarios a todos los productos alimenticios que ingresan en el país quedó parcialmente plasmada en una carta que envió el 23 de abril al director del Instituto Nacional de Alimentos (INAL), pero no fue notificada formalmente como restricción ni a los importadores ni a los socios comerciales del país. Por eso, Brasil dice que sólo si se comprueban las trabas se aplicarán las correspondientes represalias. Sin embargo, la noticia de que Moreno intervendría en la importación de alimentos ya provocó cancelaciones de algunos contratos que estaban previstos. "Aunque no existe una norma y menos, un detalle de productos afectados, hay importadores que están cancelando órdenes de compra de Brasil; por ejemplo, de choclo y tomate", señaló en declaraciones radiales el presidente de la Cámara de Comercio Argentino-Brasileña, Jorge Rodríguez Aparicio. Ricardo Martins, director ejecutivo de la Federación de Industrias de San Pablo (Fiesp), estimó que mayoristas y supermercadistas argentinos ya cancelaron el 70% de los pedidos para evitar enfrentarse a Moreno. Empresarios argentinos confirmaron ayer que el mecanismo instrumentado por Moreno se sigue aplicando para algunos productos. La autorización del INAL, que antes se expedía en menos de 24 horas, ahora sólo es automática para los productos autorizados por Moreno. El resto debe pasar una revisión que puede tardar hasta ocho días, según relató un empresario. En Río esperan un gesto de la Presidenta para descomprimir Anoche llegó a Brasil, donde hoy se verá con Lula, en una reunión acordada de urgencia RIO DE JANEIRO.- Cristina Kirchner hoy despertará en Río de Janeiro en medio de una polémica. Los rumores crecientes de trabas argentinas a los alimentos de Brasil terminaron de avivar aquí la controversia pública y el enojo de los industriales locales, que esperan que haya "gestos" políticos para aliviar la tensión. A tal punto llegaron los cruces que ambos gobiernos organizaron una reunión de urgencia. Hoy, a las 18, después del foro internacional que los convocó originalmente, la Presidenta y su par brasileño y anfitrión, Luiz Ignacio Lula da Silva, tendrán un encuentro fuera de agenda para tratar los detalles más sensibles del intercambio comercial, hoy atravesado por los reclamos de los exportadores brasileños, temerosos de que se cumpla el anuncio del secretario de Comercio Interior, Guillermo Moreno, y que a partir del 1° de junio se frene la colocación de sus productos en la Argentina. En esa reunión estarán los ministros Amado Boudou (Economía) y Débora Giorgi (Producción), que ayer fueron subidos al avión oficial a último momento, con un solo objetivo: sumar argumentos para bajar los decibeles de la confrontación. "Sabemos que hay muchos exportadores inquietos", admitió ayer ante LA NACION una fuente de la delegación, que prepara aquí la agenda oficial, que hasta anoche era estudiada al detalle. Sólo a última hora el Gobierno confirmó el encuentro con Lula, después de horas de negociaciones. Hasta entonces, los encargados de la logística de la visita habían insistido, misteriosos, en que Cristina Kirchner iba a "abocarse a la agenda formal". Sucede que nadie esperaba que la Presidenta fuera recibida en Río de Janeiro en medio de un clima hostil. Hasta ayer, su viaje estaba preparado como una suerte de visita relámpago, con el objeto de ser una de las oradoras centrales del Tercer Foro de la Alianza de las Civilizaciones, un programa de las Naciones Unidas creado en 2007 dedicado a la promoción de la paz y el diálogo cultural. Un encuentro que tenía una única polémica de fondo, que sería tratada hoy mismo: el programa nuclear iraní. Pero Cristina Kirchner debió sumar a la agenda los crecientes cortocircuitos con su principal socio comercial. Era imposible evitarlo. De hecho, ayer, fue un tema obligado para el asesor de Lula en Asuntos Internacionales, Marco Aurelio García, en la apertura del encuentro internacional. Allí habló de "equilibrio", aunque intentó minimizar la pelea. "No hay clima para represalias. La pelea entre Brasil y la Argentina sólo tiene consistencia en el fútbol", contestó sonriente. Anteayer, el secretario de Comercio Exterior brasileño, Welber Barral, había anunciado que su país frenaría las importaciones argentinas si sus empresarios empezaban a sufrir algún tipo de barrera en la colocación de su producción alimentaria. Aquí, los empresarios brasileños ya empezaron a quejarse en público de la cancelación de contratos y del freno de camiones en la frontera. Y, ayer, los medios le prestaron especial atención a una de las declaraciones del ministro del Interior, Florencio Randazzo, que ayer dijo que había "una pelea de intereses". En medio de la controversia, Cristina Kirchner tuvo que modificar su plan original, que preveía que estuviera en Río de Janeiro menos de 24 horas. Igual su jornada será agitada. Comenzará el día a las 9, en la apertura oficial del foro, que se realizará en el Museo de Arte Moderno. Será una de las oradoras del primer bloque. A lo largo de la mañana participará de los debates en torno de los ejes pautados para el encuentro: la educación y los problemas migratorios. La polémica por el acuerdo de Brasil y Turquía con Irán por su plan nuclear también es un tema seguro, pero se tratará fuera de agenda. Habrá un representante del gobierno norteamericano. Faltará el presidente español, José Luis Rodríguez Zapatero, que suspendió su viaje, acuciado por la crisis económica de su país. Al mediodía, Cristina Kirchner estará en el almuerzo oficial que organiza Lula. Después vendrá la foto de la cumbre. Como el caso de Irán, las discusiones por el intercambio comercial también formarán parte de esa serie de intercambios extras, fuera de programa. Será después de todos los actos programados. Allí, Lula y Cristina, por fin, intentarán limar las asperezas. Paraguay "ABC" Sección: Economía Brasil minimiza diferencias con Argentina por trabas El asesor de la Presidencia brasileña para Asuntos Internacionales, Marco Aurelio García, minimizó ayer las divergencias comerciales con Argentina y negó que el gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva pretenda tomar represalias si se restringe la importación de alimentos en ese país, según un reporte de la agencia EFE. "No hay clima para represalias. La pelea entre Brasil y Argentina solo tiene consistencia en el fútbol", afirmó el asesor de Lula en declaraciones a periodistas en Río de Janeiro, después de participar en la apertura del Foro Brasil-Unión Europea, y pese a un furibundo editorial publicado por el diario paulista el martes último, calificando las amenazas argentinas como un "pillaje" en el Mercosur. García agregó que Lula tuvo el lunes último una "calurosa reunión" en Buenos Aires con la presidenta argentina, Cristina Fernández, durante las celebraciones del Bicentenario de la independencia de ese país. "Si mañana tienen un nuevo encuentro, evidentemente abordarán ese asunto, pero sin ningún ánimo de represalia" , insistió al referirse al viaje que hará Fernández el viernes a Río de Janeiro para participar, junto con Lula y otros mandatarios, del III Foro de la Alianza de las Civilizaciones. El funcionario también minimizó las declaraciones de la víspera del secretario de Comercio del Ministerio de Desarrollo, Industria y Comercio de Brasil, Welber Barral, quien advirtió que el Gobierno brasileño puede responder con acciones similares a las posibles medidas de Argentina para restringir la importación de alimentos. "El principio del Gobierno brasileño en sus relaciones internacionales es la reciprocidad. Brasil también tiene un mecanismo electrónico de control de importaciones", dijo Barral al ser interrogado sobre las medidas que Argentina supuestamente pretende adoptar desde el 1 de junio, y que podrían afectar también a las exportaciones paraguayas. "La Nación" Sección: Mundo Canciller brasileño advierte sobre "consecuencias" ante el freno argentino Brasil advirtió hoy, viernes, que las limitaciones impuestas por la Argentina a la importación de sus productos tendrá "consecuencias", antes del encuentro bilateral que mantendrán los presidentes Cristina Kirchner y Luiz Inácio Lula da Silva en Río de Janeiro. Celso Amorim se sumó a los reclamos que desde el gobierno brasileño plantearon ante las limitaciones en el comercio bilateral, informó la agencia Ansa. Las declaraciones se produjeron antes del encuentro que hoy mantendrán en Río de Janeiro Cristina Kirchner y Lula Da Silva. "Se dice que hay algunas autoridades argentinas que estimularon a algunos supermercados a comprar productos nacionales, es algo de lo que no gustamos, y va a acabar teniendo algún tipo de consecuencias", advirtió el canciller brasileño, Celso Amorim, en referencia al conflicto comercial entre las dos naciones. "Es muy importante que Argentina comprenda que Brasil es un gran mercado para ellos", agregó Amorim en declaraciones a los medios de prensa difundidas esta mañana. Sin embargo, el diplomático brasileño destacó que el comercio bilateral registró un repunte "importante" durante el primer trimestre de 2010, recuperando las condiciones que se registraron antes de la crisis financiera de 2008. Infobae.com Uruguay "El Pais" Sección: Política Nacional Defensa: Uruguay y Brasil exploran mayor cooperación DANIEL ISGLEAS Uruguay y Brasil mejoraron, en los hechos, su relación bilateral en materia de defensa y dejaron sentadas las bases para un acuerdo de cooperación bilateral en esa área que se firmará el próximo 4 de agosto, durante una reunión cumbre que sostendrán los presidentes José Mujica y Lula en la ciudad de Livramento. Durante toda la jornada pasada, los ministros Luis Rosadilla y Nelson Jobim, de Uruguay y Brasil respectivamente, más los jefes de las Fuerzas Armadas de ambos países, exploraron caminos para aumentar el apoyo mutuo y firmaron una declaración conjunta donde dejan en claro que fortalecerán la cooperación en la instrucción y preparación de efectivos a través de cursos y programas de intercambio. En una rueda de prensa ofrecida en el Hotel Radisson -sede de las reuniones- tras el encuentro, Rosadilla y Jobim expresaron su "satisfacción" con el avance logrado sobre el Consejo de Defensa Sudamericano de Unasur. DISUASIÓN. El ministro Jobim dijo a los medios que América del Sur debe recuperar su "capacidad disuasoria" en el campo militar, al tiempo que rechazó que la región se encuentre en una carrera armamentista. El ministro de Defensa brasileño explicó que "es importante tener presente que América del Sur es el que tiene mayor capacidad de reservas de agua potable del mundo, y una gran producción de energía y de alimentos (…) temas importantes para el mundo moderno. Y nosotros tenemos que recuperar nuestra capacidad disuasoria``, dijo. Añadió que Rosadilla comparte la idea de elaborar "una política de identidad de defensa" para América del Sur. Uruguay y Brasil también avanzaron en el perfeccionamiento de la industria militar regional. Por ejemplo, Jobim le informó a Rosadilla que Brasil cuenta con una línea para desarrollo de equipos militares, que no es para compra. La idea del ministro norteño es desarrollar una industria en el subcontinente y no fomentar la compra porque eso crea condicionamiento a los países. "La Republica" Sección: Mundo DIPLOMACIA ARGENTINA El gobierno argentino consideró natural que exista con Brasil lucha de intereses en la defensa de sus respectivas industrias y afirmó que Brasilia no presentó queja alguna sobre supuestas restricciones al ingreso de sus productos al mercado argentino. "Es una pelea de intereses que naturalmente se da cuando se habla de comercio, nosotros defendemos la industria argentina, los trabajadores y el precio en las góndolas de los supermercados", dijo ayer el ministro del Interior, Florencio Randazzo a Radio 10. "Brasil tiene una balanza favorable con Argentina, eso quiere decir que Argentina importa mucho más de lo que le exporta", recordó el funcionario al aclarar que Brasil no reportó hasta el momento "ningún impedimento para que ingresen importaciones". El ministro relativizó la cuestión al encuadrarla en una natural "pelea de intereses" que a su juicio no entorpece la relación.

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